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É provável que a
criação da moeda foi idealizada para realizar os pagamentos oficiais
do Estado. Um mercenário, no séc. VI a.C., ganhava por mês cerca de 1
stater (moeda de elektron, com peso aproximado de 14/16 gr.). O valor
de equivalência da moeda cunhada em ouro e prata não correspondia às
necessidades dos pequenos negócios da vida cotidiana. Para resolver
esse impasse e proporcionar maior flexibilidade ao sistema monetário,
no séc. V a.C., iniciaram-se as primeiras emissões de moedas em
bronze. Até o fim do séc. VI a.C., a cunhagem de moedas difundiu-se
pelas cidades gregas, ao longo de toda a costa do mediterrâneo, como
um veículo de propagar a influência da Cultura Grega. As moedas
passaram a promover, suas tradições, lendas, sua fauna, flora e,
principalmente, seus deuses. De modo geral, a cunhagem de moeda
significava a liberdade da cidade-estado, o que era o eixo principal
do pensamento grego. Se levarmos em consideração que mais de 1.400
cidades emitiram as suas próprias moedas, e que um cunho "agüentava"
até 40 mil marteladas, aí podemos entender a generosidade que o mundo
grego ofereceu à Numismática.
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