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Por volta do século VIII
a.C., as tribos gregas já conquistavam as ilhas do mar Egeu, Grécia
continental e territórios que se espalhavam da Sicília à Ásia, da
Costa Africana até o Mar Negro. O povo grego, chamado de Helenos,
nesta época já dominava a agricultura, fundiam ferro, esculpiam o
bronze, navegavam com segurança pelo Mediterrâneo e estabeleciam um
crescente comércio. As comunidades primordiais transformaram-se em
unidades sócio-economicamente mais "maduras", desenvolvendo as
"cidades-estados" independentes, ficando unidas pela língua, escrita e
pelos mesmos deuses, catalisando o nascimento da civilização grega.
Nos tempos remotos, para realizar troca de valores, era usual a
utilização de lingotes de bronze ou barras de ferro. Como sabemos de
Homero, lá pelo século IX a.C., pesos de prata facilitavam a troca de
valores. Mas essa logística comercial exigia um sistema monetário mais
apropriado, que facilitasse os negócios, os pagamentos oficiais, a
cobrança de impostos e limitasse as medições repetitivas dos pesos dos
metais preciosos. A ação conjunta dessas circunstâncias condicionou o
surgimento de um disco de metal precioso, com desenho próprio e com
peso determinado - isso culminou com a criação da moeda cunhada, como
a conhecemos até os dias atuais. Atribui-se aos reis lídios, a
invenção da cunhagem de moedas.
Lídia, situada na
Ásia Menor, era uma cidade-estado próspera no início do séc. VI a.C. O
rio Hermos possuía muitos atributos, um dos quais era o alto teor de
ouro e prata em seu leito, oferecendo uma liga natural denominada
elektron.
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