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SEGURANÇA DE VÔO
NA BASE DO FATOR HUMANO
ESTÁ A QUESTÃO DO ERRO. O SER HUMANO ERRA E ESTUDAR A NATUREZA
DO ERRO TORNA-SE FUNDAMENTAL PARA A PREVENÇÃO DOS ACIDENTES.
NUMA INVESTIGAÇÃO É PRECISO PERGUNTAR
POR QUE O ERRO FOI COMETIDO E POR QUE NÃO FOI DETECTADO E CORRIGIDO.
Em relação ao erro as investigações
dos acidentes têm mostrado os campos em que estes ocorrem, por que
ocorrem, e como poderiam ter sido evitados. Via de regra, conforme a
teoria dos dominós (filosofia SIPAER), um acidente não
ocorre por um único erro, mas por uma série. Estes equívocos
podem ser historicizados. Ao nível dos aspectos psicológicos
eles estão compreendidos nos campos individual, psicossocial
e organizacional.
Notem que quando falamos Humano, não estamos apontando
para uma pessoa, um piloto apenas, posto que a aviação não
é feita de um homem só, mas de equipes, de organizações.
Normalmente um erro é o resultado de uma cadeia de equívocos
conforme a teoria do dominó.
È importante que um piloto não se sinta
culpado porque errou, mas que aprenda com o seu erro e que passe adiante
este aprendizado!
Muitos erros voltam acontecer porque há vergonha
e culpa quando se erra. Esta vergonha tem que ser transformada
em outro sentido, que é o de reconhecer o que aconteceu
e evitar que isto aconteça novamente!
Ninguém gosta de errar, pois faz com que a pessoa
sinta-se diminuída, quebra a auto-estima, o sentido narcisista
que todos nós temos. Porém, se não reconhecermos
o erro, vamos errar novamente e as conseqüências podem ser
trágicas!
Devemos atentar para as características pessoais
(perfil) do piloto (por exemplo, o seu nível de estresse). Também
devemos nos perguntar se o tipo de ensino é o correto. Devemos
atentar para qual ponto do processamento das informações
estão se dando os erros:
CAMPO PERCEPTIVO (DISTORÇÕES
PERCEPTIVAS)
Existem limitações físicas
auditivas e visuais que contribuem enormemente para o campo perceptivo.
Falhas nestes sistemas trazem conseqüências como a desorientação
espacial., Leitura errada dos instrumentos, diminuição da
sensibilidade, ilusão, alteração da síntese
perceptiva.
No nível de atenção:
A atenção está relacionada à dimensão
do sistema nervoso central, ou seja, controlada por nosso cérebro
o qual recebe os in puts através de vários sensores
que analogamente funcionam como receptadores de informações.
No cérebro há regiões que possibilitam a discriminação
dos in puts, as informações, por exemplo, quando
colocamos a mão sobre algo que está quente, ou quando variamos
a nossa altitude, etc. Conseqüência imediata para a aviação,
à atenção é fundamental!
Fatores que atrapalham a atenção:
* Interromper a seqüência de trabalho
* Quebra a idéia que estávamos trabalhando, o raciocínio
se perde, fica esquecido. Distração
* Desatenção - Por fadiga ou por interferência de
terceiros, ou por problemas psicológicos, a pessoa fica out
do vôo.
* Fixação da atenção - Quando há uma
exagerada concentração em um único estímulo
ou por necessidade psicológica, a pessoa se desprende do
mundo e fica ligada apenas em um ponto.
* Fascinação da atenção - Fenômeno no
qual ocorre a percepção de todos os aspectos significativos
da situação, sem que seja expressa a resposta adequada.
O indivíduo sente-se como se estivesse desligado da situação,
como se ela fosse irreal, observada de fora. Geralmente ocorre em situações
muito estressantes, em que o perigo de morte é real e em que o
controle da situação foi perdido quase totalmente.
* Flutuação da atenção - Oscilação,
desvio da atenção entre estímulos secundários.
* Fadiga - Acúmulo de tarefas, monotonia, excesso de estímulos.
INTEGRAÇÃO DOS DADOS
Há situações motivadas
por vários aspectos, por exemplo, a ingestão de bebida alcoólica,
em que os mecanismos fisiológicos vão influenciar, comprometer
as capacidades psicológicas, uma imagem pode duplicar-se. Ou um
fato passa desapercebido ou não é lembrado, não é
associado. A questão da atenção ficará prejudicada
certamente e muitos acidentes ocorrem nestes lapsos, onde uma informação
não é integrada no seu contexto e, portanto, a ação
que deve decorrer não é posta, o acidente é então
viabilizado.
INTERPRETAÇÃO DOS DADOS
Deve ser cuidadosa e baseada no conhecimento
teórico e prático. Os equívocos na interpretação
levam a erros de julgamento e as conseqüências são atitudes
operacionais equivocadas, levando a acidentes aeronáuticos.
Entre outros aspectos importantes associados
à interpretação dos dados convém salientar
os seguintes:
* Planejamento deficiente: Uma tarefa como
o vôo deve ser cuidadosamente planejado, desde o seu plano de vôo,
rota, combustível, peso, balanceamento. Muitos acidentes começam
nesta etapa!
* Análise errada da situação: Sem uma avaliação
correta das premissas (dos dados), às vezes por deficiência
teórica, às vezes por desatenção ou relaxamento
(fugir dos padrões estabelecidos), um piloto ou uma tripulação,
incorrem em outros equívocos conseqüentes do erro inicial.
* Erro de cálculo de altura, distância, velocidade: Por erro
de leitura dos instrumentos, por falha perceptual (fadiga, uso de medicação,
etc.) por ser vôo noturno ou em condições de instrumento,
por falhas de treinamento de pouso, por inconsistência de pilotagem.
* Escolha da decisão errada: Tomou um caminho equivocado na abordagem
dos dados e daí saíram conseqüentes equívocos,
pensando às vezes que se estava com a informação
inicial correta. Decorre, principalmente, de um planejamento deficiente.
* Demora na decisão: Por condições de fadiga, análise
errada da situação, deixa-se de tomar as medidas exatas
no tempo certo. Na aviação segundos fazem diferença!
* Decisão prematura: Numa situação problema deve-se
analisar com cautela, se possível, todas as alternativas e chegar,
num consenso, a melhor resposta. Atitudes precipitadas, na aviação,
conduzem a fatalidades!
* Confusão no uso dos controles: Descoordenação psicomotora
na utilização dos comandos, por falta de conhecimento, habilidade
ou controle motor. È comum acontecer durante o aprendizado inicial,
em função da tensão que o aluno apresenta.
* Influência de terceiros na tomada da decisão: Muitos acidentes
acontecem porque se foge dos padrões de vôo estabelecidos.
Lembrem-se de que num avião existem a função de comando,
a função do co-piloto, a função dos comissários
e a função dos passageiros. Estas funções
têm limites , como se fossem bordas imaginárias, que devem
ser respeitadas. Ninguém chega numa sala de cirurgia e pede ao
cirurgião para dar uma voltinha com o bisturi. Assim,
também o médico não deveria jamais passar o bisturi
para uma pessoa não autorizada. Muitos acidentes acontecem porque
houve uma necessidade do piloto se mostrar (seu orgulho de dominar uma
máquina e estar acima dos normais) para os passageiros ou para
o público externo (uma demonstração, por exemplo,
em solenidade, etc.). Isto significa que num rápido momento o piloto
vai esquecer de procedimentos, padrões... O que acontece se o médico
passa o bisturi para um leigo?
ESTRUTURAÇÃO DO TODO
À medida que se ganha experiência vão
sendo integrados os conhecimentos teóricos e aumentando o leque
de entendimento sobre a aviação, sobre o avião, manobras,
deficiências, etc. Isto só acontece com o tempo e os bons
profissionais sabem que nunca se aprende tudo, e o que se consegue
aprender aprende-se com o tempo, a dedicação e o trabalho
sério naquilo que se realiza.
PERSONALIDADE
A personalidade de uma pessoa pode ser entendida como
o somatório dos caracteres genéticos e os adquiridos até
os 7 anos de idade que compõem traços característicos
do modo de ser de uma pessoa. O temperamento, o caráter, as atitudes
entre outros aspectos, fazem parte da personalidade de alguém.
Nós dizemos fulano tem temperamento forte, agressivo, etc.
Estamos apontando para características que identificam a personalidade
de uma pessoa.
Na aviação a personalidade de um piloto
pode ser decisiva para um acidente aeronáutico. Assim, a relação
de cabine, por exemplo, pode ser prejudicada quando o comandante não
compreende qual o papel do co-piloto, porque o temperamento daquele comandante
é explosivo, a comunicação decorrente é ruim,
truncada, a sensibilidade para perceber as falhas e aceitar os equívocos
está em péssimo nível e por conseqüência,
o trabalho grupal, de cabine, não deve ocorrer com máxima
proficiência.
Entre outros aspectos nós vamos
encontrar problemas que se expressam através dos seguintes aspectos:
* Impulsividade: Esta forma de agir, na aviação
é perigosíssima! Pilotos precisam pensar, falar, compreender,
para não errar. A impulsividade é inimiga destas necessidades.
Antes de voar, faça uns cinco minutos de relaxamento!
* Agressividade: Contribui principalmente nas relações piloto-co-piloto,
piloto-comissários, para um clima ruim dentro do vôo. Clima
ruim traz pouca comunicação ou comunicação
ruim, com ruídos, e pode trazer sobrecarga de trabalho ao próprio
comandante da aeronave, e também conseqüências piores!
* Auto estima baixa: A pessoa percebe-se mal, tem comunicação
pobre, não é assertivo, deixa as coisas passarem e não
intervém quando é necessário. Chegar a ser quase
complacente e na aviação é fator de risco!
* Auto estima elevada: é comum apresentar-se com atitudes arraigadas,
que no caso da aviação pode ser trágico. Então
é aquele piloto que quer ser o melhor, que não teme o que
normalmente a maioria teme.
* Temperamento tenso: È fruto de sua personalidade interna. Traz
conseqüências na aviação principalmente em situações
mais estressantes, onde a pessoa pode não suportar o somatório
das tensões internas mais a externa (situação de
perigo) e se precipita nas atitudes (analisar a situação
erradamente, por exemplo, para se livrar logo da tensão que está
vivendo).
* Perfeccionismo: Digamos que também é fruto da personalidade,
um pendor exagerado para atingir a perfeição na realização
de tarefas. Isto pode trazer conflito com pessoas que não são
assim, mas que conseguem atingir os objetivos naturalmente. O perfeccionismo
pode trazer conseqüências desastrosas no vôo, principalmente
no relacionamento de cabine.
* Problemas de relacionamento: Os seres humanos vivem em coletividade.
O avião, o vôo é um trabalho coletivo, desde os primeiros
passos no aeroclube, até o trabalho em uma grande companhia aérea.
Assim, como em qualquer outro trabalho, o relacionamento entre as pessoas
precisa ser harmonioso, precisa haver comunicação principalmente
quando há grandes diferenças nos modos de pensar, de agir,
de ser entre cada um dos envolvidos. Este quesito é de suma importância
numa situação como o vôo, na cabine, onde duas pessoas
precisam estar confiantes, uma na outra e, principalmente, na situação
de emergência, realizar com destreza o seu papel e colaborar para
o resultado positivo ao grupo. Relacionamento é assim uma questão
vital! Nós precisamos pensar, contra o argumento moderno que favorece
o individualismo, que cada uma das pessoas que (vivem, trabalham, colaboram,
etc.) conosco é importante, e nós somos importantes enquanto
pertencentes a um grupo, enquanto um arranjo social, principalmente no
vôo!
* Exibicionismo: Por que alguém precisa se mostrar? A psicologia
nos ensina que quando nos sentimos menores, quando há discrepância
entre nossa imagem pessoal e a realidade, aquilo que somos e aquilo que
desejaríamos ser, então, inconscientemente vamos buscar
compensações. No vôo isto é mortal! Muitos
pilotos investigados após o acidente, foram descritos como pessoas
exibicionistas, que utilizavam o avião como uma extensão
do seu ego, como se eles precisassem de uma situação limite
e perigosa para mostrar a eles mesmos e aos outros que eles eram realmente
o cara. Isto é conversa que leva a erros mortais, e muitos pilotos
ainda estão nesta relação mortal! Vamos mostrar que
somos bons em tudo, respeitando os limites, as características
de cada situação, os limites da máquina e do ser
humano! Se alguém sente-se menor, com baixa auto-estima não
procure resolver este assunto numa briga com o avião.
* Decolagem às pressas: è uma conseqüência, via
de regra, de uma vivência interna ou externa que impõe ao
sujeito realizar o vôo de forma equivocada, abandonando os padrões
de vôo seguro. Muita empresa, grande e pequena, pelo lado comercial,
impõe aos pilotos certas pressões. È de suma importância
que um comandante jamais aceite esta pressão e que avalie com cautela
esta situação.
Decolagem retardada: Por razões diversas, por exemplo, atraso no
despacho, uma aeronave pode atrasar sua decolagem. O piloto comandante,
não deve se estressar com fatores de natureza organizacional que
impedem a saída de um vôo no horário combinado. Estes
fatos devem ser relatados formalmente às autoridades da companhia.
* Preocupação com problemas pessoais: È comum a qualquer
pessoa estar vivenciando um período ruim em sua vida particular.
Pilotos costumam dizer que esquecem tudo quando entram no cockpit.
Isto não é verdade em muitos casos de acidentes. Os assuntos
pendentes, afetivos, financeiros, de relacionamento, precisam ser encaminhados
e se o piloto não consegue encaminhar sozinho, peça auxílio
a alguém, e considere que estes aspectos geram estresse, fadiga,
e isto pode afetar a operação, até por esquecimento
ou por desatenção, como ocorreu em vários acidentes
investigados.
* Apatia: Algumas situações são tão mal manejadas,
ou o sujeito sente-se despreparado, sem forças para lidar com problemas
que o circundam, que o ego da pessoa para se desligar com a realidade.
Fica indiferente e isto para o vôo é também muito
perigoso, pois leva à desatenção e ao circuito dos
acidentes aeronáuticos.
* Irritabilidade: Diz respeito ao temperamento, ao modo de reação
diante de situações que incomodam a pessoa e ela não
sabe relevar ou reagir com palavras. Assim, reage de forma a descarregar
o afeto, podendo gritar, exasperar-se, e isto pode gerar uma comunicação
ruim, mal interpretada por quem recebe estes gritos. È preciso
conversar, mesmo criticando as pessoas, num nível inteligente,
de inteligência emocional, onde não haja destempero, mas
reações moderadas e que tragam os problemas adequadamente,
não ferindo as pessoas.
* Angústia: Diz respeito a um mal estar difuso, às vezes
somatizado (dor de cabeça, por exemplo, ou dor de barriga) e que
está relacionado a uma situação conflitante consciente
ou não que o sujeito está vivendo. È o caso de procurar
auxílio especializado.
* Ansiedade: Aflição, inquietação causada
pela incerteza ou receio de uma situação ou objeto que não
está presente. Por exemplo, em vôo, uma informação
meteorológica pode trazer ansiedade, por uma situação
que estará mais adiante trazendo conseqüências ao vôo.
È preciso que se relaxe e após isto se tome o encadeamento
lógico das ações que devem ser tomadas.
* Pânico: reação emocional , em face de um perigo
real e presente que foge ao controle racional. Pode manifestar-se tanto
em estupor quanto em reações descoordenadas. Evite entrar
em pânico. Em 15 segundos relaxe se for possível, respire
fundo, e busque a alternativa melhor, baseada na sua experiência
e nas informações que você detém. Lembre-se
que a tensão, o estresse da situação, traz um gasto
energético e uma atitude muscular mais dura, como quando nos preparamos
para um combate. Descarga emocional abrupta, combinado à adrenalina.,
Dificultam o nosso raciocínio, nos põem numa situação
aonde vamos acreditando que não há saída. Mas há.
Sempre um instante de raciocínio põe uma idéia, uma
idéia atraiu outra, e assim aquela situação que pareceria
definitiva vai sendo desmontada, o equilíbrio das atitudes vai
sendo restabelecido e o acidente pode ser contornado e as conseqüências
podem ser nulas ou menores.
* Fobia: Aversão acentuada ou temor sentido pelo indivíduo
em situações específicas, a qual manifesta-se de
forma insensata, obsessiva, escapa à razão e resiste a objeções.
È o caso de procurar auxílio profissional e jamais se manter
no vôo, quando perceber que isto se tornou algo crônico.
* Anseio de retornar para casa: È fruto de uma atitude anormal
do piloto, por razões particulares, que o fazem esquecer dos procedimentos
e pensar que, imaginariamente, pode acelerar o seu vôo, passando
por cima dos procedimentos padrões. Coloque-se no vôo, até
sair dele cumpra o roteiro padrão e você chegará em
casa como sempre!
* Atitude de complacência: È atitude que decorre da personalidade
ou de um momento apático do sujeito em que se perde o interesse
e o gosto pelo trabalho. È mortal para a aviação!
* Improvisação: Fugir aos padrões de procedimentos
traz conseqüências principalmente nas situações
de emergência. Voar tem seu script e esta peça
não contempla improvisações, como se diz, não
há galhos para se segurar!
* Invulnerabilidade: È algo relacionado à idéia do
exibicionismo. Sentir-se mais do que se é na realidade é
fruto de uma vivência imaginária, uma realidade imaginária
que o sujeito dá crédito. No vôo isto se traduz por
comportamentos que vão buscar os limites, isto é, vão
testar tanto as capacidades da aeronave, limites que podem trazer fadiga
ou rompimento estrutural da aeronave, ou colisões por voar a baixa
altura, como também se traduz em situações em que
o piloto se desorienta espacialmente, perde-se no controle, enfim, ultrapassa
margens de um vôo seguro.
* Subestimar informações recebidas: È uma atitude
que leva a outros equívocos, por exemplo, análise errada
da situação. No vôo todas as informações
são importantes e a arrogância pode levar a um acidente!
* Descaso com a operação e procedimentos: Sair do previsto,
de forma deliberada, só pode ser entendido como uma atitude onipotente,
que despreza os padrões, pois o padrão, nesta hora é
o próprio ego do sujeito. Isto levou muitos pilotos a acidentes
mortais.
* Desinteresse: Pode estar relacionado a fatos externos, como a vida particular
do piloto. Não deixe nunca a desmotivação entrar
na cabine. Saia da cabine se for o caso ou evite voar apático!
Falta de confiança na aeronave: Não voe sem conhecer bem
o seu instrumento de trabalho. Confiança é fundamental para
a tranqüilidade da operação.
* Excesso de confiança na aeronave: Qualquer instrumento tem limites,
um avião tem limites estruturais que devem ser respeitados. Um
piloto invulnerável vai depositar este conceito de si também
na aeronave, uma espécie de projeção, vai imaginar
que muitas coisas podem ser feitas, acima de limites permitidos tecnicamente
estabelecidos, e assim vai estabelecendo a corrente dos dominós.
Um dia, por fadiga de material, por exemplo, um parafuso se rompe, uma
asa se desconecta, um avião cai, pessoas morrem.
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