MISTÉRIOS DA VIDA

Capítulo 06 - O Gigante Branco de 12 metros de Altura
uando estávamos a uns cinqüenta
metros do cemitério, ouvimos um barulho alto e grave, no meio do mato, à nossa
direita:
— Vúu ... Vúu ... Vúu.
Tudo isso parecia um pesadelo. Continuamos nossa caminhada, e depois de mais
alguns passos trêmulos, ouvimos outro barulho no mesmo lado:
— Tche, tche, tche, tche, tche ...
Este segundo ruído era interminável, deu-nos a impressão, que havia uma
centena de pessoas andando pelo mato, arrastando os pés e pisando em gravetos
secos, tipo aqueles filmes em que centenas de pessoas estão se dirigindo com
uma tocha na mão para queimar o Vampiro Drácula.
Tentamos
ver alguma coisa no meio do mato, mas era só barulho. Nisso nos preocupamos com
a luz, aquela estranha luz vermelha que parecia um Disco Voador, então, olhamos
para trás e tivemos um enorme susto que era de disparar até o coração de um
morto, ao invés de vermos o objeto, vimos outro completamente diferente. Era
enorme, gigantesco, parecia uma múmia sem feições e todo branco como o leite.
Sim, o que nós vimos foi um gigante de aproximadamente doze metros de altura
que vinha atrás de nós e andando sem parar, sempre com as pernas e braços
esticados e duros. Deduzimos a sua altura, comparando-o à altura dos postes de
iluminação, A cabeça do gigante ficava um pouquinho abaixo da lâmpada de
mercúrio que localizava-se na ponta do braço de Iluminação do poste. E
aquele ser andava sempre bem no meio da estrada.
Achávamos que era porque ele tinha medo de encostar a cabeça nos fios de baixa
tensão, e, nós estávamos com medo era dessa coisa, e eu já estava com a idéia
de sair correndo, mas nos restava poucas forças pelo medo que já havíamos
passado, e agora pôr não estarmos mais com medo e sim apavorados, foi quando
Joel retrucou:
— Ô Kung, não vamos correr, que pode ser perigoso. Vamos continuar andando !
— É, mas pelo menos, vamos "esticar mais os nossos passos", andar um
pouquinho mais rápido.
Estávamos chegando na entrada de Sousas, onde havia um declive acentuado e uma
pequena curva. Paramos no ponto de ônibus, perto do Colégio Tomas Alves, e
olhando para a estrada acima, preocupados:
— Kung !
— O que ?
— Não vamos para casa agora.
— Mas, pôr quê Jô ?
— Porque pode ser perigoso.
— Perigoso como, Joel ?
— Se esta coisa perseguir a gente, pode acontecer alguma coisa, não só para nós,
mas também para sua mãe e sua irmã.
— Pois é, você tem razão, não tinha pensado nisso, Jô. Mas, se aquela coisa
nos perseguir, o jeito é a gente "se arrancar" para qualquer lado,
certo?
— Não há dúvidas, Kung!
— Olha Jô, qualquer coisa a gente corre pro lado do colégio, ou lá pra frente
ou pro lado de Joaquim Egídio ou Nova Sousas, falou ?
— Tudo bem, Kung !
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