O ambiente natural e a
instalação de população numa região inserida como produtora de lavoura
comercial na divisão internacional do trabalho - assim devemos interpretar o
processo de ocupação do Norte Novo do Paraná. Brasileiros e estrangeiros
tomaram parte no processo de ocupação da franja pioneira. Apesar da cafeicultura ser destacada como atividade produtiva
motora da expansão, as lavouras de subsistência, depois do aproveitamento
inicial das madeiras, tiveram um papel de extrema importância. Inicialmente, os
recursos naturais da floresta tropical forneceram o alimento - palmito, caça -
a matéria-prima para a construção de ranchos e casas - palmito e madeira. A
diversidade étnica e a presença de brasileiros de várias origens são estudadas
para a compreensão da relação entre produção agrícola e os regimes alimentares.
Um tema bastante divulgado era a fertilidade natural do solo - terra roxa - no
processo de venda dos lotes daí as fotos das lavouras atestando o fato.
Buscamos identificar e comparar os regimes alimentares com as doenças e mortes
na fase pioneira.
Na seção bibliografia há
uma parte específica sobre o tema.
A temática vem sendo
desenvolvida através de projetos orientados por Márcia Siqueira de Carvalho e
bolsistas de iniciação científica (Erika Fernanda Rodrigues e Joviniano Pereira
da Silva Netto). As fontes utilizadas são os jornais,
entrevistas, depoimentos e memórias escritas e fotografias.
A geografia senta-se à mesa: considerações
sobre a alimentação na Londrina pioneira (Publicado no periódico Terra Livre/AGB) Parte 1 Parte 2 Parte 3
D. Afra Rodrigues e João Oliveira, Rosely
Maria de Lima.