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Frase Instrutiva: 
FORA DA CARIDADE N�O H� SALVA��O(Allan Kardec) 

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Sinopse de Livros Esp�ritas



Aconteceu na Casa Esp�rita


Emanuel Cristiano - Nora
Sinopse elaborada por Carlos


Aconselhando o M�dium.

A reuni�o medi�nica estava prestes a come�ar.
Os medianeiros mantinham-se respeitosos; esp�ritos amigos organizavam os necessitados programados para o interc�mbio. Tudo corria com a costumeira tranq�ilidade. Por�m, aquela noite era de especial import�ncia para cinco entidades da categoria dos bons esp�ritos.
Com o in�cio das tarefas e a permiss�o do mentor do agrupamento, o quinteto espiritual aproximou-se de Constantino, um dos m�diuns dedicados, promovendo-lhe o desdobramento para conversa e trabalhos edificantes. Recepcionado, no plano espiritual, pelas entidades luminosas, o medianeiro teve desejo de abra�a-las, fazer perguntas, mas foi interrompido por um dos instrutores, que lhe dirigiu as seguintes palavras: Sabemos do teu cora��o e da gratid�o com que nos envolves, reportemos tudo isso ao Senhor e aproveitemos os minutos.
A institui��o esp�rita, � qual presta servi�os medi�nicos, tem colecionado as p�ginas produzidas por n�s atrav�s da tua faculdade de psicografia. S�o mensagens singelas, mas trazem respeit�veis instru��es espirituais, calcadas em Jesus e Kardec.
Feita rigorosa an�lise doutrin�ria de nossa produ��o, os companheiros encarnados julgam que podem ser aproveitadas para a edifica��o geral; isso atende a nossa programa��o. Por isso queremos prevenir-te:
... Ser�s tentado, nas tuas tend�ncias e dificuldades mais �ntimas, pelos advers�rios da causa crist�, in�meras vezes; mas a provid�ncia divina te concedeu os livros da codifica��o para que suportes e ven�a.
� prov�vel que, por vezes, te sinta sozinho no ideal que abra�astes. Todavia, n�o se detenhas em sentimentos de autopiedade, ergue a fronte e continua caminhando.
Enquanto trabalhares no Bem, estaremos te sustentando. Nossas almas se cruzaram na poeira dos primeiros s�culos da era crist� e se ligaram na noite escura dos orgulhosos sacerdotes da igreja romana. Assim, ainda tens muito para recompor, reconduzindo ao Bem aqueles que a tua intelig�ncia vaidosa desviou das verdades espirituais.
Para que tenhas �xito na tarefa de intercambiar os esp�ritos, � condi��o essencial que jamais te envolvas com o com�rcio das for�as ps�quicas, esfor�ando-te na reforma �ntima.
Ocupa sempre tua mente com pensamentos produtivos, filia-te �s obras assistenciais, consolidando na Terra, com o pr�prio exemplo, as menagens dos C�us sobre a caridade.
... E se a vida te lan�ar pedras, suporta pacientemente, lembrando que os primeiros m�rtires do Cristianismo, dos quais ainda estamos bem longe, n�o recusaram a oportunidade para testemunhar, enfrentando, pelo nome do Cristo, humilha��es e dores.
Se permaneceres com este ideal, caminhando com humildade, n�o te faltar�o prote��o e amparo.
... Para tua seguran�a, estejas sempre ligado � institui��o esp�rita.
Iniciando o ataque (pag.26).

Os dias correram, e o trabalho no Centro Esp�rita prosseguia em relativa tranq�ilidade. Nas zonas espirituais inferiores, por�m, os advers�rios da verdade j� estavam prontos para o ataque.
Julio Cesar, qual doente mental, gritava palavras de ordem, seguidas destas orienta��es: - Camaradas ! Nossa hora chegou ! J� fui iinformado de que os emiss�rios da luz igualmente se organizaram, falando aos respons�veis encarnados da maldita Institui��o sobre os nossos planos. J� esper�vamos por isso, esp�ritos fracos nos denunciaram; isso n�o vai nos impedir! O odioso templo permanece impregnado de fluidos amorosos. N�s tamb�m, somos muitos e dispomos de poderosas vibra��es negativas. Nosso momento chegou!
Gon�alves!... Gon�alves! Gritou o infeliz, procurando entre a multid�o seu capataz.
Estou aqui, senhor, respondeu o servo diab�lico. J� fez a verifica��o dos principais trabalhadores?
Sim, aqui est� o levantamento, dez dirigentes ser�o visitados por n�s.
Temos, por exemplo, os registros da... respons�vel pelo ... atendimento Fraterno. Veja: O nome dela � Marcia Boaventura. Identificamos, ap�s dias de observa��o, que � uma mulher dedicada ao trabalho esp�rita.
Nos �ltimos cinco anos, dizem os relat�rios, nunca faltou nos dias de plant�o.
Promove periodicamente reuni�es com seus cooperadores, est� sempre disposta a ouvir sugest�es, trata a todos com afabilidade e do�ura, evita os coment�rios menos edificantes, est� distante das fofocas, trabalhando com espantosa seriedade, guardando e recomendando absoluto sigilo sobre todos os casos de atendimento.
Atrav�s dela n�o temos nenhum campo de a��o, sem contar a prote��o que angariou pelo trabalho t�o bem realizado, quase que n�o oferece brecha, limitando a 1% nossa influencia��o sobre ela.
Entretanto para a nossa alegria, � casada com um homem possuidor de densas vibra��es o que nos permitiu a aproxima��o e conviv�ncia em sua pr�pria resid�ncia; avesso ao Espiritismo , o esposo freq�enta raramente os cultos de uma seita evang�lica, carregando na mente a id�ia de que a Doutrina Esp�rita � coisa do diabo. Isso! Interrompeu o mandante, eis a� o nosso homem!
Incentive-o a continuar na igreja, acompanhe-o, ore com ele se for preciso! (risos)
� igreja?! Perguntou o servi�al admirado. Sabe mesmo o que est� mandando fazer?! Insistiu o capataz completamente atordoado. Explique melhor, senhor, quais s�o seus objetivos.
Preste bem aten��o, Gon�alves, disse o astuto J�lio C�sar, aproximando-se do empregado, abra�ando-o como se desejasse falar-lhe em secreto, guardando brilho estranho nos olhos, retirando-se, a passos lentos, para local isolado, enquanto ditava, com voz soturna, aos ouvidos do tolo servidor das trevas este triste plano:
Vamos atorment�-la, envolveremos de tal forma o infeliz do marido que ele far� a vida dela um inferno e, a pretexto de manter a harmonia do lar, ela ter� de abandonar as tarefas e a�, adeus � afabilidade e a do�ura.
Mestre, contra argumentou Gon�alves, h�, ainda, uma outra coisa, a considerar. O marido � dado a bebida, se o incentivarmos � igreja, as orienta��es, ainda que fan�ticas, amea�ando os adeptos com o fogo do inferno, poder� lev�-lo a largar o �lcool, impossibilitando-nos de utilizar mais este trunfo.
Ora, respondeu o obsessor chefe, que trunfo melhor poder�amos Ter sen�o o medo do inferno. N�s somos os pr�prios �dem�nios�, deixe que o infeliz pare de beber; para n�s o que importa � inferniz�-la irrit�-la naquilo que possui de mais sagrado.
Ela n�o ag�entar� os argumentos de um marido fan�tico e, al�m do mais, poderemos fazer com que toda economia dom�stica seja, mensalmente, conduzida � igreja, � contribuindo com a obra do Senhor �, perturbando-lhe ainda mais a vida financeira e a conviv�ncia familiar. Assim, ela ser� obrigada a procurar um emprego, a fim de suprir as necessidades b�sicas, afastando-se definitivamente as tarefas no Centro Esp�rita.
N�o se esque�a, continuou o perverso coordenador, de verificar na institui��o algu�m cujas vibra��es denotem desejo ardente em assumir um cargo, veja entre os pr�prios companheiros de M�rcia se h� brechas nesse campo, quem sabe um desejo escondido, uma pontinha de inveja, etc.
Incentive-os a cobi�ar esta coloca��o, aproveite um daqueles dias em que os trabalhadores demonstram natural irrita��o, ocasionada pelas atividades fren�ticas da vida moderna, fazendo com que comecem a se aborrecer com as orienta��es da coordenadora.
Fa�a brotar, entre eles, id�ias de que a respons�vel pela entrevista gosta de mandar, aparecer, dominar!
Assim, quando nossa �querida irm� � abandonar o trabalho esp�rita, compelida pelo marido, outros estar�o a disposi��o, �vidos pela pela disputa do cargo de entrevistador-mor, e os que forem reprovados certamente se afastar�o melindrados. Os que ficarem n�o ter�o a mesma efici�ncia de nossa v�tima, ser� o fim do atendimento fraterno bem organizado daquela Casa.
Plano perfeito! Vamos, ordenou o mandante perverso, n�o quero mais perder tempo! � preciso valorizarmos as horas, o atendimento fraterno precisa ser desestruturado a qualquer pre�o!
Ma senho, disse o secret�rio das sombras, n�o dever�amos visitar primeiramente, como estava programado, o presidente da Casa juntamente com o diretor doutrin�rio? N�o deveriam ser as primeiras v�timas de nossa persegui��o?
J� est�o sendo, respondeu o organizador astuto, � medida que os departamentos forem atingidos por nossa influencia��o, quando o funcionamento das tarefas come�arem a se comprometer, haver�o de se preocupar e muito provavelmente se irritar�o pouco a pouco, abrindo-nos o canal de influencia��o.
Preciso fazer com que a organiza��o esteja acima da fraternidade, a�, ficar� mais f�cil nossa infiltra��o. Brechas ser�o abertas por todos os lados, e nossas id�ias ser�o captadas com mais facilidade.
Estaremos organizando o restante dos perseguidores para visitarem os outros dirigentes. Quero cuidar do caso M�rcia Boaventura em especial aten��o.
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Os obsessores das trevas deixavam a cidade das trevas em dire��o � resid�ncia do casal Boaventura.
M�rcia tarefeira no campo das entrevistas, permanecia junto �s atividades dom�sticas. O marido, criatura azeda e dif�cil, desenvolvia ondas de impaci�ncia e indigna��o pelo trabalho da esposa no Centro Espirita, argumentando:
Mulher, voc� tem que parar com essas coisas de Espiritismo, � preciso pensarmos um pouco mais em nossa vida financeira. Quanto voc� recebeu do seu Centro pelas horas que empenha a servi�o do Espiritismo?
Recebo a consci�ncia tranq�ila de Ter realizado algo de bom em benef�cio dos semelhantes. Basta! Disse o marido visivelmente irritado.
Diga, quem � que p�e comida nesta casa? Quem � que paga as despesas dom�sticas, e al�m do mais, quem financia o transporte coletivo que lhe conduz ao Centro?
� voce, meu bem, respondeu a esposa, procurando toler�-lo. E contra-argumentou: Mas, veja que tenho cumprido com os meus afazeres, a casa permanece em ordem, nada lhe falta, fa�o todas as suas vontades. Do que � que voc� se queixa? S� porque me dedico, algumas horas por semana, aos trabalhos volunt�rios promovendo o bem?
O homem rude, de vibra��es densas, vencido por palavras calmas, l�cidas e apoiadas na autoridade moral, calou-se pensativo. Foi nesse �nterim que os advers�rios da verdade, o envolveram com estes pensamentos:
� igreja, v� para a igreja, mostre a ela que voc� � mais caridoso. Se ela vai ao Centro, voc� tamb�m pode ir aos cultos evang�licos. Deus precisa de voc�!
E sendo envolvido por pensamentos exteriores e porque desejasse sair de casa, desenvolveu as id�ias que lhe chegavam vagarosas.
Horas mais tarde, Boaventura, ladeado por J�lio C�sar e Gon�alves, os interpretes das trevas, adentrava luxuoso � templo �, desejando ouvir argumentos para libertar a esposa do Espiritismo. A � igreja � mantinha espa�o amplo e moderno, centenas de lugares � disposi��o da massa de necessitados.
Fisicamente inspirava respeito, espiritualmente, por�m, era o ref�gio de entidades mal�ficas, interesseiras, sensuais e exploradoras. Uma multid�o de esp�ritos desequilibrados aguardava a turba de encarnados.
M�sicas envolventes eram compostas, nessa psicosfera espiritual, a fim de serem inspiradas aos compositores encarnados daquele agrupamento, com o objetivo de hipnotizar e envolver as mentes menos preparadas.
O �templo� erguido em homenagem a Mamom, era administrado espiritualmente por Daniel, entidade que em sua �ltima encarna��o fundou in�meras seitas fan�ticas que exaltavam o dinheiro. Sentado em cadeira especial, representando um trono celeste ao centro do palco, o coordenador inferior, controlava todo o movimento das entidades malvadas.
Daniel, notando a chegada de J�lio C�sar, de sobressalto dirigiu-se ao seu encontro e, em posi��o de subservi�ncia, declinou esta rever�ncia:
Salve, � grande J�lio C�sar!
Voc� me conhece?! Perguntou o grande perseguidor admirado.
Quem j� n�o ouviu falar de figura t�o ilustre? Claro, que o conhe�o.
Sei que o senhor � um dos obsessores imediatos da falange da qual fa�o parte. Sei tamb�m, que administra respeit�vel cidade dedicada �s obsess�es. Tenho comigo as informa��es b�sicas do seu curr�culo, entre elas conhe�o a sua especializa��o em destruir Centros Esp�ritas!
Eu o admiro sinceramente! N�o � f�cil perseguir aqueles que t�m conhecimento de como as coisas espirituais funcionam. Aqui, por exemplo, vez por outra os esp�ritos da luz se apresentam arrebatando muitos dos nossos, mas os encarnados, trabalhadores deste n�cleo, n�o disp�em do interc�mbio medi�nico ostensivo, da f� raciocinada, da caridade pura, o que facilita muito o meu trabalho. Mas, quanto ao senhor trabalhando t�o de perto e t�o corajosamente junto aos tarefeiros dos centros esp�ritas?! Ah! Isso n�o � para qualquer um!
... J� que demonstra tamanha aten��o para conosco, quero lhe falar dos nossos planos: preciso de sua ajuda para influenciar algu�m em especial. Est� vendo aquele senhor na terceira fileira da direita?
Sim, respondeu Daniel. Precisamos que ele fique completamente fascinado pela id�ias que voc� divulga aqui.
A esposa dele, por realizar um trabalho que nos incomoda, � quem desejamos atingir.
Ela � uma rocha moral, espiritualizada e dedicada ao pr�ximo.
N�o temos condi��es de atingi-la por vibrar em outras faixas, sintonizando constantemente com os mensageiros da luz. Por isso, estamos sendo obrigados a desenvolver verdadeira manobra, ocupando-nos um tempo precioso, mas valer� a pena!
Gostaria que nos concedesse a palavra, que nos permitisse envolver o �pastor�, no momento do culto, para que nossas coloca��es posam atingir Boaventura em cheio.
Ah! Quanto a isso o senhor n�o ter� problemas. Clodoaldo, nosso valoroso �pregador� encarnado atende �s nossas ondas mentais com muita facilidade; � tamb�m ligado aos nossos interesses. Muito bem, concluiu Daniel, est� autorizado! Entretanto precisamos nos apressar, o culto vai come�ar em instantes.
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Aquela seita edificara um rico templo em homenagem a Mamom. Fluidos de interesses materiais estavam impregnados por toda parte, evidenciando a explora��o humana. Entre os coordenadores encarnados, a sinceridade era inexistente, o interesse de servir desinteressadamente ali n�o existia; pessoas interesseiras foram atra�das pelo com�rcio da f�.
A cobi�a e a ambi��o dominavam os sentimentos dos representantes do �templo�, onde a palavra de Jesus deveria ser vivida, mas isso n�o acontecia. Entidades terrivelmente inferiores, ensaiavam discursos para o �culto�. Pouco a pouco a � igreja� era ocupada por pessoas com as mais variadas dificuldades. Muitas revestidas de f� verdadeira, de m�ritos espirituais, de honestidade e amor, tamb�m se apresentavam engrossando as fileiras do luxuoso �santu�rio�.
Pr�ximo do in�cio das atividades, marchas musicais foram tocadas, preparando o psiquismo dos presentes. Terminado o show de m�sicas l�gubres, figura esquisita adentrou no ambiente f�sico, era Clodoaldo, o pastor chefe.
De posse do livro sagrado dos crist�os, a criatura austera, de inten��es sombrias, contemplou demoradamente a extensa plat�ia de necessitados, preparando-se para falar, quando foi envolvido pelos dois integrantes das trevas, que lhe inspiraram este discurso:
Meus irm�os o sofrimentos no mundo representam o castigo divino. Se voc� sofre � porque est� em d�bito com Deus e precisa saldar esta d�vida. N�s, os pastores de Deus recebemos um Dom do eterno Pai, o de aliviar e at� acabar com os sofrimentos; somos os mensageiros do Senhor�.
Entretanto, nada na vida � de gra�a, Deus espera que voc� fa�a a sua parte, d� a sua cota de sacrif�cio para se libertar dos problemas espirituais que lhe atormentam, e � sobre o sacrif�cio que vamos falar. � preciso Ter coragem para agradar a Deus Ter f� para conquistar a simpatia de Deus, ser ousado nas rogativas dirigidas a Deus. Se voc� quer se ver livre dos problemas, doe sua parcela de sacrif�cio para a edifica��o do reino de Deus na Terra. E a igreja � a casa de Deus, que precisa de sua contribui��o para consolar a multid�o de desafortunados filhos do Senhor.
Estranha for�a partia do pregador, poderosas vibra��es magn�ticas prendiam a aten��o do p�blico. J�lio C�sar estava transfigurado, ligara-se com planos mais inferiores, mentalizara a figura mitiga de satan�s assumindo perispiritualmente a forma mitol�gica, impressionando os advers�rios do bem.
E todo aquele, continuou o representante da maldade, que contribuir com Deus ter� sempre o dobro. Portanto, quem mais doar, mais receber�.
Neste momento, gritos de aleluia foram pronunciados pelos profissionais da f�, incentivando o povo a concordar com os absurdos proferidos pelo �pastor�, que exaltava a insensatez. Boaventura estava impressionado, os olhos brilhavam � maneira daqueles que est�o �brios de ambi��o; sentia-se atra�dos pelo pastor, notava ares de simpatia para com aquele homem. Clodoaldo, influenciado por J�lio C�sar ligou-se a Boaventura, olhando-o incessantemente, como se estivessem imantados por estranho magnetismo.
O esposo de M�rcia n�o buscava algo espiritual verdadeiro, mas benef�cios puramente materiais, como muitos dos presentes. Pensava na reforma da casa, em aumentar a renda dom�stica e, quem sabe, enriquecer com ajuda divina. Isso facilitava muito a atua��o dos perseguidores.
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Neste ponto, os advers�rios espirituais come�aram a gritar instigando a massa: Doem! Doem! Doem tudo! Tudo para o Senhor! Deus � o nosso salvador!(risos)
Estas palavras eram repetidas pelos trabalhadores encarnados. Via-se nitidamente, m�os encarquilhadas ofertarem os �ltimos recursos, homens fortes ofertando o sal�rio do m�s, m�es desesperadas doando os �ltimos centavos, engordando os cofres dos santu�rios erguidos a Mamom.
O cen�rio era triste, v�rios esp�ritos bons, penalizados, aguardavam a hora oportuna para ajudar. Terminado o momento de ofert�rio o pastor fez uma rogativa.
As palavras pediam a Deus pelos necessitados, mas o cora��o contava moedas!
Entretanto, centenas de pessoas oravam com fervor, in�meras possu�am m�ritos e, nesta hora, os benfeitores espirituais, que est�o em toda parte, ali se apresentaram, atra�dos por pensamentos das pessoas nobres de sentimentos, colhendo os pedidos sinceros que, muitas vezes, numa explos�o de fanatismo, eram feitos aos gritos; e, naquela algazarra, os verdadeiros esp�ritos do Senhor, que n�o eram vistos ou percebidos pelos advers�rios do bem, trabalhavam silenciosamente, anonimamente, promovendo passes magn�ticos nos enfermos, recolhendo obsessores, esp�ritos rec�m desencarnados, almas sofredores e infelizes, num extraordin�rio trabalho de benemer�ncia. Terminada a �prece�, muitos se sentiram aliviados, atribuindo a melhora ou a cura aos poderes m�sticos do �pastor�.
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Eram literalmente os falsos profetas, anunciados por Jesus. No processo de sele��o em que a Terra se encontra, � natural que Deus nos permita agirmos com liberdade, pois que estamos sendo classificados atrav�s dos pr�prios atos.
Entretanto, nada foge � lei de causa e efeito. Essas express�es dolorosas ter�o de ser consertadas pelos pr�prios enganadores. Mesmo em n�cleos dedicados � explora��o humana, Deus direciona luzes, enviando os bons esp�ritos para socorrer quantos clamarem sinceramente por miseric�rdia.
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J�lio C�sar , conversando animadamente com o capataz informou:
Pronto! S� nos resta aguardar, a semente foi lan�ada e a terra � muito boa. Boaventura, de retorno ao lar, haver� de infernizar nossa �querida� M�rcia, efetuando a disc�rdia, retirando, naturalmente, a esposa do equil�brio. O marido fan�tico haver� de massacr�-la, destruindo-lhe pouco a pouco, a disposi��o para trabalhos esp�ritas. A tarefa do atendimento fraterno perder� uma das maiores cooperadoras!
Toda infiltra��o come�a, quase impercept�vel, para, depois, ganhar volume causando dor, destrui��o ou, pelo menos, in�meros preju�zos!
Nossas inten��es doravante, estar�o voltadas para os grupos de fluidoterapia. Deveremos fazer surgir entre eles a concorr�ncia e a disputa!
Mas, senhor, perguntou o secret�rio da maldade, como � que conseguiremos penetrar no Centro Esp�rita? N�o dispomos de autoriza��o. Como iremos romper as barreiras protetoras do Centro? Como faremos para despistar os mensageiros da luz...
Ora! Como vamos entrar? Aproveitaremos os desequil�brios humanos, as brechas, como o orgulho, a mesquinhez, o desejo de mando, a vaidade, etc. Enquanto voc� marca os passos, eu j� recebi valoroso relat�rio dos nossos comandados que permanecem junto de muitos tarefeiros encarnados.
Eles t�m livre acesso na Institui��o, por serem acompanhantes usuais dos tarefeiros do Centro que n�o vivem a mensagem crist�, que fazem parte dos grupos de fofoca, dos que s�o sempre do contra, daqueles que desejam reformar tudo e nunca est�o satisfeitos com nada!
Identificamos, em tr�s grupos, passistas que nutrem desejo ardente em desenvolver a faculdade de cura. Acreditam ser especiais, embora suas tend�ncias para o fanatismo permane�am controladas pela organiza��o e o estudo doutrin�rio esclarecedor, contendo certas id�ias. N�o possuem, nem de longe, a rar�ssima faculdade de curar instantaneamente as enfermidades. Mas e a�? Perguntou Gon�alves.
A�, meu amigo, n�s vamos dar a eles a faculdade de cura!
Como assim? Simples! Aproveitando a brecha de in�meros tarefeiros, penetraremos na institui��o. Dos assistidos que adentrarem � sala de passe e estiverem sob um processo obsessivo, e ainda, se esses obsessores fizerem parte de nossa extensa falange, solicitaremos que se afastem momentaneamente, causando uma cura, instant�nea, aparente. O resto, se eu conhe�o bem, a criatura humana, acontecer� naturalmente.
N�o entendi, disse Gon�alves. O senhor pode explicar melhor?
F�cil, meu querido, muitas pessoas n�o entendem o processo de mediunidade, n�o compreendem que os passistas s�o simples instrumentos, embora haja sempre uma parcela do magnetismo humano, e por desejarem agradecer os recursos recebidos, logo, logo o endeusamento bater� as portas das salas de fluidoterapia, fazendo com que os passistas disputem entre si, quem disp�e de maiores recursos magn�ticos.
Gon�alves, uma vez dentro da institui��o todo cuidado � pouco. � prov�vel que n�o vejamos as entidades superiores laborando naquela casa, provavelmente sentiremos certo desconforto ps�quico, pelo contraste das nossas vibra��es. Dos cooperadores espirituais que pudermos enxergar por trabalharem intimamente ligados � nossa esfera de atua��o, com o objetivo de arrebatar muitos dos nossos, evite fixar-lhes o olhar, pois vibra��es amorosas tentar�o nos retirar do caminho.
E se, porventura, lhe agarrarem, evite pensar naqueles que voc� amou um dia, n�o se contamine com a fraternidade e muito menos deixe-se tocar pelas palavras doces e afetuosas que nossos advers�rios certamente tentar�o nos transmitir. Se uma fraqueza qualquer o envolver, chame por mim. Voc�, ainda com suas dificuldades no campo de intelecto � por demais valioso al�m de guardar informa��es confidenciais deste nosso processo, e n�o desejo que o inimigo saiba de nossos planos mais �ntimos. Desta maneira, vigie as emo��es!
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Tendo se dirigido para as portas da institui��o, verificaram a prote��o e a organiza��o da Casa, aguardando que os trabalhadores encarnados com quem se afinizavam se apresentassem para o trabalho. Foi nesse per�odo que Maria Souza, tarefeira da fluidoterapia, adentrou ao Centro, autorizando, pelos seus pensamentos e sentimentos pedantes, a entrada dos representantes da maldade no n�cleo crist�o.
Estes, imantados � servidora vaidosa, tomavam as provid�ncias necess�rias para a continuidade das infiltra��es.
As entidades superiores sabiam de tudo e os acompanhavam discretamente sem que, no Centro, os inimigos da verdade pudessem percebe-las, permitindo, assim, a entrada �livre�, por�m, monitorada de J�lio C�sar e Gon�alves que, para os trabalhadores da Casa Esp�rita, se converteriam em elementos de provas no campo dos ensinos de Jesus.
Penetrando a sala cujas atividades eram de assist�ncia espiritual, os malfeitores notaram a diferen�a flu�dica, as vibra��es evidenciavam respeito e tranq�ilidade.
No aspecto f�sico, disciplina e seriedade dominavam o cora��o da maioria dos trabalhadores. Entidades amigas, quais enfermeiros espirituais, ladeavam os passistas a fim de ajud�-los na transmiss�o de energias refazedoras, num trabalho crist�o e an�nimo.
Maria Souza desenvolvia vontade sincera de ajudar, mas o sonho de ser uma grande magnetizadora, uma extraordin�ria m�dium de cura, lhe atrapalhava as boas disposi��es, pois o pedantismo lhe anulava as melhores inten��es, impedindo-lhe a produ��o de sentimentos sublimes, ficando no comum das pessoas, sobrecarregando a equipe espiritual, que, aproveitando apenas alguns poucos recursos magn�ticos, fazia todo o trabalho.
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Iniciada a sess�o de passes, uma senhora curvada, gravemente envolvida por uma turba de obsessores, sentou-se com muita dificuldade na cadeira onde Maria haveria de ministrar a fluidoterapia. Os amigos espirituais envolveram quanto poss�vel os obsessores, recolhendo-os amorosamente para o socorro devido, contudo, outros, mais endurecidos, permaneciam ligados � enferma por estarem profundamente comprometidos com o seu passado delituoso.
A assistida somente se libertaria por completo atrav�s do esfor�o intimo, pela transforma��o moral � qual, em verdade, n�o se dedicava.
J�lio C�sar, analisando as vibra��es do coordenador daquele caso, notou pertencer � sua categoria espiritual e, ap�s as conversa��es preliminares, acrescentou:
O camarada certamente me conhece, n�o?
Claro, J�lio C�sar. O quer de mim!
Pequenos favores. Favores! De gra�a?!
N�o, meu amigo, ser� recompensado, digamos que ser� troca de gentilezas. Pode dizer, o que �?
Preciso que voc� e sua equipe abandonem esta mulher.
O qu�, nunca!!! Ser� moment�neo, � pela causa.
Conhece meus superiores! Em nome deles, estou me empenhando na destrui��o deste Centro e preciso de sua...
Ah! Por que n�o disse antes? � para destruir esta Casa maldita? Ent�o, tem todo o meu apoio. Gra�as a este terr�vel templo de amor n�o consigo concluir o meu plano. Se esta criatura continua em p�, � por causa destas energias e das preces que tem recebido desta odiosa institui��o. J�lio, meu caro, ter�o toda a minha ajuda. Ficaremos longe dela...vejamos...seis meses, est� bem? Nenhum dia a mais, est� ouvindo?
Mas, em troca, continuou o obsessor mercen�rio, ap�s o vencimento deste prazo, voc� me ceder� vinte trabalhadores seus bem treinados, pelo tempo equivalente a minha aus�ncia junto a esta infeliz. O que me diz!
Neg�cio fechado, finalizou o arquiteto da maldade.
Enquanto o passe era ministrado, os esp�ritos perseguidores daquele caso saiam silenciosamente.
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Os amigos espirituais atentos, tamb�m se retiraram discretamente, aproveitando a tr�gua interesseira dos malfeitores, para tentar libert�-los da id�ia de maldade e vingan�a. Mobilizaram, ent�o, equipes socorristas, conseguindo encaminhar muitos advers�rios para o interc�mbio espiritual.
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Por�m, a mulher que adentrou � sala, curvada, recuperava a postura correta como que de imediato, readquirindo certa vitalidade. Quando se viu liberta daquelas influ�ncias, num desejo de agradecer, agarrou a m�o da passista, beijando-a e lan�ando estas palavras de gratid�o: Deus aben�oe a senhora!
Sua mediunidade � fant�stica, agora eu sei! Estou livre, voc� � uma santa! Estas atitudes da assistidas romperam as normas de sil�ncio e discri��o que a Casa Esp�rita solicitava, tumultuado momentaneamente o trabalho O dirigente encarnado, aproximou-se contendo os excessos, imprimindo ordem e disciplina no ambiente.
J�lio C�sar acompanhou o trabalho de Maria Souza durante v�rias semanas, fazendo com que casos semelhantes a estes fossem repetidos; para isso oferecia cargos, favores e retribui��es aos obsessores, provocando nela a certeza de que finalmente havia desenvolvido a faculdade de cura. Em pouco tempo , certos cooperadores deixavam-se envolver e contaminar pelo ci�me, inveja e intoler�ncia!
Maria Souza, tornara-se valioso instrumento de atua��o do obsessor chefe que a envolvia nestes pensamentos:
Voc�, realmente, � m�dium de cura e eu sou o seu m�dico, seu mentor!
Estamos nos colocando � disposi��o para um novo trabalho nesta Casa, desejamos desenvolver aqui grandes trabalhos de cirurgia espiritual, voc� ser� famosa, seu nome ser� divulgado largamente e todos haver�o de respeit�-la.
Entretanto, muitos invejosos desejar�o tir�-la da miss�o, por isso afaste-se daqueles que quiserem analisar as suas produ��es. No resto, conta comigo.
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A �m�dium curadora�, contaminada pela presun��o, j� espalhava aqui e acol�, suas novas �capacidades� e em pouco templos assistidos j� disputavam uma vaga junto � sua cadeira para receber passes �curadores�.
Na sala, a competi��o estava instalada. V�rios companheiros invigilantes ca�ram na arma��o das trevas, esquecendo-se que o trabalho em qualquer �rea solicita discri��o e fraternidade. Alguns perdiam-se na indigna��o, afirmando que a curadora na realidade era an�mica, vaidosa, orgulhosa e deveria ser banida do grupo.
Outros formavam pequenos grupos em favor da passista fascinada. Al�m das fofocas que percorriam, a galope, os corredores.
Era o in�cio de uma s�rie de perturba��o espiritual, que daria muito trabalho � diretoria doutrin�ria do Centro.
Espiritualmente, J�lio C�sar permanecia euf�rico, porque agora j� havia lan�ado d�vidas e problemas em dois importantes departamentos.
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O processo dedicado � destrui��o da Casa Esp�rita prosseguia. Os instrutores espirituais do agrupamento crist�o permaneciam atentos, acompanhando o caso de infiltra��o, respeitando, contudo, o livre arb�trio dos trabalhadores encarnados, ensejando-lhes a oportunidade de colocar em pr�tica os ensinos crist�os.
...Qual o resumo do nosso trabalho! Como est�o as tarefas dos outros camaradas!
Vejamos as anota��es, respondeu o secret�rio. J� atingimos:
- a respons�vel pelo atendimento fraterno,, comprometendo as tarefas da �rea;
- um grupo de fluidoterapia, causando descconfian�a e concorr�ncia;
- este agrupamento de socorro espiritual, que est� em andamento, cujo objetivo � provocar esc�ndalos e consequentemente a fofoca destruidora. Outros camaradas sob as suas ordens j� realizaram:
- o afastamento de um entrevistador, coorddenado por M�rcia Boaventura, das tarefas das noites de Segunda, Ter�a e Quarta-feira. Seguindo suas orienta��es, o envolvemos a fim de que julgasse fosse preciso melhorar a vida material. Fizemos com que se inscrevesse em seu terceiro curso universit�rio. O mundo ganhar� mais um in�til acad�mico e perder� valoroso cooperador do bem.
- Cinco expositores, dos mais variados currsos de Espiritismo espalhados pela Casa, tiveram promo��o no emprego, sob nossa influ�ncia, tendo obrigatoriamente de abandonar as tarefas a fim de cumprirem os compromissos materiais.
- Tr�s dirigentes de grupos mediunicos peddiram licen�a, atendendo a caprichos familiares, fazendo longa viagem, tamb�m sob nossa atua��o.
- Os eruditos esp�ritas n�o foram esqueciddos; com a vaidade sobreexcitada, estamos sugerindo que reformulem todos os trabalhos na Casa, toda a �rea doutrin�ria. Isso sim � que vai gerar uma grande fofoca. Desejamos fazer com que entrem em confronto com a organizada diretoria de doutrina.
- Estamos ainda fazendo com que modismos dde toda ordem apare�am por aqui, trazidos por pessoas euf�ricas;
- Trezentos processos de obsess�o simples foram implantados junto �queles que nos oferecem brechas, a pretexto de atrapalhar os diversos trabalhos esp�ritas. Estes, num mecanismo em cadeia, exatamente como o senhor planejou, haver�o de triplicar as irrita��es, abrindo nossos caminhos.
- Verificamos as obras assistenciais e nottamos passando por dificuldades financeiras. Envolvemos alguns respons�veis, que entraram em nossa esfera de a��o por causa do pessimismo, nervosismo exagerado, falta de f�, por terem esquecido do ideal esp�rita e prenderem-se simplesmente � quest�o de organiza��o, agindo com frieza, distantes do amor.
Com isso, pudemos desestimul�-los intensamente, agora, est�o prestes a abandonar as fun��es.
- Nas promo��es beneficentes, igualmente ttivemos boa infiltra��o, pois que os cooperadores, verificando estarem fora das reuni�es mediunicas, da seriedade dos estudos, entregaram-se �s piadas, �s brincadeiras, � maledic�ncia, � competi��o, � inveja e ao ci�me. Isso tem afastado v�rios trabalhadores matriculados nestas obras.
- Temos procurado, frente aos agrupamentoss de estudo, estimular os contestadores nato, fazendo com que estejam especialmente alterados, conseguindo, com isso, atrapalhar v�rios participantes.
Falta, ainda, atingirmos definitivamente o presidente e o diretor doutrin�rio da institui��o. Segundo suas ordens, continuou Gon�alves, colocamos cerca de dez esp�ritos advers�rios de cada um, esperando que ofere�am brechas de atua��o, mas eles desfrutam de prote��o espiritual admir�vel, por conta do esfor�o que empenham na conduta reta pelo trabalho s�rio que executam.
Contudo, senhor, nosso labor permanece dif�cil! Pois n�o faltam aqueles que s�o verdadeiras rochas morais, os que t�m atra�do impressionante prote��o espiritual pelas atitudes crist�s. Esse processo tem exigido muito dos nossos cooperadores, j� tivemos que renovar nossas turmas por cinco vezes.
Nossos trabalhadores sentem-se fracos ao entrarem em contato com certos ambientes amorosos, que obrigatoriamente tem de visitar, com objetivo de atormentar e desviar os encarnados da bondade. E sobre estes, nossa influ�ncia tem sido praticamente nula.
N�o sei se nossa equipe conseguir� ir at� o fim. Acredito estejamos andando devagar demais.
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Reunidos os representantes dos trabalhos do Cristo, acompanhados dos seus tutores espirituais respons�veis pelas respectivas tarefas, o mentor cumprimentou-os desta maneira:
Queridos amigos e irm�os! Neste momento delicado � necess�rio nos colocarmos em guarda. Os encarnados est�o sendo experimentados e precisam estar alertas nas tarefas edificantes.
Primeiramente, continuou o mentor, � necess�rio lembrar que a nossa Casa Esp�rita foi edificada por dedicados idealistas com o objetivo de viver e divulgar os ensinos da Doutrina Esp�rita, revivendo a mensagem crist�.
N�o desconhecemos as dificuldades, n�o ignoramos os problemas. Confiamos, contudo, na prote��o espiritual que brota do mais Alto como chuva luminosa, inspirando e amparando todos os que trabalham com sinceridade na Seara do Senhor.
Entretanto, se somos representantes do Espiritismo, n�o podemos esquecer de valorizarmos a pureza doutrin�ria, colocando-nos � disposi��o para estudarmos e irradiarmos as verdades codificadas por Kardec.
Neste momento grave, prosseguiu o orientador iluminado, pelo qual passa nossa Casa, os advers�rios t�m se valido das imperfei��es humanas para semear a disc�rdia, implantar a competi��o entre os cooperadores invigilantes, mexer com a vaidade, irritar os cora��es, desestimulando as realiza��es crist�.
Dessa forma, meus irm�os, somos todos respons�veis pela continuidade do empreendimento redentor. E, se dispomos de maiores esclarecimentos, temos o dever de testemunharmos mais. Assim, evitemos a qualquer custo desenvolvermos as fofocas destruidoras, a maledic�ncia, as disputas, etc.
Todos somos importantes e necess�rios nas fun��es que abra�amos. Lembremo-nos do Cristo: �...Aquele que quiser ser o maior seja o menor e o servidor de todos."
Estaremos aproveitando este encontro de estudos, promovido pela diretoria de doutrina sob nossa inspira��o, para, durante todo o trabalho, envolvermos quanto pudermos os expositores, iluminando-lhes a consci�ncia, esclarecendo suas id�ias, ajudando-os na organiza��o do pensamento, a fim de que as palavras orientadoras possam chegar aos cora��es da maneira mais clara poss�vel, fazendo com que seja exaltado o compromisso com a discri��o, a toler�ncia, o zelo pela pela doutrina esp�rita e a fraternidade entre trabalhadores e freq�entadores.
Neste momento o instrutor fez pequena pausa, como se estivesse organizando as id�ias, no que foi questionado por um dos cooperadores encarnados.
Afinal, por que nossa Casa est� sendo perseguida? Por que estamos sendo t�o atacados desta forma? Querem, os inimigos do amor, destruir algu�m em particular?
N�o, esclareceu o esp�rito amigo, os advers�rios s�o inimigos gratuitos da Casa e desejam destruir a obra de Jesus no planeta.
Entretanto, os trabalhadores imprudentes cooperam para aumentar o problema, � medida que oferecem brechas no caminho. Isso tudo �, de certa forma, compreens�vel, uma vez que s�o companheiros em aprendizado rumo a pr�pria perfei��o.
No entanto, os obssessores devem ser contidos e educados amorosamente. O evangelho de Jesus � essencialmente educativo e � uma pena que seja esquecido algumas vezes; e quando isso acontece, os amigos encarnados entram em sintonia com os advers�rios, tornando-se seus representantes na Terra.
Por�m, aqueles que permanecerem firmes, valorizando pelo pr�prio exemplo a mensagem crist�, nos permitir�o o auxilio na propor��o direta do trabalho no campo do bem, contribuindo para a modifica��o dos advers�rios, fazendo com que o equil�brio retorne naturalmente.
Do mal sempre se pode tirar o bem, e o que se poder� extrair desta situa��o s�o provas para todos os estudantes do Espiritismo na grande escola em que se converte o Centro Esp�rita. Por isso, meus amigos, perseveremos!
Uma pl�iade de entidades celestes garantir� nossa prote��o, desde que pratiquemos as verdades reveladas por Jesus.
Assim valorizemos as boas atitudes, estudemos e vivamos sempre a mensagem evang�lica, evitando com isso as infiltra��es indesejadas.
Sendo a Casa Esp�rita um templo de trabalho e amor, � importante defende-la da penetra��o das trevas no campo do nosso ideal.
Procuremos seguir confiantes, na certeza de que o Senhor nos aben�oa.
... Quem se disp�e a seguir Jesus deve estar consciente dos caminhos pedregosos, da cruz, que carrega e, ao final da vida terrena, estar preparado para o sublime sacrif�cio do G�lgota.
O Cristo tamb�m n�o ficou livre da �hora das trevas� a que se refere o Evangelho, ensinando-nos ser preciso suport�-la, para que a obra n�o se perca.
Os advers�rios s�o igualmente nossos irm�os em humanidade, permanecendo, simplesmente, enganados quanto ao caminho das verdades eternas!
Compreende-os o quanto puderes! S�o almas sofredoras, guardam ang�stias e dramas terr�veis, querem se libertar dos erros, mas n�o encontram coragem. Trazem a consci�ncia profundamente comprometida ante as leis universais e ter�o de enfrentar a inexor�vel lei da repara��o.
E se queres saber, tu mesmo j� fizeste parte das hostes infernais! Quem de n�s, peregrinando pelos caminhos da ignor�ncia, n�o contribu�mos para entravar o progresso!
Agora, que j� caminhamos um pouco mais, � mister compreendermos aqueles que est�o na escurid�o, fazendo a nossa parte para retribuir � lei divina a mesma miseric�rdia de que um dia desfrutamos.
Para alcan�armos o �den da felicidade plena, � preciso sabermos nos compreender e tolerar, ajudando-nos mutualmente. O obsessor de hoje ser� o trabalhador do amanh� e, num futuro que depende de cada um de n�s, o anjo, mensageiro do Senhor. Todos fazemos parte do rebanho de Jesus, e nenhuma alma dever� ser perdida!
T�, meu amigo, est�s rumando para o sublime sacrif�cio do Calv�rio, e as trevas, naturalmente, est�o te experimentando. Fracassar�s agora? Renunciar�s ao trabalho?
Far�s como Sim�o Pedro? Negar�s Jesus no momento mais importante? Abandonar�s os irm�os em jornada � pr�pria sorte? Para onde foi o teu ideal?
Deixa-te, portanto, ser transpassado pelos cravos da maledic�ncia, suporta as inj�rias, as maldades, pois estes sofrimentos morais ainda s�o necess�rios para o teu crescimento espiritual.
Muitos dos excursionistas em aprendizado pela Terra, passam por prova��es semelhantes devido as necessidades evolutivas e n�o atingiram, ainda, a capacidade de sofrer e viver pela felicidade do outro, apagando-se completamente!
Se achas Ter feito muito por esta Casa, de fato, n�o entendeste o idealismo esp�rita! Se achas Ter feito muito por esta Casa, de fato, n�o entendeste o idealismo esp�rita! Se apresentas fadiga, busca a �gua viva do Evangelho, refrescando-te no o�sis dos ensinos de Jesus, frente ao deserto dos teus sofrimentos!
... N�o desconhecemos os perigos que corremos, sabemos que �s portador do livre arb�trio. Se abandonares as tuas realiza��es agora, falaremos como os esp�ritos do Mais Alto disseram a Kardec:
�...Se desistires da jornada, outro te substitu�ra, pois os des�gnios de Deus n�o repousam na cabe�a de um �nico homem.�
Contudo, para ti ser� a perda do coroamento moral do trabalho, ocorrido pela satisfa��o de vencer a luta com honestidade, dignidade, com as armas do Evangelho redentor, o qual aponta para a toler�ncia, a compreens�o, a educa��o, a n�o viol�ncia e a fraternidade sempre!
...Lembra-te, contudo, que os advers�rios do Bem s� se infiltraram em nossa Casa por encontrarem brechas frente aos trabalhadores encarnados invigilantes, explorando as dificuldades humanas; e, para vencer este processo, bastar� sintonizarem com esferas maiores!
Compreendemos a complexidade do caso, sabemos que o teu cora��o, �s vezes, � ferido pelas incompreens�es, mas recorda-te: quanto maior o sacrif�cio, maiores os m�ritos. Diante disto, ergue a fronte, confia em Deus, s� o homem de bem, e continua lutando pela caridade de maneira intr�pida, pois tudo passa, s� o bem permanece!
Para vencermos esta luta, ser� preciso esclarecer os encarnados acerca da responsabilidade do trabalho na seara esp�rita, a import�ncia das sintonias superiores, evitando espalharem o v�rus das fofocas, prevenindo, com a viv�ncia do Evangelho, as terr�veis infiltra��es.
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...Israel, disse o benfeitor, n�o te deixes abater por este momento, pois o plano dos advers�rios �, exatamente, desestimular os respons�veis, cans�-los atrav�s dos problema, irrit�-los, para depois, quando sa�rem da sintonia superior, alcan�ada pelo trabalho alegre, pela pureza dos prop�sitos e pela caridade pura, afast�-los das tarefas definitivamente.
Se o des�nimo te visitar, ser�s porta aberta aos perseguidores. Continua cuidando da nossa obra Israel. � preciso permanecermos firmes na pureza doutrin�ria, caminhando, quanto poss�vel, para que as orienta��es kardequianas n�o se percam no caminho.
Entretanto, se o zelo doutrin�rio � importante, devemos evitar, a qualquer custo, a intoler�ncia, os julgamentos precipitados, limitando-nos a dar demonstra��es seguras das orienta��es de Kardec.
Diante dos modismos que se agitam, quais ondas destruidoras, � preciso nos revestirmos de intima paci�ncia, acompanhada de autoridade moral no campo das orienta��es.
Evita, continuou o orientador, acima de qualquer coisa, as irrita��es, os conflitos provinientes destes processos, a fim de que a obra possa sobreviver.
A pureza doutrin�ria n�o deve ser encarada como uma ferramenta produtora de disc�rdia, � antes de tudo capacidade normativa, reguladora das tarefas que se desenvolvem em nome da Doutrina Esp�rita, conjunto de princ�pios, santo de mais para ser alterado por mentes invigilantes e distantes dos estudos doutrin�rios seguros.
Os ensinos de Allan Kardec, para n�s, s�o a �gua viva que mata a sede dos conhecimentos filos�ficos, cient�ficos e religiosos acerca das quest�es fundamentais da exist�ncia humana, conduzindo-nos para a transforma��o moral.
Assim procura agir com fraternidade, simplicidade e firmeza na defesa de nossa Doutrina, tolerando, o quanto poss�vel, que estes modismos se instalem entre n�s.
Lembra-te: tu �s o representante do aspecto doutrin�rio em nossa Casa , � natural esperemos de ti racioc�nio claro desprovido de personalismo, livre do sentimento orgulhoso que imp�e opini�es sem bases fundamentadas, ou que interprete as orienta��es de Kardec para defender pontos de vista pessoais, visando � manipula��o dos fatos ou acontecimentos em seu pr�prio benef�cio. A verdade deve permanecer sempre!
A doutrina Esp�rita, representando o cora��o da institui��o, deve pulsar livre de qualquer impedimento, conduzindo as almas � liberdade atrav�s das realidades eternas. Por isso, � justo esperarmos de ti a firmeza e n�o intransig�ncia, lucidez e n�o fanatismo, tato fraterno e n�o autoritarismo, estudo e n�o acomoda��o, firmeza de inten��es e n�o anarquias doutrin�rias, defendendo como pr�prio exemplo os princ�pios sagrados da terceira revela��o.
Nesta tarefa, n�o temas a rea��o dos trabalhadores, pois estamos contigo tamb�m; igualmente te prevenimos a respeito dos perseguidores espirituais e dos tormentos pelos quais haverias de passar, testemunhando o Evangelho.
Livra-te do desanimo que te ronda, a fim de que os advers�rios da bondade n�o encontrem em ti canal de atua��o inferior. Ocupa a mente, trabalha com coragem no material referente ao encontro de estudos, esclarecendo com bondade os necessitados.
Continuamos confiando a ti a tarefa de conduzir o departamento doutrin�rio, por isso prepara-te, tamb�m, para o sublime testemunho do Calv�rio, suportando os agressores que te fazem percorrer uma Via Sacra de insultos, tendo a certeza de que Deus est� conosco.
Maria Souza,continuou o coordenador do bem, est� promovendo pequeno movimento que, em breve, haver� de se multiplicar consideravelmente sob as orienta��es das trevas.
Contudo, limita-te a compreender as mentes enfermas e a esclarec�-la de maneira respeitosa e profundamente embasada em Kardec.
Estaremos contigo todo o tempo que dedicares ao trabalho esp�rita, por isso conta conosco, porque depositamos nossas esperan�as nos teus prop�sitos sempre firmes em levantar a bandeira, onde quer que seja, da pureza doutrin�ria.
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...Todos carecem da compreens�o divina! J�lio, estamos a servi�o do Pai Criador, Ele se interessa por ti!
J�lio C�sar surpreendido pelas pr�prias lembran�as perguntou admirado: Pai?! Foi por causa do meu pai biol�gico que eu me envolvi neste processo, a culpa � dele!
Se me conhece, sabe que o fundador da Casa da qual voc� � o tutor espiritual foi meu progenitor. Toda a aten��o dele era para a maldita doutrina. Me irritava a excessiva preocupa��o dele com as criaturas humanas, era a mim que deveria endere�ar todas as aten��es.
Perdemos anos de conviv�ncia. Por isso tomei avers�o pelo Cristo, por isso me matriculei nesta organiza��o inferior, prometendo a mim mesmo acabar com essa tolice de Espiritismo que o perverteu. Odeio o meu pai, maldito seja! A culpa � dele!
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Nesse instante os c�us se abriram, as nuvens espessas foram transpassadas por jatos intensos de luzes, o ambiente ao redor de J�lio se iluminou por completo. E, do mais Alto, entidade respeit�vel se apresentou. O ser iluminado, de semblante calmo, aproximou-se emocionado, dirigindo o olhar terno em dire��o ao desafortunado, que gritou surpreso ao reconhec�-lo:
Pai! Afaste-se de mim! N�o tem o direito! Veio se comprazer, tamb�m, da minha derrota? N�o, filho meu. Nunca! Vim para dizer-te do meu amor.
Tu sabes, Julinho, que nunca te faltou o afago amigo, as orienta��es paternas! Quantas vezes te incentivamos � pr�tica do bem, a compartilhar conosco do ideal esp�rita, mas a tua rebeldia n�o te permitias ingressar nas tarefas superiores.
E por tua pr�pria imprud�ncia, envolvendo-te com marginais, com o simples pretexto de chamar a aten��o, foi o que te tirou da nossa conviv�ncia quando tinha apenas dezoito anos.
Ah, filho meu,! Quanto esperei por esta hora! Neste instante, quase um s�culo em que te dedicas � pratica do mal, meu esp�rito permanece atormentado. Vim para dizer-te que a tua felicidade � a minha tamb�m e que compartilho igualmente das tuas dores. Meu cora��o s� encontrar� paz no dia em que puder unir-te ao teu, a fim de vivermos juntos a mensagem do Cristo.
Quanto te t�nhamos junto ao cora��o, tra��vamos planos pensando o quanto poderias fazer na seara, que levarias adiante o ideal de Jesus.
Entretanto, retornaste inesperadamente para a vida do infinito, criando uma lacuna em nossas almas, ferindo-nos quase mortalmente.
Tua m�e n�o suportava a dor, sendo consolada apenas coma certeza de que continuavas vivo. Or�vamos por ti dia e noite, chor�vamos de saudade. E quando, em estado avan�ado de idade, retornando para c�, continuamos pedindo a Jesus nos concedesse a d�diva de te despertar.
Ouve, filho meu, se n�o por ti, por n�s, pelo privil�gio da tua companhia, por Ter sido o maior presente que o c�u nos concedeu, por muito te amar pedimos: Desperta, meu querido!
Lembra-te dos dias felizes da tua inf�ncia, quando insistias em cooperar conosco na constru��o da Casa Esp�rita, dos teus trope�os nos materiais de constru��o, as vezes em que trazias as m�os vermelhas pela insist�ncia de transportar os tijolos, para serem assentados pela argamassa produzida amorosamente pelos cooperadores an�nimos.
Tu guardas hist�ria com aquela Casa! Sempre � tempo de recome�ar, desperta, meu filho, amo-te! J� � hora de retomar o trabalho.
Minha m�e, onde est�? Perguntou o quase convertido. Aqui, Julinho, respondeu uma voz doce e meiga, fazendo-se vis�vel ao lado do filho amado. Ouve teu pai, meu querido, pois que minha alma j� n�o ag�enta mais de tanta dor. N�o nos negue o privil�gio de amar-te, rende-te, liberta-te, o futuro te espera...
J�lio C�sar, diante de vibra��es superiores, das emo��es do momento, da paz irradiada pelos progenitores, qual crian�a arrependida entregou-se ao abra�o familiar, chorando de arrependimento.
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As entidades bondosas que, devido ao trabalho redentor na Terra, alcan�aram o direito de viverem em planos mais elevados, choravam de alegria pelo arrependimento do filho.
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Chora, meu querido, � justo. Que Deus aben�oe teu arrependimento.
Pai, disse J�lio, quanta vergonha, quanto tempo perdido! Quero consertar as coisas erradas, quero ser digno do seu amor!
Ter�s condi��es Julinho, haver�s de retornar � Terra, recompondo com o bem o mal que fizeste � humanidade. Confia no Criador.
Haver� de Ter Elvira como esposa e, mais tarde, Gon�alves e Daniel como filhos, a fim de reconduzires ao caminho do bem, restituindo-lhe afeto e amor.
Ter�s, tamb�m a ben��o da mediunidade e o Espiritismo haver� de coroar os teus dias na Terra. Tuas faculdades espirituais ser�o de socorro, Ter�s natural afinidade flu�dica com os esp�ritos obsessores para que possas servir �queles que um dia te foram servos.
Sozinho, meu pai, n�o conseguirei!
Jamais estar�s sozinho, eu mesmo serei teu esp�rito protetor para guiar-te pelos caminhos retos. A Provid�ncia Divina n�o me permitiu retornar ainda � Terra, pois que guardo tarefas maiores aqui na vida do infinito, contudo acompanhar-te-ei os passos e estaremos ligados pelos la�os do pensamento.
E quando estiveres, com cinq�enta anos, aproximadamente, se tudo correr bem, amadurecido pela vida, calejado pelas persegui��es espirituais, experiente na mediunidade que certamente se conclamar� ao trabalho reparador nos primeiros anos da tua juventude, quando a pobreza te tiver ensinado a trabalhar e valorizar o pouco, haver�s de ser o presidente do Centro Esp�rita ao qual perturbaste, a fim de empregar tua intelig�ncia milenar e capacidade administrativa, iniciando, nesta encarna��o, a restitui��o com teu trabalho e esfor�o aos desequil�brios que ministraste nos dias infelizes de tua vida.
Teus advers�rios certamente te procurar�o, desejando acabar com os teus prop�sitos superiores. Ser� a lei de causa e efeito solicitando reajuste. Natural, n�o achas?! Desviastes tantas almas, escravisaste tantas criaturas!...
Agora, tua viv�ncia Evang�lica dever� dar demonstra��es concretas de arrependimento, transforma��o e repara��o; assim, ter�s a satisfa��o de libertares as almas que, no passado, aprisionaste no ideal das sombras.
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O ambiente espiritual estava dominado de emo��o, o ex mandante das trevas, de olhos marejados, abra�ou fortemente o pai, entregando-se ao amor que liberta; e porque estivesse exausto, J�lio C�sar adormeceu nos bra�os paternos, sob as l�grimas dos anjos em que convertem as m�es, conduzindo-o ambos para outro local, com objetivo de preparar-lhe a reencarna��o.
Antes de partir, os pais de J�lio C�sar, reconhecidos ao amor divino, agradeceram intensamente a dedica��o do mentor do Centro Esp�rita com estas coloca��es:
Ant�nio, meu irm�o! Disse o pai de J�lio.
Sabes que serei eternamente grato, pelo teu esfor�o e dedica��o para com o meu Julinho.
Granjeaste um amigo para toda imortalidade, onde quer que estejas, meu cora��o te render� gratid�o.
Contudo, rogo-te um �ltimo pedido: a provid�ncia divina n�o me permite retornar � Terra nos pr�ximos 250 anos, e confesso n�o saber quem teria cora��o generoso e infinita paci�ncia a fim de receber, no planeta, meu filho...
E interrompido pelas l�grimas a embargar-lhe a voz, o pai de Julio C�sar carregando-lhe no colo afetuoso o filho arrependido, chorou clamando a Deus lhe concedesse algu�m que pudesse receber no seio familiar seu precioso tesouro.
Eis que numa explos�o de amor ao pr�ximo, Ant�nio se pronunciou desta forma:
N�o te preocupes, meu amigo, serei o pai que no momento n�o podes ser. Como assim? Perguntou o progenitor do ex obsessor.
J� estou aqui no mundo espiritual h� cerca de setecentos anos e meu pedido de retorno ao educand�rio terrestre acaba de ser autorizado. Precisarei retornar a fim de dar novo �nimo ao nosso movimento.
Nossos confrades na organiza��o de nossa sagrada Casa n�o disp�em de mais de quarenta anos de vida �til na continuidade dos servi�os esp�ritas, findando este prazo, retornar�o ao nosso plano e o Mais Alto me permitiu continuar na Terra a obra que idealizei aqui.
Ser� a minha vez de consagrar meus testemunhos em benef�cio do Evangelho. E que alegria terei se me confiares a fortuna que trazes nos bra�os1 assim, poderei prepar�-lo no campo da moral para assumir a mediunidade e, se tudo der certo, iniciar nesta encarna��o a repara��o necess�ria � Casa Esp�rita.
Saberei socorre-lo nos momentos de obsess�o, orient�-lo diante das tend�ncias viciosas, a fim de conduzi-lo por caminhos retos, o restante depender� dele! Retornarei primeiro e daqui a vinte e cinco anos, J�lio e Elvira retornar�o, encontrando-se e contraindo, mais tarde a ben��o do matrimonio , para que, quando estiveres com cerca de vinte primaveras, Gon�alves e Daniel retornarem tamb�m.
Os pais do convertido desejaram pronunciar palavras de louvor ao emiss�rio do bem, no que foram imediatamente interrompidos desta maneira:
Agrade�amos a Deus a oportunidade de coopera��o no soerguimento de nossos irm�os e na continuidade do nosso progresso sob as b�n��os do Espiritismo. Servir e amar ao pr�ximo, em qualquer plano, � privil�gio para a mente iluminada pelo Cristianismo.
As entidades amigas envolveram-se num abra�o emocionado e partiram para planos maiores, a fim de tecerem os detalhes do retorno de Ant�nio, deixando para tr�s um rastro de luz e sincera emo��o.
Equipe socorrista, mergulhada em vibra��es sublimes de sincera admira��o, elevou, ali mesmo no vale sofredor, prece fervorosa clamando a Deus aben�oasse os prop�sitos de Ant�nio, vibrando para que J�lio fosse feliz nesta primeira fase de repara��o, ao mesmo tempo, em que reconhecendo a oportunidade do trabalho, renderam gra�as ao Senhor pelo labor frente a uma respeit�vel Casa Esp�rita e por terem vencido, junto com os irm�os encarnados, sob a miseric�rdia de Deus, mais um processo de infiltra��o...

Amor imbat�vel Amor- pelo Esp�rito Joana de Angelis

Um velho koan Zen- Budista narra que um homem avarento recebeu oportunamente, a visita de um mestre.
O s�bio, depois de saud�-lo, perguntou-lhe- Se eu fechar a minha m�o para sempre, n�o a abrindo nunca, como te parecer� ?
O avaro respondeu-lhe sem titubear:- Deformada.
Muito bem, prosseguiu o interlocutor:- E se eu a abrir para sempre, como ver�s?
Igualmente deformada- redarg�iu o anfitri�o.
O homem nobre concluiu, informando-o: se entenderes isso, ser�s um rico feliz.
Depois que se foi, o anfitri�o come�ou a meditar e, a partir da�, passou a repartir com os necessitados, aquilo que lhe parecia excedente, tornando-se generoso.
Todos os opostos, afirma o antigo Koan, bem e mal, Ter e n�o Ter, ganhar e perder, eu e os outros, dividem a mente. Quando s�o aceitos, afastam as pessoas da mente original, sucumbindo ao dualismo.
A sabedoria, concluiu a narra��o sint�tica, est� no meio, no Zen, que � o caminho.
A dualidade sempre esteve presente no ser humano, desde o momento em que ele come�ou a pensar, desenvolvendo a capacidade de discernir. Os oposto t�m-lhe constitu�do desafios para a consci�ncia, que deve eleger o que lhe � melhor, em detrimento daquilo que lhe � pernicioso, perturbador, gerador de conflitos.
N�o poucas vezes por imaturidade, toma decis�es compulsivas e derrapa em estados d e perturba��o, demarcando fronteiras e evitando atravess�-las, assim perdendo contato com as possibilidades existentes em ambos os lados, que podem auxiliar na defini��o de rumos.
Essa defini��o, no entanto, n�o pode ser cerceadora das viv�ncias educativas, produtoras. Devem caracterizar-se pela elei��o natural do roteiro a seguir, de maneira que nenhuma forma de tormento pelo n�o experimentado passe a gerar frustra��o.
A experi�ncia ensina a conquistar os valores leg�timos, aqueles que propiciam a evolu��o, facultando, na an�lise dos contr�rios, a op��o pelo que constitui est�mulo ao crescimento, sem que gere danos para o pr�prio indiv�duo, para o meio onde se encontra, para outrem.
Somente assim, � poss�vel a aquisi��o do comportamento ideal, propiciador de paz, porque n�o traz, no seu bojo, qualquer proposta conflitiva.
Do ponto de vista �tico, definem os direcionistas o bem � a qualidade atribu�da a a��es e a obras humanas que lhes confere um car�ter moral. ( Esta qualidade se anuncia atrav�s de fatores subjetivos- o sentimento de aprova��o, o sentimento de dever- que levam � busca e a defini��o de um fundamento que os possa explicar.)
O mal � tudo aquilo que se apresenta negativo e de fei��o perniciosa, que deixa marcas perturbadoras e afligentes.
Na sua origem o ser n�o possu�a consci�ncia do bem nem do mal. Vivendo sob injun��o do instinto, � levado a preservar a sobreviv�ncia, a reprodu��o, atuando por automatismo, que ir�o abrindo-lhe espa�os para os diferenciados patamares do conhecimento, do pensamento, da faculdade de discernir.
A sele��o do que deve em rala��o ao que n�o deve realizar-se d�-se mediante a sensa��o da dor f�sica, depois emocional, mais tarde de car�ter moral, ascendendo na escala dos valores �ticos.
Percebe que nem tudo quanto lhe � l�cito executar, pode faz�-lo, assim realizando o que lhe � de melhor, no sentido de descobrir os resultados, porquanto aquilo que lhe � facultado, n�o poucas vezes fere os direitos do pr�ximo, da vida em si mesma, quanto da sua realidade espiritual.
Essa percep��o torna-se a presen�a da capacidade de eleger o bem em detrimento do mal. Faz-se a realidade livre da sombra; o avan�o psicol�gico sem trauma, a aus�ncia de retentivas na retaguarda.
Embora haja o bem social, o de natureza legal, aquele que muda de conceito conforme os valores �ticos estabelecidos geogr�fica ou genericamente, paira, soberano, o Bem transcendental, que o tempo n�o altera, as situa��es pol�ticas n�o modificam, as circunst�ncias n�o confundem.
� aquele que esta inscrito na consci�ncia de todos os seres pensantes que, n�o obstantes, muitas vezes, anestesiam-no, permanece e se imp�e oportunamente, convidando o infrator � recomposi��o do equil�brio, ao refazimento da a��o.
O mal, remanescente dos instintos agressivos, predomina enquanto a raz�o deles n�o se liberta, sob a domina��o arbitr�ria do ego, que elabora interesses hedonistas, pessoais, impondo-se em detrimento de todas as demais pessoas e circunst�ncias.
O seu ferrete � t�o especial que, � medida que fere quantos se lhe acercam, termina por dilacerar aquele que se lhe entrega ao dom�nio, tombando, exaurido, pelo caminho do seu falso triunfo.
O ser humano foi criado � imagem de Deus, isto �, fadado � perfei��o, superando os impositivos do tr�nsito evolutivo, nessa marcha inexor�vel a que se encontra compelido.
Possuindo os atributos da beleza, da harmonia, da felicidade, do amor, deve romper, a pouco e pouco, a casca que o envolve- heran�a do per�odo prim�rio por onde tem que passar- a fim de desenvolver as aptid�es adormecidas, que lhe servem temporariamente de obst�culo a esses tesouros imarcesc�veis.
O Bem pode ser personificado no Amor, enquanto o mal pode ser apresentado como sendo-lhe a aus�ncia.
Tudo aquilo que promove e eleva o ser, aumentando-lhe a capacidade de viver em harmonia com a vida, prolong�-la, torn�-la edificante, � a express�o do Bem. Entretanto, tudo quanto conspira contra a sua eleva��o, o seu crescimento e os valores �ticos j� logrados pela humanidade, � o mal.
O mal, todavia, � de dura��o ef�mera, porque resultado de uma etapa do processo evolutivo, enquanto o Bem � a fatalidade �ltima reservada a todos os indiv�duos, que se n�o poder�o furtar desse destino, mesmo quando o posterguem por algum tempo, jamais o conseguindo definitivamente.
Eis porque o ser tem a tend�ncia inevit�vel de buscar o amor, de entregar-se-lhe, de fru�-lo.
Encarcerado no ego�smo e acostumado �s buscas externas, recorre aos expedientes do prazer pessoal, em v�s tentativas de desfrutar as benesses que dele decorrem, tombando na exaust�o dos sentidos ou na frustra��o dos engodos que se permite.
Oportunamente um aprendiz indago ao seu mestre:- Dize-nos o que � o amor.
E o s�bio, ap�s ligeira reflex�o, redarg�iu com um sorriso: - N�s somos o amor.
Esse sentimento que todos os seres viventes expressa o Supremo Bem, que nos cumpre buscar, embora estejamos na faixa da liberta��o da ignor�ncia, errando, ainda praticando o mal tempor�rio por falta da experi�ncia evolutiva, que nos junge �s sensa��es, em detrimento das emo��es superiores que alcan�aremos.
H� uma tend�ncia para a experi�ncia do Bem, face � paz e � beleza interior que se experimenta, constituindo-se um grande desafio ao pensamento psicol�gico estabelecer realmente o que de melhor para o ser humano, gra�as aos impositivos dos instintos que prometem gozo, enquanto que a sua liberta��o, �s vezes, dolorosa, em catarse de l�grimas, proporciona em plenitude.
A terapia do Bem- essa elei��o de valores �ticos que propiciam paz de consci�ncia- constitui proposta excelente para a �rea da sa�de emocional e ps�quica, consequentemente, tamb�m f�sica dos seres humanos, que n�o deve ser desconsiderada.
`A medida que se amplia o desenvolvimento psicol�gico, seu amadurecimento, s�o eliminadas as dist�ncias entre o eu e os outros, superando o mal pelo bem natural, suas a��es de fraternidade e de compreens�o dos diferentes n�veis de transi��o moral, compreendendo-se que o mal que a muitos aflige, por eles mesmos buscado, transforma-se na sua li��o de vida.
Eis porque � necess�ria a terapia da realiza��o edificante, produzindo sempre em favor de si mesmo, do pr�ximo e do meio ambiente, evitando qualquer tentativa de destrui��o, de perturba��o, de desequil�brio.
Por isso, n�o realizar o bem � fazer-se a si mesmo um grande mal. Dificultar-se a ascens�o, � forma de comprazer-se na vulgaridade, na desdita, assumindo um comportamento masoquista, no qual se sente valorizado.
Certamente, nem todos os indiv�duos conseguem de imediato uma mudan�a de conduta mental, portanto, emocional, da patologia em que se encarcera, para viver a liberdade de ser feliz. Isso exige um esfor�o herc�leo que, normalmente o paciente n�o envida.
Acredita que a simples assist�ncia psicol�gica ir� resolver-lhe os estados interiores que o agradam, quase que a passo de m�gica, transferindo para o psicoterapeuta a tarefa que lhe compete desenvolver.
Para esse cometimento, o do reequilibro, a assist�ncia especializada � indispens�vel, somada � contribui��o de um grupo de apoio e ao interesse dele pr�prio para conseguir a meta a que se prop�e.
A religi�o bem orientada, pelo conte�do psicol�gico de que se reveste, desempenha um papel de alta relev�ncia em favor do equil�brio de cada pessoa e, por extens�o, do conjunto social, no qual se encontra localizada.
A religi�o que se fundamenta, no entanto, na conduta cient�fica de comprova��o dos seus ensinamentos, que documenta a realidade do Esp�rito imortal e a sua transitoriedade nos acontecimentos do corpo, como � o caso do Espiritismo, melhores condi��es possui para auxili�-la na escolha do caminho a trilhar com os pr�prios p�s, propondo-lhe renova��o interior e ades�o natural aos princ�pios que promovem a vida, que a dignificam, portanto, que representam o Bem.
Por outro lado, proporciona-lhe uma conduta respons�vel, esclarecendo-a que cada qual � respons�vel pelos atos que executa, sendo semeadora e colhedora de resultados, cabendo-lhe sempre enfrentar os desafios de superar-se, porque toda conquista valiosa � resultado do esfor�o daquele que a consegue. Nada existe que n�o haja sido resultado de laborioso esfor�o.
Ainda mais, faculta-lhe o entendimento de como funcionam as Leis da Vida, em cuja vig�ncia todos os seres somos participantes, sem, exce��o, cada qual respondendo de acordo com seu n�vel de consci�ncia, o seu grau de pensamento, as suas inten��es intelecto-morais.
Abre, ademais, um elenco de novas informa��es que a capacitam para a luta em prol da sa�de, explicando-lhe que existe um interc�mbio mental e espiritual entre as criaturas que habitam os dois planos do mundo: o espiritual ou da energia pensante e o f�sico ou da condensa��o material.
A morte do corpo n�o extinguindo o ser, apenas altera-lhe a complei��o muscular, mantendo-lhe, n�o obstante, os valores intr�nsecos � sua individualidade. O que faculta, muitas vezes, o interc�mbio ps�quico.
Quando se trata de algu�m cuja exist�ncia foi pautada em a��es elevadas, a influ�ncia � agrad�vel, rica de sa�de e harmonia. Quando, por�m, foi negativa, inquieta ou doentia, perturbada ou insatisfeita, transmite desarmonia, enfermidades, depress�es e alucina��es cru�is, que passam a constituir psicopatologias de classifica��o muito complexa, na �rea de obsess�es espirituais e de liberta��o demorada, que exigem muito esfor�o e tenacidade nos prop�sitos em favor da recupera��o da sa�de.
O Bem, portanto, � o grande ant�doto a esse mal, como o � tamb�m para quaisquer outros estados perturbadores e traum�ticos da personalidade humana.
Outrossim, a experi�ncia do Bem se dar� plena ap�s o tr�nsito pelas ocorr�ncias do mal, os insucessos, as perturba��es, as rea��es emocionais e conflitivas, que facultam o natural selecionar dos comportamentos agrad�veis, tranq�ilos, que validam o esfor�o de haver-se optado pelo que � saud�vel.
Caso contr�rio, a aquisi��o positiva n�o se faz total, porque ser� mais o resultado de repress�o aos instintos do que supera��o deles, gra�as ao que se pode adquirir virtudes- sentimentos bons, conquistas do Bem, no entanto, perder-se a integridade, a naturalidade do processo de eleva��o. A pessoa torna-se frustrada por n�o haver enfrentado as lutas convencionais, evitando-as, ocasionando um sentimento de culpa, que �, por sua vez, uma oposi��o � proposta encetada para a vida correta.
A experi�ncia do Bem e do Mal come�a na inf�ncia diante das atitudes dos pais e dos demais familiares. Por temor a crian�a obedece, por�m, n�o compreende o que � certo e aquilo que � errado, que lhe querem incutir os genitores, muitas vezes por imposi��o sem o esclarecimento correspondente para a an�lise lenta e � assimila��o da raz�o.
Se a crian�a n�o consegue entender aquilo que lhe � ministrado e exigido, passa a aceitar a informa��o por medo de puni��o, at� o momento em que se liberta da imposi��o, transformando o sentimento em culpa, e temendo reagir pelo �dio ou pelo ressentimento, ou, noutras situa��es, reprimindo-se, tomba na depress�o. O inconsciente, utilizando-se do mecanismo de preserva��o do ego, resolve aceitar o que foi ministrado passando a insuflar a conduta reta, no entanto, em forma de m�scara que oculta a realidade reprimida.
A conquista paulatina do Bem produz equil�brio e seguran�a, eliminando as armadilhas do ego, que mais tem interesse em promover-se do que em ser substitu�do pelo valor novo , inabitual no seu comportamento.
Por isso mesmo o Bem n�o pode ser repressor, o que � mal, por�m libertador de tudo quanto submete, se imp�e, aflige. A sua domina��o � suave, n�o constritora, porque passa a ser uma diferente express�o de conduta moral e emocional, dando prosseguimento � assimila��o dos valores que foram propostos no per�odo infantil, e que constituem reminisc�ncias agrad�veis que ajudam os procedimentos dos diferentes per�odos existenciais, na juventude, na idade adulta, na velhice.
Em raz�o disso, torna-se mais dif�cil a assimila��o e incorpora��o dos valores do Bem em um adulto aclimatado � agress�o, �s lutas, nas quais predominou o Mal, houve a sua vit�ria, os resultados prazerosos do ego, a vitaliza��o dos comportamentos esmagadores que geraram her�is e poderosos, mas que n�o escaparam das �reas dos conflitos por onde continuam transitando.
Somente atrav�s da renova��o de valores desde cedo � que o Bem triunfar� nas criaturas. Quando adultos, o labor � mais demorado, porque ter� que substituir as constri��es do ego e, atrav�s da reflex�o, dos exerc�cios de medita��o e avalia��o da conduta, substituir os h�bitos enraizados por novos comportamentos compensadores para o eu superior.
Eis porque se pode afirmar que o Bem faz muito bem, enquanto o que o Mal faz muito mal. A simples mudan�a, portanto, de atitude mental do indiv�duo enseja-lhe o encontro com o Bem que ir� desenvolver-lhe os sentimentos profundos da sua semelhan�a com Deus.

A Busca da realiza��o
A inf�ncia, construtora da vida psicol�gica do ser humano, deve se experienciada com amor e em clima de harmonia, a fim de model�-lo para todos os futuros dias da jornada terrestre.
Os sinais das viv�ncias insculpem-se no inconsciente com vigor, passando a escrever p�ginas que n�o se apagam, quase sempre revivendo os epis�dios que desencadeiam os comportamentos nos variados per�odos por onde transita.
Quando s�o agrad�veis as impress�es decorrentes dos momentos felizes, passam a fazer parte da auto-realiza��o, contribuindo poderosamente para despertar do Si profundo, que vence as barreiras impeditivas colocadas pelo ego. Se negativas, perturbam o desenvolvimento dos valores �ticos e comportamentais, gerando patologias psicol�gicas avassaladoras, que se expressam mediante um ego dominador, violento, agressivo ou d�bil, pusil�nime, d�bio, pessimista, depressivo.
Essas marcas s�o quase imposs�veis de ser apagadas do inconsciente atual, qual aconteceria com a mossa provocada por uma press�o ou golpe sob superf�cie delicada que, por mais corrigida, sempre permanece, mesmo que pouco percept�vel.
A busca da realiza��o pessoal deve iniciar-se na auto-supera��o, mediante vigorosa auto-an�lise das necessidades reais relacionadas com as aparentes, aquelas que s�o dominadoras no ego e n�o tem valor real, quase nunca ultrapassando exig�ncias e caprichos de maturidade psicol�gica.
... Todos os indiv�duos, de alguma forma, sentem-se desamparados em rela��o aos fatores que regem a vida: os fen�menos do automatismo fisiol�gico, o medo da doen�a insuspeita, da morte, do desaparecimento de pessoas queridas, as incertezas do destino, os fatores mes�logicos, como tempestades, terremotos, erup��es vulc�nicas, acidentes, guerras...
De alguma forma essa sensa��o de inseguran�a, de desamparo provem da inf�ncia- ou de outras exist�ncias, quando se sentiu dominado, sem op��o, sujeito aos impositivos que lhe eram apresentados, fazendo que o amor fosse retirado do card�pio existencial.
Tal sentimento contribui para a an�lise do problema da sobreviv�ncia, que � o mais importante, ainda n�o solucionado no inconsciente.
Eis porque � necess�rio liberar esses conflitos perturbadores, reprimidos, para que a crian�a inocente, pura no sentido psicol�gico, bem se depreende, volte a viver integralmente.
...Posteriormente, o paciente se transforma no seu pr�prio terapeuta, no dia a dia, por ser quem controlar� os sentimentos desordenados e mediante a criatividade, come�a a substituir o que sente no momento pelo que gostaria de conquistar, transferindo-se de patamar mental-emocional at� alcan�ar a realiza��o pessoal.
Nesse processo, surgem a libera��o das tens�es musculares, a identifica��o com o corpo no qual se movimenta e que passa a exercer conscientemente uma fun��o de grande import�ncia no seu comportamento, movendo-se de forma adequada.
A seguir, identifica a necessidade de experimentar prazeres, sem a consci�ncia de culpa que as religi�es ortodoxas castradoras lhe impusessem, transferindo-se das prov�ncias da dor- como necessidade de sublima��o- para o prazer agrad�vel, renovador, que n�o subjuga nem produz ansiedade.
O simples fato de reconhecer a necessidade que tem de experimentar o prazer sem culpa, auxilia-o no amor ao corpo, na movimenta��o dos m�sculos, eliminando as tens�es f�sicas, derivadas daqueloutras de natureza emocional, assim aprendendo a viver integralmente, a conquistar a realiza��o pessoal.
� indispens�vel tamb�m aceitar-se, compreender que os seus sentimentos s�o resultado das aquisi��es intelecto-morais do processo evolutivo no qual se encontra situado. Sem a perfeita compreens�o-aceita��o dos pr�prios sentimentos, � muito dif�cil, sen�o improv�vel, a conquista da realiza��o.
Naturalmente ter� que se empenhar para superar os sentimentos depressivo, excessivamente emotivos e perturbadores ou indiferentes e frios, de formas que a valoriza��o de si mesmo fa�a parte do seu esquema de crescimento interior, o que lhe facultar� alcan�ar as metas estabelecidas.
Por outro lado, a identifica��o da pr�pria fragilidade leva-o a uma atitude de humildade perante a vida e a si mesmo, porque percebe que o ser psicol�gico est� profundamente vinculado ao fisiol�gico e vice-versa. Misturam-se as fun��es em determinado momento de consci�ncia, quando percebe que algumas tens�es musculares e diversas dores f�sicas s�o conseq��ncias daquelas de natureza psicol�gica, ou por sua vez, estas �ltimas t�m muito a ver com a coura�a que restringe os movimentos e os entorpece.
De fundamental import�ncia tamb�m a constata��o e a aceita��o da necessidade da humildade, que o ajuda a descobrir-se sem qualquer presun��o nem medo dos desafios, enfrentando os fatores existenciais com naturalidade e autoconfian�a, n�o extrapolando o pr�prio valor nem o subestimando. Essa humildade dar-lhe-� for�as para ampliar o quadro de relacionamento interpessoal, de auxiliar na fraternidade, percebendo que a sua individualidade n�o pode viver plena sem a comunidade de que faz parte e deve trabalh�-la para auxili�-la no seu progresso.
Com a humildade, o indiv�duo descobre-se crian�a, e essa verifica��o representa conquista de maturidade psicol�gica, que lhe faculta liberar esses sentimentos pertencentes ao per�odo m�gico da inf�ncia.
Jesus, na sua condi��o de psicoterapeuta por excel�ncia, demonstrou que era necess�rio volver a essa fase de pureza, de depend�ncia, no bom sentido, de humildade, quando enunciou, perempt�rio... Se n�o vos fizerdes como crian�a, de modo algum entrareis no reino dos c�us. Quem, pois, se tornar humilde como uma crian�a, esse ser� maior no reino dos c�us.
O enunciado, do ponto de vista psicol�gico, apela para a auto-realiza��o, a penetra��o no reino dos c�us da consci�ncia reta e sem m�cula, assinalada pelos ideais de dignifica��o humana. A crian�a � curiosa, espont�nea, alegre, sem aridez, rica de esperan�as, motivadora, raz�o de outras vidas que as suas exist�ncias se enriquecem e encontram sentido para viver.
A busca da realiza��o conduz o indiv�duo ao crescimento moral e espiritual sem culpa ante as imposi��es da organiza��o fisiol�gica, que lhe prop�e o prazer para a pr�pria sobreviv�ncia e faz parte ativa da realidade social que deve constituir motivo de est�mulo para a vit�ria sobre o ego�smo e as paix�es perturbadoras.

Abandono de si mesma
A debilidade de resist�ncias psicol�gicas, que se convertem em aus�ncia de for�as morais, conduz o paciente aos estados m�rbidos, quando acometido dos desconfortos da timidez, inibi��o e ang�stia, que lhe trabalham os mecanismos da mente deixando-o � deriva.
Revolta e pessimismo assaltam-no, levando-o a paroxismos de desespera��o interior, em cujo processo mais se aflige, entorpecendo os centros do discernimento e mergulhando em fundo po�o de desarmonia.
Sem motiva��o estimuladora para buscar objetivos salutares nos rumos existenciais, auto-abandona-se, descuidando da apar�ncia como efeito do pessimismo que o aturde. Passa a exigir uma assist�ncia que se n�o permite, e quando algu�m se disp�es a oferece-la, recusa-a, agredindo ou fugindo para atitudes de autocomisera��o, nas quais se compraz.
Porque coleciona azedume, a sua faz-se uma presen�a desagrad�vel, carregada de negatividade, com altas doses de censura aos outros ou de auto-reproche, evitando-se libera��o.
A timidez � coura�a forte que aprisiona. O t�mido, no entanto, adapta-se, e ego�sticamente passa a viver em ex�lio espont�neo, que n�o lhe n�o exige luta, assim poupando os esfor�os, que s�o inevit�veis no processo de crescimento e de conquista psicol�gica madura. A inibi��o � t�xico que asfixia, produzindo dist�rbios emocionais e f�sicos.
transtornando a sua v�tima e empurrando-a para o po�o venenoso da aliena��o. Ali, os t�xicos dos receios injustificados asfixiam-no, produzindo-lhe enfermidades f�sicas e ps�quicas em cujas malhas estorcega em demorada agonia.
A ang�stia despeda�a os sentimentos que se tornam estranhos ao pr�prio paciente, que perde o contato com a realidade objetiva dos acontecimentos e das pessoas, para somente concentrar-se no pr�prio drama, isolando-se de qualquer conviv�ncia saud�vel, e quando n�o se pode evadir do meio social, permanece estranho aos demais, em cruel autopiedade, formulando considera��es comparativas entre o que experimenta e o que as demais pessoas demonstram. Parece que somente � portador de desafios, e que as afli��es se fixaram exclusivamente na casa mental.
N�o cede espa�o para a an�lise dos problemas que a todos assoberbam, e que podem ser examinados de forma saud�vel, transformando-se em fonte de permanentes est�mulos para o desenvolvimento dos recursos de que � portador.
S�o esses dist�rbios emocionais algozes que merecem combate sistem�tico e dilui��o cont�nua, n�o se lhes permitindo fixa��o interior. A ocorr�ncia de qualquer um deles � perfeitamente normal no comportamento humano, servindo para fortalecimento dos valores �ntimos e da pr�pria sa�de emocional.
Inevit�vel, para a sua erradica��o, a busca de recursos preciosos, alguns dos quais, os mais importantes, se encontram no pr�prio enfermo, como, por exemplos, a auto-estima, a necessidade do autoconhecimento, e do positivo relacionamento no grupo social, que s�o negados pelos dist�rbios castradores.
A auto-estima, na vida humana, � de relevantes resultados, em raz�o de produzir fen�menos fisiol�gicos, que decorrem dos est�mulos emocionais sobre os neur�nios cerebrais, que ent�o produzem enzimas que concorrem para o bem estar e a alegria do ser.
Da mesma forma que as id�ias esdr�xulas, carregadas de altas dose de desesperan�a e nega��o, somatizam-se, dando surgimento a enfermidades variadas, as contribui��es mentais idealistas, forjadas pela autoestima, confian�a, coragem para a luta produzem estados de empatia, de j�bilo e de sa�de.
Quando o paciente resolve absorver os transtornos que o assaltam, demorando-se na reflex�o em torno deles, agindo sob os vapores venenosos que expelem, refugiando-se na autocompaix�o e na rebeldia, voltando-se contra o grupo social que o pode auxiliar, n�o apenas amplia os efeitos perniciosos da conduta, como tamb�m bloqueia os recursos de aux�lio para a liberta��o, abrindo campo para a instala��o de inumer�veis enfermidades al�rgicas, de dermatoses delicadas, de problemas digestivos e respirat�rios, com profundos reflexos nervosos destrambelhados ou doen�as mais graves...
O indiv�duo �, com muita propriedade, a mente que o direciona. As ocorr�ncias traumatizantes, por isso mesmo, ao inv�s de aceitas pelo Self, devem ser liberadas, mediante catarses pr�prias ou atrav�s da transmuda��o dos conte�dos, de forma que em substitui��o aos pensamentos destrutivos, perversos, negativos, passem a ser cultivados aqueles que devem reger as realiza��es edificantes, interagindo na conduta que se alterar� para melhor, direcionada para a sa�de.
A impossibilidade de realiz�-lo a s�s n�o se torna empecilho para que seja buscada a solu��o, atrav�s do psicoterapeuta preparado para auxiliar no comportamento e na transforma��o dos modelos mentais perturbadores.
Ademais, porque originados no cerne do ser espiritual, que se �, a orienta��o competente que se deriva do evangelhoterapia, face � contribui��o do amor e do esclarecimento da causalidade dos problemas, n�o pode ser postergada ou levada em desconsidera��o.
Ressumando os miasmas dos erros pret�ritos e diante de novas possibilidades que se apresentam auspiciosas, as dificuldades iniciais s�o a cortina de fuma�a que oculta os horizontes claros do �xito, que aguardam ser conquistados ap�s a dilui��o do impedimento.
Desse modo, o esfor�o para o autoconhecimento se transforma em necessidade terap�utica, porquanto o aprofundamento sereno na busca de respostas para os conflitos da personalidade, culminar�o apresentando a cada um informa��es que n�o haviam sido detectadas lucidamente, e que passar�o a contribuir de forma valiosa na conduta.
Quando o indiv�duo se comporta atrav�s de sucessivas rea��es sem a oportunidade de atitudes conscientes, que s�o resultados de pondera��o, do amadurecimento, da an�lise em torno do fato. Mais se lhe agravam os efeitos perniciosos de tal atitude. � perfeitamente normal uma rea��o que decorre da for�a do instinto de preserva��o da vida, resguardando-se, automaticamente, de tudo aquilo que venha a constituir sofrimento ou desagrado.
No entanto, rea��es em cadeia, sem intervalos para a l�gica nem a medita��o em volta do que est� sucedendo o desequil�brio instalado no campo emocional.
Ainda assim, � perfeitamente v�lido o esfor�o para a altera��o do quadro, buscando entender-se, interrogando-se sobre o porqu� de tal procedimento e tentando honestamente mudar dessa dire��o para outra mais l�cida e racional.
A conviv�ncia social, mesmo que se apresentando desagrad�vel para o paciente, ir� contribuir para que descubra valores em outras pessoas que, distanciadas, s�o tidas como antip�ticas, inconvenientes ou desinteressantes.
Nesse meio, perceber� que todas experimentam as mesmas press�es e sofrem semelhantes problemas, sendo que algumas sabem como administr�-los, dissimul�-los, super�-los, vivendo em equil�brio, sem escorregarem pela rampa da autopuni��o, da autocompaix�o, do auto-amesquinhamento.
O abandono de si mesmo � forma de punir a incapacidade de lutar, cil�cio volunt�rio para a autodestrui��o, recurso para punir os familiares ou a sociedade na qual se encontra. Sentindo-se impossibilitado de competir, negando-se a lutar, recalcando os conflitos na raiva e na m�goa, castiga-se, para desfor�ar-se de todos aqueles que se lhe apresentam na mente atormentada como respons�veis pelo seu estado.
Enquanto o indiv�duo n�o se resolva por crescer e ser feliz, esses algozes implac�veis e mais outros atorment�-lo-�o, ferindo-o, cada vez mais, e dominando a sociedade que passar� a ser-lhe v�tima.

Autoconfian�a e auto-renova��o
O ego�smo � um remanescente cruel do primitivismo que predomina em a natureza humana. Respons�vel por inumer�veis males, comanda os indiv�duos, que vilipendia; os grupos, que entorpece moralmente, as sociedades, que submete a seu jugo.
Resultado dos impulsos animais, conduz a pesada carga do interesse imediatista em detrimento dos valores que enobrecem, quando partilhados com o grupo social.
Porque prop�e o prazer asselvajado, propele o ser humano no rumo das conquistas exteriores em mecanismos hediondos de perversidade, pouco se preocupando com os resultados nefastos que os seus lucros e triunfos oferecem � sociedade.
A meta do ego�sta � o gozo pessoal, perturbador, insaci�vel, porque oculta a inseguran�a que se realiza atrav�s da posse, com o que pensa conquistar relevo e destacar-se no grupo, nunca imaginando a ocorr�ncia terr�vel da solid�o e do desprezo que passa a receber mesmo daqueles que o bajulam e o incensam.
O ego�sta � o exemplo t�pico da autonega��o, do descaso que tem pelo Si profundo, vitimando-se pelo alucinar das ansiedades insatisfeitas e pelo tormento de n�o conseguir ser amado.
A autoconfian�a produz uma atitude contr�ria �s posses externa e um trabalho de autoconquista, que pode favorecer a realidade do que se �, sem preocupa��o com a apar�ncia ou com a relev�ncia social.
Descobrindo-se herdeiro de si mesmo, o indiv�duo trabalha-se, a fim de crescer emocionalmente, amadurecendo conceitos e reflex�es, aspira��es e programas, a cuja materializa��o se entrega.
Reconhece as pr�prias dificuldades e esfor�a-se para super�-las, evitando a autocompaix�o anestesiante qu�o deprimente do n�o entusiasmo, que sempre leva a estados enfermi�os.
Identificando os valores que lhe s�o espec�ficos, torna-se vulner�vel � dor, sem se deixar vencer, � alegria, sem esquecer os deveres, e compreende que o processo da evolu��o � todo assinalado por vit�rias como por derrotas, que passa a considerar como experi�ncias que contribuir�o para futuros acertos.
O processo de fuga da realidade � sempre de ef�mera dura��o, porque os registros no inconsciente do indiv�duo propelem-no vigorosamente para a frente, apesar da conjuntura imperiosa de manter os atavismos dos quais procede.
Ocorre que o ser humano est� destinado � conquista da sua realidade divina, n�o se podendo impedir essa fatalidade.
Os transtornos de que se v� tomado s�o conseq��ncias das a��es vivenciadas, que se v�o depurando � medida que novos atos s�o realizados, ensejando conquistas novas e libertadoras.
Nesse trajeto, o despertar da consci�ncia imp�e discernimento para que possa compreender quais as propostas relevantes para a sa�de mental e emocional, consequentemente tamb�m a de natureza f�sica, por ser esta o efeito daquelas outras formas. O corpo � sempre o inv�lucro que se submete aos impositivos do ser ps�quico que se �, experimentando os efeitos das irradia��es do fulcro vital, que � o Esp�rito.
Toda e qualquer provid�ncia em favor do equil�brio h� de provir dessa fonte inexaur�vel de energias, encarregada de manter a estabilidade do conjunto. Quando algo ocorre, a disfun��o � central, produzida por este ou aquele fator, que sempre tem a ver com as elucubra��es e prop�sitos cultivados na forja mental.
A� est� o campo a conquistar, onde se encontram os conte�dos definidores da identidade do ser. Conseguindo-se a disciplina da autopenetra��o mental, descobre-se a pouco e pouco o mundo de tend�ncias, de desconfortos, de frustra��es, de ansiedades e de conflitos em que se encontra mergulhado, realizando, mediante a auto-renova��o, o trabalho de corrigir o que se apresenta perturbador, aprimorando aquilo que pode ser alterado, superando o que seja fact�vel de conseguir-se.
O ser humano � vida em expans�o no rumo do infinito. Esp�rito imortal, momentaneamente cercado de sombras e envolto em tormentos de insatisfa��o, pode canalizar todas as energias decorrentes dos instintos b�sicos para os grandes v�os da intelig�ncia, superando os patamares mais primitivos da evolu��o com os olhos voltados para a realidade transcendente.
Emergindo do caos em cuja turbul�ncia se agita, percebe a perenidade existente em tudo, n�o obstante as transforma��es incessantes e toma parte, emocionado, no conjunto que pulsa e se engrandece diante dos seus olhos.
Esse ser, que parece insignificante e, n�o poucas vezes, faz-se mesquinho ante a grandeza do Cosmo, agiganta-se e descobre as infinitas possibilidades que lhe est�o ao alcance, participando ativamente do concerto geral, n�o mais pelos impulsos, sen�o consciente da grandeza nele existente, que aguarda somente o desabrochar.
A autoconfian�a leva ao encontro de Deus no mundo �ntimo, � grandiosa finalidade para a qual existe, convidado � supera��o dos impedimentos transit�rios que parecem asfixi�-los. Nesse admir�vel esfor�o surge o conhecimento de como se � e de como se encontra, descobrindo as pr�prias defici�ncias, mas igualmente as incont�veis possibilidades de que desfruta.
O perceber dos limites e conflitos faculta uma melhor dimens�o da fragilidade pessoal, propiciando tomar-se de grande estima por si mesmo, sem qualquer inspira��o narcisista, assim permitindo-se errar, por�m preservando os objetivos de acertar, e toda vez que se compromete, ao inv�s de tombar no mecanismo autopunitivo, busca superar o engano e conceder-se nova ocasi�o para se corrigir.
N�o se detendo na autocompaix�o perturbadora qu�o in�til, antes se motiva para crescer e alcan�ar os patamares psicol�gicos mais elevados, identificando-se com a Causalidade �nica em tudo vibrando.
Esse empreendimento d�-se atrav�s da auto-renova��o, quando surge a necessidade de modificar os planos existenciais, face � descoberta do diferente significado e modo de viver.
Antes eram anseios festivos e infantis das alegrias superficiais, imaturas, agora s�o os saltos na escala de valores que se alteram mediante a conscientiza��o do que se � e de tudo quanto significam em favor de si mesmo. e do conjunto universal.
J� n�o se aspira pela mudan�a do mundo, pela transforma��o da sociedade, porque se descobriu que esse cometimento tem in�cio em si mesmo, considerando-se uma c�lula importante do organismo pulsante que est� presente em tudo.
Constatando que, enquanto houver disfun��o na part�cula haver� desequil�brio no conjunto altera o movimento emocional da aspira��o cultivada e se entrega ao ritmo eloq�ente da vida em abund�ncia, n�o mais da particulariza��o dos interesses ego�cos.
A autoconfian�a resulta das conquistas cont�nuas que demonstram o valor de que se � portador, produzindo imensa alegria �ntima, que se transforma em sa�de emocional, com a subsequente supera��o dos conflitos remanescentes das experi�ncias passadas.
Esse processo inadi�vel deve ser iniciado no comportamento mental atrav�s do cultivo de id�ias libertadoras, que fomentam esperan�a e motivam � luta, apresentando as inumer�veis formas de vit�ria sobre os instintos predominantes, respons�veis pelos mergulhos no abismo da agressividade e da viol�ncia.
Da reflex�o mental � a��o tudo ocorre de maneira mais f�cil, porquanto se instalam automaticamente nos mecanismos ps�quicos, da� transferindo-se para os h�bitos morais, as realiza��es f�sicas e sociais.
� nesse momento que se desenvolvem o senso de beleza e gra�a, o anseio pela conquista do imaterial, a aspira��o pelo nobre e pelo bom.
As fronteiras existenciais se dilatam e o esp�rito voa com maior capacidade de conquistas transcendentais, de express�es abstratas que est�o acima das formas e dos sentidos.
Inato nas pessoas, esse sentido de gra�a, de beleza, de transcend�ncia somente � descoberto ap�s a autorealiza��o, quando s�o extra�dos do �mago e se expandem nos sentimentos que se adornam de vida e de luz.
Inexoravelmente o ser humano avan�a na busca da sua afirma��o ante a vida e todos aqueles que o cercam.

Amor �perd�o
...toda a vez que � gerada uma situa��o de antagonismo entre os indiv�duos, as subpersonalidades se enfrentam, distendendo ondas de viol�ncia que encontram guarida no campo equivalente da pessoa objetivada.
N�o houvesse esse registro negativo e a agress�o se perderia, por faltar sintonia vibrat�ria que facultasse a capta��o ps�quica.
O ressentimento, portanto, � efeito tamb�m da onda perturbadora que se fixa nos pain�is da emotividade, ampliando o campo da subpersonalidade semelhante que se transforma em gerador de toxinas que terminam por perturbar e enfermar quem o acolhe.
Sob o direcionamento do amor, a subpersonalidade tende a adquirir valores que a ir�o transformar em sentimentos elevados-superpersonalidades-anulando, lentamente, a sombra, o lado mau do indiv�duo, criando campo para o perd�o.
� prov�vel que, na primeira fase, o perd�o n�o seja exatamente o olvidar da ofensa, apagando da mem�ria a ocorr�ncia desagrad�vel e malfazeja. Isso vir� com o tempo, na medida que novas conquistas �ticas forem sendo armazenadas no inconsciente, sobrepondo-se �s mazelas dominantes, por fim, anulando-lhes as vibra��es delet�rias que s�o disparadas contra o advers�rio, ao tempo em que desintegram as resist�ncias daquele que as emite.
N�o revidar o mal pelo mal � forma de amar, concedendo o direito de ser enfermo �quele que se transforma em agressor, que se compraz em afligir e perturbar.
Nessa condi��o-est�gio prim�rio do processo de desenvolvimento do pensamento e da emo��o- � natural que o outro pense e aja de maneira equivocada.
O amor-perd�o � um ato de gentileza que a pessoa se dispensa, n�o se permitindo entorpecer pelos vapores angustiantes do desequil�brio ou desarticular-se emocionalmente sob a a��o dos t�xicos do �dio ressentido.
O homem maduro psicologicamente � saud�vel, por isso, ama-se e perdoa-se quando se surpreende em erro, pois que percebe n�o ser especial ou algu�m irretorqu�vel.
Compreendendo que o trabalho de eleva��o se d� mediante as experi�ncias de erros e de acertos, proporciona-se toler�ncia, nunca por�m sendo complacente com esses equ�vocos, a ponto de os n�o querer corrigir.
� atitude de sabedoria perdoar-se e perdoar, porquanto � conquista dos valores �ticos � conseq��ncia natural do equil�brio emocional, patamar de seguran�a para a aquisi��o da plenitude. O amor � for�a irradiante que vence as distonias da viol�ncia vigente no primarismo humano. Gerador das subpersonalidades.
Surge como express�o de simpatia que toma corpo na emo��o, distendendo ondas de felicidade que envolvem o ser psicol�gico e se torna dominadora a conduzir os objetivos essenciais � vida digna. Fonte proporcionadora do perd�o, confunde-se com esse, porque as fronteiras aparentes n�o existem em realidade, desde que um somente tem vig�ncia quando o outro se pode expressar.
Amor � sa�de que se expande, tornando-se vitalidade que sustenta os ideais, fomenta o progresso e desenvolve os valores elevados, que devem caracterizar a criatura humana.
�nsito em todos os seres, � a luz da alma, momentaneamente em sombra, aguardando oportunidade de esplender e expandir-se.
O amor completa o ser, auxiliando-o na auto-supera��o de problemas que perdem o significado ante a sua grandeza.
Enquanto viger nos sentimentos, n�o haver� lugar para os res�duos enfermi�os das sub- personalidades, que se transformar�o em claridade psicol�gica, avan�ando para os n�veis superiores do sentimento, quando a auto-realiza��o conseguir� perdoar a tudo e a todos, forma �nica de viver em plenitude.

Amor de plenitude
Ante a possibilidade de amar a Deus em plenitude, j� que tem dificuldade em conceber o Absoluto, realiza o mister , invertendo a ordem do ensinamento, amando-se de in�cio, a fim de desenvolver as aptid�es que lhe dormem em lat�ncia, esfor�ando-se por adquirir valores iluminativos a cada momento, crescendo na dire��o do amor ao pr�ximo, decorr�ncia natural do auto-amor, j� que o outro � extens�o dele mesmo, para, finalmente amar a Deus, em uma transcend�ncia incompar�vel na qual o amor predomina em todas as emo��es e � o respons�vel por todos os atos.
Diante, portanto, de qualquer situa��o, � necess�rio amar.
Desamado, se deve amar.
Perseguido, � preciso amar.
Odiado, torna-se indispens�vel amar.
Algemado a qualquer paix�o dissolvente, a liberta��o vem atrav�s do amor.
Quando se ama, se � livre.
Quando se ama, se � saud�vel.
Quando se ama, se desperta para a plenitude.
Quando se ama, se rompem as coura�as e os an�is que envolvem o corpo, e o Esp�rito se movimenta produzindo vida e renova��o interior.
O amor � luz na escurid�o dos sentimentos tumultuados, apontando o rumo.
O amor � b�n��o que luariza as dores morais.
O amor proporciona paz.
O amor � est�mulo permanente.
Somente, portanto, atrav�s do amor, � que o ser humano alcan�a as cumeadas da evolu��o, transformando as aspira��es em realidades que movimenta na dire��o do bem geral O amor de plenitude �, portanto, o momento culminante do ato de amar.
Desse modo, atrav�s de amor, imbat�vel amor, o ser se espiritualiza e avan�a na dire��o doinfinito, plenamente realizado, totalmente saud�vel, portanto, feliz.

Ave Luz

Pelo Esp�rito Shaolin
Psicografia- Jo�o Nunes Maia
Prefacio- ... Algu�m, no mundo Espiritual, nos pediu para sintetizar, em forma de mensagens, os encontros de Jesus com os disc�pulos na famosa aldeia de Betsaida.
O trabalho de dissemina��o evang�lica no Brasil e no mundo n�o foi entregue a um s� esp�rito ou a uma s� religi�o, por mais elevada que seja.
N�o! Cristo preparou milhares de almas e dezenas de comunidades, para que a palavra dos C�us, em esp�rito e verdade, fosse levada �s na��es do mundo e a todas as criaturas da Terra.
Temos grande interesse de que saibais que Jesus Cristo � o fundamento de nossas vidas na Terra. � Ele, e n�o outro, o Caminho, a Verdade e a Vida.
O livro Ave Luz � uma r�stia de claridade do grande sol que brilhou na Palestina h� quase dois mil anos, n�o pela ordena��o das mensagens, mas pelo que elas t�m de Cristo para n�s.
Salve a Luz.

TOLER�NCIA
Felipe, a toler�ncia � um estado de alma, que todos n�s deveremos conquistar. Ela, por si, tem m�ltiplos valores, mas denuncia algum perigo. � como uma massa forte no alimento da vida que, sem outros ingredientes auxiliares, exagera a fermenta��o; contudo, n�o podemos viver sem a for�a da Toler�ncia, que nos faz acalmar alguns impulsos inferiores.
� proveitoso que, junto a ela, coloquemos a raz�o em evid�ncia, para que ela n�o passe dos limites que lhe compete atingir. A enfermidade moral est� sujeita as mesmas leis que as doen�as do corpo. Um terapeuta, para ministrar rem�dios aos enfermos, necessita conhecer as dosagens correspondentes aos desequil�brios org�nicos; assim � o orientador.
A impaci�ncia, nesses casos, pode ser fatal como o veneno disciplinado � fonte de vida. A toler�ncia, Felipe, do mesmo modo como pensas, forma uma interrup��o na mente que desconhece a disciplina, esquecendo a justi�a. Ela n�o pode passar das fronteiras delimitadas pelo bom senso.
Quando toleras um desequil�brio, aprovas a desarmonia. E assim passar�s a alimentar uma for�a contr�ria, que persegue a tua pr�pria paz, estabelecendo um vinculo teu com o fato e vice-versa.
Tolerar, sem conhecimento de causa � estimular efeitos por vezes perniciosos, motivando o ambiente de coniv�ncia. Entretanto, � preciso notar que desaprovar um ato alheio, ou mesmo nosso, n�o implica em usar a viol�ncia, nem tampouco o esc�ndalo. Pelas tuas pr�prias fei��es, ao conversar com algu�m, � f�cil de notar, no silencio do cora��o, que n�o apoias tais ou quais atitudes; e pela alegria e interesse que manifestas pelos ideal se apoia nos alicerces da dignidade que as leis de Deus nos oferece.
Toler�ncia...� palavra mais ou menos solta, que carece de solicitude do cora��o e da intelig�ncia enriquecidos na experi�ncia do tempo e nas b�n��os do Pai Celestial.
O Mestre deixou passar alguns segundos e complementou:
- Modera��o n�o � dif�cil como todos podemm pensar; o mais engenhoso � saber tolerar. A atmosfera do ambiente pedia medita��o. Nenhum dos disc�pulos ousava quebrar o silencio diante do Cristo, esperando por um desfecho de maior entendimento, como acontecera em outras ocasi�es.
Felipe encontra novamente o olhar firme do magn�nimo Jesus, de onde esplendia carinho e do�ura, E come�a a ouvir o Rabi da Galil�ia, sentindo que estava a s�s com Ele, nos p�ramos infinitos. Jesus continuou:
N�o esque�ais nunca da Condescend�ncia. Desde quando abris os olhos ao acordar at� fech�-los para dormir, que ele seja o resguardo das nossas vidas e da vida dos que anseiam pela felicidade.
Todavia, � justo que n�o vos esque�ais da educa��o, tornando-a consciente dos caminhos que percorrem o amor mais puro, aquele que cede na hora que a caridade deseja, e que nega no momento em que o abuso pretende dominar a humildade.
No instante em que duvidais at� que ponto possa atingir a paci�ncia, procurai os recursos da ora��o com respeito e f�, que a inspira��o divina vos dar� a resposta pelos processos da certeza, como o instinto selecionador do comer e do beber dos animais. O pr�mio para todos n�s vir� com a assist�ncia dos anjos para todos os que se esfor�am em dire��o � luz.
Se quereis viver em paz com os outros e com a vossa pr�pria consci�ncia, procurai, se j� n�o o fizerdes, disciplinar vossa Toler�ncia para convosco e para com os vossos semelhantes, desde que fa�ais tudo isso com e pelo amor.
Todos os disc�pulos respiraram aliviados com os �ltimos remates de Jesus, por associar a ora��o como for�a propulsora da aquisi��o da f�, guardando a li��o do Mestre sobre a Toler�ncia, para aplic�-la em todas as oportunidades que surgissem.

Francisco de Assis-pelo Esp�rito Miramez


Frei Le�o na sua profunda simplicidade, tentou quebrar o sil�ncio, dando in�cio a uma das reuni�es mais ativas da comunidade, no Rancho da Luz, com a seguinte pergunta, sendo o primeiro a chamar Francisco de Pai.
Pai Francisco!... Qual o dever de mais urg�ncia que temos para com Deus?
Francisco, quase em �xtase, mas perfeitamente l�cido, respondeu com bondade:
O dever de maior urg�ncia para com Deus � am�-Lo sobre todas as coisas, na mais profunda sinceridade, no reto dever e na reta consci�ncia; na reta compreens�o, no reto entendimento e na reta moral: no reto perd�o, na reta caridade e no reto desprendimento; na reta pobreza e na reta humildade; na reta paci�ncia, na reta amizade e, sempre que pensarmos nos outros nos colocarmos como se f�ssemos eles pr�prios. O mais de que precisarmos no dia a dia, vir� como inspira��o para nos moldar como se f�ssemos instrumentos da Divindade, andando no mundo.
Frei Masseu, j� bem acomodado com a d�diva de Pai Francisco, estendeu a ele, a seguinte pergunta:
Pai Francisco!... E os compromissos assumidos com o pr�ximo, pela consci�ncia?
O filho de Assis, na mesma din�mica que respondeu a Frei Le�o, deu seq��ncia � pergunta, nestes termos, sem faltar a humildade:
Meu filho!... O maior compromisso com o pr�ximo � aquele que temos para com n�s mesmos e para com Deus. Jesus Cristo n�o Se Esqueceu de nos responder a todos, condensando os dez mandamentos em apenas dois: o primeiro, como j� citamos, e o segundo, amar o pr�ximo como a n�s mesmos. N�o podemos viver sem ele.
Em tudo que fazemos, precisamos dos outros; mesmo que n�o vejamos, o pr�ximo est� constantemente nos ajudando de formas variadas e, por vezes, sem nada exigir de n�s. Deus nos faz interligados uns aos outros pelo Seu amor, de modo que n�o poderemos viver sem a vida alheia.
O amor � o centro da vida, na vida de Deus. Ningu�m poder� amar ao pr�ximo por interesse e � este clima mais puro da alma que gera a felicidade. Jamais poderemos alcan�ar a felicidade sem passar pelos caminhos do amor puro.
O interesse de Jesus em levar o Evangelho a todas as criaturas � o Amor a elas. Todos n�s fazemos parte de um rebanho, em que Ele � o pastor. Podemos notar neste rancho uma paz grandiosa, uma alegria perfeita e uma amizade sem precedentes. Por que? Pela for�a do amor de uns para com os outros, e isso � o produto do amor ao pr�ximo.
Entretanto, existe aquele pr�ximo que dorme na ignor�ncia das coisas de Deus, que carece muito mais da nossa compreens�o e da nossa assist�ncia, do nosso perd�o e da nossa conviv�ncia com ele. � para vivermos junto a esses, amando-os na mais alta express�o dos sentimentos, que aqui estamos nos preparando.
Frei Eg�dio levantou a m�o com suavidade e falou pausadamente:
Pai Francisco!...Em que posi��o devemos ficar quando a nossa fam�lia n�o compreende a nossa miss�o fora do lar?
Francisco, naquela serenidade de sempre, concatenando id�ias e buscando no cora��o as frases mais simples poss�veis, respondeu com brandura:
Frei Eg�dio, temos com a fam�lia um dever maior. Sendo ela o pr�ximo mais pr�ximo, juntos a ela podemos escutar e sermos ouvidos. A fam�lia nos deu a possibilidade de ficarmos vis�veis no mundo, no qual devemos fazer e cumprir acima de tudo a vontade de Deus.
Aqueles que ainda tem a responsabilidade de poderem encontrar no seio delas, um vasto campo de trabalho e realiza��es. A prega��o do Evangelho dentro de casa quase n�o carece dos recursos da palavra, pois nela funciona, com mais proveito, o exemplo.
O que dirige um lar recebe ajuda dos que convivem com ele, quando estes lhe apontam as falhas que n�o teve oportunidade de corrigir.
Se j� granjeou a humildade, o lar ser� para ele a melhor escola, onde o aprendizado seja talvez mais profundo, do que para aquele que visita todos os pa�ses do mundo, executando o verbo na fun��o do Bem.
Ningu�m perde por ficar preso, como dizes em um lar; ao contr�rio, ganha muito, se souber viver com os que o cercam, e compreend�-los. Lembra-te de que o nosso Mestre nasceu em um lar, e quando chegou o momento rompeu os v�nculos que o retinham e formou outros lares, por n�o se prender, pois a Sua miss�o era a de ser o Mestre de todas as ovelhas. O Seu lar � a humanidade e todos somos em Deus, nosso Pai, Seus irm�os menores.
Existem, meu filho, os que constr�em lares com deveres e compromissos assumidos, bem como os que n�o vieram para isso, fazendo seus, todos os lares, estendendo o seu amor por toda a Terra. Cada um de n�s tem uma miss�o diferente da outra e quando entende o seu dever, o resto Deus acrescentar�.
Quanto ao nosso caso, particularmente, n�o existe mais v�nculo, no tocante � coisas materiais. Fui separado da fam�lia por vontade de meu pai, pelo excesso de dom�nio que ele quis exercer sobre mim, j� na maior idade. Quanto ao que devo ajud�-los, eles n�o precisam de mim, no que concerne �s coisas materiais e, em esp�rito, onde eu estiver, posso ajud�-los, se for o caso.
Acima de tudo na Terra, tenho compromissos com a minha consci�ncia e com o Nosso Senhor Jesus Cristo. Sou livre, gra�as a Deus, no que se refere � fam�lia.
Frei Luc�lio, � personifica��o do desapego das coisas materiais prop�s esta pergunta: Irm�o Francisco!... Por Deus, poderia nos expor o que constitui caridade para conosco? O Poverello de Assis, meditativo e manso, respondeu com alegria:
Esta caridade que dizes �, por excel�ncia, a mais preciosa, n�o porque desejamos desfrutar desse bem estar celestial, por�m, para assegurar o nosso trabalho com os outros. Se um soldado precisa de um treino com as armas para lutar e vencer o inimigo, muito mais os soldados de Deus, que somos n�s, por miseric�rdia. A caridade para conosco � no sentido de prepararmos pensamentos, id�ias e sentimentos para melhor fazer o bem ao pr�ximo.
Estamos em regime de urg�ncia, preparando-nos para falar com dignidade, trabalhar com discernimento e ajudar por Amor. Quem ainda n�o educou a si mesmo, como poder� trabalhar na educa��o coletiva ?
Quem ainda n�o perdoou, como poder� falar e ensinar o valor do perd�o?
Quem ainda n�o se desprendeu dos bens materiais, como pedir aos outros esse desprendimento?
Quem ainda n�o ama a Deus e a si mesmo, como mostrar as criaturas que o Amor � a pr�pria felicidade? Primeiro, temos de sentir e vivenciar as coisas que pretendemos ensinar.
A caridade para conosco � nos desejar todo o bem poss�vel, sem ego�smo, contrariando certos instintos inferiores, atrav�s de uma disciplina ativa e constante.
A caridade, nascida no cora��o da criatura, � fruto do esfor�o pr�prio, para que depois surjam as b�n��os de Deus e do Cristo. Toda subida exige esfor�o, todo esfor�o carece de intelig�ncia e toda intelig�ncia somente encontra proveito, quando norteada pelo cora��o, ligado �s leis naturais.
Frei Arlindo, o padr�o da alegria, deu sinal que desejava falar, e disse, na mesma seq��ncia do seu comportamento:
Desejaria saber, Pai Francisco, acerca da caridade para com os outros.
Francisco de Assis, sem demonstrar cansa�o, estampou em sua fei��o certo contentamento, e exp�s com paci�ncia:
A caridade para com os outro � fruto de longas experi�ncias, porque a Caridade verdadeira � filha do Amor. N�o exige, para n�o perder a alegria; n�o ofende para n�o perder a paz; n�o violenta, para n�o perder o equil�brio; n�o � maledicente, para n�o frustrar a bondade; n�o arde em ci�me, para n�o aborrecer a ningu�m; n�o duvida das coisas de Deus, para n�o esquecer a esperan�a. Cumpre o seu dever no que foi chamado para n�o se submeter ao tribunal da consci�ncia.
A caridade para com os outros come�a no respeito aos direitos alheios, ajudando todas as criaturas onde quer que seja, dentro das nossas for�as. E ela nunca reclama, nunca maldiz e nunca se revolta; nunca deseja mal, nunca injuria e nunca entristece. Ela � um sol de Deus, que nunca apagar�.
Frei Rufino, um dos irm�os mais devotados, arg�iu com presteza:
Pai Francisco!... Por gentileza, poderia o senhor nos dizer o que � desprendimento verdadeiro?
O irm�o Francisco, refeito em Cristo das energias gastas na conversa��o e com as respostas aos companheiros, sentenciou com proveito:
Frei Rufino!... Desprendimento � n�o se perder a coisa alguma, pois esp�rito nenhum deseja estar preso. At� os pr�prios animais n�o se sentem bem quando aprisionados.
Todos queremos ser livres. A liberdade �, pois, amada por todos e por tudo; n�o obstante, a vida nos condiciona a determinadas pris�es. Enquanto n�o despertarmos para a realidade, seremos escravos da pr�pria ignor�ncia.
O Cristo chamou um punhado de homens para segui-Lo, mas desejou que eles fossem livres, que se libertassem das peias terrenas, porque Ele mesmo disse com propriedade: � Onde est� o teu tesouro a� estar� o teu cora��o�.
Desprendimento n�o � jogar fora os bens terrenos, deles dispondo sem consci�ncia do que est� fazendo , pois quem assim procede confunde desleixo com desprendimento. Haver� de sobressair o bom senso. Existem v�rias modalidades de desprendimento, dependendo a� de quem est� se desprendendo, qual a sua posi��o diante do mundo e frente � humanidade. Depende ainda do que estamos fazendo e do que pretendemos fazer.
Pode perfeitamente existir rico desprendido e pobre usur�rio, porque a gan�ncia nasce de dentro da criatura para as coisas de fora. �, portanto, a ignor�ncia que tudo move, por n�o deixar que o ignorante conhe�a as Leis de Deus, que n�o se esquece de quem trabalha e confia nas for�as superiores.
Desprendido � aquele que sabe dar, porque � dando que recebemos. No entanto, dar tamb�m � ci�ncia, pois quem n�o sabe dar fica sempre devendo. Desprendimento � sempre o clima do s�bio e do santo, sen�o do homem altamente inteligente. Essa virtude � a nossa base de viver, porque vivemos em Cristo, para que Deus viva em n�s...
Frei Gil, mancebo refinado na contempla��o, inquiriu o irm�o Francisco da seguinte maneira:
Frei Francisco, pai de todos n�s que aqui nos reunimos!... Se for do teu agrado, gostaria de saber o que � a pobreza de que tanto falas.
Irm�o Gil, como buscas profundamente as coisa de Deus na amplitude que muitos desconhecem, eu diria a todos que me ouvem e me toleram por caridade, que a pobreza, na sua ess�ncia crist� � a felicidade.
A riqueza no mundo das formas � pura ilus�o. Ela traz problemas de dif�cil solu��o para os nossos caminhos, porque o dinheiro, em m�os que n�o compreendem seus objetivos primordiais, passa a dificultar os mais puros ideais. � bom que compreendas que existem muitos pobres ricos e muitos ricos pobres. N�s amamos a pobreza em sentido diferente aos olhos do materialista e tudo fazemos para fazer circular as riquezas de Deus, o �nico dono de tudo que existe em toda a cria��o.
N�s que formamos essa comunidade, tomamos diretrizes mais dr�sticas acerca da pobreza, para fixar na mente dos nossos companheiros o desprendimento, mais o desprendimento que valoriza as coisas e n�o o que os despreza. N�s somos e devemos ser o contraste do que existe nas religi�es organizadas pela pol�tica e pelos interesses individuais .
Viemos para isso, para dar de todos n�s, a fim de que os nossos semelhantes possam pelo menos, dar de si para os outros, o que j� � um come�o de oferta crist�, de caridade e de desprendimento.
Nosso Senhor Jesus Cristo foi, no mundo, o mais pobre que pisou na Terra. Ele mesmo disse n�o Ter uma pedra para reclinar a cabe�a, quando precisasse de descanso. No entanto, era e � o Maior Doador que a Terra j� conheceu. Pobreza, no sentido de que falamos, � sin�nimo de liberdade espiritual. Aquele que consegue ser pobre, no que tange � filosofia do Cristo, verdadeiramente � o mais rico dos cidad�os do mundo e do c�u, porque anda perfeitamente bem com a sua pr�pria consci�ncia.
Esse � um assunto sobre o qual muito devemos falar, pedindo sempre a Jesus para nos ajudar a entender o que � a pobreza, no cen�rio evang�lico.
Frei Bernardo, sustent�culo da f� crist�, movido pela confian�a nos ideais do seu pai espiritual, refundiu o pensamento e selecionou id�ias, perguntando com seguran�a:
Pai Francisco, o que podemos entender sobre instru��o ?
Francisco fechou os olhos, meditou por instantes e falou serenamente:
Frei Bernardo, a instru��o, na acep��o da palavra, nos conceitos espirituais, s�o ac�mulos de experi�ncias nos arquivos da Alma.
Quem n�o se instrui, n�o acompanha o progresso, que certamente � for�a de Deus nos caminhos dos homens. Aprender, meu filho � grande b�n��o que nos ajuda a libertar o cora��o das trevas, pois a instru��o repele, sen�o desfaz a ignor�ncia, ampliando os sentimentos em todos os rumos.
Todavia, ela precisa de algo mais do que saber. Para saber com discernimento e instru��o precisa de disciplina e analisar com bom senso o emprego da intelig�ncia, para que ela n�o sirva de motivo de esc�ndalo. A instru��o nunca deixar� de existir, porque quem n�o conhece n�o pode viver bem. N�o obstante, carece de vigil�ncia em todas as suas apresenta��es no mundo, que est� cheio de s�bios, mas de santos...
Procura sempre instru�res, meu filho, mas, jamais te esque�as das leis naturais e de Quem as fez, que seguir�s por bons caminhos.
Frei �ngelo, destacando-se pela nobreza de car�ter, argumentou com facilidade, interpelando Francisco nestes termos:
Pai Francisco!... O que poder�amos entender por educa��o?
Francisco respondeu com cordialidade:
Educa��o, meu filho, � por assim dizer um tesouro, que nasce primeiramente no engendrado ambiente da evolu��o espiritual. Onde existe ignor�ncia, n�o pode existir educa��o. Ela � uma for�a de Deus no cora��o do homem, que deve ser despertada por v�rios meios, e principalmente, pela disposi��o no bem comum e nos direitos alheios.
No mundo, muitas vezes, confunde-se educa��o com instru��o. S�o for�as paralelas, de objetivos id�nticos. Para entregar-se o homem � tranq�ilidade de consci�ncia, a educa��o precisa de sabedoria, e esta n�o ter� vida nobre sobre aquela. Na instru��o, a criatura precisa mais de mestres que norteiam seus caminhos e de livros que lhe assegurem as experi�ncias. Na educa��o, o mestre � o tempo e os livros, a natureza que consubstancia todos os valores, entregando-os � consci�ncia.
E educar, no sentido de que falamos, � a nossa meta mas, primeiramente, devemos educar a n�s mesmos, para depois ajudar os outros, pelos exemplos. O mundo e a humanidade t�m de passar por milhares e milhares de anos, neste trabalho de se educar e se conscientizar de que o Amor � a vida buscando luz para a alma. No entanto, a educa��o sem o saber est� sujeita a atrofiar os sentimentos.
� por isso que a natureza �, quase sempre, bin�ria: homem e mulher, dia e noite, claro e escuro, duas pernas, dois olhos, dois ouvidos, e muitas outras coisas que poderemos analisar com uma simples medita��o. E , no fim, Sabedoria � Amor pousando no topo da vida, para gl�ria da pr�pria vida.
Frei Jun�paro, em quem a paci�ncia fez morada, deu sinal com a m�o, e manifestou com interesse:
Francisco, na mansid�o peculiar ao seu ser, se fez ouvir com humildade:
Caro irm�o!... A cortesia � o aprimoramento da alma. De qualquer modo que se manifestar, ela � filha da educa��o e nasce com o benepl�cito do Amor.
A afabilidade, mesmo se expressando no com�rcio onde o interesse � o m�vel da afei��o, tem o seu trabalho no �ntimo da criatura. J� � algo nascendo que nunca morrer�.
E se j� despertaste para o Bem verdadeiro, na Luz da Caridade, nunca deves esquecer desta virtude, porque ela valoriza a tua e a vida de quem te move, desperta a esperan�a, e constr�i a amizade. O homem polido n�o maltrata, n�o inj�ria, n�o se esquece do Bem e desenvolve sempre a alegria.
Frei Elias, homem integrante da benevol�ncia, falou com mansid�o:
Pai Francisco, se poss�vel, queria que o Senhor falasse sobre a amizade.
O homem de Deus seguro das suas convic��es, ampliou o assunto com o descort�nio indispens�vel, neste modo de dizer:
Primeiramente, devemos dizer que o ap�stolo Pedro se interessou muito pela amizade, quando recomendou aos seus companheiros que granjeassem amigos. E n�s vamos repetir o disc�pulo primeiro de Jesus Cristo, falando no mesmo tom e na mesma seq��ncia: � Deveis todos fazer amigos, pois a amizade verdadeira ser-vos-� luz em todos os caminhos para a eternidade.�
Eis o tesouro de que n�o devemos nos esquecer em todas as circunst�ncias, no momento de falar, na hora de compreender, no instante do trabalho, quando estivermos em casa, nas nossas andan�as e mesmo nas ora��es, porque a amizade � um v�nculo onde pode transitar o Amor.
Vamos passar por in�meros lugares, meus filhos, dando e pedindo. Vamos conhecer muitas na��es e vamos nos comunicar com milhares de criaturas; e a oportunidade de fazermos amigos n�o nos vai faltar.
Esse �, pois o mais belo exerc�cio para a alma: compreender o nosso semelhante e ajud�-lo com os nossos recursos, para que no amanh� essa amizade venha nos ajudar na divulga��o da palavra de Cristo �s na��es e a todas as criaturas de Deus. Fazer amigos � acumular tesouros na eternidade.
Devemos nos lembrar novamente dois mandamentos, sintetizados por Jesus, quando se referia aos dez recebidos por Mois�s no Monte Sinai: � Amar a Deus sobre todas as coisas e ao pr�ximo como a n�s mesmos�. Se os homens se amassem uns aos outros, se todos fossem amigos uns dos outros, no verdadeiro sentido da palavra, a Terra se transformaria em C�u, e nada faltaria, porque o interesse de ajudar seria for�a divina a correr nas veias de todas as criaturas.
� isso que deveremos ver no futuro, quando o Mestre dos mestres for conhecido de todos os povos e quando o Evangelho for falado e vivido por todas as pessoas. Todas as virtudes est�o ligadas na amizade e esta se engrandece quando elas transmudam em Amor.
Frei Jo�o, amante do trabalho e artes�o de primeira grandeza, soltou o verbo, na dificuldade de falar, assim se fazendo entender:
Pai Francisco!... Seria bom para todos n�s ouvirmos as tuas palavras acerca da verdadeira propriedade.
Francisco de Assis, com jovial fei��o, correu o pensamento no mundo inteiro, nos desequil�brios financeiros existentes por toda parte. Lembrou-se de seu pai terreno, Pedro Bernardone, e pediu a Deus inspira��o para o tema daquela noite, assunto que ele tanto debatia desde mo�o e respondeu com energia, na brandura cedida pela educa��o:
Frei Jo�o!... Trouxeste um assunto de alto interesse para a nossa comunidade. A verdadeira propriedade nos interessa por demais, por ser ela o lance primeiro, adotado por todas as regras: trabalhar para a verdadeira propriedade. Devemos acumular bens no celeiro das nossas consci�ncias, aqueles imperec�veis que granjeamos pelos esfor�os de cada dia, pela educa��o, pela instru��o, pela disciplina, pela dor e atrav�s de todos os problemas.
As propriedades do mundo s�o enganosas, por nos prender nas regras humanas, onde acumulamos os bens terrenos. Temos de montar guarda e defend�-los, arriscando a pr�pria vida, e eles nos levam geralmente a determinadas a��es contr�rias � nossa moral, desfazendo a nossa dignidade. O verdadeiro s�bio nada possu�, para n�o ficar preso ao ouro; o verdadeiro santo � despido de fortuna, para n�o ser mais escravo.
Nesta comunidade onde temos como guia principal Nosso Senhor Jesus Cristo, haveremos de observar essa regra �urea do desprendimento, para que possamos trabalhar sem v�nculo com as coisas do mundo e sermos livres para realizar o programa de Deus. A verdadeira propriedade , meus filhos, � aquela que podemos guardar no cora��o; s�o os talentos falados pelo Evangelho e, esses os carregaremos conosco por onde andarmos, sem medo de que os ladr�es nos roubem, porque s�o intransfer�veis e eternos, irradiando-se no centro da nossa vida. S�o conquistas que ficar�o eternamente, pelas b�n��os do nosso Pai Celestial.
N�o queremos que entendais que estamos desprezando o ouro do mundo, mas devemos, quando chegar ele a nossas m�os, canaliz�-lo para os devidos lugares, onde for necess�rio. Tudo, no lugar certo, � b�n��o de Deus para a felicidade do homem.
A verdadeira propriedade � discernimento, � cordialidade, � saber ouvir, � entender sem ferir, � trabalhar por amor, � falar ajudando, porque os valores de Deus n�o poder�o estacionar na alma, presos pelo ego�smo. O tesouro do c�u aumenta em n�s na propor��o em que distribu�mos. Tornamos a afirmar, com alegria, que � dando que recebemos.
Frei Boaventura, amante do perd�o, levantou a voz com propriedade, neste jeito de se expressar:
Frei Francisco!... Estou ansioso para ouvir-te sobre o sexo O homem de Assis, pleno da sua conduta crist�, estava interessado em falar algo sobre o sexo dentro da sua comunidade. Os seus companheiros haveriam de se conscientizar sobre todos os assuntos, ainda mais sobre o sexo. E falou com sabedoria:
Irm�o Boaventura!... Desejamos a paz de Deus para todos os cora��es. Permita o Senhor que possamos entender com profundidade todos os problemas inerentes � vida, sabendo conquistar as virtudes no meio dos desastres morais. Meu filho!... O sexo em si � um gerador de energias divinas na sua estrutura; � por seu interm�dio que a vida f�sica se expressa na Terra, nas ramifica��es de todos os reinos da natureza.
O sexo no homem faz desabrochar a maior for�a, at� ent�o conhecida na forma de instinto. Supera todas as defici�ncias, somando variadas energias, para alcan�ar seus objetivos; no entanto, ele carece de educa��o e disciplina para sublimar-se como virtude espiritual.
Sei que vamos encontrar muitos irm�os incapazes de superar o impulso sexual. Mesmo j� tendo dominado outros impulsos grosseiros, este e o medo da morte s�o sempre os �ltimos a serem vencidos; principalmente o do sexo, por acompanhar a alma, onde ela residir.
O sexo insaci�vel, quando desgovernado, n�o respeita os direitos dos outros, criando problemas, cujas desarmonias s�o destruidoras e, sem a devida disciplina, desinquieta a sociedade, desmancha lares e desfaz amizades, desvirtuando almas e desagregando comunidades.
Todavia, se os irm�os que vieram com a finalidade de dar continuidade aos povos e oportunidades �s almas de virem ao mundo alcan�ar a educa��o sexual, derem ao sagrado impulso as devidas diretrizes, ele se transformar� em for�a de Deus, para cria��o da Luz. O Evangelho nos diz dos homens que se fizeram castos, que nasceram castos, e que n�o s�o castos, e amplia a castidade em um conceito por excel�ncia mais elevado, do homem puro em virtudes.
N�o estamos exigindo nada de ningu�m para seguir o Cristo. Expomos regras para bem servir a humanidade, em Seu nome. N�o queremos tirar quem quer que seja das suas obriga��es familiares para com as suas esposas, filhos, parentes e amigos; fazemos apenas a criatura se voltar para dentro de si, tomar parecer com a sua pr�pria consci�ncia, e ouvir a sua voz interna.
Cada lugar � bom para se agir em nome de Deus, e queremos aqueles que possam nos acompanhar por onde precisamos ir -livres- pela nossa pr�pria vontade e responsabilidade. N�o queremos determinar para pessoa alguma como deve usar o sexo, o que at� os animais sabem.
Queremos, sim, despertar criaturas para Cristo e para Deus, sob o comando da consci�ncia.
Frei Filipe, no seu ambiente de serenidade, despertou da madorna por que passara e deu sinal de interesse, falando com bondade:
Irm�o Francisco, seria bom para todos n�s, se soub�ssemos algo mais sobre o perd�o . Francisco, diligente e amigo, asseverou com riqueza de detalhes sobre assunto que ele tanto amava, estruturando todos os seus pensamentos na for�a da palavra, fazendo-se ouvir com respeito:
Frei Filipe, que Deus na Sua Divina Sabedoria, possa me inspirar a todos neste momento de medita��o e nesta escola do Evangelho!
Falar sobre o perd�o muito nos agrada. Ele abre as portas da verdadeira felicidade, e faz com que o nosso cora��o se sinta livre da opress�o da consci�ncia. � t�o divino, que nos d� condi��es de esquecer as ofensas favorecendo-nos ambiente para refazer amizades.
Quem j� entende que deve perdoar, est� compreendendo que existe o bem-estar espiritual; quem j� gosta de perdoar, � aluno na escola da caridade consigo mesmo; e quem perdoa por amor �s criaturas que ofendem, j� se libertou das conting�ncias do mundo e alcan�ou o Bem universal, alimentando-se no grande suprimento de Deus.
O perd�o retira todo o mal dos canais, onde se poderia proliferar. Ele � a pr�pria paz! � socorro para os desesperados, pois transmuta o ambiente pernicioso do �dio em atmosfera onde pode gerar o Amor.
Somos humanos e desejosos da perfei��o espiritual, e em muitas circunst�ncias, nos ofendemos com ataques inesperados de irm�os que ignoram os nossos trabalhos. O Evangelho, por�m, nos apropria com o recurso do perd�o e logo limpamos a mente e o cora��o das mazelas, que o �dio e a vingan�a come�am a estabelecer. Devemos nos dar as m�os e cantar dia e noite o c�ntico do perd�o, que ele nos far� passar de homens cativos a seres livres.
Perdoa, e ser�s compensado; perdoa e ser�s atendido nos desejos sublimados; perdoa, e ser�s forte na batalha contra o mal ; perdoa e ser�s iluminado pela gra�a e miseric�rdia do Senhor!
Frei C�ndava, dotado de alta inspira��o, dignou-se a perguntar, assim falando:
Pai Francisco!... Desejaria ouvir alguma coisa no que tange � felicidade .
Francisco de Assis, meditativo, respondeu com emo��o:
Felicidade, meu caro companheiro, por enquanto, na Terra, somente temos not�cias da sua beleza e do seu estado permanente de bem-estar. Depende do esfor�o de cada um, no pleno exerc�cio do aprimoramento. Ela n�o � e nunca foi doada; � conquistada pela alma que sobe o calv�rio da vida. A felicidade n�o � comprada nem vendida, � acumulada de passo a passo, pelas linhas de oportunidade que a vida nos oferece em todos os momentos. A felicidade �, pois, o conjunto de virtudes acumuladas no cora��o.
Todos somos candidatos � tranq�ilidade imperturb�vel, mas, para tanto, temos de lutar e vencer a mais dura das batalhas, na guerra com n�s mesmos, que carece de vigil�ncia permanente para eliminar os inimigos que muito conhecemos: o �dio, a inveja e o ci�me, a disc�rdia, a maledic�ncia, a vingan�a, o orgulho, o ego�smo, etc. S�o frentes de lutas que devemos travar para vencer a n�s mesmos e conhecer o terreno sagrado do nosso cora��o.
Muitas criaturas h� que desanimam na busca da felicidade, por desejarem desfrut�-las de imediato, fato impratic�vel. Ela come�a com a simples mudan�a de pensamento, descendo para as id�ias, dominando as a��es, buscando a viv�ncia, demorando, �s vezes tempo prolongado.
A verdadeira felicidade exige, na vida de cada um, a pureza de pensamentos, de id�ias e de sentimentos, a pureza de cora��o, da palavra e da vida. Entretanto, depois de tudo isso conquistado, o clima de felicidade perfumar� o nosso ser, e nunca mais a perderemos e ela nos acompanhar� no tempo que se chama eternidade.
Frei Pedro, consubstanciado no clima de toler�ncia, revelou com alegria o que se passava no seu �ntimo, assim perguntando:
Pai Francisco, se fosse agrad�vel ao senhor, eu desejaria conhecer qual a utilidade do prazer.
O homem de Assis, jovial e sorridente, interessado na paz de todos os seus companheiros, falou com serenidade:
Frei Pedro, jamais me esqueceria de tocar neste assunto, que interessa a todos. Todos os assuntos devem ser lembrados, na nossa comunidade, para a nossa pr�pria cultura espiritual.
Cumpre-nos vigiar todas as interpreta��es que dermos a tais assuntos, para que cooperemos com a pr�pria perfei��o das nossas regras. N�o � o que eu digo que ser� o certo, aprovado pelas nossas consci�ncias em conjunto, e ainda, submetido ao disciplinador comum que se chama Tempo.
Prazer, meu filho, tem variadas modalidades de interpreta��es, dependendo muito da evolu��o da alma. O prazer do guerreiro � fazer a guerra e venc�-la. O prazer do comerciante � vender, enriquecer-se cada vez mais. O prazer do pol�tico � alcan�ar postos e mais postos de mando, dominando os povos. O prazer da m�e � ver seus filhos bem de vida, vivendo em paz. O prazer do tribuno � falar bem e ser famoso.
O prazer do escritor � escrever, de sorte que todos gostem. O prazer do usur�rio � o ouro. As enumera��es poder�o ser infinitas nas linhas do prazer; no entanto, bastam estas para que possamos entender como escolher o nosso prazer.
O prazer real da nossa comunidade � o mesmo prazer de Nosso Senhor Jesus Cristo: o de servir, com todos os cambiantes do Amor, de compreender comtodas as modalidades do entendimento, de sermos bons com todos os recursos da perfei��o de ajudar com todos os mios para reerguer o beneficiado, de perdoar com completo esquecimento das ofensas, de falar em todas as l�nguas conhecidas pelos sentimentos, de repartir o que temos com a m�xima seguran�a, de aliviar todos os sofredores que estiverem ao nosso alcance.
Devemos Ter, igualmente, um grande prazer em ouvir quem aponta os nossos defeitos, em amar sem condi��es em todos os rumos das nossas atividades e, por �ltimo, em servirmos de instrumentos para que fale por n�s o Verbo Divino.
E nesta mesma seq��ncia, deveremos sentir prazer no respeito �s convic��es das criaturas no campo religioso, pol�tico e filos�fico, sem impor, �s vidas alheias, o modo como vivemos. Se sentirmos prazer na liberdade, devemos oferecer o mesmo prazer para os outros, porque Deus sabe o que fazer, filtrando todos os prazeres incentivados pelos homens, deixando o prazer divino que Ele achar conveniente para nossa felicidade.
Frei Silvestre, portador de alta dignidade, estava guardando uma pergunta, para que todos ouvissem com aten��o, e assim se expressou com alegria:
Pai Francisco!... Se for oportuno, eu queria compreender melhor o porqu� dessa urg�ncia de pregar o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, se a Igreja Cat�lica j� o faz h� mais de mil anos.
Francisco, agraciado pela paz de cora��o e rejubilando-se de contentamento, principalmente pela pergunta articulada, falou sem rodeios:
Devo, nesta hora, dizer a todos os companheiros de trabalho, a nossa miss�o diante da igreja, onde o nome de Pedro, o Ap�stolo. Figura como o primeiro papa da cristandade. Primeiramente, queremos que todos compreendam e saibam do nosso respeito por essa Igreja de Deus, que se fez presente no mundo pelo seus representantes.
Essa Igreja, lutou com todas as sua for�as, no sentido de manter o Evangelho do Nosso Senhor Jesus Cristo aceso em todas as suas virtudes. Depois de determinado tempo, ela se aliou, como � do conhecimento de todos os irm�os, ao Estado, para aliviar as persegui��es contra os crist�os, de maneira tal que o Evangelho pudesse avan�ar mais livre da ignor�ncia humana, envolvendo o esp�rito na letra, que silencia certas verdades.
At� a� concordamos, devido � situa��o espiritual da humanidade, de n�o estar preparada para tal viv�ncia em Esp�rito e Verdade. No entanto, o deslize avan�ou al�m das linhas em que deveria parar e descuidaram em demasia da ess�ncia, de sorte a procederem de forma pior do que os pol�ticos e os guerreiros. E o contra-senso maior foi e � matar em nome de Deus e de Jesus Cristo.
Eles, os dirigentes da Igreja Cat�lica Apost�lica Romana, perderam as condi��es espirituais de pregar o Evangelho. Muitos deles j� nasceram condicionados pelas novas escolas de sacerdotes, imbu�dos no crime, no orgulho e no ego�smo, no fausto e no mando, na prepot�ncia e na vingan�a. E agora, como voltar atr�s e reconduzir a religi�o �s bases verdadeiras?
O tesouro maior do mundo escapou das suas m�os, pelas interpreta��es de falsos te�logos, eivados que estavam e est�o da influ�ncia do ouro e do bem-estar material. Se n�o fosse isso, n�o precisariam do nosso trabalho. N�s ir�amos, de corpo e alma, engrossar as fileiras do clero organizado.
Estamos aqui, como nos recomenda o Senhor, que sempre ouvimos, para levantarmos a Sua Igreja e reconstrui-la nos alicerces primitivos de Amor e Caridade.
N�o se pode dizer que todos da Igreja erraram, pois generalizar qualquer assunto � demonstra��o de cegueira espiritual. Existem muitos sacerdotes que lutaram e lutam, dando a pr�pria vida em favor da pureza dos conceitos do Cristo, e isso � louv�vel nos dias que correm. Mas, os dirigentes, na maior parte, est�o influenciados pela disson�ncia doutrin�ria.
Esqueceram o mor e, se por ventura falam nele, n�o o vivem. Esqueceram a Caridade, e se por vezes falam nela, se esquecem das obras. Esqueceram o Perd�o, e se lembram dele algumas vezes, nunca perdoam. Falam muito da Paz, entretanto n�o d�o um passo em favor dela...
Somos ovelhas, no meio de lobos, pelas id�ias que estamos cultivando.
A qualquer hora seremos atacados, porque a nossa pr�tica vai prejudicar a vida deles, incompat�vel com a vida de Jesus Cristo. A urg�ncia que temos de pregar o Evangelho � neste sentido: relembrar o Evangelho primitivo, de que, gra�as a Deus, n�o mudaram a letra, mas o sentido, com o qual poderemos, com a gra�a de Deus, recompor a casa, usando mais da pr�pria pr�tica, para depois falar daquilo que foi vivido.
Reiteramos aqui o nosso agradecimento a essa igreja que est� caindo, por Ter conduzido o nome de Jesus na viagem dos s�culos, e onde O reencontramos na vida de alguns cora��es que amam. Agradecemos, ainda, pela aquiesc�ncia de Sua Santidade em nos abrir os caminhos e aceitar as regras propostas por n�s junto � sua compreens�o.
N�o devemos esperar nesta jornada, nada de bom para o nosso pr�prio proveito, porque a humanidade j� est� habituada aos maus costumes, e o nosso trabalho � de sacrif�cio, de disciplina e de Amor, na sua mais alta pureza, concernentes aos bons sentimentos.
N�o devemos julgar ningu�m nem as institui��es, que j� se fizeram presentes o mundo, mas, temos um dever, pela voz que nos chama a trabalhar. E se acreditamos nela, vamos sem esperar. Vamos servir!
Frei Rog�rio, dedicado servidor do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, de verbo que flu�a facilmente � flor dos l�bios, disse:
Pai Francisco, ser� para mim especialmente agrad�vel, se ouvisse algo mais sobre o que � a consci�ncia de que muitos falam, mas pouco se diz, permitindo uma compreens�o mais profunda.
O nosso Irm�o Francisco, com os l�bios ocupados por sorriso espont�neo, deu um intervalo entre a pergunta e a resposta, de modo que as id�ias pudessem surgir em ambiente de inspira��o superior. E argumentou com presteza:
Frei Rog�rio!...
� de not�ria compreens�o que esse assunto participe das cogita��es de Deus, no rec�ndito da alma. Os nossos te�logos, homens por vezes inspirados, deixam escapar, de vez em quando, algo que nos sacia a sede de saber sobre a consci�ncia, mas eles mesmos duvidam do que falam, por lhes faltar a seguran�a, neste assunto de dif�cil comprova��o. No entanto, caro filho, nunca devemos abandonar um assunto, porque ele se nos apresenta fraco em sua exist�ncia e de dif�cil entendimento.
Foi muito boa a lembran�a e rogo a todos que oremos em conjunto, para que possamos buscar mais al�m o que ainda n�o entendemos com precis�o. Quero o parecer de todos a respeito deste assunto, porque � nesta preocupa��o crist� que encontraremos o princ�pio do caminho que nos levar� � fonte de sabedoria.
J� li alguma coisa sobre esse assunto no grande livro da natureza, folheado pelas experi�ncia, pelas m�os de cada dia, e encontrei, caros companheiros, uma abund�ncia de c�digos representativos, cuja interpreta��o ser� dada pelos que os leram como eu.
No entanto, n�o devo dar a minha opini�o pessoal. Rogo a inspira��o divina para que eu possa servir de instrumento, n�o para falar aquilo que me agrada, mas o que for o certo. Eu pe�o a Verdade.
Vejo a alma, Frei Rog�rio, como se fosse uma espiga de milho. A espiga � protegida por v�rias palhas sobrepostas, estando no centro, o sabugo, dando firmeza aos gr�os.
Parece-me que o esp�rito � obrigado, em obedi�ncia �s leis de Deus, a se revestir de in�meros corpos, que podemos chamar roupagens espirituais, para com elas descer neste mundo, de acordo com a determina��o divina.
Sem essa prote��o, n�o poderia se mostrar no mundo das formas. No centro, existe um corpo de comando, no qual o Esp�rito sente a grandeza de Deus, e acata as ordens mais sutis. Paulo disso era conhecedor, quando dizia nestes termos, em que muito medito: � O Cristo em mim � motivo de gl�ria.�
Jesus nos fala por esse campo de sensibilidade, que se agu�a cada vez mais com a nossa maturidade espiritual. Esse campo � a Consci�ncia.
Os outros corpos s�o mut�veis, como que para encontrarmos a realidade, mas o centro faz parte da Divina Presen�a e, dado � sua sutileza que se esconde nas dobras do tempo e que somente Deus conhece na sua totalidade, registra tudo o que fazemos, que pensamos e que sentimos, em uma �rea infinita, onde sempre h� lugar para mais coisas.
Que Deus me perdoe, se falo o que n�o devo; entretanto, encontro neste assunto uma grande alegria, por nos dar motivo de somente gravar em n�s tudo que se relaciona com o Amor.
Frei Tancredo, imbu�do da mais pura complac�ncia, rogou com humildade, procurando saber de Frei Francisco sobre assunto dos mais interessantes para a comunidade, entoando a sua interroga��o para que todos ouvissem:
Pai Francisco!... Porque sempre que se faz uma comunidade como essa, separam-se as mulheres dos homens? O que h� nelas, ou em n�s, que nos impede caminharmos juntos?
Frei Tancredo, bem que poderia n�o acontecer isso! Somos todos irm�os, convivendo na mesma casa de Deus; porem, essa casa tem muitas divis�es, para que possamos adquirir seguran�a naquilo que deveremos fazer.
Quando a Terra se transformar em verdadeiro Reino de Deus, n�o haver� incompatibilidades, nem separa��es convenientes entre homens e mulheres. Somos pe�as id�nticas, mas de fei��es diferentes.
Deus criou a mulher, nossa irm� de eternidade, para que fosse a nossa companheira, e nos criou, igualmente, objetivando a mesma fun��o. Existe nela algo, Frei Tancredo, que o homem n�o tem condi��es de expressar e vice-versa, de sorte que deve haver troca de b�n��os que os dois carregam nos guardados dos cora��es.
Vou falar-te sobre o que, de certa feita vi, em estado de ora��o- sen�o em estado de gra�a- pela Gra�a Divina, n�o por merecimento: duas m�os derramando luzes, como se fossem um trigo luminoso, na cabe�a de um casal. Elas brilhavam como o Sol, e as duas criaturas absorviam aquilo pelas cabe�as, como se fosse um repasto dos Anjos.
O homem transformava aquela Luz, circulando em todo o seu corpo como se fosse o seu pr�prio sangue dando-lhe vida, porque vinha da Vida Maior, e a luz tomava colora��es de um vermelho encantador, agitante, estimulante. A luz que era derramada na cabe�a da mulher, do mesmo trigo divino, transformava-se em um fluido azul, que, de t�o lindo, � de dif�cil descri��o, provocando os mesmos efeitos no seu mundo interno. E aquela for�a visitava toda a carne, sem perder um m�nimo lugar que fosse, arregimentando tudo em vida, para a Vida Maior.
O que mais me admirou foi quando olhavam um para o outro com desejos de amor e carinho, sen�o de amizade profunda e sincera. Sa�a da mulher em dire��o ao homem, pequena chama de luz, n�o t�o brilhante como quando entrou, pela gra�a de Deus e sumindo em suas entranhas.
Ele, tomado de novo vigor, sentia-se feliz e desejoso de viver, mas, viver mais, todo cheio de esperan�a. A mulher tamb�m recebia do homem essa mesma b�n��o, da mesma maneira como tinha doado e com os mesmos efeitos. Esse clar�o azul�neo que sa�a da mulher, no �xtase do amor, para o homem, ia diretamente � fonte da vida, e o vermelho encantador do homem para a mulher, buscava igualmente o ninho, onde se geram os rudimentos da pr�pria vida do corpo.
Notei a grande necessidade dos dois permanecerem juntos, para n�o morrerem carentes dessas luzes de Deus, que se transformam no cora��o das criaturas e de que cada um sabe fazer a sua pr�pria por��o.
A car�ncia de um que se encontra no outro � for�a que n�o obedece, pelo menos no mundo em que vivemos � vontade. N�o tem barreiras de filosofia, religi�o ou ci�ncia.
N�o teme cadeia, nem armas; n�o distingue pai, m�e, filhos, nem parentes, companheiros, ou amigos. N�o recua diante da for�a, e n�o teme ser emparedada. Essa for�a domina reis e sacerdotes, n�o recua diante de guerras, nem de rumores de guerras. N�o se importa com o tempo, e vence as f�rias dos mares.
Se ela tivesse condi��es, demandava as estrelas, com o mesmo calor que alcan�a seu objetivo ao toque da m�o. Essa for�a, meu filho, � o Sexo. Manifesta-se sob variadas formas, mas � o mesmo sexo.
Sabes agora porque n�o podemos, por enquanto, vivermos, homens e mulheres juntos em comunidade como a nossa. N�o podemos dormir juntos com as nossas confreiras, como faz�amos em crian�a, por falta de preparo espiritual, por falta de dom�nio, por n�o termos ainda domesticado os nossos pensamentos.
J� � muito avan�o n�o invadirmos domic�lios e n�o atacarmos nossas filhas, porque os instintos nos instigam a isso. O futuro nos dir� o que deve ser feito neste sentido, para que possamos ser irm�os em Cristo de tudo aquilo que foi criado por Deus.
Eu desejaria que todos compreendessem, e muito mais eu, o mais necessitado, que estamos separados das nossas irm�s em Cristo somente pelo f�sico, mas, espiritualmente, estamos ligados para a eternidade, por precisarmos delas no campo imenso da prega��o do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo e elas, certamente, de n�s, para formarmos a unidade benfeitora na forma��o de um ambiente de luz, nas trevas da Terra.
Pe�o desculpas se falei muito o que n�o deveria falar. Pede a Deus por mim, e eu, particularmente, pe�o a todos que me ajudem a disciplinar a minha l�ngua, e, se for preciso, que a castiguemos.
Frei Diogo, admirador do sil�ncio e cultivador da tranq�ilidade, argumentou com ardor: Pai Francisco, se fosse de utilidade para n�s outros, desejaria ouvir alguma coisa sobre o respeito.
Francisco de Assis, satisfeito com o encontro daquela noite, pelo interesse dos frades em variados assuntos, sorriu internamente e deu gra�as a Deus por aquela escola em que ele, Francisco, era o mais necessitado. E respondeu a Frei Diogo com dignidade:
Meu filho, o respeito � um ambiente sagrado, na linha do nosso entendimento. Cada um de n�s � parte da vida universal, mas com vida distinta. A alma � um verdadeiro mundo, e dentro dela existem leis que devem ser obedecidas, a n�o ser que queiramos sofrer as conseq��ncias da nossa ignor�ncia.
Certa ocasi�o, quando estive na Fran�a com meu pai, visitamos a casa de um sacerdote, homem de Deus, que tinha uma grande biblioteca. Lancei m�o de um dos livros, cuja leitura sobre coisas da alma, me encantou. Versava aquele valioso livro sobre o que dever�amos fazer para adquirir a auto-educa��o.
O t�pico que mais ficou gravado em minha mente exortava a quem o lesse: �Conhece-te a ti mesmo, que o resto te ser� revelado�. Somente por este ensinamento foi compensado a minha ida � Fran�a. Para conhecer semelhante valor espiritual, eu ira a p�, a qualquer lugar do mundo.
Se cada um de n�s de n�s come�ar a conhecer a si mesmo, redobraremos o respeito para com os nossos semelhantes. Pedimos a Frei Luiz para lembrar alguma coisa do Evangelho que possa refor�ar o conceito sobre o respeito, porque, se falarmos o ano todo, ou a vida toda sem que o Evangelho de Nosso Senhor esteja presente, nada dissemos.
Frei Luiz rememorou por instantes e falou serenamente, como se a alegria estivesse saindo em fei��o de luz por todos os seus poros:
Pai Francisco, poderemos nos lembrar de Paulo de Tarso falando aos Romanos, no cap�tulo quatorze, vers�culo quatorze, quando assim objetivou: �Acolhei o que � d�bil na f�, n�o, por�m, para discutir opini�es.�
Francisco, na alegria peculiar ao seu ser, adiantou-se com simplicidade:
Eis a� a fala do Evangelho, do mais profundo respeito, recomendando-nos acolher o que � d�bil na f�, sem exigir dele que nos siga e sem a ele impor as nossas opini�es, para n�o destruir o que de mais sagrado deveremos fazer: a Caridade.
Se respeitamos as id�ias alheias, os semelhantes passam a respeitar as nossas, e Deus, a grande Onisci�ncia, sabe que a verdade condensar� as id�ias, que ficar�o nos cora��es. Devemos esquecer a pretens�o e sermos conscientes do que representa a Verdade.
Busquemos, meus filhos, o Cristo todos os dias, para que Ele nos guie e aben�oe na nossa jornada. Frei Jos�, com os seus sentimentos sobremodo integrados na caridade, interrogou com discernimento:
Pai Francisco!... Se for do teu agrado, gostaria de saber o que � a saudade.
O homem de Assis redarg�iu com serenidade, nos modos que sempre acudia aos famintos do saber: Frei Jos�, lembraste de um ponto dos mais sens�veis na lavoura dos sentimentos. Ela se divide em duas for�as poderosas: a que nos faz sofrer e a que nos faz amar cada vez mais a vida e a Deus. No primeiro caso, quando empenhada em ligar criaturas, e uma delas rompe os la�os desta for�a de Deus, faz com que o abandonado sinta no cora��o toda a esp�cie de infort�nios, podendo chegar ao extremo de desastres morais e espirituais.
Entretanto, quando a saudade serve de fios invis�veis por onde corre o amor puro de pessoas que se amam e se encontram distantes umas das outras, transforma-se em seiva divina que fortalece mais ainda a unidade dos sentimentos, valorizando os tesouros do cora��o.
A saudade pura n�o encontra dist�ncias no espa�o, nem no tempo, criando de tal sorte um vinculo que, mesmo as almas estando separadas, se sentem unidas pela for�a do amor.
Se est�s com saudade e te � ofertado um pal�cio para que nele te possas distrair, engana-se quem esse benef�cio te quer fazer, porque ser� dentro dele que a saudade se avolumar�, apesar de todo o bem-estar, por nada haver que se compare ao Amor, que tudo esquece. Nada h� o que se compare ao ambiente divino da saudade pura, aquela que faz o cora��o pulsar no peito, como um sol de Deus.
Se algu�m te visitar as mais belas metr�poles da Terra, que te ofertem as lindas vis�es das coisas mais aprimoradas da ci�ncia moderna, ainda assim n�o te esquecer�s daquela imagem que amas e que a saudade te faz lembrar.
Se fosses levado para o reino onde a paz fosse o clima natural, onde n�o existisse necessidade de nenhuma ordem e onde todos vivessem como uma s� fam�lia, sem perigos para ningu�m, onde o c�u fosse o mais lindo, faiscando das estrelas mais belas, onde at� os Anjos fossem vis�veis para todos, mesmo assim- que Deus me perdoe- se n�o estivesse l� a pessoa que amas, a saudade te faria esquecer tudo aquilo, para te lembrares, com todo fulgor, com toda alegria, de quem projetou a sua imagem no centro de teu cora��o.
E essa saudade somente desaparecer�, quando estivermos integrados na consci�ncia de Deus, a falarmos como falou o Cristo: � Conhecereis a Verdade e ela vos tornar� livres�.
Cultivemos, pois a saudade, mas aquela saudade pura, que poder� acender, em n�s, luzes de todos os matizes, na busca do nosso amor, para que ele, na libera��o total dos nossos sentimentos, se interligue a toda a cria��o de Deus.
Frei Luiz, demonstrando em todos os aspectos, grande intelig�ncia e elevada lucidez, inquiriu com respeito:
Frei Francisco, se os bens terrenos podem ser instrumentos de grande valia em nossas m�os para o bem da humanidade, por que n�o nos firmarmos sobre esses valores, para que possamos melhor servir � causa do Evangelho?
Francisco, perlustrando o pensamento em variadas dire��es da hist�ria universal, coletando aqui e ali experi�ncias que dignificam, respondeu com humildade:
Frei Luiz, essa � uma pergunta que nos faz pensar, e que exige de n�s um argumento sadio. Para que n�o haja falsas interpreta��es, � bom que repitamos que o ouro em si, nada faz de mal, nem t�o pouco de bem.
Ele n�o pensa, n�o fala, n�o chora e n�o escreve; � por excel�ncia um metal nobre, com o qual muito se pode fazer. Se bem conduzido por intelig�ncia educada e s�bia, nos colocar� nos lugares certos; se em m�os inescrupulosas , ser� fonte de desastres de dif�cil conten��o.
Podes pensar que a nossa comunidade est� sendo educada para o devido desprendimento acerca do dinheiro. Como te enganas! Se lan�armos m�o dos bens materiais sob o pretexto de ajudar o pr�ximo, estaremos fazendo o mesmo que a Igreja constitu�da de Roma fez; os nossos instintos v�o apagando a verdadeira caridade e neste caso, n�o precisar�amos desta comunidade, cujo alicerce � o desprendimento, por n�o estarmos preparados na lida com o ouro.
Esse assunto � muito profundo e o pr�prio Col�gio Apostolar do Mestre ouviu dos Seus l�bios que, quando fossem pregar o Evangelho, n�o levassem ouro nem prata; e ainda acrescentou que n�o conduzissem duas t�nicas. Os bens terrenos nos prendem e desvirtuam, por enquanto, nossos ideais, mesmo os mais sagrados.
Vamos pensar nos talentos eternos, aqueles que possamos conduzir sem que o ladr�o roube ou a tra�a corroa. A nossa comunidade existe para reviver a �poca de Jesus, na sua fei��o mais pura e mais simples. E disse Ele ainda: que onde estivesse o nosso tesouro, a� estaria preso o nosso cora��o.
N�o podemos viver no regalo da fortuna, nem no ambiente dos prazeres. A vida f�cil nos acomoda, por ainda n�o termos atingido a perfeita liberdade. Sei que a tua inten��o � das mais nobres que possam existir, mas somente a boa inten��o n�o garante a nossa paz.
� necess�rio saber o que fazer com discernimento todas as coisas. A felicidade, bem sabes, n�o est� nos bens terrenos, n�o se compra, nem se vende; � conquista da alma, passo a passo, e dia a dia. E se nos harmonizarmos por dentro, o que recebermos de fora vem por acr�scimo de miseric�rdia.
Frei Morico, dispensador da alegria pura como sendo uma virtude de luz, demandou com satisfa��o: Pai Francisco, o que � a F�.
O filho de Assis ponderou nos grandes feitos dos mais abalizados Santos, buscou a Jesus na Sua mais alta express�o de Santidade e afirmou:
Frei Morico, a f� � a subst�ncia das coisa pensadas, nos ensina o grande convertido de Damasco. Essa f� avan�a em todos os sentidos e sustenta a vida em todas as demandas dos homens e dos Anjos. Onde n�o existe f�, n�o pode existir vida; o produto da f� � o milagre da vida. A pr�pria felicidade depende da f�, da sua presen�a marcante e sutil.
N�o poder�amos estar aqui reunidos, com os objetivos que nos animam a todos, se n�o fossem tra�os da f�. A f� �, pois, for�a do cora��o que atrai aquilo que firmemente queremos, sendo infinito o seu campo de a��o. Assim como cultivamos na lavoura tudo aquilo que deveremos colher, � nobre e justo que devamos cultivar as virtudes no solo dos cora��es, que, se bem cuidado, os frutos n�o se far�o esperar.
O ser humano � o que a sua f� determina. Devemos unir os nossos pensamentos, buscando a retid�o dos sentimentos, para que na flor das id�ias surja a f�, na gl�ria de Deus e no reino de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Se est�s triste, busca de novo o teu �ntimo e ver�s que escapuliu, sorrateiramente , a tua f�. Se sentes, por momentos que seja, �dio de algu�m, certamente que a tua f� te faltou. Se falas mal de algu�m, � certo que a f� n�o se fez presente em teu cora��o. Se esqueces o amor ao pr�ximo �, pois a f� que te faltou nas entranhas do ser. Se foste enredado pela ignor�ncia, desfazendo-se das qualidades alheias, podes verificar que a tua f� est� escondida nas dobras do ci�me.
Se n�o respeitas os direitos alheios, certo � que esqueceste a f�. Se tu deixas despercebido a caridade, o que dizes da f�? Se n�o te lembraste do Amor, nessas fei��es mais simples da vida, � porque te faltou a presen�a da f�.
� por isso, meu filho, que a f� � verdadeiramente a subst�ncia das coisa pensadas, e essas coisas pensadas, para representarem a f�, haver�o de ser selecionadas pela presen�a do Evangelho, porque somente ele sabe dar rumos � f� pura, � f� crist�, � f� de que tanto falava Jesus e que repetiam todos os Seus disc�pulos.
O pr�prio Evangelho � obra da f�. Qualquer um de n�s que a esquecermos bem como as obras que a complementam, ser� um irm�o que, mesmo andando, est� morto, porque ensina a Boa Nova que a f�, sem obras, � morta. � atrav�s dela que chegaremos ao Reino da Esperan�a. Frei Sabatino, dotado da palavra f�cil, interrogou a Frei Francisco:
Pai Francisco o que � o Amor?
Francisco de Assis, redarg�iu com alegria, sob o benepl�cito da virtude que ele tanto amou, desfrutando deste ambiente divino da sua pr�pria conquista:
Meus amados filhos!... Est� pergunta do nosso irm�o Sabatino nos faz lembrar sobremaneira o Divino Mestre, em todas as Suas diretrizes, quando estagiou na Terra, porque Ele foi a personifica��o do Amor. Ele � o Amor!.
Devemos deixar bem entendido que o Amor tem ramifica��es variadas nas suas seq��ncias de luz, mas a sua miss�o � libertar o homem e conduzi-lo para Deus, despertar todos os sentidos das criatura, de maneira que todos os seres humanos possam, compreender melhor a vida, conhecendo a si mesmos. O cristo, em tr�s anos, descortinou o Amor, mas a dist�ncia entre Ele e n�s � t�o grande, que precisaremos de v�rios s�culos para o compreender e come�ar a viv�-lo.
Se esta comunidade se desprender de todos os bens terrenos de todos os bens terrenos e n�o tiver Amor, nada ter� feito perante os nossos compromissos, com os Anjos que nos cercam; se somente pensar nas coisas boas, sem fazer o mal a ningu�m, nada ter� realizado, no percurso das nossas exig�ncias; se trabalhar dia e noite, e o que ganhar, doar aos que sofrem, se n�o tiver Amor, nada ter� feito na conquista da verdadeira Paz; se fizer jejum, quase todos os dias, em favor do bem-estar da coletividade, se n�o tiver Amor, na verdade vos dizemos, que nada ter� feito para o bem das criaturas; se andar com uma s� t�nica, com somente um par de sand�lias, desprezar os bord�es, e n�o Ter onde reclinar as cabe�as, se n�o tiver Amor, ficaremos todos como �ramos antes, quando nada faz�amos se orar dia e noite em favor de todas as criaturas de Deus, com toda a piedade que o sentimento possa expressar, se n�o tiver Amor, nada ter� feito para aliviar e confortar os seus irm�os; se desenvolver o Dom de curar todos os enfermos e cur�-los sem a presen�a do Amor, essa cura tornar-se-� mera vaidade, ser� uma cura morta, porque somente o Amor � vivo e d� vida, por ser proveniente da Vida Universal.
Pe�o a todos que aqui me ouvem que me ajudem a compreender o Amor e consertar as minhas faltas no exerc�cio do Amor, colocando esse meu Amor equivocado nas b�n��os da disciplina, para que o Cristo me visite e me ajude a amar. Pe�o a todos v�s, companheiros que sabeis amar, que me fa�ais essa caridade, prendei-me, e mesmo me amarrai quando necess�rio, para que eu compreenda o valor do Amor para com Deus e o pr�ximo.
O Amor � paz, o Amor � entendimento, � Caridade em todos em todos os aspectos de educa��o e de sabedoria.

SOB AS CINZAS DO TEMPO - pelo Esp�rito Dr. In�cio Ferreira


...Que a paz do Cristo esteja com todos!...
Meus irm�os- continuou o Benfeitor, a impregnar o ambiente de tranq�ilidade. N�o se preocupem em excesso. O irm�o que se retirou ainda h� pouco � um filho de Deus a caminho do arrependimento. Todos cometemos erros dos quais, infelizmente, �s vezes, demoramos longo para despertar. Todo sentimento de �dio um dia dar� lugar ao amor. N�o h� Esp�rito que suporte a si mesmo nas vibra��es infelizes de revolta e de descren�a...
Mais cedo ou mais tarde, todos procuraremos pelo Aprisco Divino, do qual voluntariamente nos afastamos, em nossos anseios de realiza��o pessoal. A ilus�o � uma loucura que nos possui a mente; a ambi��o do poder � uma doen�a da Alma; o prazer desmedido � um abismo profundo ao qual nos arrojamos...Estamos a caminho; no entanto apenas come�amos na jornada da ascens�o espiritual. Para n�s , o Cristo ainda � uma luz de brilho distante...N�o esmore�amos, por�m. Devagar, lograremos nos reerguer do p�ntano de nossas dores...
Referindo-se, em particular, ao Esp�rito que instantes atr�s estivera conosco, a vener�vel entidade explicou:
Nosso irm�o � um companheiro que muito tem sofrido. Infelizmente, a sua condi��o mental n�o nos permite uma maior aproxima��o. Sendo indiretamente conduzido a esta casa, procuremos auxilia-lo.
A �Casa do Caminho� , em Jerusal�m, era um hospital para os doentes do corpo e da Alma; n�o somente os leprosos e os paral�ticos ali eram socorridos pela bondade dos Ap�stolos: os dementes que viviam nas ruas e os obsessores de uma maneira geral nela encontravam o albergue da caridade...Em toda a sua trajet�ria aben�oada sobre a Terra, JESUS lidou com Esp�ritos obsessores; a cada passa, vemo-lo ser interpelado pelas entidades espirituais que viviam sob o jugo das Trevas- esp�ritos que, em legi�es imensas, dominavam o planeta, povoando-o em sua extens�o f�sica e espiritual, nas dimens�es que se desdobram al�m dos limites da mat�ria grosseira...
Em nossa peregrina��o, temos tido mais deslizes que acertos, mormente no campo da f� religiosa. O Espiritismo para n�s outros representa, na atualidade, aben�oada chance de reden��o. Se n�o a aproveitarmos de maneira conveniente, sinceramente, n�o sabemos o que nos espera. No passado, atrav�s de sucessivas experi�ncias reencarnat�rias, prevalecemo-nos do nome de Deus para dominar- a nossa inten��o n�o era a de elevar a Terra ao Reino de Deus, mas, quanto poss�vel, de faz�-lo vir at� n�s, para que n�o tiv�ssemos que abrir m�o dos nossos caprichos e interesses.
O caminho da humildade e da ren�ncia sempre nos pareceu demasiadamente sacrificioso.
Por este motivo, preg�vamos a Boa Nova de espada em punho...As guerras mais sanguinolentas que assolaram a humanidade sempre foram motivadas pela religi�o. Doutrinas existem que, inclusive, fazem da guerra um expediente divino, como se Deus pudesse aprovar a viol�ncia sob qualquer pretexto. Olvidamos o Senhor , que preferiu a morte ignominiosa na cruz...
Durante trezentos anos, os crist�os aceitaram o mart�rio nos circos e nas fogueiras do testemunho, todavia, contemporizando com o paganismo, perderam a coragem de se imolar...De raro em raro, nos s�culos que se sucederam at� hoje, um Esp�rito iluminado se corporificou-se no mundo com o prop�sito de relembrar aos homens maus o caminho do qual se distanciaram...O movimento das Cruzadas, a Inquisi��o- l�grimas que se acumularam sobre l�grimas. Dir�amos que, neste sentido, o carma do homem permanece intocado, ou seja, Deus, atrav�s das Leis que nos regem, permanece na expectativa do nosso fortalecimento espiritual para que possamos nos redimir dos crimes nefandos que praticamos em nome da F�...
Ante o sil�ncio que se fizera naquela noite sem luar e sem estrelas, Bittencourt Sampaio prosseguiu:
Quase todos, meus irm�os, estamos vinculados aos assuntos da religi�o desde �pocas imemoriais, mormente os que, no corpo ou fora dele, nos encontramos presentemente ligados ao Espiritismo. Ao contr�rio do que muitos imaginam, n�o integramos a equipe da Codifica��o com Allan Kardec, na Fran�a, nos idos de 1857.
Fomos atra�dos pelo toque de reunir das Entidades Angelicais que ultimam, na Terra, o advento da Nova Era. Se n�o nos valermos da oportunidade sublime, neste ocaso de s�culo e come�o do Terceiro Mil�nio de civiliza��o crist�, seremos, com certeza, exilados para outros orbes de depura��o. N�o pertencemos, igualmente, �s falanges de esp�ritos que nos primeiros tempos do Evangelho tomaram a decis�o de seguir o Senhor, escrevendo, com as pr�prias l�grimas, as mais belas epop�ias de amor nos quais a Humanidade prossegue se inspirando.
Mais recentemente, nos responsabilizamos pelos destinos da Igreja Cat�lica, a guardi� dos princ�pios crist�os, que maculamos com os nossos interesses escusos.
Tramamos a queda de muitos papas, subornamos copiadores das Sagradas Escrituras, mormente das p�ginas do Novo Testamento...Imitamos Teodora, esposa de Justiniano, que, no II Conc�lio de Constantinopla, no ano 553, influenciou o imperador para que a cren�a na reencarna��o fosse banida dos dogmas as Igreja, a qual, at� ent�o, era reencarnacionista; distorcemos e fizemos mergulhar no esquecimento as palavras de Or�genes, disc�pulo de Clemente de Alexandria, que afirmava a doutrina do Carma e da Palingenesia...Mandamos para a fogueira esp�ritos da envergadura moral de Giordano Bruno, de Jan Huss, de Gir�lamo Savanarola e tantos outros corrompemos, amea�ando com a morte, para que o povo permanecendo ignorante, se nos submetesse aos caprichos.
Conspirando contra a f� alheia, terminamos descrentes e temos errado � margem do caminho do imediatismo.
Sem o prop�sito de descer a detalhes que, de fato, n�o corroborariam conosco, imersos nos v�u do esquecimento, Bittencourt Sampaio encerrou a alocu��o, a qual tanto nos impressionara:
Esse jovem, acolhido nesta casa pela miseric�rdia do Senhor, est� sendo usado como instrumento de vingan�a pelo esp�rito que lhe devota aos pais entranhado rancor.
Esperamos que, em nossas pr�ximas reuni�es, ele mesmo decline os seus prop�sitos; todavia conven�amo-nos, de uma vez por todas, que sem a renova��o �ntima das supostas vitimas de qualquer processo obsessivo, os seus algozes n�o se sentem dispostos � menor mudan�a. Oremos para que as b�n��os do Mestre Nazareno nos auxiliem no servi�o de auto-supera��o, possibilitando-nos o perd�o rec�proco, na indispens�vel iniciativa de reparar, uns diante dos outros, os erros que cometemos!...
...Odilon Fernandes prosseguia...O m�dium pode ser comparado a um espelho de dupla face, refletindo igualmente as imagens da Terra para o Mundo Espiritual. Ocorre-nos, porventura, a id�ia de que � o m�dium a esta��o repetidora, atrav�s da qual os que consideramos mortos podem Ter acesso �s informa��es que desejam do mundo?..
.A mente do medianeiro- o seu psiquismo- � uma esp�cie de arquivo que os desencarnados consultam para, com maior facilidade, saberem not�cias do nosso plano existencial. Muitos companheiros encarnados, por exemplo, t�m-nos procurado em nossas sess�es medi�nicas na � Casa do Cinza� , desejando obter dos esp�ritos determinadas respostas �s indaga��es que n�o chegam a formular, receosos de fraude...
Ora, assim como eles, os encarnados, n�o tem mente para endere�ar aos esp�ritos, sem intermedi�rios, as quest�es que anseiam lhes propor. Os esp�ritos igualmente n�o encontram neles mente receptiva, para lhes responder, sem que tenham necessidade de recorrer ao aux�lio dos m�diuns. Estarei sendo claro o suficiente?
Vejamos que ao assunto acresce a responsabilidade dos m�diuns na tarefa do interc�mbio. Quanto mais ilustrado o medianeiro, menos obst�culos nas comunica��es de ordem intelectual. Precisamos estudar e conhecer, divulgando o conhecimento, para que o excesso de escr�pulos n�o se transforme, na mediunidade, em obst�culo intranspon�vel. O fen�meno medi�nico em si acontece em n�vel da Alma do m�dium, envolvendo, digamos, subconsciente, consciente e superconsciente. Em um largo desprovido de peixes ningu�m pesca; de uma �rvore est�ril ningu�m colhe frutos.
Em mediunidade, n�o devemos, pois, aspirar � inconsci�ncia- estamos j� deixando para tr�s essa �poca, assim como ca�ram no esquecimento, por pr�tica obsoleta, as mesas-girantes. O mundo espiritual permanece cada vez mais na expectativa de coopera��o consciente do m�dium com os desencarnados, dar� inicio a um processo de parceria mais respons�vel, no qual n�o apenas o esp�rito exija do m�dium, mas tamb�m o m�dium exija do esp�rito...
Devido ao movimento implac�vel dos ponteiros do rel�gio, o Dr. Odilon Fernandes encerrou a sua not�vel prele��o.
... Enquanto convers�vamos em uma roda de amigos, uma m�dium se aproximou e pediu licen�a para fazer uma pergunta ao Dr. Odilon:
O senhor se referiu ao meu ponto nevr�lgico- a d�vida...O que poderia me dizer a respeito? Minha irm�, a experi�ncia- respondeu o orientador medi�nico da �Casa do Cinza�- tem me mostrado que, no concernente a d�vida, o problema maior do m�dium n�o � duvidar da a��o dos esp�ritos por seu interm�dio , mas sim, da d�vida originada dos seus reais prop�sitos na mediunidade. Explico-me melhor: se o m�dium est� na mediunidade para servir aos prop�sitos do Bem, com esquecimento de si mesmo, os objetivos de ordem superior desqualificam a d�vida. Contemplando os frutos , seria tolice desacreditar da exist�ncia da �rvore que os produziu..
.Agora ,ao meu ver, o medianeiro que duvida em excesso est�, de maneira inconsciente, questionando as suas inten��es na mediunidade, ou seja, como est� na mediunidade para satisfazer a sua vaidade, tem receio de se expor ao rid�culo- pela Causa, ele n�o teria nada a temer, porque agiria, em qualquer circunst�ncia, sob o aval da consci�ncia tranq�ila. Um outro senhor, endere�ou outra indaga��o:
Tenho trabalhado em casa como m�dium...Gostaria que o senhor me desse uma opini�o. Est� correto? Meu irm�o- falou com bondade o instrutor consultado -, a mediunidade, onde quer que seja exercida sempre ser� luz, todavia, n�s, os esp�ritos, n�o podemos olvidar o nosso compromisso p�blico com o Evangelho; � muito c�modo ser m�dium em casa, longe do testemunho no templo esp�rita...
Precisamos nos unir aos companheiros de boa vontade e dar um sentido pr�tico a mediunidade. Pelo que deduzo, os seus contatos com o Al�m est�o servindo apenas para voc�...Os esp�ritos Superiores apenas secundem os esfor�os do medianeiro que possam ser �teis a um n�mero maior de pessoas , sem se isolarem no exerc�cio da mediunidade.
N�s, os esp�ritas e m�diuns, carecemos ser mais participativos, dando a nossa cota para que o templo esp�rita permane�a de portas abertas...Voc� me perdoe a franqueza, mas � o que penso.
Temos um n�mero crescente de m�diuns trabalhando na casa esp�rita, mas, infelizmente, os m�diuns omissos s�o ainda em n�mero mais expressivo...Neste momento uma jovem de dezessete anos de idade, graciosa como uma orqu�dea, questionou um tanto t�mida:
Eu gostaria muito de ser m�dium, mas...O senhor acha que os jovens podem se ocupar da mediunidade? Existem tantas barreiras!...
Filha � redarg�iu o requisitado orador da noite- a mediunidade pode ,sim, manifestar-se na adolesc�ncia. Quando com tarefa definida neste sentido, o medianeiro rompe com todas as dificuldades e segue adiante. Vejamos o exemplo de Chico Xavier, come�ando a psicografar quando tinha exatamente a sua idade.
No entanto, se a mediunidade, atrav�s dos seus mais variados sintomas de manifesta��o, n�o nos requisita para o trabalho, sou da opini�o que o jovem deve se preparar melhor para um futuro chamamento, quando, talvez, digamos, esteja com a sua vida pessoal mais resolvida. Fazendo pequena pausa, o Dr. Odilon perguntou:
O seu namorado � esp�rita?...
N�o, n�o �- nem ele nem a fam�lia dele; s�o cat�licos fervorosos- respondeu a jovem.
Filha o esp�rito quando reencarna - explicou o companheiro -, traz compromissos em diversas �reas. Seu interesse pela mediunidade � louv�vel, mas, quem sabe, o seu carma, na presente exist�ncia, ou seja, o ponto sobre o qual voc� dever� concentrar seus esfor�os de reden��o, se vincule aos la�os familiares ou mesmo profissionais? Para servirmos � Doutrina, n�o carecemos de ser necessariamente m�diuns. E, depois a mediunidade, � exercida de muitas formas...
Eu por exemplo, n�o sou m�dium de nada- a �nica mediunidade que tenho, se isto pode ser chamada de mediunidade, � tomar conta de m�diuns que me d�o um trabalho danado- m�diuns que , se n�o estiverem comigo l� na �Casa das Cinzas�, estar�o com o Dr. In�cio no Sanat�rio...Alias, Doutor- falou, com largo sorriso no rosto -, eu nem sei como o senhor � esp�rita! Nos nossos centros, vivemos tomando clientes do senhor; trabalhamos dia e noite para fechar os sanat�rios...
...Certa vez, auscultando os meus pensamentos, o esp�rito Bittencout Sampaio falou-me por D. Modesta:
Meu irm�o n�o se preocupe; todos somos filhos de Deus...At� a serpente carece de um ninho aconchegante para se refugiar. A m�e Terra a todos nos agasalha, sem enumerar as vezes que lhe maculamos o colo aben�oado com o sangue de nossos irm�os...Esp�ritos nobres se submeteram aos mais rudes sacrif�cios, por amor � Verdade. Quantos reencarnaram para serem imolados no testemunho da f�? Herodes ordenou que mais de duas mil crian�as fossem degoladas...Quantas mo�as e rapazes , antes de serem mortos nos circos do mart�rio, eram violentados pelos seus algozes? Quantas m�es tiveram os filhos em seu pr�prio ventre trespassados por espadas?...A estrela n�o recusa o seu �sculo de luz na face no charco em que , palidamente, se reflete. Sem o cora��o de m�e, o homem nunca se redimiria de seus erros...
Confiemos. Era sempre assim: os nossos Benfeitores Espirituais n�o nos abandonavam; vigilantes, no momento certo, com discri��o e sabedoria, eles nos orientavam, acalmando os nossos anseios.
... Durante v�rios dias, digo-lhes que com o sopro do vento chegavam aos meus ouvidos o som de sinistras gargalhadas, como se estivessem a tripudiar sobre mim. Aquilo era o c�ntico das Trevas!... Para amenizar aquele ass�dio, que me incomodava, durante uma semana resolvi eu mesmo, na parte vespertina, cuida5r do jardim do Sanat�rio.
Eu n�o desistiria: se eu n�o desistia de contrariar as orienta��es m�dicas com rela��o ao cigarro, iria desistir de me opor pacificamente �s sugest�es do mal? Definitivamente, em termos de obsess�o, eu era um caso perdido...Emagreci uns dois , trabalhando no jardim, liberando quase todas as toxinas do organismo, principalmente aquelas do meu pensamento desencontrado.
Eu arrancava as tiriricas da grama num dia, mas dali a dias, estavam l�, e o pior � que, jogando �gua, nos canteiros, eu me sentia obrigado a tamb�m regar as tiriricas. De nada adiantava o ressentimento. Em tudo, a Vida me ensinava que, para fazer o Bem aos que dela necessitavam, n�o me seria l�cito desprezar os que viviam equivocados no Mal.

EP�LOGO
Ele agora � nosso, inteiramente nosso- disse o esp�rito que se comunicava por D. Modesta, naquela Quarta-feira.
� N�s lhe dissemos que haver�amos de encontr�-lo...Foi f�cil demais. Voc�s bobearam...N�o pensem que possam conosco. Somos mais organizados que voc�s Ele pagar�, em nossas m�os, o que fez a milhares de v�timas; chorar�, por sua vez, cada l�grima que fez derramar...
Esperaremos que saia do estado let�rgico e agiremos. A noticia tem corrido e recuperamos a credibilidade amea�ada...Todo esfor�o de voc�s para nada e ainda deixaram aquela menina traumatizada. Isso n�o se faz! Voc�s � que fizeram mal aquela jovem! Como podem impingir ao seu ventre virginal um monstro asqueroso como aquele?!...
Meu irm�o- falei, cabisbaixo, com a voz pausada -, a vit�ria do mal � aparente. N�o podemos tomar a justi�a em nossa s m�os ...Somos igualmente monstros que nos disfar�amos.
Precisamos Ter piedade daqueles que ca�ram. Quem n�o necessita de perd�o? A mente humana que n�o se ilumina com o Amor de JESUS CRISTO- o Sol das nossas almas- vive mergulhado nas Trevas da loucura..
.Nada disto teria acontecido, n�o fosse consentido por Deus. N�o acreditem em sua pr�pria for�a...
Certamente, o esp�rito de nosso infeliz irm�o ainda carece de semelhante experi�ncia, de forma que o mal, em sua ra�zes profundas o liberte de sua influencia...
Oferecemo-lhe o amor a voc�s, a irreversibilidade da justi�a- mas da justi�a sem complac�ncia, da justi�a que fere sem redimir...Uma vez mais, voc�s est�o sendo utilizados como instrumentos cegos da Lei, que, em tudo, age com sabedoria perfeita. Os des�gnios do Senhor s�o inescrut�veis!
A nossa f� n�o vacila. No �xito em que voc�s entoam o seu sinistro c�ntico de vit�ria, a Vida lhes prepara fragorosa derrota...Tudo � uma quest�o, repito, de mais ou menos tempo. Assim como os p�ntanos v�o sendo saneados e transformados em terras f�rteis, as nossas almas tamb�m...
In�til � a nossa oposi��o ao Bem. Com a experi�ncia triste que atravessa, Mariana amadurecer� em pouco tempo o que muitos esp�ritos recalcitrantes gastam s�culos para amadurecer. Paulinho, com o concurso da recente dor que lhe coroou os padecimentos �ntimos, ser� outro homem, para sempre. Disse JESUS, que n�o se enganaria em suas palavras: �Bem-aventurados os aflitos�. Todos somos de Deus. Tom�s de Torquemada � de Deus! N�o se iludam...Temos a certeza inabal�vel da vit�ria do Evangelho. N�o estava o Senhor aparentemente vencido na Cruz?!...O dia sucede � noite...
E a noite volta a suceder o dia...- argumentou a entidade que ouvia, at� ent�o, sem nada retrucar.
Apenas para destacar a majestade do Sol...- redarg�i, contando com a inspira��o dos Amigos Espirituais.- A noite existe apenas em fun��o do dia...
Quando JESUS nasceu, era noite � era noite para que a estrela que guiou passos resplandecesse com brilho mais intenso no c�u de Bel�m!...Quando o Senhor partiu sendo dia, a noite se fez sobre a Terra, mas com o �nico prop�sito de preparar-lhe a gloriosa ressurrei��o numa bela manh� ensolarada de Domingo...A cruz n�o � s�mbolo de morte, mas de Vida.
� perda de tempo conversar com voc�s e tentar esclarece-los- balbuciou o esp�rito, quase a despedir-se.
Perda de tempo � tentar nos convencermos de que o Mal possua exist�ncia pr�pria...S� Deus existe de toda a Eternidade e Deus � Amor.
Amor que alimenta os p�ssaros, que veste os l�rios nos campos, que desabotoa rosas no espinheira, que acende estrelas no C�u, que embala as ondas do mar, que faz a chuva cair, fertilizando a gleba!...
Ante o silencio que se fez na sala, compreendo que a entidade se retirara. D. Modesta, voltando do transe, tinha l�grimas nos olhos. Sinceramente, at� hoje me pergunto se aquelas l�grimas que lhe escorreram nas faces provinham dos olhos dela ou do esp�rito comunicaste...N�o me atrevi a nada lhe perguntar.
No outro dia ap�s aquela noite tempestuosa em Uberaba, o Sol voltara a resplandecer e os pardais pipilavam, felizes, nos galhos das �rvores. Respirava a longos haustos, tentando refazer-me da luta, quando, para completar a minha alegria, vejo Paulinho e Mariana caminhando na minha dire��o. Mariana viera para uma consulta com o Ginecologista; o seu semblante estava radiante... Dr. In�cio- disse-me ela com o seu costumeiro e lindo sorriso- , veja como Deus � bom...O m�dico falou comigo que estou esperando g�meos!...Est� tudo bem e, segundo ele, ser�o duas crian�as saud�veis.
Os meus olhos se encheram de l�grimas... Onde estariam os meus malditos cigarros, que sempre acendia para tentar disfar�ar a vermelhid�o dos meus olhos ( eu estava ficando velho ,afinal), quando, com freq��ncia, me emocionava?!.
N�o pude dizer palavra. Apertei a m�o de Paulinho em cumprimento e abracei Mariana como se nela eu estivesse abra�ando tudo aquilo em que eu sempre acreditei- o Infinito e Misericordioso Amor de Nosso Pai! Em meu �ntimo, aquela noticia impunha silencio �s Trevas para sempre. Era o argumento definitivo da Vida!...
Agora, Doutor- explicou-me Paulinho-, a noticia ruim: estamos de mudan�a. Papai negociou o s�tio e estamos indo para Goi�s...Vimos tamb�m para nos despedir do Senhor. Desde que Junior partiu naquelas circunstancias, n�o d� mais para ficar naquela casa...D. Josefina ir� conosco e come�aremos vida nova.
Mas voc�s...- tentei falar com a voz presa na garganta.
Sempre daremos not�cias. N�o se preocupe. Temos para com o Senhor e este hospital imensa d�vida de gratid�o. Voc�s nada me devem- disse, finalmente, - Desejo que sejam felizes!...
Com um leve aceno � porta do Sanat�rio, vi, uma vez mais, aquele jipe empoeirado partir.
Quando entrava, Manoel Roberto me interceptou:
Doutor, venha depressa�... Tem um menino com convuls�o: ele chegou ontem e veio de Ver�ssimo...Os pais dizem que � lun�tico � anda pela casa, falando sozinho a noite. Risca f�sforos e j� ateou fogo na pr�pria cama...
Ser� mais um, meu Deus? � perguntei-me em voz alta, passando o bra�o direito sobre o ombro de Manoel Roberto e dirigindo-me ao pavilh�o, pronto para a luta, que estava longe de terminar!...........

UMA VIDA MISSION�RIA
Afortunadamente, sempre existiram, como existem, homens e mulheres que pondo em pr�tica suas potencialidades de v�rias natureza, consagraram a vida em favor de todos.
Escusado � nomear esses tantos esp�ritos verdadeiramente mission�rios que passaram, como passam, pelo mundo, fazendo o bem e promovendo o progresso real da humanidade, quando n�o se imolando em aras de amor ao pr�ximo. Tive, pois, a ventura de conhecer uma tal pessoa, nesta nossa triangulina Uberaba esp�rita. Durante mais de 40 anos de conviv�ncia fraterna, em atividades de comunica��o e express�o, atrav�s dos seus livros, da nossa � A flama Esp�rita� e das alocu��es doutrin�ria, muito me gratificou doar-lhe despretensiosa contribui��o profissional do idioma p�trio. Prestei-lhe, em verdade subsidio apenas tang�vel pelo aprimoramento antes est�tico que corretivo, porquanto o ilustre escritor jamais deixou de ser o dono da palavra certa e objetiva, na express�o do pensamento livre, nobre, corajoso, sincero e, sobretudo, humanit�rio!
Tenho, portanto, a satisfa��o de aqui estar referindo-me ao inesquec�vel Companheiro de Ideal, Dr. In�cio Ferreira, ora de novo retorno atrav�s do valoroso logopsic�fano uberabense Carlos Baccelli, neste excelente relato romanceado de suas atividades, por mais de 50 anos , como Diretor Cl�nico do Sanat�rio Esp�rita de Uberaba- Departamento do Centro Esp�rita Uberabense-, desde 31 de Dezembro de 1933, data da sua inaugura��o.
� guisa de minibiografia, consigne-se que o Dr. In�cio Ferreira de Oliveira nasceu em Uberaba (MG.), em 15 de Abril de 1904, filho do casal Sr. Jacinto Ferreira de Oliveira e D. Maria Lucas de Oliveira, casado com D. Aparecida Valicenti Ferreira e desencarnado em 27 de Setembro de 1988, na pr�pria cidade natal.
M�dico formado pela Universidade do Rio de Janeiro, clinicando em Uberaba, tornou-se esp�rita ap�s observar, com sincera inten��o de pesquisa e zelo profissional, os diferentes fatos neurops�quicos- verdadeiros dramas c�rmicos- relacionados com os enfermos internados no benem�rito nosoc�mio e verificou a inesquec�vel efic�cia da Terapia Esp�rita para a cura de dist�rbios nervosos e mentais.
Assim, com a imprescind�vel colabora��o da m�dium D. Maria Modesta Cravo, bem como do Enfermeiro-Chefe, Manoel Roberto da Silva, e de diferentes cooperadores, o Dr. In�cio Ferreira realizou important�ssimos trabalhos de abnega��o e intelig�ncia. De seus permanentes estudos e observa��es neste setor, resultaram livros especializados de Psiquiatria � luz do Espiritismo que, ainda hoje, s�o objetos de consulta no Brasil e no Exterior. � Novos Rumos � Medicina�, em 2 volumes, e � A Psiquiatria em face da Reencarna��o�, dentre outros, s�o dois exemplos frisantes, al�m deste not�vel reposit�rio de viv�ncia e trabalho caridoso, intitulado � Sob as Cinzas o Tempo�.
A seu cr�dito inalien�vel, perante a comunidade uberabense e perante a imortalidade cr�stica, importa mencionar a cria��o, pelo Dr. In�cio Ferreira, do Lar Esp�rita, inaugurado em 1 de Maio de 1949- institui��o de amparo e assist�ncia fraterna para meninas desvalidas, que o abnegado idealista construiu, com a participa��o de generosos doadores e dos Jovens integrantes da Uni�o da Mocidade Esp�rita de Uberaba, da qual cont�nua benem�rito Departamento.

Seguran�a Medi�nica- pelo esp�rito Miramez



A mediunidade � um Dom, um atributo do esp�rito, que nasceu juntamente com a m�nada, nos prim�rdios da sua delicada exist�ncia.
A mediunidade n�o depende de qualidades humanas para existir na sua fun��o natural. No entanto, h� leis que asseguram a sua posi��o, no campo em que opera. O m�dium pode transmitir mensagens de alto teor educativo e cient�fico, em favor da humanidade, como tamb�m servir de canal para esp�ritos zombeteiros ou pseudo-s�bios.
Essa varia��o est� na depend�ncia de como o m�dium leva a vida, seus sentimentos e as condi��es espirituais que vibram em seu cora��o. Para tanto, n�o basta somente boa vontade.
� necess�rio Ter compreens�o do objetivo do seu mandato e trilhar os caminhos que a ordem e a moralidade imp�em, numa vida pautada nas diretrizes da luz espiritual.
O candidato a m�dium deve suprimir da sua mente toda ordem de vaidade, todo tipo de impulso que o leva para o orgulho e a prepot�ncia, sempre se esquecendo das ofensas recebidas.>br> Esse deve ser o primeiro preparo, pois a agress�o certamente vir� ao seu encontro, para test�-lo no que j� aprendeu sobre o verdadeiro amor. Podemos chamar os testemunhos de �marcas do Cristo�.
Todo aquele que deseja ser Seu disc�pulo encontrar� espinhos nas Suas pegadas. N�o pode existir mediunidade iluminada sem f�, que � uma semente divina que haver� de nascer no cora��o do instrumento de verdade.
.... Se a mediunidade � fato natural no ser humano, a raz�o nos adverte de que o seu desenvolvimento n�o pode desobedecer � seq��ncia da naturalidade. Toda viol�ncia, nesse campo, tem como resposta o desastre e o desequil�brio psicossom�tico.
O erro que se nota em muitas casas esp�ritas � a tend�ncia de for�ar o desenvolvimento das faculdades medi�nicas, numa chamada insistente de esp�ritos de todas as qualidades, para que possam se apossar das pessoas presentes �s reuni�es.
Sentam-se � mesa, com vontade de servir, n�o resta d�vida, mas se esquecem das conseq��ncias que advir�o da falta de habilidade, na �nsia de fazer o melhor.
Os diretores das sess�es, comumente, s�o desprovidos de experi�ncias, para lidar com o invis�vel. Comandam uma reuni�o, chegando �s carreiras, e n�o se despregam os olhos do rel�gio para uma volta apressada, queimando, assim, todo o material flu�dico que os esp�ritos trazem, por amor e caridade.
E aquele magnetismo de pressa espraia-se pelo ambiente todo, fazendo-o esquecer-se da incumb�ncia que o levou �quela reuni�o, cujo objetivo � levar a tranq�ilidade a todos e o entendimento aos esp�ritos menos esclarecidos.
A base de uma reuni�o elevada �, pois, a seguran�a medi�nica, que se faz atrav�s da sabedoria do medianeiro, aliada ao amor incondicional.
Se �s candidato � mediunidade, se palpita em teus sentimentos a vontade de servir de instrumento � comunica��o dos esp�ritos, analisa quem �s para saberes com quem haver�s de se comunicar.
N�o podemos deixar de descrever o que se processa no trabalho medi�nico desavisado, �quele que desconhece a realidade espiritual: entre dois corpos que o esp�rito usa para comandar o f�sico, o astral e o et�rico, encontra-se estruturado um filtro, muito parecido com uma tela sutil, altamente trabalhado pela natureza, em conex�o com a intelig�ncia Suprema, que n�o se esqueceu de nada a nosso favor.
Essa tela et�rica, no dizer dos estudiosos das coisas espirituais, serve de barreira � comunica��o constante entre os dois mundos, permitindo t�o somente o interc�mbio com os esp�ritos superiores, j� que essa tela d� passagem aos fluidos pur�ssimos que prov�m das esferas.
Assim como o filtro de um lar d� passagem facilmente � �gua j� pura, sem ceder lugar ao l�quido polu�do, o mesmo se passa no campo do esp�rito. Todavia, � interessante saber que essa tela et�rica pode romper-se. E isso acontece com freq��ncia.
A�, o pr�prio m�dium, ao desenvolver-se, manifesta desequil�brio em todos os setores da sua sensibilidade.
Essa tela � feita de �tomos espirituais altamente afins, que se congregam por atra��o magn�tica da pr�pria consci�ncia, com o aux�lio dos guias do tutelado. Mas ela se rompe por variadas causas, contr�rias as leis naturais, como o fumo, que se volatiliza, no seu uso exagerado, e corr�i a tela sutil desse filtro flu�dico, que protege o medianeiro. O mesmo ocorre com o �lcool, a carne em demasia e as drogas.
Na parte mental, vamos encontrar os inimigos dessa seguran�a medi�nica, que s�o o �dio, a vingan�a, a maledic�ncia, a brutalidade, a usura.
Pensamentos que envolvem tais sentimentos provocam uma esp�cie de curto-circuito na tela et�rica, rompendo seus delicado filamentos e colocando o m�dium em estado de depend�ncia com os esp�ritos inferiores.
Eis a� a obsess�o, desequil�brio presente em grande maioria de medianeiros, em todo o mundo. Ainda existem outros perigos que mencionaremos depois, quando surgir oportunidade de conversarmos, pelos meios da escrita e da presen�a espiritual.
Como relatamos, a mediunidade n�o depende da moral do m�dium, mas a mediunidade com Jesus Cristo depende de auto-aprimoramento, nos conceitos do Evangelho.
Somente a viv�ncia dessa filosofia transcendental, ensinada e vivida pelo Mestre, aparelha o medianeiro para ser um verdadeiro instrumento da verdade, do amor e da caridade.
Quem n�o deseja modificar o sistema de vida que leva nas hostes do espiritismo de Allan Kardec, condensado nos livros basilares da doutrina, � bom que n�o tente ser ponte para aqueles que j� foram para o mundo espiritual.
O canal sujo suja a �gua que vem do c�u. E, se atra�mos o nosso semelhante pela lei de afins, o m�dium consciente do seu dever sabe a que tipo de entidade est�o servindo as suas faculdades. Se desejas fazer o bem a quem caminha contigo, ama muito, mas n�o te esque�as de instruir, sempre.
Educa, em todos momentos, mas lembra-te, constantemente, de aplicar a disciplina em teus passos.
Fala, nas horas certas, sem te esqueceres de vigiar o que dizes, para que possas dizer, na amplitude dos teus trabalhos, sem exig�ncias, como falou o grande ap�stolo dos gentios: �o Cristo em mim � motivo de gl�ria�.

Mediunidade de cura
A mediunidade de Cura � um Dom grandioso que foi usado com exuber�ncia, por Nosso Senhor Jesus Cristo, na Sua passagem pela Terra.
O m�dium de cura deve tomar certas provid�ncias em rela��o � sua pr�pria conduta, pois a sua mente influi, poderosamente, sobre todos os seus centros de for�as, e estes canalizam as suas indescrit�veis energias para onde os pensamentos do medianeiro determinarem, somadas as outras tantas riquezas, de que o cora��o � portador.
Os fluidos vitais armazenados pelo ba�o, que mais se enraizam no seu duplo, s�o fornecidos pelo astro rei, que nos fecunda a todos, e s�o sempre reavivados pelos nossos sentimentos de amor, ou ent�o desmerecidos pelos nossos impulsos inferiores.
...O sensitivo deve conhecer a si mesmo, antes de saber alguma coisa sobre os outros; exigir de si o que pode dar aos semelhantes; e n�o pedir a ningu�m compreens�o. O m�dium de cura � sempre o doador, a fonte de tranq�ilidade, ajudando e tornando a ajudar na cria��o da verdadeira felicidade.
A �gua de cada lar � filtrada pelos esfor�os humanos e valorizada pela assist�ncia espiritual, por b�n��o de Deus. Assim � a energia c�smica, de natureza divina, penetrando em nossos filtros energ�ticos. Quando compreendemos, enriquecemo-nos com esse fluido sutil, dando indica��es na correspond�ncia que o amor indicar.
A mediunidade de cura tem muitos pontos a ponderar. Os m�diuns t�m a sua parte a ser feita no preparo dos fluidos que dever�o ser distribu�dos aos que sofrem e, portanto, s�o respons�veis pelo que d�o. A responsabilidade � muito grande, na seq��ncia dos trabalhos que nos competem, em favor de n�s mesmos, de nossa consci�ncia, e de nosso pr�prio cora��o.
...Combate, nos teus sentimentos, todos os tipos de melindres. Eles s�o sutis. Por vezes desconheces suas exist�ncias palpitando no fundo da alma. Eles se escondem nas dobras da vaidade e t�m ainda o poder de chorar, para mostrar com mais evid�ncia que algu�m os feriu.
No momento de curar os enfermos ou dar al�vio aos que padecem, n�o podes alimentar o �dio, pois ele gera imprud�ncia. N�o podes assegurar a inveja, pois ela faz crescer a usura.
N�o podes cultivar a prepot�ncia, pois ela irrita as sensibilidades, dispersando o que de bom os c�us nos ofertam. � de justi�a que todo m�dium de cura se certifique, por si mesmo, de que tudo o que doamos volta a n�s, por processos que, �s vezes escapam ao nosso entendimento.

A posi��o de um m�dium
Os assistentes de uma reuni�o medi�nica formam sempre uma heterogenia no campo mental. Os pensamentos, nas suas varia��es, guardam mais afinidade com o m�dium, ou a ele se dirigem por imposi��o dos participantes. O m�dium � sempre visado.
� bom que te lembres disso todas as vezes em que praticares a mediunidade. A atmosfera que acompanha o intermedi�rio dos esp�ritos � de alta sensibilidade e sempre cede � vontade do instrumento das almas desencarnadas.
Se essa vontade � educada, criar� defesas naturais, perdendo a afinidade com o mal e estabelecendo harmonia, de modo a assegurar o equil�brio do intermedi�rio dos esp�ritos.
O que chamamos de repercuss�o s�o pensamentos de sabores diferentes nascidos em muitas mentes e encaminhados para a mente do m�dium que, em seguida, sofre os desajustes dos mesmos na sua c�mara sens�vel de fluidos imponder�veis.
Certamente os esp�ritos benfeitores ajudam, mas nem sempre o necess�rio, pois existe a parte do sensitivo, que s� ele deve fazer. O m�dium pode ser levado ao desgaste tanto do f�sico quanto emocional.
As energias que circulam nos centros de for�as distribu�das e redistribu�das em todo o corpo, podem sofrer perda com a repercuss�o, �s vezes de modo irrepar�vel. Os pensamentos dos assistentes s�o for�as virgens que podem ajudar ou destruir, conforme a educa��o de cada um.
Eis porque aconselhamos, em todos os tipos de reuni�es, leituras elevadas, de cunho evang�lico, acompanhadas de coment�rios feitos por pessoas que saibam lidar com as palavras nas �reas que constr�em, alertam, educam e despertam esperan�a naqueles que ali se re�nem � procura do Senhor.
A posi��o do m�dium � delicada. Ele est� sempre no meio das trevas, procurando fazer luz. Os sofredores s�o muitos a buscarem conforto. O m�dium sem Cristo � ambiente sem paz. Aquele que n�o deseja educar-se, n�o serve para servir.
A doutrina dos esp�ritos � uma escola que veio com a miss�o de mostrar aos novos seguidores do Senhor um caminho bem melhor que tantos outros em evid�ncia no mundo: o caminho do amor.
Podes ouvir e conversar com as pessoas que procuram conforto e sa�de, por�m n�o deves alimentar o mesmo desequil�brio nas tuas emo��es. Certamente n�o � preciso responder-lhes com aspereza, porque a caridade educa a tonalidade da voz e � for�a disciplinadora dos pr�prios gestos.
O bom senso deve ser a t�nica de todas as conversa��es. Seja qual for a situa��o dos nossos irm�os que sofrem, n�o devemos sofrer com eles. Bastam-nos os nossos fardos; se os levarmos sem reclama��es, j� teremos cumprido um dever que alivia a consci�ncia.
O m�dium que j� se candidatou a disc�pulo de Jesus n�o fere o companheiro. Procura esclarecer, se n�o pela palavra, pelo exemplo. Perdoa sem condi��es, sem anunciar o perd�o, e aben�oa pelo que faz, sem desejar recompensa.
O transe medi�nico � ato muito s�rio, o que nos compete analisar. A nossa mente se abre em flor em busca do que desejamos fazer, auxiliando.
E o que vem de fora, encontrando sintonia no que est� dentro, acasala-se na conjun��o da pr�pria natureza, formando algo que nos ajuda ou nos perturba. O m�dium deve ser reto, nas suas qualidades de pensar, de saber e de sentir.
Os sentimentos s�o for�as que se irradiam a todas as dire��es que indicamos e que reclamam os iguais, retornando � fonte de onde surgiram para se multiplicarem, desfazendo-se na pr�pria personalidade como energias gastas alimentadoras de desequil�brios ou como fluidos imponder�veis da natureza divina, que fortificam a alma para a liberta��o.
... A posi��o do sensitivo ante sua mediunidade � que sua l�ngua deve perder a for�a de ferir, suas m�os a for�a de revidar e suas id�ias a for�a de contrariar as leis de Deus.
Todos os m�diuns s�o testados por meios variados. Por onde n�o se espera � que o inimigo chega. O defeito que insistimos em apontar nos outros � o que temos com mais sali�ncia. A casa do vizinho est� sempre alterada, quando analisada pela raz�o em dist�rbio.
Se tiveres que chorar por algu�m que errou, chora por ti mesmo. Se tiveres de alterar a voz com irm�os que julgaste incursos em erro, altera a voz contigo mesmo. Se tiveres de anunciar alguma virtude que n�o possuis, fala das qualidades dos companheiros e dos esfor�os que eles fazem para melhorar.
A posi��o do m�dium no lugar em que foi chamado a trabalhar � a de servir de instrumento para o bem em todas as dire��es da vida. Quando vamos trabalhar na caridade, recebemos de Deus uma cota de luz divina, mas n�o podemos esquecer que tal cota � para ser doada, e se ela se transforma fielmente no que desejamos que ela seja, torna-se uma carta com endere�o certo.
Eis a posi��o do m�dium diante da consci�ncia.

Sess�o de desobsess�o
A Obsess�o � quase generalizada entre as criaturas e a desobsess�o por isso, torna-se um trabalho dif�cil entre os homens.
Muitas reuni�es esp�ritas perdem tempo e energia sublimada para conseguir a desobsess�o de alguma criatura que ainda n�o pensou em melhorar-se. Os esp�ritos re�nem-se por sintonia. Isso � do conhecimento de todos, principalmente dos estudiosos da doutrina esp�rita, e de outros ramos do espiritualismo. Os iguais se unem , esta � uma lei universal, n�o somente quando se trata dos esp�ritos, mas e certamente, de todas as coisas.
Portanto, enquanto pensares e viveres no clima dos esp�ritos inferiores, ser�s um deles e ter�s suas companhias permanentemente.
O espiritismo se estende por todo o Brasil, de norte a sul e de leste a oeste, com a miss�o grandiosa de levar consolo e instru��o espiritual �s pessoas que sofrem. No entanto, � indispens�vel o bom preparo em todos os sentidos, para n�o ofertares �gua pot�vel.
O ignorante n�o compreende adequadamente as leis, mas mesmo assim, a elas est� sujeito. Assim como n�o deves tomar banho em �gua suja, n�o deves ensinar o que n�o dominas suficiente e equilibradamente.
A mediunidade � um Dom generalizado em todos os povos, por�m o conhecimento dela � pequeno. A pr�pria raz�o humana te diz que, para dirigir-se um carro, deves aprender primeiro todos os segredos do seu manejo, porque, j� dizia Jesus, que quando um cego guia outro cego, ambos podem cair no despenhadeiro.
� comum no meio esp�rita, o desequil�brio emocional em decorr�ncia de pr�ticas nascidas de velhos conceitos e antigos condicionamentos do �fulano falou� ou �sicrano viveu tal e qual modo de vida�.
A doutrina esp�rita � uma escola que, a cada ano, apresenta modalidades diferentes, mais l�gicas, porque o progresso � o mesmo Deus nos pedindo para subir. Os obsediados ou familiares dos mesmos, buscam al�vio nas reuni�es esp�ritas e muitas vezes n�o encontram a devida orienta��o para a busca de si mesmo ou, quando encontram, dispensam os modos sugeridos por carecerem de certas reformas na modalidade de pensar e viver.
A obsess�o � uma doen�a, por vezes cr�nica, cabendo ao obsediado uma cirurgia moral, que sempre traz conforto e equil�brio para o corpo que o esp�rito usa em sua passagem pela Terra.
...Todas as pessoas, sem exce��o, que entram, por qualquer motivo, em um centro esp�rita `procura de al�vio, ou mesmo para desenvolver suas faculdades, devem obedecer � naturalidade. O seu primeiro caminho � iniciar o trabalho em favor do pr�ximo e o segundo � se instruir, come�ando a caridade consigo mesmo, para que n�o venha a cair em tenta��es ou sair pior do que entrou na organiza��o onde veio buscar a paz.
N�o existe equil�brio sem esfor�o, n�o existe conquista sem trabalho honesto. Onde falta o amor, ali n�o permanece o reino de Deus. Estamos vivendo uma �poca de grandes contrastes, sendo comum suas manifesta��es desequilibradoras entre os esp�ritas. Uns montam uma disciplina tamanha sobre a mediunidade que cortam as possibilidades de interc�mbio entre os dois mundos.
Outros relaxam, em se tratando da educa��o, o que acaba favorecendo �s hostes das trevas, onde falsos profetas invadem a casa por acharem as portas abertas.
A pr�pria caridade tem de ser bem entendida em todas as linhas de ajuda ao pr�ximo. A benefic�ncia ajustada com a necessidade espiritual da criatura quase sempre n�o � aceita, por mostrar que n�o h� necessidade de esfor�o pr�prio para atingir algum progresso.
A doutrina dos esp�ritos traz uma bandeira da maior import�ncia para a humanidade, com letras que brilham sem que os s�culos consigam apag�-las: a renova��o do homem- fazer nascer o homem novo dentro do homem velho.
A obsess�o � muito sutil, de forma que todos a temos em menor e ou maior grau. Entretanto, se nos apegarmos ao estudo s�rio, reunindo-nos sempre em conjunto com aqueles que desejam melhorar, descobrimos com mais facilidade as nossas defici�ncias e encontramos for�as para corrigi-las com maior desempenho.
N�s j� visitamos muitos grupos especializados em desobsess�o. Aos nossos olhos se apresentam como numa verdadeira festa infantil, onde o esp�rito chora, promete, arrepende-se, mas n�o acha campo, nem no m�dium nem no dirigente para suspender as suas promessas porque, por vezes, eles fazem o mesmo que pedem ao esp�rito para n�o fazer.
E os assistentes que vieram ficar livres das companhias espirituais, no outro dia arranjam outras piores, ou em maior quantidade, como se refere o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. No dizer comparativo, sai um e v�m sete. Quando se corta uma �rvore, o que dela fica n�o a desejamos, ela desaparece da nossa companhia e das nossas vistas.
Deves estudar a causa da obsess�o e atingir at� onde ela est� sendo gerada, se queres ficar livre desse desequil�brio. O tratamento pode e deve ser demorada.
O conhecimento nos induz a crer que toda cura nesse sentido, feita de um dia para outro, � mais perigosa que a pr�pria obsess�o. Este terr�vel inc�moda �, no fundo, um chamado para que despertemos os nossos valores espirituais, passando a compreender o que significa a vida e a necessidade que temos de amar a Deus sobre todas as coisas e ao pr�ximo como a n�s mesmos.
Nestas poucas linhas, n�o podemos tratar de tudo o que se refere � tranq�ilidade da consci�ncia. Para atingir t�o elevado objetivo, estamos tentando escrever um livro, como existem milhares de outros com o mesmo fim.
O mundo espiritual honesto est� encontrando barreiras intranspon�veis nas pr�prias reuni�es, por faltar nos componentes dos trabalhos conhecimentos sobre o que se faz.
� bom que nos conscientizamos de que uma simples palavra com um esp�rito endurecido n�o vai modific�-lo de uma hora para outra. Analisa os teus pr�prios defeitos, observa a vida no lar, e deixa a raz�o responder-te como demoram certas mudan�as, para que o Cristo possa aparecer no cora��o e dizer-te: � A paz seja convosco �.
M�dium e mediunidade

...A mediunidade que tem compromissos com o Cristo na Terra, n�o pode se esquecer de subir o calv�rio, com a cruz nos ombros, representando sacrif�cios de v�rias esp�cies: a ren�ncia � a caracter�stica de seus passos; o perd�o, uma norma di�ria em sua vida; o trabalho, uma obriga��o sem queixa.
A ora��o, um dever silencioso; a alegria, uma manifesta��o de gratid�o por tudo o que v� e recebe da vida. A l�ngua deixa de ferir e a cabe�a passa a ser um ninho de pensamentos nobres. Tudo o que faz, ela o faz por amor.
O m�dium deve esfor�ar-se para ser um exemplo vivo de paz e de esperan�a. N�o estamos aqui desmerecendo os sensitivos, mas � justo que eles reconhe�am a posi��o em que se encontram. N�o podemos fugir nunca �s normas da boa conduta, porque atra�mos o que somos na pauta da vida e o que vibramos por dentro manifestamos por fora.
N�s mesmos usamos a palavra sensitivo como m�dium, como recurso de linguagem comum na literatura espiritualista. No entanto, na profundidade do assunto, o sensitivo � um futuro m�dium, com a capacidade que a sua evolu��o determinar.
O carv�o � uma promessa do diamante, como o homem o � do anjo.
N�o estamos diminuindo quem quer que seja perante seus afazeres na face da Terra, mas apenas esclarecendo d�vidas e mostrando dimens�es que devemos conhecer, para que possamos desempenhar as nossas atividades com a consci�ncia tranq�ila e o cora��o pulsando com a ordem do universo.
A doutrina esp�rita � um acervo de conhecimentos que nos ajuda a conhecer a verdade, e o esp�rita n�o pode esquecer o saber, porque o pr�prio amor depende muito da sabedoria, para brilhar como um sol dentro do cora��o.
Ningu�m faz m�diuns, a n�o ser Deus, no transcorrer do tempo. Entretanto, a miseric�rdia do Senhor foi tanta, que nos ofereceu escolas e mestres renomados, a nos mostrarem os caminhos da auto-educa��o e da disciplina, no sentido de despertar a luz que j� existia dentro da criatura.
For�ar a mediunidade � ignorar leis que regulam a vida: a naturalidade � a fisionomia dos anjos, nas m�nimas coisas da exist�ncia.
Estamos entrando em uma �poca apocal�ptica, onde h� muita coisa boa e muita coisa ruim: escolhemos o que achamos melhor. O mundo est� passando por transes dif�ceis, porque dificultamos as coisas f�ceis. Procura viver na simplicidade, em tudo o que fazes, que entrar�s na atmosfera do bem e ele te tra�ar� os caminhos que te levar�o ao amor.
M�dium! Se exercitas tuas mediunidade, lembra-te da tua parte, porque quem n�o conhece os caminhos por onde passa, poder� errar a estrada e, com maiores dificuldades, tentar� chegar ao seu destino.
Devem brilhar na nossa mente e no nosso cora��o estas palavras da codifica��o do espiritismo: amar e instruir.
Energia medi�nica

A mediunidade em alta fun��o evang�lica, faz circular, em torno do medianeiro, uma energia divina, capaz de remover de qualquer pessoa muitas doen�as e problemas v�rios, servindo como li��o e despertar em quem recebe o calor da verdade, que sempre liberta.
A energia medi�nica, quando nascida de um cora��o bem formado no bem comum, computa outras for�as similares, e transforma-se em magnetismo superior nas m�os dos benfeitores invis�veis, cuja disposi��o de servir faz com que muitos necessitados recebam o conforto e a paz, predispondo as criaturas � esperan�a e ao trabalho, avivando, igualmente, o interesse para os segredos da natureza.
N�o estamos colocando o m�dium como anjo, nem qualificando-o de santo. O m�dium instru�do e educado � apenas um homem que entendeu o chamado da vida para a sua pr�pria felicidade. Ele � um devedor comum, com possibilidades de ressarcir suas velhas d�vidas na casa banc�ria da consci�ncia.
A energia medi�nica flui das suas m�os, da mente e da boca, como fonte de vida e, dependendo da vida que leva, com um potencial inesgot�vel, quando o amor domina o seu cora��o.
Querer ser m�dium, muitos desejam, ardentemente. No entanto, passar pelos caminhos que devem ser trilhados por um instrumento sens�vel ao bem, poucos suportam. H� muitas flores na roseira, mas os espinhos s�o incont�veis.
O descortino da energia medi�nica, com Jesus, transcende a vasta literatura j� escrita e ainda o que se possa escrever, por muito tempo. Comandada por mente adestrada, a mediunidade assegura o bem-estar em todas as suas modalidades, e sustenta a esperan�a em todos aqueles que conhecem e confiam no seu mecanismo.
� nesse empenho que trabalhamos, sem esmorecer, no preparo dos m�diuns de boa vontade, para que o amor se estenda por toda parte, levando a confian�a e a certeza de que a vida continua, consolando os que sofrem e choram, no ambiente da d�vida.
M�dium nenhum est� livre do guante da dor, nem dos arrochos dos problemas. Essas duas for�as fazem com que eles caminhem para o verdadeiro sentido das suas miss�es, no minist�rio da vida. Eis a� a raz�o das sucessivas devassas na vida dos m�diuns em evid�ncia, nunca em busca da verdade, mas sempre a procura da mentira.
Como os iguais sempre se atraem, por lei, aqueles que realizam tais devassas, come�am a identificar fatos, quase sempre distorcendo-os, colocando o medianeiro, mesmo o mais vigilante, como embusteiro.
O intermedi�rio dos esp�ritos, comprovado por muitos anos nas lides do amor, que n�o vende nem compra, que n�o fere nem altera a lei da caridade, � um verdadeiro laborat�rio onde transmudam todos os tipos de fluidos, em luz benfeitora, enaltecendo a vida e estimulando cora��es para uma conduta reta, em todos os aspectos.
O m�dium curador n�o precisa, em todas as horas em que se dedica �s suas faculdades, receber os esp�ritos amigos que o auxiliam nesse trabalho de luz. A sua presen�a j� configura a presen�a deles, trabalhando deles, trabalhando nos dois planos, objetivando um s� ideal: a harmonia de todas as criaturas.
A doutrina esp�rita surgiu na Terra para disciplinar a mediunidade e, na seq��ncia, prover uma educa��o nos moldes dos preceitos de Jesus. Quem n�o se sujeita �s modifica��es necess�rias, pode n�o se dar bem com a Lei, estabelecida do Criador em todas as linhas da Sua Cria��o.
Cada pessoa pode ser uma fonte de magnetismo animal, de amor ou de disc�rdia.
Quando procura e entende as leis naturais, serve sempre para ajudar, servindo de instrumento onde haja necessidade. Mas, se ignora o bem que pode fazer, cria embara�os para os seus pr�prios p�s. O m�dium com os dons aflorados, como um terapeuta divino, sentir-se-� dotado de mil meios, providos pela espiritualidade para a cura mais eficiente das criaturas enfermas.
Quando um grupo de criaturas afins se re�nem, com os sentimentos puros, no af� de ajudar, o ambiente torna-se qualificado e, havendo um m�dium curador nesse meio, ele se sentir� fortificado pela f�, que � manifestada em conjunto.
A energia medi�nica desprende-se do m�dium, busca as for�as compat�veis nos companheiros e se agiganta para restabelecer os enfermos e equilibrar os pensamentos dos sofredores.
Se algum irm�o manifestar desconfian�a no mediador, ele estorvar� as energias sublimadas em a��o, e isolar� a for�a curativa e a disposi��o dos auxiliares invis�veis. A pessoa que n�o tem sintonia com o grupo, no trabalho da caridade deve se afastar, para n�o atrapalhar.
Costumamos falar que o m�dium, no servi�o da fraternidade, quando est� rodeado de companheiros que com ele n�o simpatizam, apaga a luz que surge dos seus sentimentos, j� que n�o existem, no ambiente, combust�veis para a propaga��o luminosa.
� este assunto e muitos outros de capital import�ncia, que sempre pedimos a todos para estudar com mais profundidade, na vasta literatura espiritualista, porque, se cada um compreender a mec�nica das leis, a harmonia se far� mais f�cil e a felicidade mais duradoura.
Limpemo-nos, pois, do ci�me, e apaguemos os melindres do orgulho e da vaidade, se quisermos nos tornar livres, alcan�ando um estado de consci�ncia tranq�ila.
A mediunidade � um Dom que n�o altera nem apaga os outros sentidos f�sicos, mas � uma for�a poderosa para a educa��o de todas as nossas qualidades, porque re�ne meios para nos fazer compreender e sentir o melhor para a nossa felicidade.
Todos conhecemos o bem e o mal e sabemos o que devemos escolher, mas para isso nos faltam desprendimento e m�todo, que podem nos levar � consci�ncia do equil�brio e a compreender o tipo de vida que nos cabe viver bem.
M�dium, lembra-se da energia medi�nica que se encontra � tua disposi��o, e usa-a com crit�rio.
Ela � virgem e, sem as b�n��os da raz�o, obedece cegamente aos teus sentimentos, tomando o car�ter das tuas id�ias. S�o sementes vivas e nascedouras, que sempre voltam para as m�os de quem plantou. Confere o que dizemos e faze o que a consci�ncia em Cristo te inspirar. Que Deus te aben�oe.
Escola de M�diuns

A doutrina dos esp�ritos abriu a escola para todos os m�diuns que queiram se educar, na disciplina que o bom senso descobriu.
No entanto, essa escola exterior desaparece quando o m�dium est� pronto, favorecendo o surgimento do Cristo de Deus no seu universo interno, a gui�-lo por todos os caminhos, sem que seus p�s tropecem nos emaranhados roteiros das sombras.
Os m�diuns devem seguir os passos que lhe s�o tra�ados nas escolas da doutrina codificada por Kardec, at� se tornarem livres por conhecerem a verdade, pois � a verdade que nos guia, a todos, de acordo com a nossa posi��o evolutiva na ascens�o para Deus.
� necess�rio que observes as escolas do mundo, at� certo ponto, no preparo do aprendiz. � imprescind�vel que fiques dependente, para depois abrires os bra�os para o infinito, e te tornares consciente dos pr�prios atos. As repeti��es nos bancos escolares for�am a intelig�ncia a abrir a intui��o, de maneira que cada um seja guiado por se Cristo interno, na divina fun��o de ser livre entre os homens, mas sempre ouvindo o grande Soberano do Universo.
O esp�rito, na profunda filosofia espiritual, nada aprende. Tudo o que ouvimos dos outros e tudo o que vemos nos livros, incluindo outros m�todos de aprendizagem, visa somente a nos acordar, despertar o que existe dentro da consci�ncia, porque Deus, sendo a suprema perfei��o, n�o iria fazer nada imperfeito. N�s n�o temos somente seis ou sete sentidos.
S�o milhares, os nossos dons. Os outros escapam ainda ao progresso humano. Depois de desenvolvidos ou despertados, no alvorecer do tempo e nas b�n��os de Deus, passamos a entrar no que podemos chamar de todo da conscientiza��o, da sabedoria e do amor, em face do que o nosso mundo comporta na sua escala evolutiva.
A doutrina dos esp�ritos somente cumprir� seu dever, ante as promessas estabelecidas com o Cristo para reviv�ncia do Cristianismo no Mundo moderno, se os esp�ritas se derem as m�os no que tange a esses dois movimentos: educar e instruir. De outra forma, n�o haver� solu��o para a paz, na Terra.
Todos somos m�diuns, quem n�o sabe disto? Mas n�o basta sermos medianeiros dos esp�ritos. � preciso verificarmos a lei de atra��o, que rege e sustenta todos os mundos. Atraia, para teus canais medi�nicos, o que �s, nos caminhos de cada dia. O � diz-me com quem andas, que te direi quem �s � � muito importante para os m�diuns e mais importante ainda � o � diz-me o que �s, que te direi com quem andas �.
O primeiro passo do sensitivo � a reforma dos costumes. Tudo na vida deve buscar a harmonia, em primeira inst�ncia, pois a harmonia � a t�nica do amor. O mundo inteiro j� foi palco de milh�es de m�diuns de esp�ritos das sombras.
Faz-se necess�rio que eles, agora educados e iluminados, sejam m�diuns dos benfeitores da luz, cabendo a maior parte dessa educa��o e espiritualiza��o �s escolas esp�ritas, desde que elas n�o se esque�am do Mestre dos mestres, que subiu para os altiplanos, mas deixou a li��o, na Terra.
Todos n�s somos herdeiros divinos do Senhor. Quando algu�m bater �s portas do Templo, com os dons aflorados, na posi��o dada por Allan Kardec, como m�dium, n�o te esque�as das primeiras ao iniciando, porque, no amanh�, ele vai fazer da mediunidade o que o teu exemplo indicar hoje. Inicia o companheiro, no trabalho da caridade, que ela � a melhor e a mais bem orientada escola de Jesus. O pr�ximo � sempre a nossa extens�o.
Examina os impulsos dos irm�os que desejam comunicar-se com os esp�ritos, e mostra-lhes os perigos que correm, sem o preparo dos sentimentos. A dire��o de uma reuni�o esp�rita � de muita responsabilidade, diante dos freq�entadores.
N�s todos mostramos por fora o que somos por dentro. A escola de m�diuns � muito necess�ria, porque ela vai ajudar a ti mesmo te libertares das condi��es humanas, seguindo a intui��o divina.
O Cristo somente nasce no cora��o quando o amor nos liberta das barreiras estabelecidas pelas religi�es do mundo.
O M�dium ante o doente

O instrumento medi�nico que deseja andar com Jesus n�o pode esquecer de que tudo o que fizer, deve faz�-lo por amor. O amor � o caminho elevado que garante o equil�brio da mediunidade, em toda a sua fun��o grandiosa de servir, em variadas diretrizes.
O Evangelho Segundo o Espiritismo nos fala para onde a caridade pode nos conduzir, e a instru��o nos � dada, em esp�rito, pelo Ap�stolo dos Gentios. � sem nenhuma mescla de d�vida que convidamos a todos os m�diuns para esse labor divino de benevol�ncia, que n�o especula, nem exige.
Devemos Ter, como norma, se poss�vel todas as semanas, o prazer de visitar os enfermos, levando a eles nossa palavra de consolo e de esperan�a, para que nas�a, em seus cora��es, aquele ambiente de serenidade que inspira o verdadeiro amor. O mesmo amor idealizado por Jesus, quando disse: � Amai-vos, como eu vos amei �.
...A mediunidade tem muitas gl�rias, mas n�o as gl�rias que o mundo costuma oferecer. O maior contentamento que prov�m dela � o de podermos ser �teis, sem que os outros saibam da nossa utilidade, procurando perdoar os irm�os, sem vislunbres de humilha��o. Adverte-nos o bom senso de que o sil�ncio � o melhor ambiente para o esquecimento do mal.
O m�dium que for v�tima da maledic�ncia n�o deve remoer ressentimentos, para n�o entrar na faixa do perseguidor. Quando oprimido e perseguido, deve procurar, no Evangelho algo de bom, como por exemplo: �Quando algu�m bater em tua face, oferece-lhe tamb�m a outra�.
Quando o m�dium for ferido em sua sensibilidade, deve preparar-se novamente para outras etapas, pois quando estas vierem, j� estar� firme para o esquecimento de todas as ofensas.
Eis a� o perd�o, que liberta de todas as tenta��es das trevas. N�o devemos perder a f�, porque a confian�a nos poderes de Deus nos torna maiores diante de tosas as investidas do mal e nos fortalece para que consigamos, sempre, livrarmo-nos das emboscadas daqueles que odeiam a luz.
...e por estarmos falando aos m�diuns, sobre os enfermos, queremos que nos escutes, mais uma vez: n�o te esque�as dos doentes, porque eles s�o portas que te levar�o para a paz, se tu visitares por e com amor.
Costumes dos M�diuns

... E mediunidade, sem educa��o e disciplina, sem ordem e sem trabalho na caridade, � oficina de esp�ritos inferiores, onde podem surgir, constantemente, todos os tipos de desequil�brios, ps�quicos e org�nicos, nos pr�prios instrumentos e nas criaturas de boa f�, levadas, por eles, aos festejos das sombras.
A porta para a reforma interior � a caridade. E n�o h� caridade sem trabalho. Portanto, entrega as tuas m�os a esse exerc�cio, e empenha teu cora��o no amor, que os teus caminhos ficar�o mais claros, e teus p�s poder�o andar sem trope�os inconvenientes.
� necess�rio que m�dium se prepare, antes de ajudar os outros, para saber como conv�m ajudar. O esp�rito que se esfor�a por sua ilumina��o interna, encarnado ou desencarnado, n�o faz favor a ningu�m. Ele est� conquistando a sua pr�pria paz. E somente ele vai desfrutar da tranq�ilidade imperturb�vel da sua consci�ncia. Tudo nessa sociedade se vende e se compra.
Quando se d�, espera-se a resposta da d�diva. Quando amam, exigem amor de volta; quando sorriem. N�o dispensam sorrisos.
A linha de Jesus � outra. E a doutrina dos esp�ritos, que revive o Mestre Jesus, apresenta outra modalidades educacionais superiores: nada receber nem exigir, em troca daquilo que se oferta. Por isso, a mudan�a dos costumes contr�rios ao bem � um preparo para que o amor se fa�a, do modo que Jesus nos ensinou a amar.
Adestramento Medi�nico

Os companheiros que se re�nem nos ser�es evang�licos, procurando firmar as qualidades nobres, para em seguida, atra�rem a nobreza espiritual, n�o podem esquecer a vigil�ncia constante, em todos os momentos da vida, nem o �orar e vigiar� lembrado por Jesus a todos os Seus disc�pulos.
A mente dos que seguem as qualifica��es da Boa Nova deve se ocupar com pensamentos elevados, para que a boca sirva de instrumento de paz aos atribulados e de orienta��o luminosa aos que permanecem nas trevas. Ela deve falar, com proveito, onde quer que seja, sem esquecer da esperan�a, do incentivo do Bem e do exerc�cio da caridade, como um sol de vida.
O m�dium n�o pode exercer suas faculdades sem o clima da harmonia que a disciplina imprime no seu car�ter.
No entanto, a ordem, com exagero, endurece os sentimentos; o policiamento, em demasia tira toda a liberdade do vigiado.
� comum, observarmos m�diuns em completo desleixo das suas faculdades, com as portas todas abertas e a casa em abandono, como tamb�m medianeiros fortes, fechando sistematicamente as portas, negando a pr�pria luz que os orienta. Os extremos s�o perigosos, em quaisquer circunst�ncias.
... O m�dium � um galho que pode dar muitas flores e propiciar, a muitos, o perfume da esperan�a e da sa�de. No entanto, se ele se apartar do tronco, que � o Evangelho educador, morre, sem saber que est� morto. Toda escola, por bem aparelhada que seja, quando se esquece do amor, passa a n�o significar nada para a vida do estudante, porque o amor � a ess�ncia da vida. Se tratas bem a que te admira, esta apenas trocando cortesias. Mas se amas a quem te odeia,
proporcionas ao ofensor meios para fazer o mesmo, e sais do dever para alcan�ar ao plano da caridade.
Cultura do M�dium

...As reuni�es de car�ter leviano, comumente, est�o sempre cheias, e quando se re�nem para o estudo s�rio, para um aprendizado mais concreto, s�o poucos os que ali se congregam, quando deveria ser o contr�rio.
� de notar que uma pessoa pede v�rios conselhos, �s vezes em um m�s de reuni�o, esquecendo-se de que cada p�gina de um livro constitui no m�nimo, uma orienta��o das melhores. Isto prova que tal pessoa n�o est� lendo, esquece o condicionamento da boa leitura. Os momentos que deveriam ser dedicados � leitura s�o trocados por coisas in�teis � sua evolu��o, por apegar-se ao desculpismo, j� que o tempo � escasso.
O que fazer com os dons.

... O orgulho e a prepot�ncia s�o entraves do aprendizado maior. Deves despir-te das ilus�es, que escondem, sempre, a ignor�ncia. Todos os mestres , esqueceriam o que aprenderam, no correr dos anos. Ningu�m ensina sem aprender, nem aprende sem ensinar. Quem come�a a pensar no desejo de se instruir j� inicia a busca. E, se a sinceridade envolve seu cora��o, consegue ser beneficiado pela lei revelada por Jesus, quando disse: Batei e abrir-se-vos-�, buscai e achareis�.
...Nenhuma criatura est� separada do todo. Estamos ligados uns aos outros por fios invis�veis que nos fazem sentir o pr�ximo, suas necessidades e os seus valores. Quem aprendeu a ajudar, est� tendo cr�dito no banco universal. Quem s� recebe ajuda, deve e haver� de saldar.
Os corpos espirituais

� bom que n�o nos esque�amos de que temos muitos corpos espirituais e que eles est�o ligados ao modo de vida que levamos. A nossa mente s�o m�os que plantam, e as sementes s�o nossos desejos.
A lavoura � imensa, no terreno da consci�ncia. Tudo o que se planta viceja, e quem planta � dono da colheita. A humanidade est� passando por dentro de um alagadi�o pegajoso, onde os fatos passados prendem os p�s das pessoas ao pr�prio ch�o dos acontecimentos.
Devemos perseverar com �nimo, na caminhada, ate o fim da jornada, pois adiante, o c�u � claro e a vida nos norteia para a Luz. Ningu�m est� isento do esfor�o pr�prio. Devemos construir os nossos destinos com as b�n��os de Deus. Estamos falando aos homens, que s�o esp�ritos vestidos com a t�nica da carne e que no amanh�, estar�o conosco, para instru�rem os que ficaram.
Meditemos no corpo f�sico, essa j�ia divina, para conhec�-lo, porque ele abre as portas da revela��o dos outros corpos que existem, dentro e fora dele, ajudando-nos a colher os gr�os de luz da felicidade.
O Passe Coletivo

...Estamos querendo dizer a todos os companheiros que, se o c�u existe dentro de n�s, como nos disse o Cristo, os recursos da felicidade n�o podem estar em outro lugar.
� preciso entender e busc�-los. Conhecer a si mesmo � a chave da vida, para o encontro da paz. Quando o Evangelho nos fala que �fora da Caridade n�o h� salva��o� , � porque todo ato de amor � uma caridade e, nesse ambiente de harmonia, despertar-se-�, em nossos cora��es, um manancial indescrit�vel de luzes, at� ent�o desconhecidas para n�s, que podemos us�-las, na medida em que o bem nos chama a servir.
� preciso que compreendamos o valor da educa��o e da disciplina de todos os nossos pensamentos, para que, nos fios dos sentimentos, o magnetismo animal que se despreende do medianeiro torne-se em b�n��os de Deus, para o Bem estar coletivo.
N�o podemos nos esquecer de que cada um recebe o que se disp�e a receber, pelas linhas da conduta que marcam a sua personalidade.
Podes receber um passe, chamado coletivo, como um xarope divino, se estiveres predisposto a verdadeira fraternidade. O batr�quio sente-se bem na lagoa, mas o p�ssaro se d� melhor voando nas alturas.
Existe de tudo, para que, para que possas escolher o melhor, desde que consigas a necess�ria sintonia. O universo est� sendo cruzado por for�as de todas as qualidades, por ondas de todos os tamanhos, por impulsos de todos os valores. Permanentemente, busca o que desejas, que o encontrar�s, pela lei dos semelhantes.
N�o precisa buscar passes especiais em lugar nenhum. Especializa a tua conduta, especializa a tua sabedoria, dinamiza a tua f� e libera o teu amor para com todas as criaturas, que ter�s o melhor para a tua vida.
Tr�s recursos podem ser usados para um passe coletivo: uma boa m�sica, ora��es e estudos, sem que as repeti��es enfadem a quem ouve.
A natureza mostra-nos a diversidade das coisas. Todos os dias muda algo no que vemos, sentimos e vivemos. Os respons�veis por uma reuni�o evang�lica, que caracteriza a doutrina esp�rita, n�o podem dar vaz�o a contrariedades, a discuss�es, a cr�ticas.
O ambiente tisnado pelas contradi��es faz esquecer o amor, luz da frente para o passe coletivo e ve�culo da serenidade para os que sofrem e choram, que devem ser os bem-aventurados da nossa compreens�o.
Se te encontras enfermo da mente ou do corpo, � porque alguma coisa n�o esta certa contigo. Procura encontrar a harmonia, e trabalha para estabelecer a paz, que o tempo se encarregar� do resto, em nome d�Aquele que tudo fez certo. Liberta-te, o quanto antes, da ignor�ncia, e n�o sejas escravo da inferioridade. Quebras os grilh�es que a prepot�ncia colocou em ti e nunca cedas aos v�cios somente porque est�s na Terra, pois � pisando nela que devemos conhecer o C�u.
S� um sol onde que estejas, sem precisar de templos para beneficiar os homens, ou ajudar os reinos que te acompanham, por lei universal, por todos os lados. Se te esfor�ares mais um pouco, no amanh�, se compartilhares do passe coletivo, onde somente trocas energias com os teus afins, ser�s um centro de irradia��es do universo, e, aos olhos de Deus, uma estrela que viaja, no infinito, com destino certo: o Amor.
O Passe Individual

...� caridade de Deus n�o haver o despertar de certos dons em determinadas criaturas. O senhor espera o po�o ficar pronto para a �gua aparecer, ou o aprendiz se instruir e se educar para ver a apari��o do Mestre.
Trabalha com o que tens, que Ele multiplicar�, no campo das tuas inten��es. Avan�a, que Deus sabe o que deve te pertencer. N�o exijas do grande Soberano, pois nem sempre sabes o que pedes.
Se tens o Dom de curar e te disp�es a trabalhar com Ele, n�o olvides a ren�ncia, vigia a sensualidade e disciplina todos os teus impulsos inferiores, para que a luz de Deus possa fluir sem interrup��o pelos canais da tua mente, para os cora��es que sofrem nos caminhos do mundo. S� feliz com a felicidade do Cristo.
Comportamento Medi�nico

A conduta medi�nica � a marca que podes mostrar aos que te cercam, indicando como realmente �s na tua vida espiritual. Nessa ordem de coisas � que deves pensar e construir em teus passos os bons modos, tirando de todas as experi�ncias louv�veis o melhor para a tua vida.
Sa�de quer dizer equil�brio, � sin�nimo de harmonia, que serve para que estimules a paz onde haja tribula��o. A tua mente deve Ter o talho da mais alta fun��o de comportamento, pois ser�s julgado por todos os que te cercam na vida, pelo que fazes da pr�pria vida. O medianeiro sincero, ass�duo no auto-aprimoramento, ouve permanentemente a consci�ncia educada em Jesus.
Para tanto, deves fugir das contendas. O conflito te predisp�e para o encontro com as trevas e abre caminhos para que firas o teu companheiro que, �s vezes, precisa do teu exemplo de toler�ncia e de complac�ncia para se encontrar. Com alguns minutos de boa conduta, podes ganhar um companheiro que h� muitos anos vem se esfor�ando para vencer a si mesmo.
Foge das arengas das esquinas e da hostilidade das casa que s�o pr�prias desse tipo de vida, pois tais ambientes negativos interrompem a tua fun��o de transmissor da verdade e de cura aos teus irm�os que sofrem e choram. Compadece-te de ti mesmo, que o benef�cio ser� de todas as criaturas. Ningu�m vive sozinho. Precisamos de todos, como todos esperam de n�s o que temos para dar.
Acrescenta ao teu dia a dia a auto-educa��o, para que surja o aprimoramento e, dele, a harmonia na fun��o medi�nica. Confia em Deus, mas faze com que os outros confiem em ti.
Todos os esp�ritas conhecem e reconhecem o que � bom comportamento. Se n�o te esfor�ares para melhorar, � porque te encontras tomado pela disc�rdia, dando vaz�o ao desentendimento por onde passas.
A bondade de Deus � t�o grandiosa que n�s todos, encarnados ou desencarnados, em todos os reinos da Terra, recebemos, pelo flu�do universal, os pensamentos do Todo Poderoso, com todas as suas leis em estado de germina��o para dentro de n�s, informar-nos sobre a sua capacidade e os esp�ritos dotados da raz�o aproveitam o que sabem, o que o tempo lhe conferiu e plasmam nas sensibilidades et�ricas aquilo que acham que devem ser.
Planta pelas m�os dos sentimentos as tuas sementes para colheres na realidade o que plantaste. No entanto, somente as id�ias de Deus s�o eternas. As co-cria��es dos homens s�o transfer�veis e transmut�veis e, nesse fazer e desmanchar, no correr dos mil�nios, aprendemos o certo e sentimos a gl�ria de Deus em nosso cora��es, no surgir de uma luz dentro de n�s. De onde nasce o Cristo, para ser o nosso motivo de grandes alegrias.
O racioc�nio, no amanh�, ser� mais ajudado pela intui��o. Aquele que apenas compreende pela raz�o, ainda se encontra em escala inferior. Quando mais evolu�do, compreenderemos sem pensar, conversaremos sem necessidade de articular sons e amaremos sem precisarmos dizer que estamos amando.
O m�dium das linhas do Bem deve bater nessa porta e entrar com humildade, buscando as primeiras letras do alfabeto divino. E quando entra, encontra o Evangelho disposto em todas as dimens�es, para que ele possa compreender na dimens�o em que se encontra. � um mundo novo que se abre, � uma esperan�a que convida o aprendiz para a luz do entendimento. A princ�pio nos parece dif�cil, como dif�ceis se apresentam todas as mudan�as para o Bem.
Jesus nos mostrou, pela experi�ncia, vivendo o drama do calv�rio, que a mediunidade com Ele necessita das marcas da cruz em todos os nossos destinos, problemas in�meros e dores sem conta, espinhos na carne e contradi��es nos caminhos, para que possamos selecionar as nossas pr�prias diretrizes.
O Mestre, antes de dar o �ltimo testemunho, reuniu os disc�pulos, preparando-os no bom comportamento, para que o Evangelho fosse pregado em esp�rito e verdade, na palavra e no exemplo. N�o estamos impondo boas maneiras a ningu�m.
Apenas informando o que pode suceder com o m�dium imprevidente, com aqueles que usam as faculdades medi�nicas sem o devido discernimento.
Os nossos escritos s�o simples, mas s�o frutos de muito tempo de pesquisa, o que podes constatar na pr�pria vida que levas. E se tens alguns dons desenvolvidos ou a desenvolver, n�o se iludas com as f�ceis orienta��es acerca dessa atividade espiritual. Cuidado com os guias-cegos! O exerc�cio medi�nico deve ser gratuito e, mesmo assim, deves saber o que est�s fazendo para faz�-lo certo.
N�o sejas influenciado por falsas desculpas de que o m�dium pode viver da mediunidade. Ele deve viver do suor de seu rosto, como � simbolizado o trabalho no livro sagrado. Ele n�o � diferente dos outros homens, Estamos trabalhando para o nosso pr�prio bem. Quem vende os talentos que Deus lhe deu, sofrer� as faltas deles no caminho para a espiritualidade.
Milhares desses judas modernos t�m chegado aqui com as m�os limpas, os olhos encharcados de l�grimas e um tribunal nas consci�ncias, marcando-lhes as senten�as de volta � carne com os instrumentos de reden��o atrofiados, por haverem feito mau uso deles. � o choro e o ranger de dentes muito falado no Velho Testamento.
� nesse sentido que chamamos e escolhidos pela miseric�rdia do Senhor para um bom comportamento, porque quem n�o vigia e n�o ora, n�o sabe o que h� de ser seu destino.
A mediunidade pode ser uma b�n��o em teu caminho, se usada com crit�rio e discernimento. Acima de tudo, n�s te aconselhamos que, em todos os momentos em que fores exercitar a mediunidade em favor de algu�m, convides o Cristo para assisti-la e testemunhar as tuas inten��es para com ela. E nesse balanceado das tuas emo��es, o Mestre poder� indicar-te o caminho.
O m�dium agitado

A agita��o, no sentido em que aqui � abordada, � a pressa exagerada de fazer as coisas e de responder aos outros sem pensar no que vais falar.
...Da� � que as portas para as sombras se abrem e ser�s m�diuns de esp�ritos desequilibrados. Existem tamb�m demagogos no plano espiritual, e como existem. A agita��o em tudo � mostra de desequil�brio da alma, que as vezes tem desejos de paz, mas ainda n�o a alcan�ou por lhe faltar o tempo necess�rio no servi�o do bem comum.
Compreendamos que somente nos salvamos da perturba��o se persistirmos na caridade at� o fim. Tudo o que pretendes fazer, faze-o com serenidade. A pressa, no dizer dos pr�prios homens, � inimiga da perfei��o. Para tudo existe um ritmo natural emanado da sintonia universal. Todos os extremos s�o perigosos e o desespero faz perder os fios da intui��o, enquanto a lerdeza esfria o est�mulo da faculdade para a drenagem da luz.
No est�gio a que pertences, o caminho do meio � o melhor para viveres em paz contigo mesmo. Cada criatura tem um ritmo vibracional ao fazer as coisas. No entanto, essa harmonia n�o foge de determinada equa��o divina que canta no centro da vida.
...Faze o melhor, sem preocupar-te em seres o melhor. A pr�pria vida se encarrega disso, no sil�ncio do tempo e, ainda mais, a tua consci�ncia registra tudo o que fazes.
...Trabalha com uma das m�os, sem que a outra perceba, e medita nisso, que compreender�s o valor do sil�ncio na caridade.
Como � saud�vel o m�dium que j� conquistou a serenidade, cujos pensamentos e boca trabalham no ritmo divino!
Isso � o que entendemos pela for�a medi�nica da luz, porque o m�dium agitado � instrumento, muitas vezes ing�nuo, das sombras do mal.
A cura pelo sopro

A cura pelo sopro conhecida a mil�nios do Egito � Indochina, e popularmente desenvolvida pelas m�es, quando seus filhos se machucam.
O ar � uma ben��o de vida a visitar a Terra, dando e multiplicando a vida, por todos os rumos. Quando nascemos, respiramos perfeitamente. Depois de adultos, costumamos viciar-nos quanto � respira��o correta, e sofremos as conseq��ncias do erro. O ser humano que consegue a respira��o natural, ou seja, profunda, dificilmente � achacado por enfermidades, porque o ar, al�m do oxig�nio natural, � valorizado por outros elementos de vida, qual a ci�ncia, por vezes, desconhece. O ar estimula a cria��o de vitaminas pelo organismo, purifica o sangue, � o agente da for�a vital que, levado a todo o corpo, estimula os planos superiores de vida.
Observamos que existem muitas bocas paradas, no que tange � cura pelo sopro. Tais pessoas poderiam realizar muita coisa, com um simples alento em favor dos que sofrem, desde que abandonassem a displic�ncia e o exagerado apego ao conservadorismo doutrin�rio.
� bom que saibamos que tudo caminha, pois a ordem da luz � evoluir, em impulso constante, para a frente e para o alto. O m�dium curador que disp�e dessa faculdade, n�o o tem por brincadeira, nem para ser pendurada nos cabides cobi�ados pelos freq�entadores dos museus, mas sim para us�-las como ferramenta de trabalho, que n�o escolhe onde pode ser �til
. Poucos minutos de instru��es, por quem j� use o tratamento pelo sopro , bastam para colocar um sensitivo � disposi��o do labor desse tipo de cura.
Quando entrares nessa opera��o do sopro, n�o te esque�as de limpar a mente de toda e qualquer animosidade. Se n�o estiveres bem contigo mesmo, n�o sopres ningu�m. Ore por ti mesmo, para que possas, no outro dia, estar melhor, para trabalhar em efici�ncia. Lembra-te bem de que a boca que cura deve perder o poder de ferir. As for�as mentais que ajudam no restabelecimento dos enfermos n�o podem conhecer a disc�rdia nem aderir a maledic�ncia.
Deves pensar e tornar a pensar todos os dias, m�dium curador, que Deus est� constantemente te soprando, para que mantenhas a vida e tenhas alegria de viver. Tudo vem da boca de luz do Senhor, gratuitamente, e da mesma forma deves agir para com teus irm�os que sofrem as conseq��ncias da ignor�ncia.

O Dom de falar
...N�o percas mais tempo em dizer coisas de que o pr�prio vento se envergonha. N�o respondas ofensas que os teus pr�prios ouvidos n�o desejam escutar. Elimina os pensamentos que a tua cabe�a j� n�o comporta e limpa essa �gua suja minada da mente. Muda de id�ia e muda de vida.
O Dom de falar � sagrado e tudo o que � santo deve ser santificado pelo exerc�cio. O m�dium que se esquece da educa��o da voz e que n�o usa a disciplina nas conversa��es � logo notado por qualquer pessoa que entenda um pouco do Evangelho, que sabe por quem ele est� sendo assistido espiritualmente.
A palavra atra� com o que se expressa: a desarmonia se afina com os desenganos. Jesus veio ensinar-nos a falar, porque foi falando que nos legou o maior tesouro do mundo: O Evangelho.

O passe por dentro

...O agente divino circula em todo o nosso corpo e passa pelas m�os, por ordem mental, indo restabelecer o �rg�o em desequil�brio ou o tecido desajustado. A mente educada entra em cadeia com outra mente desencarnada que tenha o mesmo ideal e eis que se operam maravilhas em nome da caridade.
A vida � um eterno fluxo e refluxo de energias circulando em ondas, que se fazem e refazem nas gamas correspondentes � harmonia, onde esta se mostrar necess�ria.
A linfa divina vibra em toda parte � espera do pedido, como se fosse ora��o. � obediente ao mundo dos pensamentos e estes, educados com o Cristo, restabelecem os desajustes onde eles estiverem, criam condi��es de paz onde esta se faz necess�ria e mant�m serenidade onde haja car�ncia de um ambiente tranq�ilo.
...Como aqui tratamos do passe de curar por dentro, este n�o deixa de ser um autotratamento que o m�dium, ou a criatura que deseja se curar, pode fazer em si mesmo, confiando nos poderes de Deus e naquilo que pode usar em seu favor. O primeiro passo � a f�.
Ela ativa variados meios no organismo para que este se predisponha no sentido de receber o agente curador que, neste caso, pode ser a �gua fluidificada. Tomar �gua fluidificada � tomar o passe por dentro. Todavia deves cooperar com a disposi��o mental, de modo que te sintas tomando os melhores rem�dios do mundo. A f� ativa a luz interior em muitas freq��ncias e oferece o restabelecimento para v�rias enfermidades ou desequil�brios, inclusive os ps�quicos.
Ajuda-te , meu irm�o, que o c�u te ajudar�, dependendo de abrires as portas do teu cora��o. Come�a pela prece, pois ela pode descobrir em ti o tesouro da f� e da cren�a nas for�as superiores da Vida. Descobre Deus em teu pr�prio cora��o e pede a Cristo que te leve a essa fonte inesgot�vel de vida, para que possas viver bem. O nosso interior ainda � desconhecido por n�s. nele reside todo o c�u, a terra e as estrelas, como c�pia exata do Universo.
Que queres mais? D� os primeiros passos, que os caminhos aparecer�o. �Pedi e obtereis�, disse Jesus. Pede o que desejas, mas aprende a pedir. Se tens sede, busca a �gua, pois o Mestre nos disse: �Buscai e achareis�. Deus evita ensinar claramente aos Seus filhos quais os caminhos a toma, apresentando-nos apenas a dire��o maior.
N�s � que temos de decifrar o c�digo que nos revela a felicidade. O m�dium, principalmente, deve aprender a tratar de si mesmo, recorrendo aos irm�os de cren�a em �ltimo caso, libertando-se da costumeira depend�ncia . n�o queremos, com isso, colocar-te sob a influ�ncia do orgulho e da vaidade.
Procura as causas das enfermidades e n�o seus efeitos, como fazem na Terra. Consta no Evangelho que n�o devemos misturar vinho novo em odres velhos, nem remendar roupas velhas com pano novo. E acima da cura das enfermidades do corpo, existem as doen�as da alma, que s�o as piores. O passe por dentro que devemos receber, encarnados e desencarnados, � a reforma dos nossos costumes, tanto falada e anunciada pela nossa literatura.
Esquece o �dio, desconhece o ci�me e a vingan�a, foge das cr�ticas e das ofensas, porque nesse regime de conserto interior estamos curando por dentro as velhas enfermidades que nos fazem sofrer. Mas antes disso, at� chegares l�, toma a tua �gua magnetizada pelo amor e faze a tua terapia no ambiente da ora��o, pois a alegria n�o faz esperar, e o amor te falar� brevemente de Jesus nascendo em teu cora��o, a dizer-te: � A paz esteja contigo�.

O sil�ncio e a t�nica
...O barulho nos tira da harmonia por criar perturba��o no ambiente onde procuramos a paz. Todo o equil�brio requer brandura. A m�sica nos ajuda muito nos requintes dos ajustamentos vibrat�rios. A m�sica nos ajuda muito nos requintes dos ajustamentos vibrat�rias, desde que ela n�o passe dos tons que alteram a nossa audi��o.
A pr�pria conversa��o tem uma escala, de maneira a n�o irritar a nossa sensibilidade auditiva. Quando falamos que o sil�ncio � a t�nica para o trabalho com o Cristo, falamos da modera��o de todos quantos se re�nem para os trabalhos espirituais. Todos os dons, sem exce��o, est�o ligados ou superligados ao sistema nervoso, que vibra em uma faixa onde a harmonia � a vida.
Ao passar das vibra��es que ele n�o comporta, n�o nos sentimos bem. E a pr�pria educa��o nos convida para a suavidade no falar e para a delicadeza nos gestos. De outra forma, demonstramos que n�o aprendemos a ternura. Quando se fala em amor, lembramo-nos imediatamente de afei��o, da prud�ncia de uma atmosfera onde todos se entendem sem os devidos barulhos que a ignor�ncia incentiva e que a prepot�ncia alimenta.
...Vejamos o porqu� da educa��o. O homem am�vel dificilmente � atingido pelo nervosismo, por estar amparado pela bondade. A criatura delicada n�o tem tempo para lembrar de agress�es e j� se encontra fora da faixa do orgulho. O esp�rito prudente se admira quando v� algu�m envolvido pela viol�ncia, e n�o acredita que a opress�o de bons resultados.
O cultivo das virtudes � o melhor ant�doto contra qualquer mal que se possa encontrar pelos caminhos.

A leitura � a chave

...Estamos sendo chamados na urg�ncia do tempo, para as mudan�as que correspondem � nossa maturidade. Se n�o mudarmos, se fecharmos os ouvidos � voz do Pastor que nos dirige, continuaremos a sofrer as conseq��ncias das nossas cria��es inferiores. Jesus est� voltando � Terra de uma maneira sutil, mas vigorosa: paciente, mas corajosa; no sil�ncio, mas progressivo, para que o homem erga a cabe�a e veja as belezas dos c�us a brilharem por fora e por dentro da consci�ncia.
...A humanidade se encontra toda enferma e ainda criando doen�as por muito tempo incur�veis. A medicina constitui um paliativo, seja ela qual for, assim como a alimenta��o correta e os pr�prios tratamentos espirituais. Todos os m�todos de cura s�o meios que t�m o poder de predispor a alma e o corpo para a cura verdadeira, porque somente tu podes curar a ti mesmo. a sa�de � a harmonia do conjunto org�nico e ps�quico em plena conex�o com a paz universal.
Homens e esp�ritos nos daremos as m�os na plenitude dos nossos valores para nos aproximarmos do Cristo, porque Ele j� se encontra dentro de n�s, a nos dizer: �Levanta-te e anda�.
O Evangelho � o rem�dio divino que deve ser tomado em gotas . De outra maneira n�o suportaremos a sua a��o energ�tica nas fibras mais �ntimas dos nossos corpos, acostumados com vibra��es lentas e id�ias pregui�osas. Assim como estamos colocando neste papel, letra por letra, at� formar a mensagem, sem violentar a lei, podes fazer o mesmo, sem viol�ncias, nas tuas mudan�as internas, na limpeza da tua mente. Entretanto, n�o deves parar. faze um pequeno esfor�o todos os dias, mas faze-o que Deus e Cristo te ajudar�o.
E lembra-te sempre, se quiseres acender a luz dentro de ti, que o primeiro passo seja o livro nobre, aquele que nunca esquece as palavras do Cristo.

O m�dium e a sintonia

A mediunidade funciona por sintonia de id�ias, de pensamentos e mesmo pela for�a do verbo. Atra�mos tudo aquilo que somos e desejamos ser. A intelig�ncia p�e-nos a observar que, no mundo, todos os iguais procuram estar juntos, atrav�s de uma lei que, por vezes, desconhecemos, mas que no fundo � a lei do amor.
Ela faz unir os semelhantes e eles, juntos, sentir-se-�o mais felizes. ...Temos, em torno de n�s, muitas camadas et�ricas correspondendo ao registro de tudo o que fizemos em variadas vidas, como um livro refletindo a nossa consci�ncia, que nos lembra constantemente das nossas velhas contas do passado.
A vida reformada em Cristo dar-nos-� condi��es para limpar o nosso mundo interno, limpando igualmente a nossa atmosfera exterior, capaz de mostrar aos outros, nesse trabalho de amor, que tudo em n�s brilha, porque brilha em nossos cora��es o Cristo divino, anunciando os nossos sentimentos de amor.
Queremos dizer-te, m�dium, que n�o deves preocupar-te com as tuas companhias espirituais, nem pedir companhias boas por meios incorretos. D� um balan�o na tua vida, v� o que est�s fazendo das tuas faculdades espirituais; observa os talentos que te foram entregues por Deus, se foram multiplicados com o devido respeito e dignidade, que logo saber�s com quem andas. N�o h� injusti�a em parte alguma. H� sim miseric�rdia. N�s todos somos tolerados pelo amor de Deus para com os Seus filhos.
O mundo est� subindo um calv�rio de prova��es e, junto a ele, a humanidade est� pr�xima da sua liberta��o, pela lei do progresso e pelo empuxo da verdade, que prepara a pr�pria ci�ncia para conhec�-la.
Os acontecimentos dolorosos s�o sinais dos tempos, anunciados pelas profecias, e aqueles que herdarem a Terra ser�o felizes, enquanto os que persistirem no mal ser�o levados para novas escolas compat�veis com os seus sentimentos inferiores. Jesus foi um socorro que veio na hora, onde muitos poder�o se salvar dessa viagem indesejada para mundos inferiores, onde a lei e o ambiente � o choro e o ranger de dentes, como nos informam as escrituras.
Eis que deves ouvir essa assertiva: �Ningu�m recebe o que n�o merece.�
M�dium! Deves trabalhar enquanto est�s em caminho com a doutrina que te ampara e nunca esquecer da for�a que te salva: a Caridade, porque o arrependimento pode chegar tarde e as recorda��es te far�o chorar de saudades d mundo em que vivias e onde o alerta n�o foi ouvido. Estamos por um pouco a entrar na confus�o. Aproveita o tempo que nos foi dado por miseric�rdia e vamos lembrar e viver o Amor.

Mediunidade sem alarde

O cora��o nos convida para o trabalho sem alardear o que estamos fazendo, principalmente quando se trata da caridade crist�. Estejamos convictos de que o Bem, onde quer que seja, j� mostra o seu pr�prio valor, sem precisar das nossas ostenta��es, comandadas pela vaidade.
...A presun��o � um mal que tem a capacidade de desvalorizar o amor que come�a a nascer do cora��o. O esp�rito deve lutar para extirp�-lo do seu mundo interno, convidando as virtudes para o grande acampamento na consci�ncia . sejamos vigorosos na luta de cada dia, aquela luta que marca a nossa renova��o em Cristo. O alardeador engana a si mesmo, porque se ele entregasse as suas boas a��es no sil�ncio, seria melhor conhecido e nunca antipatizado.
Confere o que est�s fazendo com a tua vida e torna a conferir. Examina teus pensamentos e torna a examinar; policia a tua fala e torna a vigiar, para n�o acontecer contigo qual os escribas e fariseus, cantando e orando em pra�a p�blica, para serem vistos pelos outros.

Mediunidade e Evangelho

...O homem que abriu seus olhos no caminho de Damasco via os problemas da humanidade face a face, mas obscuramente, como os pr�prios homens o conheciam. Mas depois que ele encontrou o amor na figura do Cristo e passou a amar, conheceu as necessidades do mundo e come�ou a ser conhecido tal como era, na exuber�ncia dessa elevada faculdade.
E tr�s caminhos se abriram, como por encanto, � sua frente, sendo que o maior era o do meio, a f� e a esperan�a dos lados e, no centro, alimentando todos os outros, estava o amor- o maior de todos- o sol de todos os s�is da vida. Esse caminho do Ap�stolo Paulo deve ser o mesmo do m�dium que se entregou ao Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, passando a ser chamado m�dium do amor, na pureza que podem e devem chegar os nossos sentimentos convertidos em uma s� luz, aquela que se chama Amor.

Compostura Medi�nica

O exerc�cio medi�nico deve considerar o Evangelho como o guia mais capaz de inspirar orienta��o nos tortuosos caminhos da vida. Quando sentimos o afloramento da mediunidade, as nossas id�ias nos convidam a extravagantes comportamentos. Mesmo que seja em um ser j� por natureza equilibrado, ele n�o deixa de pensar em algumas vantagens ou mesmo em gl�rias humanas.
Quando o bom senso n�o deixa anunciar seus pensamentos, estes, ainda assim, se desprendem pelas vibra��es da alma em todas as dire��es da casa do Senhor. Somos, portanto, conhecidos intimamente pelos benfeitores que nos assistem e nos acompanham. Quando nos conscientizarmos disso, come�amos a cortar os pensamentos que sabemos impr�prios.
...Cada criatura vive em uma determinada faixa e pode perceber a lei melhor que n�s, ajudando-nos no aperfei�oamento. Os nossos melhores instrutores, quase sempre, s�o os que n�o nos suportam. Confiemos no Evangelho e demos as m�os ao Cristo, para que possamos viver com Deus.

Mediunidade iluminada

Progredir na mediunidade todos desejam, mas o avan�o nos caminhos da ilumina��o traz dificuldades enormes no transe do aperfei�oamento. Todo ser humano tem o seu calv�rio, sem lhe faltar a cruz nos pr�prios ombros, mas raros se deixam crucificar para despertar Cristo no cora��o.
A mediunidade tem de brilhar nas dificuldades da vida, caminhando para sua definitiva liberta��o. O que chamamos de mediunidade iluminada � aquela que nunca esquece o Serm�o da Montanha, proferido por Nosso Senhor Jesus Cristo: o das bem-aventuran�as.
Nunca � demais repetir as palavras de ouro do Evangelho, em Mateus, capitulo cinco, vers�culo de um a doze: �Vendo Jesus as multid�es, subiu ao monte, e como se assentasse, aproximaram-se os Seus disc�pulos e Ele passou a ensin�-lo, dizendo: Bem- aventurados os humildes de esp�rito, porque deles � o reino dos c�us�.
Jesus ao monte com as multid�es que O acompanhavam, mostrando no sil�ncio da Sua presen�a, que o acesso ao c�u exige sacrif�cio, o esfor�o de cada um � indispens�vel e, quando testaram Suas for�as no empenho de ouvir-Lhe a palavra, Ele passa a dizer do gozo espiritual dos humildes de esp�rito.
O m�dium consciente de seus deveres espirituais n�o p�ra somente na humildade dos gestos que a intelig�ncia estuda para mostrar aos que o cercam. Ele vai mais al�m, passando a dominar todos os seus instintos, que s�o muitos, educando-os na escola do amor e da caridade, nos moldes dos ensinamentos evang�licos, no sentido de que a sua mediunidade possa cintilar como estrela nos c�us da consci�ncia. Essa � a verdadeira humildade de esp�rito. essa � a verdadeira bem-aventuran�a alcan�ada por uma humildade que a sabedoria concebeu com a participa��o do amor. Prossegue o Mestre na Sua fala, desta forma: �Bem-aventurados os que choram, que ser�o, que ser�o consolados�.
Os que choram por arrependimento e que n�o pretendem mais errar, os que conheceram e seguiram os caminhos do aperfei�oamento espiritual ser�o consolados pelos benfeitores divinos, onde quer que estejam, porque Deus � justi�a na fei��o do pr�prio amor. Os filhos, quando pedem pela palavra da renova��o, ser�o todos atendidos por m�os invis�veis que trabalham em nome da luz. Eis a� o caminho do medianeiro, para que a sua miss�o possa dourar a sua vida.
O filho do homem prossegue na Sua fala, anunciando: �Bem-aventurados os mansos, porque herdar�o a Terra�. A mansid�o evang�lica � o ponto alto da eleva��o dos sentimentos, onde germina a bondade testada diuturnamente na viv�ncia com os semelhantes. Os mansos s�o criaturas de luz, que servem sem perder tempo com exig�ncias ilus�rias. E o Mestre nos diz que eles herdar�o a Terra, heran�a futura que somente ser� concedida �s pessoas renovadas nos sentimentos, onde o cora��o seja um sol e a cabe�a um ninho de luz de entendimento. O m�dium em Cristo deve ser manso.
A voz so Senhor continua assim: �Bem-aventurados os que t�m sede e fome de justi�a, porque ser�o fartos�. Certamente quem tem fome e sede de justi�a conhecer�, um dia, a lei da justi�a divina, saciando-lhe o sentimento que se equilibrar� na pr�pria.
E o Nazareno prossegue com pondera��o e sabedoria: �Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcan�ar�o miseric�rdia. Bem-aventurados os limpos de cora��o, porque ver�o a Deus�. Eis a ess�ncia das Suas palavras focalizando antes a justi�a e seu valor, n�o se esquecendo do amor como miseric�rdia. Depois acrescenta que os limpos de cora��o porque ver�o a Deus. Quando o cora��o se liberta das impurezas inferiores, come�a a sentir outro mundo, o mundo da verdade, e passa a ver a Deus em outra dimens�o, a dimens�o do pr�prio amor. O m�dium iluminado, que faz todos os esfor�os para sentir e viver o Serm�o da Montanha, � misericordioso e est� constantemente em comunica��o com os anjos do Senhor radicados na atmosfera da Terra, para ajudar os homens.
A voz do Cristo continua: �Bem-aventurados os pacificadores, porque ser�o chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os perseguidos por causa da justi�a, porque deles � o Reino dos C�us�. O intermedi�rio dos esp�ritos deve ser pacificador.
Onde fores chamado a servir, pacifica!...pac�fica...Onde n�o couber a palavra, pacifica pelo exemplo, mas pacifica! Caso sejas perseguido, continua pacificando, pois ser�s chamado filho da luz e encontrar�s o reino de Deus com mais facilidade dentro do teu pr�prio peito.
E Jesus prossegue ensinando, dizendo: �Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriariam e vos perseguirem e, mentindo, disseram todo o mal contra v�s. Regozijai-vos e exultai, porque � grande o vosso galard�o nos C�us, pois assim perseguirem os profetas que viveram antes de v�s�. O m�dium �, muitas vezes, testado, perseguido, injuriado e caluniado, mas ser� bem-aventurado se suportar com coragem e discernimento, perdoando sempre. Regozija e exulta, porque quem sofre tranq�ilamente pela Verdade recebe como pr�mio a tranq�ilidade de consci�ncia. N�o deves blasfemar nem entristecer-te, para que possas receber o pr�mio de uma mediunidade iluminada, matizada de flores que o Bem alcan�a nas asas do Amor.

Dire��o Medi�nica

O m�dium deve revigorar-se em todas as dire��es do Bem, para que surja o aprimoramento, pois a criatura aprimorada capacita-se para viver na esperan�a, de a qualquer hora, perceber e entrar no ambiente da felicidade espiritual. O c�u, verdadeiramente, est� dentro de n�s. Quem conseguir a tranq�ilidade imperturb�vel da consci�ncia, j� come�a a adentrar os c�us da divindade, e � para isso que lutamos e pedimos a todos os companheiros encarnados para entrar nesse empenho de conquistar a si mesmo em todos os rumos do mundo interno.
As guerras que temos que travar n�o est�o fora de n�s. Os nossos maiores inimigos se alojam no nosso mundo intimo. Quem j� descobriu isso, deu grande passo na senda da liberta��o e principia a sentir e conhecer a verdade. ...S� denodado nos caminhos tra�ados pelo Evangelho. N�o percas as oportunidade de seres �til a ti mesmo e aos outros durante todos os momentos em que a vida te convida a sentir e a viver a caridade.
Tem prazer no Bem, que esse Bem florir� os teus roteiros. Quando algu�m te ferir e a revolta der sinal na tua mente apontando desforra, e o racioc�nio indicar e pedir justi�a, � prova de que ainda n�o compreendeste o Cristo que deve nascer dentro do teu peito e iluminar o teu cora��o. O perd�o desceu do c�u em uma carruagem que se chama miseric�rdia. Sem essa for�a de Deus em todos os segundos da nossa vida, n�o teremos paz. Quem n�o perdoa desconhece totalmente as belezas do amor, do c�u e de Deus. A mediunidade � um instrumento grandioso em todos os seus aspectos...

Capacidade Medi�nica

A capacidade medi�nica depende muito mais do que pensamos, da harmonia dos corpos espirituais que, de certa forma, est�o acoplados uns aos outros, chegando at� as gl�ndulas end�crinas, que, por seu turno, enriquecem o sangue que mant�m vivo todo o mundo celular, para que a vida se expresse no fulgor que lhe � pr�prio.

O m�dium fracassado

Podemos andar muitas milhas com firmeza por muito tempo. No entanto, um pequeno desn�vel do terreno pode nos fazer cair e, por vezes, h� demora em levantarmos. O �orar e vigiar� do Evangelho deve ser observado em todos os momentos, para que possamos adquirir seguran�a nos nossos passos. Um palito de f�sforo pode incendiar uma cidade toda. Uma pequena nuvem pode fazer sombra em uma grande regi�o, impedindo o sol de clarear. Pequenos pensamentos inferiores que surgem em nossa mente podem avolumar-se, crescer, transformar-se em realidade e prejudicar a nossa vida. Por�m, quando ocorre o contr�rio, aproveitamos o tempo. e tudo de pequeno que tem o cunho da verdade tamb�m cresce e se agiganta, proporcionando-nos um bem estar indiz�vel.

O m�dium e o guia

Guia nenhum se afasta do seu tutelado. O assistido � quem muda o comportamento, caindo em vibra��es diferentes daquelas que o ajudam. Se o baixo se esfor�a para subir, o de cima se empenha em descer, para se dar o encontro. Compreendamos, pois, que do movimento do Bem � que surge a luz do entendimento. A comunica��o medi�nica d�-se por afinidade de valores, pelo car�ter dos ideais. Se queres comunicar-te com os esp�ritos superiores, eleva as tuas qualidades da forma como ensina o Evangelho de Jesus e alcan�ar�s as vibra��es mais puras que vivem e irradiam o amor.

M�dium interesseiro

O m�dium � reclamado constantemente pelas trevas para que possas ser peneirado como trigo, no dizer evang�lico. De instrumento das verdades, se n�o vigiar pode passar a ser instrumento de ilus�es passageiras, capaz de influenciar companheiros para as estradas largas da perdi��o. Deves Ter autoridade moral dilatada, marcando a superioridade pela for�a do exemplo, sem a prepot�ncia comum nos homens de neg�cio, mas com amor bem natural no seio da cristandade.

O medianeiro e o meio ambiente

A seguran�a medi�nica pede vigil�ncia no empenho dos trabalhos a fazer. O doente que pode ir ao lugar preparado para os tratamentos de vibra��es e passes n�o deve ser visitado pelo m�dium curador, j� que o enfermo deve fazer alguma coisa em seu pr�prio benef�cio. As trevas acompanham por vezes, os desequilibrados e t�m mais for�as de influencia��o no lugar onde se radicaram por sintonia.
O m�dium desprevenido pode ser rudemente atacado por essas entidades das sombras ali estagiadas. As visitas aos enfermos somente s�o aconselhadas quando estes n�o tem condi��es de se locomoverem e, mesmo assim, em grupo de plena afinidade. Durante as visitas e os passes n�o deve haver discuss�es, pois o ambiente n�o � adequado para conversas, nem para que se lembre de infort�nios.
N�o deves, no mesmo instante em que chegares a um ambiente, ir exercitando a mediunidade de passe ou de sopro curador. Em primeiro lugar, domina o ambiente, faze limpeza espiritual por modula��es mentais em conjunto, orando em sil�ncio, para que possas afinar-se com as for�as superiores, sem desejar nada em troca do que est�s fazendo. Faze tudo por amor.
Compadece-te de ti mesmo, educando teus sentimentos, e torna a compadecer-te, disciplinando os teus impulsos inferiores, e continua te compadecendo, instruindo-te em todos os segredos da vida, porque est�s rico de livros de alta filosofia que mostram a palavra de Deus, usando as mesmas letras que usas na escrita de todos os dias, para o interc�mbio das criaturas.
S� m�dium transformador, que sabe mudar para melhor o ambiente onde � chamado a servir e, se encontrares dificuldades, meu irm�o, convida o Cristo para te ajudar, e confia em Deus, que ser�s vitorioso com os anjos.
Passe a dist�ncia

O passe � uma transmiss�o de energia que pode ser feita � dist�ncia, sem perda dos valores magn�ticos. O passe ao longe encontra muitos obst�culos. Primeiro, na mente do pr�prio m�dium, pois ele n�o vendo o doente diante de suas m�os, esquece-se quase sempre de que a for�a divina desconhece dist�ncias e que o poder de Deus est� acima de todas as dificuldades humanas. Depois, o pr�prio doente e mesmo os familiares, se predispostos a emitir ondas negativas, podem interromper o benef�cio. Existem ainda os inimigos do doente, que t�m algum poder de interceptar, quando desconfiam que o enfermo est� sendo beneficiado por algu�m do plano f�sico ou espiritual.
O m�dium curador precisa ser dotado de muita f�, confian�a esta que isola todos os contr�rios e atinge o enfermo. � bom que nos lembremos de que Jesus curava os enfermos onde quer que eles estivessem, somente com a palavra. Os sons do seu verbo divino buscavam o necessitado envolvido no seu magnetismo curativo, restabelecendo o enfermo. Ele impunha as m�os quando os doentes estavam presentes, dava ordens quando estavam � certa dist�ncia, e despejava seu magnetismo em dire��o ao necessitado quando se encontrasse ao longe, ordenando que se levantasse, curando a todos. A benesse da sua personalidade era inesgot�vel, porque Ele era a vida, a fonte do amor.
...No momento da doa��o, n�o deixes que pensamentos negativos povoem a tua mente, abre as portas dos teus sentimentos com uma ora��o e visualiza, circundado por uma avalanche de fluidos curativos, onde o r�seo e o verde claro s�o a t�nica. Se poss�vel, conforta-te pela respira��o no ritmo do Universo, e despeja em dire��o ao necessitado as energias que Deus te deu por bondade.

Conversar com o desencarnado

Deus � justi�a. O ser humano � dotado da palavra para construir e disseminar o amor. Se fizer o contr�rio, as sementes frutificar�o segundo o que for plantado, ficando � disposi��o de quem semeou.

A psicofonia

Certas possess�es � que tiram quase totalmente a raz�o do m�dium, mas este precisa estar em plena sintonia com o possessor. Mais de noventa por cento dos m�diuns desequilibrados s�o teleguiados. Os esp�ritos os dirigem por telepatia, usando com grande habilidade esses meios de transmitir id�ias. Os esp�ritos trevosos tentam infiltrar esse sistema de comunica��o � dist�ncia, mesmo para os m�diuns de grande equil�brio, sempre procurando brechas. Por isso, dizemos que a vigil�ncia � a eterna �ncora da paz.
Mas lembra-te bem. N�s atra�mos para junto de n�s o que somos e o que desejamos ser. Sensitivos existem muitos. Em todas as esquinas os encontramos. Mas o que procuramos s�o m�diuns que j� passaram pelo vestibular da dor e do Evangelho, e que n�o se esquecem do Cristo nos seus pensamentos, palavras e obras. Estes s�o raros, mas s�o estes que v�o levantar a bandeira da luz nesta grande na��o, para a renova��o do mundo inteiro, para a ilumina��o das criaturas humanas, deixando vibrar no �ter infinito tal convite para todas as faixas de vida, mesmo nas sombras, pois o Cristo est� de bra�os abertos, como Pastor, e nunca deixa �rf�s as suas ovelhas.
Vamos pensar e exercitar a psicofonia, sempre que necess�rio, mas jamais fugindo da ordem e da disciplina, que nos coloca como instrumento de Jesus para maior entendimento entre os homens.
Carga medi�nica

Jesus pede-nos dedica��o em nossas tarefas, para n�o fazermos, mesmo no exerc�cio do bem, como o glut�o. Se o teu organismo f�sico somente assinala o que lhe conv�m, o espiritual � mais inteligente ainda. O desperd�cio corre por nossa conta, cai no livro da ignor�ncia e respondemos, assim pelo que n�o dev�amos fazer.
Os nossos poderes s�o infinitos e as cargas deles s�o enormes, devendo ser usadas aos poucos, nos lugares certos, estabelecendo no nosso mundo interno a paz, que se transforma em felicidade. A carga medi�nica � uma realidade, mas n�o precisas agitar-te em usar todas as tuas faculdades de uma vez. Anda passo a passo, como a boca, de palavra em palavra, que ser�s atendido e entender�s a todos e, nesse programa, a tua vida se harmonizar� pela b�n��o da escolha e pela atividade em exerc�cio dos dons, etapa por etapa.
Os companheiros de trabalho

A decad�ncia de uma institui��o come�a quando o seu dirigente come�a a mostrar o que fez pessoalmente. Quem est� olhando ou visitando a casa, tem discernimento bastante para analisar a obra e, se j� � conhecedor dos ensinos do Evangelho, sabe que ali muitas m�os trabalharam. E as que mais fizeram foram as de Deus e as do Cristo.
...O que se v� em nossas casa esp�ritas, infelizmente, � bem diferente. Quando algu�m fala muito em moral, � porque dela necessita. Quando prega demasiadamente a coragem crist�, � porque � carente dela; quando o trabalho n�o sa� da boca, n�o d� o exemplo no servi�o; quando prega muita pureza, j� � para fugir da responsabilidade de come�ar. E por a� prosseguem os meios de gastar o tempo nas exig�ncias que n�o levam a nada.
...E onde tu estiveres, meu irm�o, procura aparar as arestas que a prepot�ncia faz crescer. Procura cortar, ou arrancar pela raiz, a �rvore m� do jardim que o orgulho semeou em teu cora��o, e n�o deixes nascer nada, nos teus sentimentos, que as m�os negras do ego�smo hajam plantado. A respeito disso, avan�a com Jesus, lado a lado, aprendendo e exemplificando o verdadeiro amor, tendo em teus companheiros de todos os dias teus iguais, como tua fam�lia, aquela que nunca se desfaz diante da verdade.

Confian�a medi�nica

...a paci�ncia divina ultrapassa a nossa compreens�o e manda todos os meios poss�veis em nosso socorro, para que despertemos e compreendamos que somos todos filhos de Deus, com os mesmos direitos. Haveremos de ler o Evangelho, compreende-lo na sua ess�ncia e confiar nas suas diretrizes, porque todo ser humano que levanta disc�rdias com os que n�o pensam na mesma faixa do seu entendimento, desconhece a luz e sua ignor�ncia empana os poderes que j� granjeou. �s vezes, usa da for�a esclarecedora da ora��o, mas n�o sabe orar, al�m das repeti��es.
Convidamos aos que n�o atingiram a for�a da prece, para a medita��o e, se mesmo isso escapa � tua busca, procura com humildade quem j� conhece e usa essa magia divina, de sorte a compreender e receber os benef�cios desses meios divinos, de maneira a facilitar-te os caminhos humanos. Confiemos em Deus sobre todas as coisas e no pr�ximo como em n�s mesmos, que a vida come�a a sorrir para os nossos destinos; e no nosso caminhar somente encontraremos confian�a a nos sustentar para o bem que desejamos fazer.

O m�dium duvidoso

... Tu deves e podes vigiar, mas n�o desconfiar de tudo que de ti se aproxima. Se assim o fizeres, as pr�prias for�as mentais criar�o o fantasma da desconfian�a, que sempre procura o seu criador e este somente fazendo o contr�rio poder� desvencilhar-se daquele, �s custas de muito tempo e, por vezes, de muitos sacrif�cios. O que sofremos hoje, foi o que criamos ontem. Se somos conscientes dessa verdade, vamos fazer o melhor hoje, para colhermos o melhor amanh�. Se desejas saber o que foste no passado, basta analisar o teu presente, que logo compreender�s.
A literatura espiritualista que existe com exuber�ncia registrando experi�ncias educativas, deve ser lida e estudada pelos que desejam se aprimorar e estes, na seq��ncia, dever�o acompanhar as obras, pois o ambiente dessas duas for�as se dar� ou te favorecer� a intui��o de como caminhar para a pureza espiritual. N�o obstante, se duvidares dos valores que existem dentro de ti, balanceados e iluminados pela conduta reta, pelo amor e pela caridade, gastar�s o teu tempo precioso embara�ado nas sombras por tempo indeterminado, at� que amadure�a o teu discernimento. Compreender�s ent�o, que deves Ter confian�a em Deus, em ti e nos que te cercam e te ajudam a viver.
...Os dons espirituais despertados na atmosfera da caridade, da compreens�o e do amor, da fraternidade e do respeito, tornam-se faculdades de ouro que iluminam e erguem os que se encontram nas trevas, favorecendo-lhes o soerguimento. Tornamos a dizer que se limpa a d�vida do cora��o e da mente com boas leituras, conversa��es edificantes, f� e obras, porque nesse ambiente seguro, a alma cresce para Deus, e passa a ouvir a voz de Nosso Senhor, quando disse: �Pois na verdade vos digo que, se tiverdes f� como um gr�o de mostarda, direis a este monte: passa daqui para acol�, e ele passar�. Nada vos ser� imposs�vel.�
Os montes criados pela d�vida j� sabes quais s�o, aumenta a tua f� e transporta-os do teu cora��o, para que a tua f� aumente a tua luz.

Mediunidade e v�cios

A mediunidade a servi�o do Bem � incompat�vel com certos h�bitos e com toda esp�cie de v�cios. A mediunidade de cura carrega uma grande responsabilidade diante dos enfermos. O m�dium viciado, por meios que escapam at� mesmo � sua sensibilidade, transfere para o doente o miasma oriundo dos v�cios, aquele magnetismo inferior que representa uma doa��o imprest�vel.
...A intriga, muito comum nos meios humanos e que pertence a variadas escalas, perturba a fun��o medi�nica, distorcendo as for�as do Bem, e impedindo que o flu�do c�smico, na sua candidez, viaje por todos os centros de for�as encravados no corpo espiritual com o seu seguro desempenho.
...O centro de for�a espl�nico irradia uma luz rosa encantadora no homem dotado de equil�brio, que j� aprendeu a cultivar as virtudes mencionadas pelo Evangelho de Jesus.
Tais virtudes devem ser cultivadas pelo m�dium, consciente desses tesouros que Deus concedeu a todos. O desinteresse pelo Bem, principalmente da comunidade que o cerca, trava as p�talas de luz de alta velocidade do centro coron�rio- que, nos esp�ritos evolu�dos, se manifestam com policromias indescrit�veis- e este se escurece pelo que recebe da mente viciada e sem disposi��o para a caridade e o amor. O sexo em demasia, canalizado pela distor��o da mente eivada de pensamentos inferiores, embrutece a �rea dos sentimentos, e o centro card�aco, que o homem de bem desprende luzes de um amarelo mesclado cor azul celeste, no sexualista exagerado passa a soltar um vermelho de cor distonante pela viol�ncia que recebeu dos impulsos inferiores.
A maledic�ncia e o humor picante s�o v�cios terr�veis que igualmente modificam todo o sistema de irriga��o vital, que acompanham o grande rio sang��neo, na sua manifesta��o de vida em todo o complexo humano.
N�o nos parece mais necess�rio falar mais dos desvios da mediunidade, pois pelo que j� vimos, podes deduzir as conseq��ncias das outra no campo medi�nico. A iniquidade � o campo f�rtil para a desarmonia, e a desarmonia � festa para as sombras. Se o companheiro ainda n�o tem for�as para se libertar dos h�bitos inc�modos e dos v�cios perniciosos, n�o intentes, por enquanto, desenvolver teus dons espirituais, porque uma coisa n�o pode se misturar � outra, para que n�o advenham terremotos internos e conflitos incompreens�veis. Todavia, para tudo existe solu��o e esta se encontra no trabalho da caridade, desde que n�o se exija nada em troca, pelo teu dever de ajudar aos teus irm�os carentes.
...Os v�cios somente prendem e usam seu poder sobre os inferiores, que neles se deliciam das coisas transit�rias, por desconhecerem as belezas eternas que as virtudes restabelecem nos cora��es.
...A miss�o da criatura que j� se libertou das inferioridades morais � ajudar aos outros no sil�ncio dos exemplos, com o mesmo sorriso e a mesma dedica��o dos disc�pulos do Mestre, quando chamados por Ele a servir de instrumentos de educa��o para a humanidade. S� um deles na fei��o que te agrade trabalhar. Faze tudo com amor, que o amor tem a for�a de transportar todos os v�cios, lan�ando-os para fora, e instalando a luz no seu mundo interno, para que viceje a verdadeira felicidade no centro do teu cora��o e nele nas�a o Cristo, convidando-O para o banquete de luz, na luz de Deus.
Longe de n�s incentivar o fanatismo. Apenas procuramos irm�os de boa vontade para o equil�brio das nossas for�as espirituais, dominando os instintos animais, que porventura, queiram nos impedir na conquista da nossa liberdade. O m�dium que ainda n�o se esqueceu dos v�cios, anda com passos largos para as casas de alienados mentais, onde vai aprender pela dor o que n�o se disp�s a conquistar pelo amor.
Aquele que quer se renovar interiormente n�o lhe faltar�o as m�os benfeitoras da espiritualidade maior, amparando-o em todos os seus esfor�os, como b�n��os de Deus e como miseric�rdia de Jesus aos filhos que pedem a melhoria n�o s� com palavras mas com os pr�prios esfor�os.
Vamos dar-nos as m�os, esp�ritos e homens, com lealdade, para melhor compreendermos o Evangelho do Mestre e, nessa sintonia dos nossos cora��es com Ele, nada teremos a esperar, sen�o a Luz.

O m�dium contrariado

O campo medi�nico recebe energias de variados centros de for�a dos corpos espirituais, que podem circular em todo o seu �mbito de vida. Mas tamb�m podem perturbar todas as fontes fornecedoras, se n�o usadas devidamente, nas linhas indicadas pelo bom senso, clareado pelo Evangelho de Jesus. Quantos m�diuns se esfor�am em muitos pontos inspirados pela perfei��o, � procura da harmonia mental?
H� um n�mero razo�vel! Mas alguns se esquecem do bem-estar, intensificado pela alegria, da aceita��o das coisas como elas s�o. E passam, com isso, a ser m�diuns contrariados, insatisfeitos com tudo o que lhes ocorre, esquecendo-se ou se fazendo esquecer da advert�ncia do Cristo, nessa fala de Luz, manipulando os dons de Paulo na carta aos Tessalonienses I, cap. 5, vers.18: �Em tudo da� gra�as, porque esta � a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco�.
Quando nos lembramos desse aviso do Evangelho, devemos esquecer-nos dos aborrecimentos, porque o m�dium contrariado fica sob a cust�dia da depress�o. E nesse caso, o centro de for�a umbilical, que irradia um jato de luzes verde-cana vivo, passa a apresentar um terra-escuro, levando � melancolia, que por sua vez leva ao cansa�o nas m�nimas ocupa��es.
Se alguns infort�nios batem � tua porta, n�o vistas a roupa do t�dio, para n�o dares guarida ao des�nimo, nem deixa crescer no teu cora��o o desprezo pela vida, que avan�a e brilha nas luzes dos s�is, por toda a cria��o de Deus. A nossa mente est�, por assim dizer ligada a todos os centros energ�ticos de todos os corpos, por fios invis�veis, mas inquebrant�veis, recebendo e dando as impress�es que lhes s�o pr�prias. As trocas s�o permanentes, ela fica impedida de receber a sustenta��o de todas as fontes que lhe chegam por acr�scimo de miseric�rdia, para a sua paz. E ainda perturba os canais que trabalham para ajudar a sua liberta��o.
As nossas atividades mentais n�o podem decrescer. Deve ser feito o expurgo das id�ias negativas, antes que elas se formem e tomem autoridade sobre o sistema nervoso, agindo no metabolismo da criatura de Deus. Se vivermos em pleno conflito dentro de n�s, na �rea da consci�ncia profunda, que verte, com o passar do tempo, para todos as consci�ncias menores, teremos perturba��es constantes com variados nomes de enfermidades i infort�nios diversos. Pensemos no dever; quando falamos no dever, ele nos traz a palavra equil�brio em tudo o que fazemos, para que surja a harmonia em tudo o que almejamos ser feito.

As m�os de um m�dium

As m�os de um m�dium tanto podem aben�oar como perturbar as criaturas, dependendo do modo pelo qual ele se conduz na vida. Todos os dons s�o inerentes a todos os seres, encarnados e desencarnados. O que modifica as capacidades das pessoas para o bem ou para o mal � a decis�o tomada, s�o as atitudes que acompanham seus passos.
...Tuas m�os podem ser dois canais de luz do Senhor a curar os enfermos, levantar os ca�dos e dar vida aos que se encontram na morte. E a� passar�s a ser m�dium de Jesus a servi�o do amor.

Descuido medi�nico

A neglig�ncia para com a mediunidade traz ao m�dium dias amargos, sen�o na Terra, no mundo espiritual, por faltar-lhe o cumprimento dos deveres ante Deus e frente � pr�pria consci�ncia. ...Faculdades medi�nicas, todos os temos, desenvolvidas e desabrochando, em estado de in�rcia e esperando o toque do Senhor. N�o obstante, isto n�o basta. Para completar, devemos fazer a nossa parte no que se refere � harmonia dos nossos talentos, � disciplina das nossas for�as, e a educa��o dos nossos sentimentos. Quem n�o conhece se descuida. Qual � o caminho para conhecer?
� pedir a quem sabe para nos ensinar, � observar o exemplo dos benfeitores da humildade. � um dos guias que pode nos levar � escola � a prece, quando ela nasce da sinceridade do coa��o. �Pedi e obtereis�, ensinou-nos o maior de todos os mestres. ...o corpo f�sico guarda segredos para o futuro e quando a ci�ncia os descobrir, ir� Ter mais respeito para com ele. O trato para com essa pe�a divina haver� de mudar, porque onde a lei � desrespeitada, surge a desarmonia.

Humildade sem pretens�o

A humildade � uma virtude singular nas hostes da doutrina esp�rita, principalmente quando ela � intercalada com a fun��o medi�nica, desde que n�o leve a marca da pretens�o. Conv�m que todos n�s, encarnados e desencarnados, estudemos com mais interessa os dons que Deus nos concedeu, para que possamos sentir na cidade da alma os objetivos dos trabalhos medi�nicos, na sua extens�o infinita do amor.

A mediunidade vaidosa

O maior cuidado que possas Ter com tuas faculdades medi�nicas ainda ser� pouco, j� que elas est�o sujeitas a diversos desvios, se n�o forem orientadas num amor que ultrapasse todas as exig�ncias.
A mediunidade cheia de ostenta��o carrega consigo o ambiente pernicioso do engano, e alimenta-se sempre na fonte do desespero e da hipocrisia.
...A senda da inicia��o corresponde a fardos pesados que o aprendiz deve transportar com coragem e f�. Muitos dos nossos companheiros, quando j� est�o no final das provas, desistem, entregando-se �s hostes do mal e deixando para depois a caminhada nas estradas estreitas. ...todos somos iguais perante Deus, e s� Ele precisa saber o que fazemos com nossas faculdades. O Todo Poderoso nos v� e nos escuta fora e dentro de n�s, sem que O percebamos. Fora, pelos processos do �ter c�smico, que tudo registra e, dentro, pela sens�vel c�mara da consci�ncia, onde fica guardado pela vigil�ncia do cora��o. Mediunidade for�ada

O esp�rito, antes de reencarnar, traz consigo os dons mais ou menos aflorados desta ou daquela mediunidade, de acordo com a sua miss�o na Terra. Somos preparados no mundo espiritual para o desempenho do minist�rio medi�nico, e esses compromissos nos dar�o uma abertura muito grande se forem todos bem cumpridos na seq��ncia que os ensinos do Cristo nos orientam.
...acontece que muitas criaturas que nasceram no mundo com determinada faculdade, a caminho de maior ascens�o, rejeitam-na, for�ando outras que ainda n�o possuem essa determina��o � um desastre para a vida ps�quica.
...Disse o Mestre: �N�o � dado fardo pesado a ombros fr�geis�. N�o � dado, mas temos o livre arb�trio de fazer ou deixar de fazer o que nos foi entregue para realizar. Mas se n�s mesmos aumentamos esse fardo, certamente que ca�mos no meio do caminho, por n�o suportarmos o peso da tarefa que escolhemos por vaidade. O orgulhoso � compelido � cegueira, e sempre falta em seu caminho uma companheira de grande valia que se chama humildade.

O Cristo e os dons

Jesus Cristo, na estrutura universal, age atrav�s de for�as de duas naturezas: uma exterior e outra interior � consci�ncia do esp�rito. Exteriormente, identifica as necessidades humanas e prop�cia recursos necess�rios, cabendo ao homem apenas a vontade de assimil�-los e us�-los, interiormente, o Cristo � a consci�ncia c�smica implodindo na consci�ncia do esp�rito de v�rias maneiras para libertar as criaturas e faz�-las conhecerem-se a si pr�prias internamente.
...N�s, que daqui falamos, n�o estamos isentos de esfor�os.
Pelo contr�rio, faz�mo-los todos os dias. N�o estamos ainda libertos, pelo contr�rio, estamos ainda presos a compromissos maiores na senda do aperfei�oamento. N�o temos as consci�ncias tranq�ilas no que tange aos fardos e aos jugos. Estamos caminhando para tal desempenho, como todos, que tamb�m oram e trabalham com Jesus, na certeza de liberarmos o Cristo, como Sol, no centro da vida.

A mediunidade e o homem

A mediunidade no homem � uma oportunidade de servir, principalmente no campo espiritual. A comunica��o entre encarnados e desencarnados, ou vice-versa, proporciona meios diversos de restaurar os sentimentos em desacerto, quando essa faculdade se firma nos princ�pios do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Podemos dizer que a mediunidade crist� se alimenta na alvorada do amor. Se buscas o desenvolvimento dos teus dons medi�nicos, companheiro, n�o te esque�as de fazer uma revis�o interior, v� e sente o que vens fazendo da vida. E se n�o estiveres dentro dos princ�pios da moral evang�lica, trabalha em ti mesmo, acertando pensamentos e corrigindo id�ias, aprimorando sentimentos e educando a conversa, no sentido de que a tua vida trilhe as linhas do amor, e de que esse amor inspire a caridade, que te possas levar a paz no cora��o.
Come�a-te mudando os inconvenientes dos teus impulsos inferiores e passa a dominar os instintos em desencontro com a moralidade, cauterizando as chagas abertas pelo �dio, aben�oando os ofensores com a for�a do amor, expurgando os inimigos do ci�me e da inveja, alimentando a confian�a e o desprendimento dentro da modera��o, que nasce sempre da humildade.
...ningu�m engana a verdade. Ela vibra qual o sol ao meio dia, para as criaturas de Deus. A justi�a � uma lei, e existe qual o vento e a �gua que nos protegem e nos castigam quando n�o respeitamos seus direitos de ajudar. O pregui�oso � castigado pelas pr�prias necessidades, e o que trabalha em demasia sofre as conseq��ncias da pr�pria desarmonia. A modera��o � o caminho mais acertado, em todas os trabalhos que encetamos para viver, e o discernimento nos leva � amplitude da alegria e de bem-estar. O homem recebeu os dons medi�nicos, n�o para abuso de poderes, mas para refazer suas for�as, ajudando os semelhantes com assist�ncia espiritual. Ajuda, mas aprende a ajudar. Serve, mas aprende a servir, porque quem d� o que n�o tem fica devendo a pr�pria d�diva.

O m�dium e o espiritismo

A mediunidade est� ligada, de certa maneira, � doutrina dos esp�ritos, por ser o instrumento pelo qual se sustenta essa filosofia religiosa, de conseq��ncias cient�ficas. Quando se fala em espiritismo, lembra-se imediatamente da mediunidade. S�o duas for�as insepar�veis.
A doutrina dos esp�ritos surgiu pelos fen�menos dos dons espirituais, analisados e testados, e colocados � luz pelos mais cultos esp�ritos da �poca, fazendo com que se cumprisse a profecia de Jesus, citada em Jo�o, cap�tulo catorze, vers�culo dezesseis: � e eu rogarei ao Pai, e Ele vos dar� outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco�. De fato, enviou o Consolador, sob a forma de uma doutrina, por um dos seus disc�pulos mais l�cidos no entendimento das leis espirituais. E esse Consolador n�o veio somente na forma de consolar, mas trouxe a miseric�rdia de instruir tamb�m, mostrando � humanidade o mesmo cristianismo primitivo, com o mesmo perfume espiritual do Cristo de Deus.
...O espiritismo � uma doutrina diferente, porque n�o imp�e seus conhecimentos. Ele espera a maturidade dos companheiros, n�o teme nada por saber que a verdade n�o � temeroso e quem est� no leme dos destinos da humanidade � Nosso Senhor Jesus Cristo, que nunca falhou, nem sa�ra dos caminhos de Deus.
Toda a agremia��o esp�rita deve ser uma escola onde n�o faltem livros e aulas, esclarecimentos e trabalhos, o cultivo da prece e a cura dos enfermos.
Cristo nos pede que nos demos as m�os, fracos e fortes, doentes e sadios, pobres e ricos, intelectuais e ignorantes, santos e p�rias, na manifesta��o do amor, para que a fraternidade se estenda por toda a parte, provando, assim, que aprendemos o que Ele nos ensinou.
� bom que o m�dium escute: se tens o Dom da palavra, ajuda aos que sofrem, falando com eles da bondade de Deus e da miseric�rdia de Jesus, da interven��o dos esp�ritos e da manifesta��o dos mesmos em todas as atividades humanas.
Se tens o Dom da alegria pura, faz com que ele seja uma fonte onde todos os desesperados bebam, sem que a exig�ncia atrapalhe suas faculdades. Se te compadeces dos que sofrem a fome e a nudez, trabalha por eles, com o Dom da caridade, porque ela sempre se manifesta atrav�s do amor.
Se a tua mediunidade � escrevente, escreve em nome de Deus, consolando e instruindo as criaturas, e, nesse seguimento, n�o deves parar. Avan�a com todas as faculdades que possu�res para a paz e a sa�de de todos os seres, que � assim que podemos registrar a volta do Senhor nas nuvens dos cora��es, a nos dizer: �Estou feliz por amardes a todos como eu vos amei�.
E o instrumento dessa renova��o espiritual pode ser a mediunidade, mas ligada ao Espiritismo, dirigido por Cristo.
O m�dium e a ora��o

N�o pode existir mediunidade que desconhece a ora��o, for�a viva que desabrocha o celeiro das faculdades medi�nicas. A prece consubstancia recursos em variados pontos do suprimento maior, dotando o m�dium de capacidades benfeitoras, que podem e devem ser usadas em favor da coletividade. A ora��o acorda, em quem ora, energias sublimadas, desatando fontes de grandes poderes, que poder�o ser dirigidas pela mente, na educa��o que a pr�pria mediunidade com Jesus favoreceu, por miseric�rdia.
O m�dium que se esquece da ora��o est� sujeito a envolver-se com as trevas, e as conseq��ncias dessa alian�a ser� desastrosa. A prece deve ser para o mediador como a higiene e a alimenta��o para o corpo: imprescind�veis. Se o corpo f�sico precisa das vestes para se compor, a alma carece das vestes tecidas pela ora��o, coadjuvante indispens�vel para as tarefas do esp�rito. A s�plica tem v�rias dimens�es e uma das mais importantes para a mediunidade � a ora��o pelo exemplo. A conduta tem vozes que escapam a certos ouvidos e fala gravando as imagens em muitas modalidades.
O iniciado aprende a falar sem o concurso do verbo e aprende a ouvir sem os ouvidos da carne. A vida espiritual � a perfei��o de todos os m�todos que os anjos compreendem. Eles trabalham para nos ensinar pelo processo das virtudes, que usam sem constrangimento, dentro da maior simplicidade, como a��o natural de suas vidas.
Ao contr�rio, n�s outros, para conquistarmos algumas delas, haveremos de fazer um esfor�o descomunal, sofrendo a rejei��o de todos os corpos que usamos, por nos faltar afinidade com esse modo de vida. Todas as mudan�as nos trazem desarmonia, pelo menos a princ�pio; o preparo do terreno para o plantio, a remo��o de uma casa velha para construir uma nova, as mudan�as de canaliza��es em ruas, etc.
O homem que deseja elevar-se em todos os cambiantes da evolu��o, deve entregar-se �s lutas na mesma correspond�ncia das necessidades, e ele encontra contrastes dentro de si em maior quantidade do que em todas as guerras exteriores e infort�nios externos.
Vamos pedir aos benfeitores espirituais maior que nos assistem, a fim de despertarmos para o Bem, e que a caridade crist� nos desperte para o Amor.
Pedimos ao m�dium para n�o se esquecer da ora��o cotidiana, como alimento indispens�vel aos segredos da alma. Se quiseres comunicar-te com os que j� passaram para a espiritualidade, exercita a prece, nos moldes que Jesus te ensinou, e que todos n�s usamos como fonte de for�as, e combust�vel c�smico em todos os tipos de andan�as no Universo, porque o Pai Celestial ora constantemente na fei��o da harmonia estabelecida na cria��o. Ele usa a palavra em todas as dimens�es: � o verbo de luz na cria��o permanente de todas as coisas.
Podes ver e sentir os poderes da prece, pelo que abaixo se segue:
- A prece � o empenho da alma em ascens�o..
- N�o existe alegria pura sem ora��o.
- Toda s�plica manifesta em si algo de supperior.
- Quem ora est� saindo de si para entrar eem Deus.
- A prece � o socorro que Deus nos ensinouu a pedir nas dificuldades.
- Orar � penetrar no desconhecido, dentro de n�s.
- A prece � um jeito divino de nos mostrarr o c�u na alma.
- Quem ora e confia na prece, encontra forr�as para lutar.
- A prece � um modo de encontrar as solu���es dos problemas.
- Orar � acender uma luz maior no cora��o da vida.
- Quem ora, orienta a si mesmo.
- O ato de orar � gratid�o e rever�ncia aoo fato de viver.
- A prece � uma fonte de luz que alimenta e supre as necessidades do esp�rito.
- Quem n�o ora, desconhece as belezas da vvida.
- A ora��o conforta e abre os caminhos de esclarecimento para o esp�rito.
- A s�plica � a for�a de Deus, que pode naascer na for�a do homem.
- Se a prece � luz, porque n�o a acendemoss em n�s?
- Quem costuma orar com efici�ncia faz nasscer o Cristo no cora��o.
- A ora��o com Cristo � uma usina onde n�oo faltam energias para a vida.
- Quem ora em favor dos outros, cria paz ppara si mesmo.
- Quem tem h�bito de orar, sente a feliciddade em sorrir.

Pedimos e aconselhamos a todos os m�diuns para n�o se esquecerem da prece antes de qualquer trabalho espiritual, pois ela � uma seguran�a medi�nica que nos conforta e nos d� vida na vida do Cristo sob as b�n��os de Deus.

A reencarna��o era aceita pela Igreja at� o ano de 553 de nossa era; Origenes foi um de seus luminares do Cristianismo nos primeiros s�culos, todavia, no segundo Conc�lio de Constantinopla, decretou-se: �Todo aqule que defender a doutrina mistica da preexist�ncia da alma e a consequente assombrosa opini�o de que ela retorna, seja an�tema�.
Em obedi�ncia aos caprichos de sua mulher Teodora, o imperador Justiniano, que n�o acatava a autoridade do Papa, op�s-se � tese reencarnacionista simplesmente pelo fato de que Teodora, que, no passado, se prostitu�ra, o influenciara na condena��o � morte de suas quinhentas ex-colegas de Constantinopla...Os Crist�os, que admitiam a Reencarna��o, passaram a cham�-la de criminosa, apregoando que, pela Lei do Carma,em vidas futuras, ela seria assassinada quinhentas vezes...A palingenesia, uma Lei Divina, ent�o foi extinta por um decreto humano, como se a Verdade pudesse existir ou deixar de existir sob o bico de uma pena!...
( Paulinho Garcia - Esp�ritos Elementais�cap.6;pag.45 e 46).

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