Fotos com história
D.Teresinha - Novembro 2001
Amigo
Pedro,
Na última
passagem de ano não comi passas, não pedi nada nem fiz promessas. Não sei se
devido à minha permanência nos "trintas" há já algum tempo,
cheguei à conclusão de que as graças têm de ser merecidas e de que as
promessas, quando se é pessoa de palavra, só devem ser feitas quando
acreditamos minimamente na nossa capacidade para as poder concretizar.

Ao sabor das velas - Abril 2002
Hoje
não me apetece escrever. Tentei, em vão, procurar nestas paredes desarrumadas, algo que merecesse a pena ser abordado,
mas hoje não me apetece mesmo nada escrever. A casa é a mesma, as pessoas são
as mesmas, o trabalho é o mesmo. O pequeno almoço de hoje foi igual ao de
ontem e as calças que escolhi já as tinha usado uma vez esta semana. Há dias
em que nos sentimos assim: apertados dentro de nós e sem vontade de sair desta
sensaboria.
Morri - Maio 2002
Hoje morri. Não se deve morrer numa emergência e eu
ia numa emergência: fugia de mim. Sempre me disseram que, para onde quer que eu
fosse, seria lá que eu estaria ... e eu ia à procura. À procura de mim!
Perdera-me durante a tarde ao som de palavras que não queria ouvir nem
acreditar. Com as mãos tapei os ouvidos e com força cerrei os olhos, mas as
palavras entravam, entravam, entravam, inundavam e imundavam.
As batalhas que escolhemos - Julho/Agosto 2002
Existem maneiras simples de impedir que coisas insignificantes dominem a nossa vida. Para tal, basta estarmos conscientes na hora de escolher as batalhas em que entramos e o lema é "reflectir e estar sempre preparado para o inesperado". Esta preparação requer uma aprendizagem, uma caminhada nem sempre feita em pisos fáceis, nem sempre feita ao som de palavras doces, nem sempre feita à luz do dia. Muitas das vezes a aprendizagem é feita de modo solitário, observando. (ler texto)
Mena