03 / 02 / 06

DR. SIN - FUTEBOL, MULHER E ROCK'N ROLL

"Futebol, Mulher e Rock'n Roll
Meus Deus como isso é bom!
Futebol, Mulher e Rock'n Roll
Meus Deus como isso é bom!

Tá no sangue, tá na raça, tá no coração
Pede a bola, ergue a taça, sente a vibração

Se ela pinta na área toda cheia de graça
Eu miro o canhão e profano a bagaça
Eu dou um cutuco e ela rola gostoso
A galera se inflama e eu cutuco de novo

Eta, eta, eta, brasileiro quer
Futebol, Mulher e Rock'n Roll
Meu Deus como isso é bom!
Futebol, Mulher e Rock'n Roll
Meu Deus como isso é bom!

Eu ponho para dentro, eu não dou bola fora
Eu enfio a bica, a menina até chora
Eu meto a cabeça, sem choro nem vela
Ficou na minha frente, é no meio das pernas

Eta, eta, eta, brasileiro quer
Futebol, Mulher e Rock'n Roll
Meu Deus como isso é bom!
Futebol, Mulher e Rock'n Roll
Meu Deus como isso é bom!
"

Olá, cidadão forte!

Em primeiro lugar, antes de começar a dissertar sobre qualquer coisa, como sempre faço nestas ocasiões, gostaria de me desculpar do profundo do meu coração a este site por tê-lo abandonado durante mais de um mês, tempo nunca antes experimentado à poeira e ao esquecimento pelo mesmo. Deve ser muito chato ser esquecido ou deixado de lado, vítima do descaso. Um sentimento de desilusão vem à tona, eu creio, pois sofre-se de uma síndrome na qual o sujeito dá-se conta de que o mundo é imenso e que nele está agora sozinho, talvez inutilmente. Mesmo assim, Deus não esquece dos seus e de qualquer tipo de situação pode-se tirar uma solução adequada. Com uma moedinha de $0,50 pode-se fazer uma fortuna. Enfim... O real motivo pelo qual tive de abandonar as atividades do Critical por um tempo foi o fato de ter embarcado (diga-se de passagem, meio que a contragosto) para Fortaleza - CE, onde permaneci longos vinte dias longe da minha amada cidade, dos meus amigos e da minha garota que em nenhum momento esteve fora da minha cabeça. Antes não tivesse ido... Já lhes contarei o motivo disto.
***
Cidade feia. Oh, povo feio! Lugar como um outro qualquer, porém, com um toque de alguma coisa que não consigo definir, que faz a diferença, encantando os visitantes e até mesmo quem ali reside há mais de cinqüenta anos. Comecemos pela aparência. A parte urbana é feia, suja e desorganizada. Ruas e mais ruas que parecem não levarem a lugar nenhum com a coerência a qual deveria haver num trânsito de cidade grande. Gente trajada à vontade e andando de um lado para o outro em busca de refúgio do sol escaldante (apesar do sol forte e das temperaturas altíssimas, a cidade inteira é agraciada com uma brisa forte e fresca vinda do mar, perfeita para se refrescar). Edificações primitivas e um odor terrivelmente familiar vindo de becos e imediações. Propagandas de videntes e de consultas sobrenaturais por todos os postes. Esta parte da cidade é compensada, porém, por incríveis praias de mar esverdeado (limpíssimo!) nas quais a estrutura de barracas (como se fossem bares na beira do mar que executam serviço de venda de alimentos e bebidas e distribuem mesas e guarda-sóis na areia para serem usados por quem chega primeiro e ocupa) cria uma sensação de conforto maravilhoso. Atrações diversas como jangada, quadriciclos, buggy, "banana-boat", etc., alimentam as quase ilimitadas opções de entretenimento. Bem... Eu estava falando sobre a aparência e acabei falando junto a respeito das "vantagens". Falarei agora a respeito das pessoas. O povo de lá não me gerou curiosidade alguma. Os seus olhares refletiam uma ignorância e uma hostilidade sem precedentes e com este tipo de gente prefiro não me envolver. Não os julgo mal. Apenas prefiro não tentar conhecer. Me envolvi, sim, com meus dois tios que não conhecia, filhos de minha falecida e amada avó com um tirano que lhe casou quando ela ainda tinha quatorze anos de idade. Tio Teinho (sim, esse é seu nome) é a pessoa mais amigável que eu já vi nessa Terra em todos os meus dias. Extremamente extrovertido, o irmão mais velho de minha mãe é um simpático senhor com muita juventude e muito gás para continuar seu caminho. Melhor cozinheiro da família, fez minha mãe perceber o fato de ela nunca ter sabido cozinhar de fato, pois apenas "enganava", segundo boatos (eu discordo profundamente). Sua esposa, Tia Socorro faz um belo par com Teinho em todos os aspectos (até físicos). Seus filhos são Everton, o enfermeiro que eu nunca conheci, Daiane, a professora universitária que namora um francês e Claesen, e aqui vem uma retissência, uma incógnita, pois não estou apto a dizer quase nada a respeito do rapaz de dezenove anos. Todos moram nos fundos de um terreno relativamente grande, em uma casa muito bonita e aconchegante. Na casa da frente do mesmo terreno mora Tia Graci, irmã mais velha de minha mãe (a qual ela nunca havia visto até então). Esta guarda traços inconfundíveis de minha avó. É magnífico olhar para ela e conseguir enxergar o passado. Não quero pregar o espiritismo, pois é apenas uma semelhança, afinal, Graci é a primeira filha de minha avó e é natural esta coincidência, eu suponho. Junto dela vivem Anderson e Jeferson, meus primos mais engraçados e de quem gostei mais em minha estadia lá. Em outra casa do outro lado da cidade (na qual me hospedei na maioria dos dias) mora a irmã dos rapazes, Ana Pautilha, uma mulher de quem não quero falar muito, mãe de dois bebês de quem não quero falar muito, casada com Elder, um homem sereno e muito, mas muito legal, que fez valer o tempo ocioso com seu ar brincalhão e compreensivo.
Não tenho muita vontade de escrever sobre o que fiz ou deixei de fazer por lá. Afinal, está tarde e seria um empenho bastante cansativo tentando resgatar as memórias de um tempo já praticamente esquecido.
Espero o seu apoio, meu site. Desculpe-me por ter lhe abandonado, mas você sabe que foi por uma justa causa. Felizmente, você não me abandona e está sempre aqui para me escutar. Não muda comigo, apesar de eu mudar com você. Desculpe-me também por não ser ainda mais específico e por não lhe contar absolutamente tudo com todos os detalhes, pois eu acho que o suficiente você já sabe e através disto, as outras pessoas poderão saber, também, o suficiente...


Por...

- - - - - - V I S I T E - - - - - -

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