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CUPINS SUBTERRÂNEOS

CUPINS - O GRANDE DESTRUIDOR

Os cupins devoram madeira dia e noite. Os cupins têm elevado potencial de dispersão e destruição. Qualquer vestígio de sua presença é um sinal de emergência, de que é preciso tomar providências imediatas para uma descupinização. Das 250 espécies existentes no Brasil, duas são as maiores causadoras de grandes estragos e prejuízos: o Criptotermes brevis, vulgarmente denominado Cupim de Madeira Seca e o Coptotermes havilandi, que é o Cupim de Solo, o de maior poder de destruição. Além da madeira, esses insetos se alimentam de borracha, plástico, couro, gesso, tijolo e até concreto.

COPTOTERMES HAVILANDI (Holmgren, 1911)

Esta espécie de cupim é encontrada tanto em matas quanto em áreas urbanas. Sua estratificação social plena, apresenta as seguintes castas: rainha, rei, soldados, operários e reprodutores alados. Suas colônias (cupinzeiros) medem de alguns poucos centímetros à vários metros, chegam a abrigar milhares de indivíduos, podendo permanecer ativas por mais de vinte (20) anos. Os operários são assexuados e extremamente vorazes com largo poder de destruição e se necessário percorrem dezenas ou centenas de metros em busca de alimento para a colônia. Os soldados, também assexuados, tem por função ordenar o trabalho dos operários e defender o cupinzeiro de seus inimigos naturais (aranhas, lacraias, escorpiões...).Os reprodutores alados, são sexuados e futuros reis e rainhas de novos cupinzeiros, os quais iniciam, quando penetram aos pares em madeiras após a revoada ao redor de pontos luminosos ou quando um casal atinge madeiras, vindo de um cupinzeiro primário através das galerias (túneis), que os operários desta espécie constróem ou cavam na busca de alimento. A rainha sofre uma fisiogastria extraordinária, que lhe permite no auge de sua maturidade sexual, ovipor mais de 10.000 ovos por dia. Cabe-lhe ordenar através de hormônios a que casta os novos indivíduos pertencerão. O rei, vive na câmara real e tem por função fecundar a rainha. Esta espécie de cupim é vulgarmente chamada de cupim de solo ou cupim subterrâneo, porém é mais correto denominá-los, conforme o substrato em que estabelecem o cupinzeiro, cupim de estrutura, cupim de alvenaria, cupim de árvores.

Infestação estrutural

Cabe esclarecer que infestação estrutural por cupins, é aquela em que estes insetos, formam seus cupinzeiros a partir de madeiras residuais da obra ou de reformas posteriores, perdida em vãos (entre lajes, rebaixos ...) ou mesmo preenchendo as células dos tijolos ou, ainda, abrangendo madeiras e entulhos de enchimento de pisos.
Com o decorrer do tempo, geralmente após três ou quatro anos do início da infestação, os operários constróem "túneis" ligando a outras madeiras (portas, rodapés, mobiliários, ...) de onde escoltados pelos soldados, retiram alimentos e material para ampliação do cupinzeiro.
Sua migração dá-se preferencialmente pelas paredes hidráulicas, paralelamente às plumadas d'água. Avançam também pelo interior de condutos telefônicos e elétricos; sendo que neste último por danificar o revestimento da fiação, representam risco de curto-circuito. Porém se necessário atravessam a alvenaria, cortam manta asfáltica e mesmo as lajes não lhe fazem obstáculo. Nesta época é que seu ataque geralmente é notado.
Com o passar do tempo, vários cupinzeiros secundários vão se estabelecendo em diversos pontos do imóvel e, se não combatidos ou combatidos inadequadamente, acarretam ônus de grande monta.
Estes insetos que datam, já como sociedade organizada, de 250 milhões de anos, há muito tempo invadiram o habitat humano. Nas cidades modernas, particularmente nos centros urbanos, a partir do final da década de 60 e início dos anos 70 a qualidade das edificações baixou muito, em função da diminuição dos custos e rapidez nas construções criando-se, então, nas edificações determinadas condições que possibilitaram a extraordinária adaptação e disseminação dessas pragas.

Infestação de solo

É aquele em que algumas espécies de cupins constróem seus cupinzeiros no subsolo.
Em áreas urbanas da cidade do Rio de Janeiro, há predominância da espécie Coptotermes havilandi.
Esta espécie forma seus cupinzeiros a partir de resto de vegetação (raízes e troncos), ou madeiras residuais da obra abandonadas no subsolo. Podendo estar localizadas diretamente abaixo da edificação ou no subsolo ao redor da mesma. Em edificações recentes podem preceder a mesma.
A dinâmica da infestação de edificação por cupinzeiros de solo é a mesma descrita em infestação estrutural, mudando apenas o sentido de progressão (de baixo para cima).

CUPINS DE MADEIRA SECA Criptotermes brevis (Walter, 1853)
Esta espécie não tem sido encontradas em ambientes naturais, pode-se dizer, é cosmopolita e ocorre primordialmente em madeiras industrializadas e empregadas nas edificações humanas, sendo por isso denominados, cupim de madeira seca. Sua estratificação social é incompleta, sendo a função dos operários executada pelas «ninfas» (formas jovens e indiferenciadas dos cupins). Cavam criptas (salas) interligadas por canalículos no miolo da madeira, consumindo-o integralmente, sem destruir as faces da peça atacada, na qual abrem apenas pequenos orifícios para o lançamento de seus dejetos (grânulos fecais). Seus cupinzeiros são pequenos e com poucos indivíduos, mas uma peça de madeira geralmente é infestada por mais de um cupinzeiro, podendo, este número, chegar a casa das dezenas ou mesmo centenas. Seu poder de destruição é grande.

CUPINS ARBÓREOS OU CUPINS ARBORÍCOLAS Nasutititermes spp
Leia: CUPINS ARBÓREOS - REPORTAGEM

As espécies do gênero Nasutitermes pertencem a família TERMITIDAE, que é a mais evoluída da ordem ISOPTERA. São insetos sociais e vivem estratificados nas seguintes castas:
Casta real: formada pelo rei e pela rainha, tem a função exclusiva de reprodução, sendo que as rainhas podem viver até 20 anos e colocar 10.000 ovos por dia no auge da maturidade sexual;
Casta dos operários: é formada de indivíduos de ambos os sexos; cegos e incapazes de se reproduzir; são responsáveis pela alimentação e ampliação do cupinzeiro;
Casta dos soldados: é formada por indivíduos de ambos os sexos, cegos e incapazes de se reproduzir; são responsáveis pela defesa do cupinzeiro e sua cabeça em forma de seringa (nasuti) deu nome ao gênero;
Casta dos reprodutores alados: é formada por indivíduos de ambos os sexos, alados e capazes de reproduzir, só ocorrem nos cupinzeiros, próximo a época da enxamagem e tem por função a propagação da espécie.
Estes cupins cujos cupinzeiros pelo formato são chamados de "cabeça de negro", ocorrem principal no ecossistema de florestas, porem em algumas regiões, têm se adaptado bem nas áreas rurais e urbanas. Em cada cupinzeiro podem ser encontrados mais de 1.000.000 de indivíduos, que retiram o alimento da vegetação atacada ou das madeiras das edificações, consorciados com outra espécies Xilófagos (bactérias e fungos) decompositores.

BROCAS Anobium Punctatum (De Geer)  

     

A Broca é conhecida como o besouro que devora toda a madeira dos móveis das casas.
No Brasil, principalmente no Rio de Janeiro, a Broca é esse besouro que come a mobília e é a espécie principal envolvida em devorar os móveis de madeira de todos os locais. Esse besouro infesta todas as mobílias e outros artigos de madeira que ele consegue penetrar. Sua voracidade e vitalidade em destuir atinge grandes proporções, principalmente nas regiões temperadas do mundo, bem como as regiões tropicias como o Rio de Janeiro e as suas altitudes bem altas onde o clima é muito mais satisfatório para o seu desenvolvimento.
Até mesmo em regiões temperadas onde o besouro se fixa com facilidade, a incidência da infestação se espalha com facilidade. O Anobium Punctatum, a Broca, é esse besouro insaciável, devorador, que ataca também os móveis guardados em locais pouco visitados, como os sótãos, locais isolados e os porões das casas. Sua atividade de destruição aumenta com a presença mais forte do verão. Entretanto nunca pára de se estabelecer no interior dos móveis onde quer que eles estejam.
As Brocas atacam todas as madeiras. Já foram encontrados buracos de saída desses insetos em árvores de carvalho com mais de 60 anos de existência e também foram encontrados os buracos de saída deles de dentro da madeira, 10 anos depois da árvore de carvalho já estar cortada e transformada em móveis.
O besouro que mora e se alimenta de madeira de todos os móveis, a Broca, tem no máximo o comprimento de 6 mm, cor marrom e avermelhado para marrom escuro, com filas longitudionais sobressaindo-se pela sua cor contrastante. Como toda Broca a sua cabeça não é visível de cima. Tem uma protuberância fronteiriça proeminente e 11 antenas segmentadas, sendo que 3 são maiores e mais longas que as 8 constantes.
Quem se alimenta da madeira para o seu rápido crescimento são as larvas, com uma fome desesperada e sem fim, devorando tudo em seu redor e que possuem a cor cinzento-branca e crescem também até 6 mm. Os túneis formados por elas, principalmente junto com o grão de madeira, que as Brocas jogam para fora dos buracos que elas fazem para entrar na madeira e procriar seus ovos, estão frouxamente cheios com frass, O frass consiste em formato de charuto que é a denominação das pelotas compostas de fragmentos pequenos da madeira mastigada. Nas infestações de grandes proporções, são jogados para fora pelos buracos de saída com alguma tempo de existência e são considerados buracos muito usados, velhos, com bastante frass e pó, provando que o inseto ou os insetos, estão devorando a madeira no seu interior, vorazmente, até exterminá-la.


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