La C�bala ense�a un m�todo pr�ctico para aprender el mundo superior y la fuente de nuestra existencia mientras estamos en este mundo.
A trav�s de este m�todo el hombre alcanza la perfecci�n, coje su vida en las manos, trasciende los l�mites del tiempo y del espacio. El llena as� el objeto de su vida y llega a la serenidad, al gozo sin fin y sin l�mites cuando est� a�n en este mundo.
Nuestro fin es el de guiaros ha iniciar y superar los primeros grados de la aprensi�n del reino espiritual.
El hombre siempre busc� respuestas a las preguntas b�sicas de la existencia: �Qui�n soy? �Cu�l es el prop�sito de mi existencia? �Por qu� existe el mundo? �Seguimos existiendo despu�s de que nuestro ser f�sico ha completado sus tareas?, etc.
Cada uno/a a su manera intenta responder a dichas preguntas a partir de las fuentes de informaci�n de las que dispone. Cada uno/a de nosotros formula su concepci�n del mundo a partir de su experiencia. La realidad y la vida cotidiana se encargan de poner a prueba constantemente esta percepci�n, oblig�ndonos a reaccionar, mejorarla o si no, cambiarla. Algunos lo hacemos conscientemente, en otros ocurre como un proceso inconsciente.
La necesidad de efectuar cambios y de buscar respuestas proviene del deseo de recibir placer y de evitar el sufrimiento. Las leyes de la naturaleza, nuestra experiencia de vida y la conducta de las criaturas vivientes nos ense�an que no existe un modo l�gico de evitar por completo el sufrimiento. En este sentido, somos iguales a los dem�s seres vivos. Una vaca, una rana o un pez tambi�n buscan, a su manera, la mayor cantidad de placer con la menor cantidad de incomodidad.
Los interrogantes esenciales acerca del ser del Hombre agregan otra dimensi�n al sufrimiento humano. No nos permiten sentirnos satisfechos a�n tras haber logrado tal o cual objetivo particular. Al alcanzar la meta anhelada, sentimos r�pidamente la carencia de alg�n otro placer. Esto nos impide disfrutar nuestros logros, reactiv�ndose nuestro sufrimiento . Vemos retrospectivamente que hemos gastado la mayor parte del tiempo esforz�ndonos por alcanzar nuestros objetivos, obteniendo muy poco placer por el �xito en s�.
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A gnose dos hebreus sempre foi objeto de curiosidade, ultrapassando a filosofia, no que concerne �s suas revela��es secretas. O objetivo aqui, � dar um esbo�o de tal doutrina, visto ser complicado at� mesmo para os adeptos explic�-la detalhadamente. Essa dificuldade se deve muito em fun��o dos textos, em hebraico e aramaico, extremamente complexos escapando muitas vezes a compreens�o. Bom , que � a Qabalah? Literalmente o termo significa "tradi��o". Historicamente, � outra coisa.Diz-se que Mois�s "recebeu a Tora do Monte Sinai" nas "Pirqu� Abat". Trata-se da Lei oral que foi transmitida a um grupo de homens: de Mois�s a Josu�, de Josu� aos profetas e dos profetas aos velhos s�bios. Na realidade, essa doutrina m�sitca, centrada no contato com Deus, � apenas a transmiss�o de todo um mundo de conhecimentos profundos a poucas pessoas de alto valor. Outra distin��o � seu car�ter masculino, ou seja, a presen�a feminina � excluida do meio qabalistico. J� no Templo de Jerusal�m somente os homens, os "coanim", presididos pelo sumo sacerdote, o "coen gadol", se dedicavam as pr�ticas religiosas. � verdade que os hebreus tem profetisas: D�bora, Hilda e algumas filhas de m�sticos modernos, como Haiia, profundas conhecedoras do Z�ar. Nos rituais da Qabalah, s� o sumo sacerdote tem o direito de pronunciar o nome de Deus. Existem v�rios nomes de Deus dentro da Qabalah, e todos eles s�o extremamente sagrados sendo que alguns jamais s�o pronunciados. Para se chegar a Qabalah dos dias de hoje, ouve uma s�rie de transforma��es e mudan�as, podendo ser distinguidas atrav�s dos v�rios tipos de Qabalah existentes. A Qabalah pr�tica e a Qabalah especulativa s�o duas delas, que veremos mais a frente.
O "S�fer Ietsira"
Essa obra fundamental em seis curtos cap�tulos foi escrita em hebraico, num estilo muito conciso e obscuro, na Palestina ou S�ria, entre os s�culos III e IV. Sofreu influ�ncia da gnose pag� e crist�. � a primeira obra que revela, sob o aspecto m�stico, uma concep��o filos�fica dos elementos construtivos do mundo, sem considerar o elemento �tnico-religioso. Seu autor � desconhecido. A cria��o ou forma��o do mundo est� subordinada aos 10 n�meros elementares, primeiros, chamados Sefirot, e as 22 letras do alfabeto hebraico que representam for�as inating�veis, submetidas a combina��es que variam atrav�s de toda a cria��o. As Sefirot n�o s�o etapas:"seu fim est� no come�o e seu come�o est� no fim". Atrav�s delas � que Deus criou tudo. Em resumo, as 10 Sefirot e as 22 letras constituem as 32 sendas m�sticas da sabedoria com as quais Deus criou o mundo. As 22 letras est�o agrupadas assim: 3 letras m�es - alef, mem, chin; 7 signos duplos e 12 signos simples.As 3 m�es correspondem aos 3 elementos superiores caracterizados pelos sons: o ar, elemento central de onde jorra para o alto o fogo, elemento do mundo celeste e para baixo o elemento do mundo material. Os 7 signos duplos correspondem aos 7 planetas, e os 12 signos simples aos 12 signos do Zod�aco. Essa divis�o cosmol�gica aplica-se ao tempo, ao ano, ao espa�o, isto �, ao macrocosmo(olam) e ao organismo humano, o microcosmo(nefeque). Como j� dito, o S�fer Ietsira tem um alcance filos�fico, mas tamb�m se presta � magia e � teurgia, cujo papel est� bem determinado na m�sitca da "Mercab�". D� mesmo a entender que nas combina��es das letras - empregadas no Talmud e mais amplamente nos s�mbolos ulteriores da Qabalah - se acha a constitui��o do mundo. Essa combina��o das letras aplicada aos elementos, concebida sob um outro aspecto, desempenha papel importante na doutrina.
A Qabalah pr�tica, a prof�tica e a especulativa
A �poca dos gaonim na Babil�nia, que sucedeu ao Talmud, tende ao mesmo tempo para o pietismo contemplativo atrav�s do ascetismo, do jejum, da abstin�ncia, das mortifica��es, para a ascen��o ao espa�o celestial. Esse estado m�stico de aspecto quase decadente, vai desabrochar na Alemanha sob o aspecto de magia pr�tica. Os judeus estavam estabelecidos na Alemanha h� s�culos, particularmente �s margens do Reno e na Franc�nia. Esse impulso deve-se sem d�vida, as persegui��es feitas e marcas deixadas pelas Cruzadas no esp�rito dos hebreus. Nos escritos de Eleazar de Worms encontram-se tratados relativos ao poder m�gico e a efic�cia dos nomes misteriosos de Deus. Ai se encontram as masi antigas receitas para se criar o "golem", mediante uma mistura de letras e pr�ticas m�gicas. A cria��o do golem era considerada uma experi�ncia sublime, e s� muito mais tarde � que toda uma lenda foi criada sobre o tal homunculus. Os qabalistas espanh�is seguriam outro caminho, bem mais filos�fico (a Qabalah especulativa), em oposi��o � Qabalah pr�tica , que caracterizava precedentemente a Escola Alem�.Nesse tempo, aparece uma figura muito importante: Abra�o ben Samuel Abulafia, nascido em Sarago�a, em 1240, com influ�ncias de Maim�nides e da Escola Alem�. Esse m�stico vision�rio, que se baseia na revela��o divina, v� na filosofia e na Qabalah etapas preparat�rias da Qabalah prof�tica. Essa profecia s� se pode realizar atrav�s do estudo dos nomes de Deus. Abulafia recomendava o desapego, pelo exerc�cio, de todos os objetos naturais para se viver na pura comtepla��o do nome Divino. O esp�rito, assim preparado, tranformaria-se gradualmente, podendo passar ent�o � etapa da vis�o prof�tica, onde os mist�rios inef�veis do Nome divino e toda a gl�ria de seu reino lhe seriam revelados. A tend�ncia da Qabalah especulativa, de alto alcance filos�fico, marca no pensamento judaico uma etapa consider�vel - coisa que n�o acontece com a outra tend�ncia, que se limita a a��o e a magia. Na alta antiguidade, Jos� e Mois�s distinguiram-se por certas pr�ticas que tocam as raias da magia, por�m s�o praticas subordinadas � a��o divina, tendo sido realizadas em fun��o de salvar o povo de Israel da fome, da escravid�o e da mis�ria.
O Z�ar
Quase toda a doutrina da Qabalah se encontra no Z�ar, onde os m�sticos judeus v�em a obra can�nica por excel�ncia. No Z�ar as medita��es, que se prendem em alegorias m�sticas, as vezes confusas, tem uma profundidade oculta e encerram id�ias penetrantes, sendo dotados de significa��es surpreendentes. Tais escrituras foram impressas pela primeira vez em 1558, em Cremona, e quase ao mesmo tempo em M�ntua. Numerosas edi��es apareceram em Berlim, Amsterd�, Constantinopla e Vars�via. Sua autoria � motivo de grandes discuss�es e controv�rsia. A doutrian do Z�ar n�o se apresenta de maneira uniforme, as vezes sendo um emaranhado de pensamentos representados por uma multiplicidade de s�mbolos dificeis de aprender. A doutrina apresenta um interesse particular para o conhecimento de Deus oculto, En-Sof (O Infinito), ans suas rela��es com o universo e o homem por interm�dio das Sefirot. Do �ponto de vista metaf�sico, a doutrina abra�a a totalidade.
As Sefirot
Para os qabalistas a atividade do En-Sof se manifesta nos dez atributos fundamentais de Deus, ou as dez Sefirot, que em seu vaiv�m, transmitem a vida divina. Elas n�o se situam entre o Um absoluto e o mundo dos sentidos; segundo a doutrina elas s�o exteriores ao Um. As Sefirot tomam lugar em Deus e permitem ao homem perceb�-lo.Sua pot�ncia divina, considerada como um organismo m�stico, permite aos qabalistas servirem-se da forma antropom�rfica para esclarecerem os s�mbolos da Tora, onde a atividade divina est� velada. No Z�ar seus nomes variam, segundo o aspecto pelo qual os consideramos. As duas imagens que os designam s�o o homem e a �rvore. Essas Sefirot, incorporadas sob v�rios nomes ao Z�ar, est�o dispostas em 3 grupos de 3, que foram mais tarde conhecidos pelos seguintes nomes: 1� grupo de 3, olam ha muscal(mundo da intelig�ncia); 2� grupo de 3, olam ha murgaque(mundo do sentimento); e 3� grupo de 3, olam ha mutba'a (mundo da natureza), o que perfaz um total de 9 Sefirot. A d�cima Sefira, Malcut (reino), encerra o conte�do das qualidades de todas as Sefirot ou dos seres superiores para transmiti-las ao homem. As Sefirot revelam na m�stica judaica uma concep��o pr�pria e original, se se considerarem as combina��es din�micas em que se iluminam mutuamente na subida e na descida. Al�m do mais, o lugar de cada uma delas na hierarquia n�o � t�o rigoroso. Elas representam, em suas flutua��es, o processo real da vida divina.
Algumas considera��es
Os rosa-cruzes e os franco-ma�ons utilizam em suas doutrinas as id�ias da Qabalah, servindo-se dos termos hebraicos. A interpreta��o da Qabalah assim adaptada n�a � fiel, talvez nem mesmo adequada. A Qabalah crist�, inspirada na Qabalah hebraica, apresenta no entanto, uma tend�ncia que a distingue de todas as outras:seu eixo � o Cristo. A Qabalah � uma doutrina cheia de mist�rios, simbolismos e de dificil assimila��o. Por�m, se mant�m firme nos seus principais objetivos: o entendimento, aproxima��o e adora��o de um �nico Deus. Quem admite v�rios deuses s� pode ser objeto de repulsa aos olhos de um hebreu m�stico, educado desde a inf�ncia no amor do Deus �nico.
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