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O elektron foi o primeiro
metal a ser usado com finalidade de cunhar moedas. A pele de carneiro
foi utilizada para filtrar a água do rio e reter os grãos de ouro e
prata, era conhecido como "ouro pálido". Esse processo arcaico,
esquecido posteriormente, deu origem à lenda dos argonautas, que
viajavam pelo Mediterrâneo para encontrarem o "Tosão de Ouro" - do
carneiro. Os nomes dos primeiros gravadores de moedas são
desconhecidos, perderam-se no tempo, mas evidências arqueológicas
confirmaram o nome do rei Aliates, da Lídia - que governou entre 610 a
561 a.C. - como a primeira autoridade a emitir moedas com monograma,
representando o governo de um estado.
A CUNHAGEM MANUAL
A técnica de cunhagem, a
partir do séc. VII até o séc. V a.C. - em princípio - ficou
inalterada. Um disco de metal aquecido até aproximadamente 800 °C,
fixado na bigorna, foi submetido a duas impressões diferentes. A face
do disco que recebeu a impressão principal (embutido na bigorna)
chamava-se anverso. O cunho móvel bateu a face do reverso. As
cunhagens dos séc. VII e V a.C. apresentavam uma marca típica no
reverso -denominada "quadrado incuso"". O valor extrínseco da moeda
dependia da proporção de conteúdo ouro e prata. Por causa dessa
incerteza em relação ao valor real da moeda de elektron, o rei
Croesus, último rei da Lídia (561-548 a.C.), estabeleceu a primeira
cunhagem bi metálica, desenvolvendo uma cunhagem separada em ouro e
prata.
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