Perfis dos cursos e dos profissionais

Os cursos da �rea de Computa��o e Inform�tica podem ser divididos em quatro grandes categorias, n�o equivalentes entre si:
 

1) Os Cursos que tem a computa��o como atividade fim visam a forma��o de recursos humanos para o desenvolvimento cient�fico e tecnol�gico da computa��o. Os egressos desses cursos devem estar situados no estado da arte da ci�ncia e da tecnologia da computa��o, de tal forma que possam continuar suas atividades na pesquisa, promovendo o desenvolvimento cient�fico, ou aplicando os conhecimentos cient�ficos, promovendo o desenvolvimento tecnol�gico. Deve ser dado nesses cursos uma forte �nfase no uso de laborat�rios para capacitar os egressos no projeto e constru��o de software e no projeto de hardware. A institui��o sede de um curso desta categoria deve desenvolver atividades de pesquisas na �rea de computa��o e os alunos, dela participando, levar�o para o mercado de trabalho id�ias inovadoras e ter�o a capacidade de alavancar e/ou transformar o mercado de trabalho. Assim, s�o recursos humanos importantes para o mercado do futuro, atrav�s de atividades empreendedoras, das industrias de software e de computadores. Os egressos desses cursos s�o tamb�m candidatos potenciais a seguirem a carreira acad�mica, atrav�s de estudos p�s-graduados. � recomend�vel que os cursos desta categoria sejam desenvolvidos em universidades que possuam p�s-gradua��o na �rea de computa��o. Uma parcela grande dos professores respons�veis pelas disciplinas de computa��o devem dar dedica��o integral � institui��o com vistas �s atividades de pesquisa, de extens�o e de p�s-gradua��o. O curr�culo desses cursos devem incluir um Trabalho de Diploma��o (trabalho de conclus�o de curso), a ser desenvolvido durante um semestre, que contribua para o desenvolvimento tecnol�gico da computa��o. Esses cursos, dados suas caracter�sticas, preferencialmente, devem ser desenvolvidos nos turnos matutino ou vespertino. Estima-se que o mercado necessite de 25 a 50% de egressos desses cursos sobre o total de egressos necess�rios para o mercado de computa��o. Esses cursos s�o denominados de Bacharelado em Ci�ncia da Computa��o ou Engenharia de Computa��o.
A aplica��o da ci�ncia da computa��o e o uso da tecnologia da computa��o nos cursos de Ci�ncia da Computa��o s�o pr�prios de cada curso.
N�o h� consenso quanto a diferen�a de perfil entre os cursos denominados de Ci�ncia da Computa��o e de Engenharia de Computa��o. Normalmente, a diferen�a est� na aplica��o da ci�ncia da Computa��o e no uso da tecnologia da Computa��o: os cursos de Engenharia de computa��o visam a aplica��o da ci�ncia da computa��o e o uso da tecnologia da computa��o, especificamente, na solu��o dos problemas ligados a automa��o industrial. Muitos cursos de Engenharia de Computa��o visam, tamb�m, a aplica��o da f�sica e eletricidade na solu��o dos problemas da automa��o industrial. Esses cursos incluem, portanto, nos seus curr�culos, uma nova base cient�fica, a f�sica e a eletricidade, que se introduzida de forma abrangente e profunda estendem demasiadamente os curr�culos dos cursos, alem de invadir a �rea de compet�ncia da engenharia el�trica. Os cursos de Ci�ncia da Computa��o se possu�rem uma forma��o complementar em automa��o industrial n�o diferem muito dos cursos de Engenharia de Computa��o.
Automa��o - A �rea de Automa��o envolve todas as atividades de transforma��o de trabalho originalmente desempenhado pelo homem em tarefas executadas por sistemas computacionais, visando o aumento de produtividade, efici�ncia e seguran�a, e redu��o de custos. Assim sendo, um Sistema de Automa��o agrega um conjunto de equipamentos, sistema de informa��o e procedimentos que tem por fun��o desempenhar automaticamente tarefas produtivas, com interfer�ncia m�nima do homem. Os procedimentos implementam os processos, que podem ser classificados em tr�s categorias: Processos Cont�nuos (produ��o em fluxo cont�nuo, onde as vari�veis s�o anal�gicas, como, por exemplo, na ind�stria qu�mica, sider�rgica, etc.); Processos de Manufatura (Discretos) (produ��o em fluxo discreto, originado de ind�stria com aplica��o intensiva de m�o de obra, como, por exemplo, na ind�stria automobil�stica); e Processos de Servi�o (onde o produto final � um servi�o, como, por exemplo, no caso da ind�stria financeira, com�rcio e engenharia).
Automa��o Industrial - Automa��o industrial refere-se aos dois primeiros tipos de processos supracitados (Cont�nuos e Discretos).
A Automa��o Industrial � uma �rea tecnol�gica multidisciplinar, e requer a integra��o de conhecimento de �reas b�sicas, tecnol�gicas e at� complementares, tais como:
  • F�sica, Eletricidade e Controle de sistemas, para o projeto dos sistemas controladores de processo;
  • Arquitetura de Computadores, para a especifica��o e projeto de sistemas que atendam os requisitos funcionais das aplica��es a serem controladas, projeto das interfaces de supervis�o e controle (aquisi��o de dados e atua��o sobre o ambiente controlado);
  • Sistemas de Tempo-Real, na verifica��o dos aspectos temporais dos processos, desde a especifica��o de requisitos, passando pelas caracter�sticas espec�ficas dos sistemas operacionais e at� a arquitetura e comunica��o dos processadores que satisfazem tais condi��es;
  • Redes de Computadores, principalmente as locais, com suas diversas configura��es e protocolos de comunica��o;
  • Sistemas Distribu�dos, principalmente quanto ao software, sincroniza��o, trabalho cooperativo;
  • Engenharia de Software, para o projeto de sistemas que envolvam requisitos temporais;
  • Confiabilidade de Sistemas, em ambientes com diversos graus de hostilidade, arquiteturas redundantes, robustez de hardware e software;
  • Outras �reas em Computa��o: Redes Neurais e sistemas Fuzzy Rob�tica, como mat�ria que pode ser vista como uma ferramenta de automa��o industrial;
2) Os cursos que tem a computa��o como atividade meio visam a forma��o de recursos humanos para automa��o dos sistemas de informa��o das organiza��es. Os cursos devem dar uma forte �nfase no uso de laborat�rios para capacitar os egressos "no uso" eficiente das tecnologias nas organiza��es. Esses cursos re�nem a tecnologia da computa��o e a tecnologia da administra��o e, portanto, possuem, de ambas as �reas, um enfoque pragm�tico forte e pouco te�rico. � muito importante que os alunos realizem est�gios nas organiza��es e que parte do corpo docente tenha uma boa experi�ncia profissional de mercado na �rea de sistemas de informa��o. S�o recursos humanos importantes para atender as necessidades do mercado de trabalho corrente. Os egressos desses cursos devem buscar, quando necess�rio, uma atualiza��o de sua forma��o atrav�s de cursos de especializa��o (p�s-gradua��o lato-s�nsu) e s�o candidatos potenciais aos cursos de p�s-gradua��o stricto-s�nsu, respons�veis pelo desenvolvimento cient�fico da �rea de sistemas de informa��o das organiza��es. O curr�culo desses cursos devem incluir um Trabalho de Diploma��o (trabalho de conclus�o de curso), a ser desenvolvido durante um semestre, que contribua para a melhoria da automa��o, do desempenho, da efici�ncia e da racionaliza��o dos servi�os administrativos das organiza��es. Esses cursos, dados suas caracter�sticas podem, tamb�m, ser desenvolvidos no turno noturno. � recomend�vel que os cursos desta categoria sejam desenvolvidos em centros universit�rios, faculdades integradas e faculdades. Estima-se que o mercado necessite de 50 a 75% de egressos desses cursos sobre o total de egressos necess�rios para o mercado de computa��o. Esses cursos s�o denominados de Bacharelado em Sistemas de Informa��o.
Automa��o - A �rea de Automa��o envolve todas as atividades de transforma��o de trabalho originalmente desempenhado pelo homem em tarefas executadas por sistemas computacionais, visando o aumento de produtividade, efici�ncia e seguran�a, e redu��o de custos. Assim sendo, um Sistema de Automa��o agrega um conjunto de equipamentos, sistema de informa��o e procedimentos que tem por fun��o desempenhar automaticamente tarefas produtivas, com interfer�ncia m�nima do homem. Os procedimentos implementam os processos, que podem ser classificados em tr�s categorias: Processos Cont�nuos (produ��o em fluxo cont�nuo, onde as vari�veis s�o anal�gicas, como, por exemplo, na ind�stria qu�mica, sider�rgica, etc.); Processos de Manufatura (Discretos) (produ��o em fluxo discreto, originado de ind�stria com aplica��o intensiva de m�o de obra, como, por exemplo, na ind�stria automobil�stica); e Processos de Servi�o (onde o produto final � um servi�o, como, por exemplo, no caso da ind�stria financeira, com�rcio e engenharia).
Automa��o dos Sistemas de Informa��o - Automa��o dos Sistemas de Informa��o refere-se ao terceiro tipo de processos supracitados
Os cursos que trabalham os sistemas de informa��o, no campo acad�mico, abrangem duas grandes �reas: (1) aquisi��o, desenvolvimento e gerenciamento de servi�os e recursos da tecnologia de informa��o e (2) o desenvolvimento e evolu��o de sistemas e infra-estrutura para uso em processos organizacionais.
A fun��o de sistemas de informa��o tem a responsabilidade geral de desenvolver, implementar e gerenciar uma infra-estrutura de tecnologia da informa��o (computadores e comunica��o) dados (internos e externos) e sistemas que abrangem toda a organiza��o. Tem a responsabilidade de fazer prospec��o de novas tecnologias da informa��o e auxiliar na sua incorpora��o �s estrat�gias, planejamento e pr�ticas da organiza��o. A fun��o tamb�m ap�ia sistemas de tecnologia da informa��o departamentais e individuais.
A atividade de desenvolvimento de sistemas para processos organizacionais e inter-organizacionais envolve o uso criativo de tecnologia da informa��o para aquisi��o de dados, comunica��o, coordena��o, an�lise e apoio � decis�o. H� m�todos, t�cnicas, tecnologia e metodologias para essa atividade. A cria��o de sistemas em organiza��es inclui quest�es de inova��o, qualidade, sistemas homem-m�quina, interfaces homem-m�quina, projetos s�cio-t�cnicos e gerenciamento de mudan�as.
Os sistemas de informa��o s�o difundidos por todas as fun��es organizacionais. Eles s�o usados por contabilidade, finan�as, vendas, produ��o e assim por diante. Esse uso generalizado aumenta a necessidade de sistemas de informa��o profissionais com conhecimento do desenvolvimento e gerenciamento de sistemas. Profissionais com esses conhecimentos apoiam a inova��o, planejamento e gerenciamento da infra-estrutura de informa��o e coordena��o dos recursos de informa��o. O desenvolvimento de sistemas de informa��o por membros da equipe de SI envolve n�o apenas sistemas integrados abrangendo toda a organiza��o, mas tamb�m apoio para o desenvolvimento de aplica��es departamentais e individuais".
Sistemas de Informa��o podem ser definidos como uma combina��o de recursos humanos e computacionais que interrelacionam a coleta, o armazenamento, a recupera��o, a distribui��o e o uso de dados com o objetivo de efici�ncia gerencial (planejamento, controle, comunica��o e tomada de decis�o), nas organiza��es. Adicionalmente, os sistemas de informa��o podem tamb�m ajudar os gerentes e os usu�rios a analisar problemas, criar novos produtos e servi�os e visualizar quest�es complexas. O estudo de Sistemas de Informa��o bem como o seu desenvolvimento envolve perspectivas m�ltiplas e conhecimentos multidisciplinares que incluem diversos campos do conhecimento como: ci�ncia da computa��o, ci�ncia comportamental, ci�ncia da decis�o, ci�ncias gerenciais, ci�ncias pol�ticas, pesquisa operacional, sociologia, contabilidade, etc.
Esta vis�o indica que Sistemas de Informa��o s�o sistemas sociais compostos de tecnologia de informa��o que exigem investimentos sociais, organizacionais e intelectuais para faze-los funcionar adequadamente.
Entende-se por tecnologia de informa��o como sendo uma combina��o de hardware e software de uso geral ou espec�fico, incluindo sistemas de informa��o, aliado �s tecnologias de armazenamento, distribui��o, telecomunica��o e visualiza��o atrav�s das diversas m�dias e suas respectivas t�cnicas. Com o crescimento econ�mico da informa��o e a necessidade de sua distribui��o global, ind�strias inteiras est�o sendo transformadas atrav�s da aplica��o de informa��o e das tecnologias de comunica��o. No n�vel organizacional, muitas empresas dependem desta tecnologia para suas fun��es chave, tais como produ��o e vendas, existindo ainda hoje pouqu�ssimas �reas que n�o foram afetadas pela tecnologia de informa��o.
Assim, os Sistemas de Informa��o s�o mais conhecidos pelos benef�cios que trazem para a gest�o dos neg�cios em que se tenta eliminar os desperd�cios, as tarefas demasiadamente repetitivas, com ou sem o uso de papel, de maneira a melhorar o controle dos custos, a qualidade do produto ou servi�o, maximizando os benef�cios alcan�ados com a utiliza��o de tecnologia da informa��o.
Para melhorar a efici�ncia gerencial, os Sistemas de Informa��o das organiza��es devem ser integrados e serem projetados para antecipar as incertezas do futuro em um ambiente din�mico que inclui, al�m dos seus usu�rios e desenvolvedores, o relacionamento com outras organiza��es como: clientes (com finalidade comercial ou social), fornecedores, competidores, ag�ncias de regulamenta��o, etc.

3) Os cursos de Licenciatura em Computa��o visam a) formar recursos humanos para projetar sistemas de software para educa��o a distancia b) formar recursos humanos para projetar software educacional e c) formar educadores para o ensino de computa��o em institui��es que introduzirem computa��o em seus curr�culos, como mat�ria de forma��o. A maneira correta de introduzir computa��o no ensino m�dio � ainda hoje pouco conhecida. � recomend�vel que os cursos desta categoria sejam desenvolvidos em Institutos Superiores ou Escolas Superiores. O ensino m�dio profissional poder� ter na computa��o uma de suas alternativas, quando profissionais, para atender necessidades espec�ficas do mercado, se fizerem necess�rios.

4) Os Cursos de tecnologia, nos termos da legisla��o, s�o cursos de n�vel superior que visam atender necessidades emergenciais do mercado de trabalho e, por isso, s�o de curta dura��o e terminais. Uma vez atendida a demanda de profissionais os cursos devem ser extintos. N�o h� regras para concep��o dos curr�culos. Deve haver uma coer�ncia entre curr�culo e denomina��o do curso. A �rea de computa��o e inform�tica, por ser din�mica, encontra nos cursos de tecnologia uma solu��o eficiente para resolver necessidades imediatas e urgentes do mercado de trabalho. Nos termos da legisla��o vigente eles podem ser enquadrados como cursos sequenciais. � recomend�vel que os cursos desta categoria sejam desenvolvidos em centros universit�rios, faculdades integradas e faculdades. Os cursos de Tecnologia em Processamento de Dados, criados na d�cada de 70 para substituir a forma��o de recursos humanos pelas empresas fornecedoras de computadores, devem ser extintos/convertidos, uma vez que h� necessidade cont�nua de forma��o de recursos humanos para atender esse segmento do mercado. Os cursos plenos de Bacharelado em Sistemas de Informa��o substituem os atuais cursos de Tecnologia em Processamento de Dados com grandes vantagens.

 

Hosted by www.Geocities.ws

1