Era uma vez Londrina, antes e depois de 1934.

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O levantamento e análise da produção geográfica elaborada nas décadas de 1940 e 1950 sobre o Norte do Paraná, significa uma ótica de análise relativa aos conceitos de fronteira, migrações populacionais e rápido processo de ocupação no âmbito dessa ciência. São obras que analisam um período anterior – a Londrina pioneira. Este adjetivo significa uma região cujo avanço da colonização agrícola se dá à custa de áreas nunca cultivadas (Derruau, 1982, p. 435). Ou ainda:

A existência de uma zona ou faixa pioneira pressupõe uma intensificação no povoamento e na ocupação agrícola de uma zona, uma aceleração da área derrubada, um afluxo regular de população proveniente de outras zonas mais velhas, a abertura de estradas, o aparecimento de vilas e cidades. (Bernardes, 1953, p. 336-337)

                Vários são os trabalhos, documentos e artigos que relataram a rápida e intensa ocupação da região (Bernardes, 1952; Bernardes, 1953). A parte fitogeográfica recebia seus primeiros esboços (Maack,1981; Romariz,1953; Monbeig,1951).Todos estes artigos são de reconhecido mérito e usualmente utilizados por pesquisadores, professores e alunos. Contudo, a análise epistemológica deste material, no sentido de identificação das teorizações subjacentes, como forma de se conhecer e entender um pouco os avanços da própria Geografia, ainda não foi realizada. Boa parte desta produção geográfica é de difícil acesso, tendo em vista ter sido originalmente publicada em outro estado e instituição fora do Paraná (Monbeig, 1945, 1953, 1954). Muitas estão esgotadas. Assim, recuperar este material é de fundamental importância para disponibilizá-lo a outros leitores, permitindo uma ampliada análise.

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