As letras com imagem

 

As batalhas que escolhemos

 

Existem maneiras simples de impedir que coisas insignificantes dominem a nossa vida. Para tal, basta estarmos conscientes na hora de escolher as batalhas em que entramos e o lema é "reflectir e estar sempre preparado para o  inesperado". Esta preparação requer uma aprendizagem, uma caminhada nem sempre feita em pisos fáceis, nem sempre feita ao som de palavras doces, nem sempre feita à luz do dia. Muitas das vezes a aprendizagem é feita de modo solitário, observando. 

Diariamente a  vida oferece-nos novas oportunidades de modo a permitir a escolha entre fazer uma tempestade num copo de água ou simplesmente deixar passar... até porque a maior parte das coisas não têm efectivamente a importância que nós, do alto da nossa sabedoria, tentamos atribuir-lhe. Se soubermos escolher as nossas batalhas - não arriscando sentimentos importantes em  troca de recompensas que não passam de meros caprichos -  a tendência será a de venceremos as batalhas  que realmente interessam e não cometermos duas vezes o mesmo erro.

Claro que esta atitude implica ter de entrar em discussões, enfrentar o desconhecido e ou até mesmo  brigar por algo em que acreditamos, mas isso só deverá acontecer se o nosso coração disser que tudo isso valerá a pena. Muitas vezes discutimos, enfrentamos e brigamos por tudo e por nada, transformando as nossas  vidas  numa série de batalhas sem prémio. Este tipo de atitude gera desconforto e aos poucos  impede-nos de discernir o essencial do acessório. A menor contrariedade, o menor desacordo ou a menor mudança nos nossos  planos pode dar azo a um verdadeiro dilúvio nas nossas vidas até porque há, quase sempre,  uma necessidade quase irracional de se ter  sempre razão ... e essa é uma das melhores receitas para um mau estar permanente.

A verdade é que a nossa vida raramente é aquilo que gostaríamos que ela fosse, e as pessoas, por norma, não agem da forma como gostaríamos que agissem. A cada instante deparamo-nos com aspectos da vida de que gostamos, e outros que não precisamos. Haverá sempre uma voz discordante, pessoas a agirem de maneira diferente, e coisas que pura e simplesmente não funcionam. Lutar contra este princípio de vida é perder tempo em batalhas inúteis.

A melhor forma de levar a vida é saber, conscientemente, decidir que batalhas valem a pena travar e quais podemos dispensar. Há que usar a sabedoria! Se o fizermos, lá chegará o dia em que nem sequer sentiremos necessidade de enfrentar qualquer batalha, por mais ínfima que seja.

Porque são milhares as ninharias que ocupam as nossas vidas, há que revalidar prioridades até porque nada acontece por acaso! NADA!    


Mena

 

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