MISTÉRIOS DA VIDA

Capítulo 05 - O automóvel teleguiado
ndamos pelas redondezas da
praça, onde havia um baile no Clube Recreativo Sousense. Começamos contando piadas um
para o outro e observando o movimento das garotas que saiam e entravam no Clube,
onde estava tendo uma Discoteca ...
Quando chegou lá pelas duas horas da manhã, subimos a estrada que liga Sousas
à Campinas, continuando com as piadas e "de quebra", alguns outros
assuntos interessantes. Chegamos em frente ao cemitério, quando de repente,
olhamos para o fim do horizonte, no alto do morro, cortado pela estrada em que
nos encontrávamos. Olhamos um para o outro e não tivemos dûvidas, pois era
uma luz vermelha que movimentava-se para a direita e ora para a esquerda,
depois, descia e subia em todos os ângulos possíveis que se possa imaginar.
Começamos a conversar novamente sobre discos voadores. Em um certo momento,
parecia que o objeto ia pousar no morro, foi quando surgiu no horizonte dois faróis,
super altos, e nós lembramos do "caso do caronista". Começamos a
tremer de medo, quando falei para o Joel:
— O negócio é "a gente se mandar" que a situação não está muito
boa.
— Isso mesmo, vamos voltar que já está tarde.
Começamos a andar, comentando sobre aquela coisa e ao mesmo tempo preocupados,
mas de repente vimos que aqueles faróis que surgiram no horizonte, era nada
mais que os faróis de uma perua branca, porém, o que nos causou tremendo
arrepio, foi de aquela perua correr numa velocidade incontrolável parecendo
quase sair da estrada e nossos receios foram aumentando:
— Hei Joel! Se aquele carro vier pôr cima da gente, você pula para lá, hein!
— Pode deixar Kung, que qualquer coisa a gente corre para esse mato.
E aquela perua, passou na curva, até parecia que vinha para cima da gente. A
primeira coisa que veio em nossa cabeça foi fazer o sinal da cruz. Bem, até aí,
tudo bem, não aconteceu nada de mais, somente ficamos com as pernas moles e trêmulas
e quase demos trabalho à minha mãe para lavar as nossas calças e a perua
sumiu no horizonte. Nesse meio tempo, lembramos daquela luz vermelha esquisita e
começamos a procura-la, quando olhamos para o céu em nosso lado direito ...
— Hei, Joel. Aquela luz está perseguindo a gente.
— Está vendo! De tanto a gente falar sobre isso, ela já está nos perseguindo.
Não vamos correr, faça de conta que não aconteceu nada.
— Está bem! Vamos continuar nossas piadas.
— Boa, boa! ....
E continuamos andando e falando sobre os acontecimentos sem saber o que haveria
de acontecer ainda ...
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