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Capítulo 1- O sonho

Já era alta madrugada quando acorda, assustada, a jovem Sango. A sua volta, seus amigos continuavam dormindo: Kagome, Inuyasha, Shippo e... Miroku. O último não era apenas um amigo para Sango, era, na verdade, o dono do coração da amazona.

Sango acordara tão atordoada que nem havia reparado que caiam lágrimas de seus olhos, e quando passou suas mãos pela face de frágil guerreira para limpar aquelas lágrimas incômodas, lembrou do motivo de seu susto: um sonho.

Nesse sonho, Sango estava em um lugar diferente...Um lugar em que ela nunca havia ido. Parecia com as descrições que kagome fizera a respeito de sua era: não existia um vilarejo, no lugar estava uma imponente cidade e, ao invés das florestas que dominavam seu país, havia ruas... O enredo do sonho era este: Sango estava andando por uma calçada, com uma certa pressa, quando um garoto esbarra nela, que deixa cair milhares de livros e, sem pensar, fala:

-Kojiro, você não muda nunca?! Deveria tomar mais cuidado!

O garoto havia passado sem nem prestar atenção em Sango, não havia sequer pedido desculpas... Mas a menção de seu nome o fez parar e olhar para a garota que dissera seu nome. Ele iria perguntar se ela o conhecia, mas ao olhar para o rosto de Sango algumas cenas apareceram em sua mente como uma lembrança distante... Nesse momento ele soube que aquela era a garota que ele realmente amava, que ele a conhecia há muito tempo...

-Sango, eu senti tanto a sua falta! Nadda estava completo sem você, por que você não voltou antes? – e a braça com força.

-Ah, eu não sei. Eu não pude me lembrarr! Eu...

-Não se preocupe, estamos juntos agora!! Nada mais importa.

Ele ajuda Sango a recolher os livros e os dois vão caminhando até um velho templo. Chegando lá eles entram e se deparam com um poço, mas nem se importam com isso...Kojiro abraça Sango mais uma vez, e os dois ficam lá, sem pensar no tempo. Está tudo perfeito, mas, de repente, alguém passa correndo e empurra Sango, que cai no poço e... acorda.

Enquanto isso, 500 anos à frente de seu tempo, um garoto acorda assustado com seu sonho; ele não queria que a menina que estava em seus braços se machucasse.

                                            Capítulo 2 – ciúmes

No dia seguinte Sango conta seu sonho para Kagome, que fica estarrecida:
-Sango, você sonhou com Tókio, o meu muundo!!! E, pelo que você descreveu, esse poço é o poço come-ossos!
-Poço come ossos?
-É, o poço que liga nossas eras, foi dee lá que eu vim!
-Hei! Vocês não vão se apressar não?! AAinda temos muito caminho pra percorrer! – Inuyasha as cumprimenta com seu “bom-humor” matinal – Vocês estão falando de mim, né?
-Ah, cala a boca Inuyasha! Nem tudo girra em torno de você, sabia?
-Kagome, sua pirralha chata, não fale ccomigo assim ou...
-Ou o quê?!?!?!?!?!
-Calma! Vocês dois! – intervém Mirroku – Kagome, não ligue para Inuyasha. Ele não quer dizer que você é chata, ele quer pedir desculpas..
-COMO É QUE É?! Pedir desculpas praquella humana idiot...
-SENTA!!!!
È, como era de se prever o meio youkai dá com a cara no chão.
- Inuyasha, eu e a Kagome estávamos fallando sobre um sonho que
eu tive.....
Miroku se mete na conversa: - Foi um pesadelo?! Então pode deixar que eu a protegerei!
Sango olha para os dois lados, dá um suspiro, e diz:
-Não Miroku, mas você poderia me devolvver para o chão?
Miroku fica um tanto sem graça e coça sua cabeça:
-Ah, claro!!!
Inuyasha olha para Miroku: - SEU PERVERTIDO!!! Já ia se aproveitar da situação!! Não se preocupe Sango, eu a protejo! (e abraça Sango)
Nesse momento Inuyasha consegue alcançar seu objetivo: causar ciúmes em Kagome. Ele estava planejando isso há semanas, só esperava uma boa oportunidade. Ele queria saber se seus sentimentos eram correspondidos e se vingar de Kagome, que o pusera milhares de vezes em situações semelhantes (dá pra imaginar alguém mais infantil?).
Kagome fica vermelha: AH ENTÃO É ASSIM INUYASHA??!! A Sango você quer defender, ficar abraçado com ela...mas eu, eu sou uma “humana idiota”?!
- Não Kagome, eu só tava brincando, he he. Não, não precisa chorar! Olha, não fica triste!
Miroku fala no ouvido de Inuyasha: Viu? Foi se meter com a Sango, bem feito!
-Ora seu!..
(os dois começam a brigar, kagome está morta de raiva e Sango quer apaziguar os ânimos)
De repente Shippo aparece na clareira e se depara com aquele caos, suspira, toma fôlego e diz:
VOCÊS QUEREM SE ACALMAR?! PELO AMOR DE DEUS!
Todos param, se sentam e Sango conta seu sonho. Depois de terminar a cena é mais ou menos a seguinte:
Sango parada, de sobrancelhas erguidas, esperando algum comentário. Kagome despreocupada (pois já tinha ouvido o sonho) fazendo carinho na cabeça de Shippo, que está sentado no seu colo, de olhos vidrados, querendo saber quem e porque alguém havia empurrado Sango. Inuyasha escondendo muito mal um riso, olhando de canto de olho para Miroku, que está sentado ao seu lado, de punhos fechados, cerrando os dentes, o ódio estampado na cara: era a personificação do ciúme. Miroku se levanta de sopetão e, para a surpresa de todos, grita:
-PARABÉNS SANGO! SAIA POR AÍ SE AGARRANNDO COM PESSOAS QUE VOCÊ NUNCA VIU! SE VOCÊ QUER ME TRAIR ENTÃO VÁ EM FRENTE!
Então Miroku sai correndo para o meio da floresta, deixando todos chocados.
Sango: Mas o que foi que eu fiz? Foi só um sonho! E...trair? como assim? Eu num tenho nada com ele!
Kagome: Acho que ele ficou com ciúmes!
Sango não conseguiu conter um sorrisinho – Ciúmes? Que idéia maluca!
Inuyasha fala pra si mesmo: Ela está é enlouquecendo! Sonhar com o futuro! Hmpf! Que coisa!
Shippo: É, mas sonhar com uma garota que vem do futuro não tem nada de mais, não é?
Inuyasha: Como assim, Shippo?
Shippo: EU sei que você sonha com a Kagome de noite!!!
Inuyasha: Cala a boca!
Shippo: Inuyasha sonha com a kagome lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá...
Inuyasha: Volta aqui!
Kagome vê Inuyasha saindo correndo atrás de Shippo para o coração da floresta. Ela fica preocupada e vai atrás dos dois, deixando Sango sozinha com Kirara:
-ah Kirara! O que quer dizer tudo isso??
Enquanto isso, à beira de um riacho, Miroku observa o movimento da água:
-Talvez eu deva contar a verdade para SSango... senão vou perdê-la.

 

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