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2005-07-08 |
Só num país (e concelho) sem qualquer tipo de planeamento urbanístico é que se permite este tipo de construção |
Apenas breves palavras para apresentar a minha (mais uma) indignação pelo atropelo urbanístico que está acontecer com a construção dos edifícios em causa.
Independentemente dos interesses dos vários intervenientes é por demais evidente o desajuste de tal construção numa das poucas zonas que permite uma circulação de ar entre o rio e a zona do Parque dos Poetas.
Só num País (e a agora ao que parece também um Concelho) sem qualquer tipo de planeamento urbanístico é que se pode permitir este tipo de construção que choca até o mais distraído. Só assim se percebe que alguns (infelizmente com responsabilidades ao nível do poder central e local) ainda pensem que desenvolvimento é construir a qualquer custo e apresentar índices de crescimento de construção positivos ano após ano. O espaço é limitado (e a paciência também).
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| João Miguel (Oeiras) |
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2005-05-02 |
Oeiras marca o ritmo (lento) |
Em virtude da desenfreada construção que se verifica no nosso Concelho, o ritmo a que nos movemos no seu interior passou a ter paralelo com qualquer estrada de acesso à famigerada IC19.
Já repararam no trânsito caótico com que nos deparamos diariamente. Para quem vive neste Concelho à mais de 10 anos, a sensação só pode ser de frustração, pois neste momento Oeiras está igual a qualquer Massamá, Cacém ou outros exemplos daquilo que não deveria ser jamais repetido em qualquer ponto do País.
Mas não! Acontece mesmo ao nosso lado.
Talvez seja esta a melhor altura para ensinarmos os responsáveis por estas situações de que não os queremos de volta. Desenvolvimento sim, mas não a qualquer preço.
Talvez seja também a altura de deixarmos um claro aviso a quem lá está, de que o próximo poderão ser "eles". Vêm aí autárquicas, meus amigos!
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| Pedro Carvalho (Paço de Arcos) |
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2005-03-28 |
A Bem de Oeiras e de Portugal |
Oeiras não poderá tolerar, porque é objectivamente intolerável, mais MAMARRACHOS... quer sejam "estaticamente" imóveis com 10, ou mais pisos, ou activamente "dinâmicos", com múltiplos "pisos subterrâneos", como alguns dos autarcas que hipocritamente "zelam" pelos interesses do Município, enquanto vão enchendo os bolsos e as bolsas helvéticas, com negociatas e manobras de "banha-da-cobra" mais ou menos obscenas, embora sempre rentáveis para as ditas. OEIRAS dispensa todos os autarcas (e/ou munícipes) parasitas, quer fumeguem exaltados "habbanos", ou pavoneiem balzaquianas "Luis Vuitton". Só não dispensa os genuinos OEIRENSES! Aqueles que assumem, sem hipocrisias, a defesa dos superiores interesses colectivos do MUNICÍPIO.
NOTA: Para quem, eventualmente, considerar a presente crítica como "políticamente (in)correcta", apenas me resta REAFIRMAR, (JURO!!), que a mesma é isenta de qualquer conotação político-partidária, revelando apenas a indignação de um simples munícipe de Oeiras, perante a devastação urbanística e humanística que, insidiosamente, nos últimos dez anos tem descaracterizado o Município de Oeiras, em particular, e a generalidade de todo o território português.
A Bem de Oeiras e de Portugal,
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| Victor Freire (Paço de Arcos) |
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2005-03-14 |
"Parque dos Poetas" ou "Pátio do Mamarracho"... |
A Presidente da Câmara comentou, numa das últimas reuniões da
Assembleia Municipal, que
o projecto que ali está a nascer - o Mamarracho - foi um dos três que o construtor apresentou à
Câmara, em 2001, "FORÇADA QUE FOI PELO TRIBUNAL" a
conceder o Alvará de loteamento. Portanto, este foi o projecto preferido pela CMO! (Imaginem-se os outros, quando este tem cércea de cerca de 40
metros, quase tanto como a largura do "suposto" Parque dos
Poetas naquele
local).
O facto de o Tribunal Administrativo ter mandado cancelar os
alvarás, em Outubro, parecia oferecer o momento para parar tão "INDESEJADA" obra. Mas, não. Foram emitidas licenças de construção em Setembro, quando
a
Câmara já sabia que havia uma Acção a correr e o Gabinete Jurídico
aconselhou
mesmo o Executivo a não intervir para não incorrer em supostos "custos
de
paragem". O que significa que a Câmara não tomou qualquer medida
cautelar
para não "agravar os custos". Assim, o construtor "O ÚNICO A GANHAR" foi
montando os seus andares. Como a área de implantação é de dois lotes de
505
m2 cada e o custo
de construção na fase de estruturas é de 100 a 150 € por m2, é de
estimar
que já lá estão 600.000
a 800.000 € de obra que a Câmara não parou, ou por outra, não quis
parar.
Como
o Mamarracho terá a sua frente "nobre" para Leste, o rio Tejo, ficarão as
traseiras para o suposto "Parque dos Poetas", a obra emblemática desta
gestão
autárquica. Um autêntico "PÁTIO do MAMARRACHO".
Esperemos que se a obra
for
avante a roupa a secar tenha carácter poético.Talvez pôr a estátua do
Bocage
por debaixo...
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| Victor Guerra (Oeiras) |
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2005-03-06 |
Nisto é que Oeiras deveria marcar o ritmo... |
Duas matérias problemáticas estão em cima da mesa.
Uma, relativa aos processos de participação pública dos cidadãos nas decisões que afectam a sua qualidade de vida e o valor patrimonial das suas habitações nas quais depositam boa parte do esforço do seu trabalho.
Outra, sobre o rigor e honestidade das mensagens políticas ao fazerem centrar o apoio político dos eleitores também nas promessas sobre o parque dos poetas e sobre a secundarização de um dos maiores valores cénicos do concelho que é património de todos em benefício de apenas alguns empresários e decisores políticos.
Sobre a primeira, para além de ocuparmos a cauda da Europa, ela revela a natureza e a capacidade dos nossos políticos que parecem tudo fazer para esconder das populações a todo o custo tudo aquilo que possa levantar celeuma. Apesar de não duvidar do escrupuloso cumprimento dos procedimentos legais, o certo é que na maior parte dos casos o cidadão considerado juridicamente não interessado no processo não tem acesso ao mesmo, por um lado, e, por outro, quando se dá conta da situação é quando as obras aparecem no terreno. Nesta matéria não é necessário mais leis porque as Câmaras Municipais se tiverem vontade que os cidadãos participem podem exigir que os projectos sejam acompanhados da identificação dos que podem ser afectados durante e depois das obras nos seus diversos aspectos: sonoros, visuais, circulação, segurança, etc.
Nisto é que Oeiras deveria marcar o ritmo, e não apenas em iniciativas de importância secundária.
Sobre a segunda, tendo em conta que o valor do concelho de Oeiras está muito relacionado com a paisagem aquática e que se pretende que o parque dos poetas seja um marco notável de Oeiras, a parte de maior valia deste parque está na sua vertente sul virada para o plano de água do Tejo e do mar, uma vez que é este valor cénico que o distinguirá dos outros parque de outros concelhos. Ora, como as potencialidades deste parque tem sido utilizadas nas campanhas de autoavaliação do desempenho da Câmara Municipal, mal se compreende agora que a frente cénica aquática de maior valor seja literalmente muralhada com licença passada por aqueles que estão onde estão porque prometeram o que agora parecem não ter coragem para vencer. Não é fácil, mas é por isso que estão no poder.
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| Adérito Mendes |
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2005-02-24 |
Queremos continuar a acreditar em Oeiras |
Moro na Rua A Gazeta de Oeiras perto do local onde estão a ser
construídos os
Edifícios do Parque. No início, quando comecei a ver escavações no
local
pensei que fossem construir vivendas. Quando me apercebi o que de facto
se
tratava nem queria acreditar!! Como é possível?
Eu que costumo andar muito a pé por esta zona delicio-me com a paisagem
encantadora e relaxante que se avista, cada vez que vejo o edifício
mais alto
sinto uma enorme tristeza.
Já experimentaram ir ao Parque dos Poetas e descer o passeio junto à
estrada,
olhar ao longe e sentir a profunda sensação de Paz que nos transmite a
beleza
da luz do sol reflectida na água que se avista? É lindo!! E como é que
eu
posso perder isso? Eu e tantas pessoas como eu?
Eu imagino que as questões económicas se coloquem acima destas minhas
sensações de Paz e Tranquilidade. Mas, eu que sou da Covilhã escolhi
Oeiras
para viver, não escolhi Massamá, Amadora, etc. onde os preços dos
apartamentos são bem mais baixos, necessito de ver uma bela paisagem
para me
reconfortar a Alma. Se falarmos de questões económicas, eu e muitas
outras
pessoas também investiram aqui as suas economias, comprando o seu
apartamento
ou vivenda por acreditarem que aqui era um local fantástico para viver
e é
certo que no preço estava incluída a paisagem que se avista.
Portanto, se não quiserem falar de Paz e Tranquilidade e se quiserem
falar de
questões económicas, quem nos indeminiza pelo que vamos perder e que
tinhamos
como certo quando viemos para aqui?
Eu dou por mim a questionar-me se a nova zona do Parque dos Poetas vai
ser
construída ou não, simplesmente, porque deixei de acreditar na Câmara
de
Oeiras. Quando vemos em vários locais a mensagem "Viva em Oeiras de
Corpo e
Alma" e depois deparamos com "um muro de betão" que nos tira o sol, a
paisagem
e nos aperta o coração, nós que Amamos Oeiras sentimo-nos traídos e
deixamos de acreditar ...
Para além das palavras é necessário cumpri-las com acções adequadas e
coerentes com as mesmas. Espero que a Câmara de Oeiras seja coerente
com a
mensagem que tanto publicita.
Queremos continuar a acreditar que em Oeiras vivemos de Corpo e Alma e
a Alma
alimenta-se do que é belo.
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| Regina Guimarães (Oeiras) |
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2005-02-17 |
E de um parque nasce o betão |
Andámos mais de 7 anos a assistir a iniciativas de propaganda da Câmara Municipal de Oeiras (CMO) sobre o Parque dos Poetas, com particular insistência sempre que se aproximava um acto eleitoral. Eram cartazes afixados no local previsto para a sua implantação, brochuras nas nossas caixas do correio, artigos nas publicações municipais, notícias nos jornais, etc. Ia ser o ex-libris de Oeiras, um exemplo de modernidade e de integração harmoniosa com o ambiente envolvente, a prova de que Oeiras era um concelho diferente para melhor.
Agora, fomos surpreendidos com o licenciamento por parte da CMO da construção de 7 edifícios de grande volumetria (2 de 10 pisos, 1 de 9 pisos, 2 de 8 pisos e 2 de 3 pisos), uma espécie de muralha de grande altura com muitas dezenas de metros de extensão a delimitar a fronteira da projectada 2.ª fase do Parque dos Poetas, mesmo junto a moradias e a edifícios com 2 pisos. O absurdo é de tal ordem, que o Ministério Público intentou uma acção contra a CMO porque os índices de construção que esta licenciou estão, pasme-se, mais de 3 vezes acima do que é autorizado no Plano Director Municipal (PDM).
Apesar dos motivos apresentados e das queixas de diversos munícipes, mormente dirigindo-se directamente à Assembleia Municipal de Oeiras, a grande maioria dos nossos representantes que dela fazem parte, teima em não tomar nenhuma posição contra a decisão proferida pelo executivo camarário. Dizem eles, que optam por esperar pelo veredicto do Tribunal. Mas que fique bem claro perante todos, nada decidir sobre este problema é o mesmo que decidir que tudo fique na mesma, ou seja, é decidir que a construção daqueles edifícios pode prosseguir. É evidente que quando se souber o veredicto do Tribunal, e como se espera vir a acontecer, for altura de deitar abaixo o que já se começou a construir, quem vai pagar as indemnizações são os mesmos do costume - todos nós.
Para concluir, só queria dizer que afinal a verdade era outra, afinal parece que a lógica do betão que tantos males tem feito pelo país fora, também se aplica ao pretenso "Concelho Modelo". Mas o pior que pode acontecer, é que nós, todos nós, nada façamos e fiquemos indiferentes ao desenrolar dos acontecimentos.
PS: A propósito de betão e de grandes volumetrias sugiro uma visita à página de animação produzida por Bruno Bozzetto http://www.bozzetto.com/Flash/Life.htm
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| João Lourenço (Oeiras) |
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