Clássicos do futebol
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- Odeio elevadores.
- Tá doida?! E como é que a gente ia chegar no seu apartamento? [ri]
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Aline e Rodrigo de vez em quando saem juntos a pé para o "trabalho". Quer dizer, as aspas quem usa é Aline, para se referir ao que Rodrigo faz . De qualquer forma, os dois às vezes fazem o mesmo percurso; Aline, para o ponto de ônibus maldito e Rodrigo, para justamente "atrás" do tal ponto de ônibus. Deve ser o único que de vez em quando chega sem o carro. Quando dorme na casa da namorada, tem esta rara vantagem.
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Aline gosta da companhia, mas... fica 'meio assim' quando Rodrigo passa a noite lá. Pra começar, os porteiros fazem um auê danado quando ele chega. Entre ser anunciado no interfone e realmente *tocar a campainha*, leva uns 20 minutos.
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Depois a tortura é sair de casa. Ahh, é um saco! A não ser quando vão para alguma festa ou boate (saindo de madrugada), é seeempre a mesma cara de espanto dos vizinhos ao adentrarem um cubículo com os dois. Aline odeia o elevador do seu prédio, pois NUNCA está vazio às 9 da manhã (ou às 4 da tarde, ou 8 da noite, ou...). Ahh, claro, ela só pega o elevador sem ninguém quando está sozinha, ou com Pedro... (lei de Murphy básica)
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Chegar *junto* com ele também é um inferno. Os porteiros não ficam tão histéricos na frente dela, mas é impossível não notar o burburinho. Afinal de contas, é muito estranho um jogador de futebol naquelas redondezas! Eles se entopem todos na Barra...
Well, Rodrigo de fato tem um imóvel na Barra - mas aluga. O apartamento onde mora fiica na Lagoa, depois de constatar por si próprio como a Barra é a contra-mão do mundo ( "ou será o c* do mundo??", filosofa Aline).
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Aline não pisa na Barra nem que lhe paguem. ODEIA aquele lugar. No máximo vai a um cinema e volta, e só porque lá existem centenas de salas às moscas - se enfiar em shopping lotado no fim de semana é uma coisa que ela não faz nem a pau com ele.
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A outra única possibilidade dela ir praquelas bandas é se Rodrigo a perturba muito (mas muito mesmo ) para comparecer com ele numa dessas confraternizações dos amigos feitas - claro - no Porcão. Aline deteeeesta socializar com esse povo, muitas vezes entra muda e sai calada. Não há ninguém com quem conversar, ela odeia todos; quando começa com aquela conversa de "quando é que sai o casameeeento?" , então... Grrrr!! Aquelas loiras oxigenadas com no máximo 21 anos ostentando anel de noivado é algo que lhe dá náuseas. Um ano depois, Aline as encontrará invariavelmente grávidas, tsc!
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Por isso faz questão de nunca ir, ou inventar sempre 'compromissos inadiáveis' nesses dias. Mas pelo menos uma vez por ano ela tem que aparecer... fazer o quê??
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Aline só se diverte quando é o pessoal do antigo time de Rodrigo que se reúne. Nesses encontros ela vai feliz, por dois singelos motivos:
1 - As festas são sempre em São Paulo ;
2 - O Diogo vai.
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Diogo é infinitamente mais famoso que Rodrigo, mas é um amor de pessoa. Na época em que Aline descobriu a "tragédia" , ele foi o único a acalmá-la numa dada ocasião, e isso ela nunca vai esquecer. Na época ele era completamente desconhecido (e Rodrigo não).
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O primeiro encontro deles com a presença de Aline foi uma coisa histérica: tinha sido organizado pelo próprio Rodrigo, uma semana depois que os dois voltaram - e justamente para comemorar tal fato. Claro que Aline não tinha a mínima noção deste "detalhe" até pisar lá - senão ela não ia nem a pau, dã! Mas no final das contas foi lindo... Aline se abraçou com Diogo por longos minutos. E Diogo faltou pegá-la no colo! Ele devia ser a única pessoa com aquela "profissão" que não a deixava tensa. Só não ficaram conversando a noite inteira porque Aline foi apresentada a várias pessoas com quem só teve contato via telefone - e há séculos atrás!
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No fim das contas saiu tudo bem, Aline gostou de (bem ou mal) ter conhecido os velhos amigos do Rodrigo... foram muito amáveis e simpáticos com ela, todos querendo conhecê-la e felizes com a "volta" dos dois. Mas foi a Bia que resumiu da forma perfeita:
- Aline curtiu porque não tinha nenhuma mulé de jogador presente... ehehehe.
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E, realmente, Aline vem percebendo aos poucos que seu problema não está (nunca esteve?) no jogador em si - mas na "fama" (merecidíssima, aliás) que as mulheres/namoradas/esposas/loiras/etc. ganham por se relacionar com eles. É disso ela se recusa a fazer parte.
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- Eu não namoro jogador de futebol!
- Claro que não... seu namorado sou eu, Rodrigo.

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Marina
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