As listas

de exércitos da W.R.G.

Tradução de: Filipe Soeiro

Este artigo é o resultado de diversas questões colocadas na mail list de DBM , e trata-se apenas de uma tradução para o português da resposta enviada por Duncan Head.

Pergunta (P): Quem é que fez as listas do Patrician Roman, Early Byzantine e Heraklian Byzantine, e como é que a consistência entre as listas é mantida?

Duncan Head (DH): Depende do que significa "fazer" as listas. Por esta altura, já ninguém as "faz", elas já foram feitas e estão só a ser revistas. Basicamente, o que acontece com essas listas é o que acontece com qualquer outra: "n" pessoas, onde "n" é um número de 0 a muitas, enviam propostas, variando a dimensão da proposta, de uma linha ao refazer da lista. O Phil Barker (PB) toma-as em consideração, possivelmente verifica algumas fontes, e produz um rascunho da lista revista. Ele envia o esboço para o Richard Bodley Scott (RBS), que controla o 'original'. O RBS revê as coisas do PB, adicionado algumas vezes comentários críticos, e envia-as para o PB e para "m" revisores, onde "m" é qualquer número de 2 (eu e o Nigel) (Tallis – Autor das listas dos Assírios, entre outras do mesmo período. ed.) a muitos. O PB, o RBS, o Nigel, e eu, somos possivelmente os únicos a ver o livro todo ainda em rascunho, não tenho a certeza. O processo repete-se ‘ad nauseam' (até às náuseas. N do T.), ou até o Paul Bailey começar a fazer barulho acerca da data de publicação do livro. Então o PB introduz umas modificações de última hora, que ninguém tem hipóteses de ver e vai tudo para a impressão. Houve bastantes mudanças nos Livros 3 e 4, que eu nunca cheguei a ver em rascunho! O que pode não responder à pergunta.

Mas, 

a) o Phil Barker é que toma as decisões finais sobre todas as coisas. É o Phil Barker que tem a ultima palavra entre sugestões contraditórias.

b) O Phil Barker tem algumas listas favoritas, favoritas não no sentido de ele querer que sejam os exércitos melhores, mas no sentido de pensar que sabe mais sobre elas do que em outros casos. Estas incluem o Late Imperial Roman, Patrician Roman, Early Byzantine, Heraclian Byzantine. O Phil Barker tem possivelmente mais investimento emocional e mais ideias próprias nessas listas, do que (possivelmente) nas Assírias e Chinesas. Para ser justo, ele também tem um conhecimento razoável de fontes coevas actuais. Ele recebe informações de variadas pessoas sobre essas listas, incluindo, pelo menos na primeira versão, Dimitris Christodoulou e Michael Anastasiadis, que podem argumentar de um modo informado sobre o significado preciso do texto em Grego, mas eu não tenho a certeza de qual o peso que têm os seus argumentos, ou a opinião de alguém, para o Phil Barker.

c) De tempos a tempos, o Phil Barker teima com algo e ninguém é capaz de o fazer desistir. Um exemplo é a opção dos foederati Ax/Kn regulares na listas Late Imperial Roman / Patrician Roman. Ele argumentou as suas razões num artigo da Slingshot. Mas mais ninguém, tanto quanto eu sei, concorda com ele. Outro exemplo é a data tardia para a introdução de trirremes no Livro 1, a qual Nigel e eu contestamos bastante, ou pelo menos levá-lo a uma posição que faça sentido. Em resumo: É tudo bastante subjectivo, e é o Phil Barker que decide no final.

Como é que se mantém a consistência? Ocasionalmente não é mantida, especialmente quando uma nova ideia emerge que pode afectar listas já publicadas. Por exemplo, eu evitei argumentar contra os Trácios com Rhomphaia, serem Bd (F) no Livro 1; no entanto eu reconheço que é uma possibilidade razoável (sem que esteja completamente convencido), porque isso iria criar uma inconsistência com todos os exércitos com Trácios mercenários no Livro 2. A cavalaria do Early Byzantine no Livro 3 estava quase para ser LH (S), uma vez o Livro 2 publicado, porque ela foi colocadas como LH (S) na lista Patrician Roman. Em geral, todos os envolvidos tentam encontrar inconsistências nas listas, como tudo o resto (Como agora que estamos discutir ,a relação entre a infantaria dos Late Mycenean / Sea People / Dark Age Greek), ou ocasionalmente, decidir que as inconsistências não podem ser alteradas. Eu não vejo porque é que em alguns exércitos tribais os sub-generais estão a ser alterados para aliados, por exemplo, os Early Medes. (penso que foi o Nigel quem propôs isso) e noutros não.

P: Existem inconsistências sérias entre as listas Bizantinas? Têm em atenção a jogabilidade versus inimigos históricos?

DH: O Phil Barker diz que sim. Se nos lembrarmos, esse foi um dos seus argumentos para os LH(S) Bizantinos nas notas tanto da lista Early Byzantine como na lista Patrician Roman.

P: Têm em consideração de como outras pessoas que elaboram listas interpretam coisas similares, por exemplo, a representação da profundidade da cavalaria bizantina versus formações Árabes similares?

DH: Existem formações Árabes de profundidade similar? Eu não conheço. Uma vez mais, isto tem principalmente a haver com o Phil Barker. Ele é o único que efectivamente vê todas as sugestões, no entanto o Nigel e eu, de tempos a tempos, apresentamos uma lista de comparações entre listas. Por exemplo, um dos assuntos que discordo do Phil Barker é sobre a classificação Bd nos primeiros exércitos, (do crescente fértil) em comparação com infantaria similar do norte da Europa. E a classificação da formação de cavalaria Jurchen a cinco de profundidade, como Cv (S) em comparação com formações Bizantinas similares. Phil Barker e Richard Bodley Scott, estão neste momento, preocupados com a consistência da data do aparecimento de carros de guerra em várias listas do Livro 1.

P: Onde várias classificações diferentes são possíveis para uma mesma tropa [Ex. Ax(S) ou Bd(F)] porque é que em algumas listas há essa possibilidade de escolha e outras não?

DH: Passo. Há muito espaço para discussão sobre o que é possível, e onde, só para começar...

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