Era uma vez Londrina, antes e depois de 1934.

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Doenças e Mortes em Londrina

O tema vem sendo trabalhado através de uma dissertação já defendida por Maria Angelina Zequim, orientada por Márcia Siqueira de Carvalho, e um projeto de pesquisa - Doenças e Mortes na Londrina pioneira (1933 a 1943), desenvolvido atualmente pela graduanda em Geografia Fernanda Candiani Martins. A problematização sobre o tema é identificar as causas de mortes e a relação com o ambiente natural e social no passado e no presente ( ver figuras na página).

A Geografia Médica, “revisitada e revisada” no temário geográfico atual sob a forma de Geografia da Saúde, é um campo em aberto na região. Em levantamento prévio, identificamos uma lacuna quando aos aspectos de saúde e doenças numa região de frente de expansão como foi Londrina, repercutindo no processo de ocupação. Monbeig (1984) tratou da malária na fase pioneira, porém identificamos que ela já estava presente na fase anterior. A febre amarela silvestre foi outra doença que sequer foi citada. Recentemente, doenças que se julgavam controladas, como a leishmaniose, apareceram novamente na região Norte do Paraná. A identificação e comparação entre as doenças da Londrina “pioneira”, e até antes das décadas de 1940 e 1950 (Moreira, 1935), e as da atualidade, incluindo a violência sob a forma de óbitos por causas externas (Zequim e Carvalho, 2003), traz novas maneiras de re-elaborar a geografia da cidade e da região.

 

Fonte da figura: Livro de Inumações do cemitério São Pedro (Londrina): 1933 a maio de 1943.

 

 

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