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Justiça decide que
eucalipto é sujeito à imposto
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Tribunal de Justiça evita indiciamento
- Cartazes Geram
Polêmica em Igaratá
- Ibama volta a fiscalizar represa do Jaguari, em SP
- Ibama pede demolição de casas na Represa do Jaguari
- Blitz
flagra imóvel irregular no Jaguari
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Igaratá tenta alterar regra de construção em represa
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Grupo
faz ato em defesa da represa do Jaguari
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Cesp faz estudo
na represa do Jaguari
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Justiça decide que plantio
de eucalipto é sujeito à imposto
Jornal O Ouvidor - 10/7/2007
A Prefeitura de Igaratá ganhou duas ações importantes na Justiça.
Nelas se discute se pode haver cobrança de imposto sobre os
serviços (ISS) na formação de florestas de eucaliptos. As decisões
foram do juiz Anderson Cortez Mendes que esteve substituindo na 1ª
Vara Cível de Santa Isabel.
Segundo o magistrado, o florestamento com eucaliptos está previsto
em lei e "subtraí-lo do alcance da norma é atentar frontalmente
contra a mensagem da lei, utilizando-se de subterfúgios
interpretativos despidos de amparo constitucional e legal",
destacou ainda "o brilhantismo das exposições dos patronos tanto
da autora como do réu", deixando transparecer os importantes
interesses em jogo.Para o advogado Osmar Prianti, que representa a
prefeitura nos processos, a decisão veio em boa hora, pois cerca
de 7% do território de Igaratá já está ocupado por essa atividade
florestal, que hoje tem alíquota do imposto em 5%. O advogado
frisa ainda que é certo que se cobre de quem tem capacidade
econômica con-tributiva, não fazendo sentido cobrar impostos das
atividades desprovidas de recursos e não cobrar das quais tem.
As decisões ainda estão sujeitas a recurso, mas numa delas a
prefeitura já ganhou um importante precedente em recurso de agravo
de instrumento, que autorizou a cobrança.
FONTE:
http://www.jornalouvidor.com.br/site/materias/igarata/justica_decide
que_plantio_de_eucalipto_e_sujeito_a_imposto/.
Acesso em 10/7/2007.
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Tribunal
de Justiça evita indiciamento
Jornal O Ouvidor - 26/6/2007
O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo determinou
afastamento da ordem de indiciamento de um acusado de crime
ambiental ocorrido em Igaratá em 2005.Os advogados Lucas dos
Santos Faria e Luiz José Biondi Jr. obtiveram, junto à 14ª Câmara
do 7º Grupo de Seção Criminal do Tribunal de Justiça, o "Habeas
Corpus" a favor de R.H.C. proprietário de um imóvel em
Igaratá onde o solo foi movimentado para a construção de um platô
visando obras de uma residência.A sessão de julgamento presidida
pelo Desembargador Vidal de Castro considerou que o indiciamento,
determinado pelo Ministério Público, constitui constrangimento
ilegal. No mesmo acórdão de nº 01201498, os Desembargadores
votaram pelo recebimento da denúncia e o regular prosseguimento da
ação.
Clique aqui
para visualizar a edição nº 623 do Jornal O Ouvidor.
- Cartazes Geram
Polêmica em Igaratá
Jornal O Ouvidor - 18/10/2006

Três cartazes criados para a campanha “Preservar o Meio Ambiente
sem Degradar a Dignidade Humana”, desenvolvida por uma comissão do
Conseg (Conselho Comunitário de Segurança) estão causando polêmica
e debate em Igaratá.
Os cartazes foram criados pela agência Stilo Arte e Propaganda, de
São Caetano, com o objetivo de sensibilizar a população e as
autoridades de todo o país para os problemas enfrentados pela
comunidade igarataense em decorrência das limitações impostas pela
legislação ambiental. Segundo a comissão liderada por José Antonio
Guarnieri, representante da Associação dos Moradores do Paraíso de
Igaratá, na raiz dos problemas de segurança do município estão as
questões sociais agravadas pela queda no número de contratações
pela construção civil, o setor que gera maior movimento no
comércio e na vida da cidade.
Na
última segunda-feira, na reunião do Conseg, a polêmica voltou a
ser debatida sob o argumento de que a frase que atribui os
problemas sociais do município à “incoerência e a radicalidade na
interpretação das leis ambientais”, está sendo considerada em
alguns setores, muito agressiva. Segundo o ex-presidente do Conseg,
Paulo Rogério Tucoser, a Promotora Drª Estefânia Ferrazzini Paulin,
da Vara de Meio Ambiente da Comarca de Santa Isabel, teria ficado
irritada com a expressão e ameaçava processar os autores do
trabalho caso a campanha não fosse encerrada. Paulo chegou a
revelar as suas preocupações ao prefeito, aos vereadores e a
comerciantes de depósitos de material de construção, determinando
que retirassem os cartazes da área de exposição.
- Agressividade é tratar trabalhadores como marginais e prender
pais de família porque estão trabalhando – respondeu o jornalista Roberto
Drumond, vice presidente do Conseg que dirigia a reunião,
acrescentando ter mantido um diálogo com a Promotora quando
esclareceu que, na campanha, não há nenhuma referência a qualquer
pessoa e que essa objetiva apenas a sensibilizar as autoridades
para uma eventual alteração na lei para atender as comunidades
diretamente atingidas pela legislação.
- Na oportunidade, narrou o Jornalista, a Promotora reiterou que
não autorizou ninguém a falar em seu nome, que defende o direito
das pessoas em se manifestar e que até entende os problemas da
população, mas acredita que a falta de políticas públicas
adequadas é que são, de fato, responsáveis pelo desemprego e
outros fatores sociais causadores da violência!
Presentes à reunião o delegado Dr. Praxides Domingues, o Sgto
Bor-ges, presidentes natos do Conseg, o vereador Prof. Mauro,
empresários, pastores e representantes de igrejas, além de
diversos líderes comunitários.
Dr. Praxides Domingues esclareceu que na reunião em que foi
definida a criação da comissão visando a realização da campanha,
deu-se ao grupo de trabalho total autonomia estratégica, inclusive
pelas formas com que se busca atingir os objetivos. “Como delegado
e membro do Conseg, me sinto dividido – imagino que os políciais
militares também – em apoiar o movimento e ao mesmo tempo agir no
cumprimento da lei. Reafirmo aqui a minha disposição de seguir
cumprindo o dever de ofício, mas me solidarizo com a campanha e
compreendendo que o caminho de procurar as mudanças na lei é o
único, correto e válido para preservar o direito das gerações
atuais. Essas são, em síntese, as razões pelas quais foi dada a
total autonomia aos membors da comissão.
Sgto Borges, comandante do Destacamento Policial, lembrou que o
comando da Polícia Militar foi informado e recebeu o modelo dos
cartazes, não tendo apontado nada que fosse ofensivo ou contrário
a lei e solicitou a todas as pessoas que tenham dúvidas que
procurem os membros do Conseg, o próprio destacamento ou a
delegacia para esclarecer, antes de procurar “o papa ou o
presidente Bush”.
Após a reunião do Conseg, a comissão da campanha voltou a se
reunir, ocasião em que Guarnieri ressaltou que todos devem, em
toda e qualquer instante público, demonstrar de forma inequívoca
que a luta é absolutamente impessoal. “Não é uma luta contra
alguém , mas contra o sistema que generalizou sem analisar a
tipicidade de cada grupo social, região, micro e macro-sistemas,
transferindo aos entes encarregados de fiscalizar, o fardo de
impor o cumprimento de leis que nem sempre vislumbram a realidade,
as necessidades das comunidades e o seu engajamento na preservação
da natureza”.
Depois de informar que a meta agora é produzir folheto com os
textos e imagens dos cartazes em volume suficiente para distribuir
para todas as pessoas envolvidas na formulação das leis e
regulamentos ambientais de todo o país, Guarnieri pediu que cada
um envie, por via eletrônica, ao máximo de pessoas possível, as
mensagens de Igaratá e concluiu dizendo que todos devemos ter como
ideário “a sobrevivência através da conservação, proteção e
melhoria do meio ambiente e que isso se obtém com educação e não
com proibições”.
FONTE:
http://www.jornalouvidor.com.br/cidade/cidade.html.
Acesso em 18/10/2006.
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Ibama volta a fiscalizar represa do Jaguari, em SP
23/6/2006
Três meses após ter realizado uma grande operação na represa do
Jaguari, no interior de SP, A Superintendência do Ibama em São
Paulo voltou no último sábado (22) a fiscalizar a área. O objetivo
da operação, realizada em conjunto com a Polícia Militar
Ambiental, com o Departamento Estadual de Proteção dos Recursos
Naturais (DEPRN) e com o Ministério Público Estadual, foi detectar
ocupações irregulares recentes ainda não autuadas, mapear áreas de
risco, vistoriar áreas já embargadas e coibir novas ocupações
irregulares.
Na primeira operação, realizada em abril, foram identificadas mais
de uma centena de ocupações irregulares. Desta vez, os fiscais
retornaram a esses pontos para verificar se houve avanço nas
ocupações e o cumprimento da legislação ambiental. No total, 66
ocupações revelaram irregularidades, dentre as quais 15 geraram
Boletins de Ocorrência da Polícia Militar, dez foram embargadas e
três receberam notificações e advertências. Entre essas
construções estavam duas marinas e diversas casas de veraneio de
alto padrão.
Segundo o analista ambiental Leonardo Teixeira, chefe do
escritório do Ibama em Caraguatatuba, a fiscalização na área tem
surtido um efeito positivo: “Verificamos uma notável redução na
velocidade de ocupação do entorno da represa. Hoje, a população
conhece as restrições ambientais e a sensibilidade deste local”.
Para ele, o melhor indicador dessa consciência é o aumento no
número de consultas às prefeituras locais, aos DEPRN e também ao
Ibama. “Antes de construir ou de comprar terrenos próximos à
represa, os empreendedores estão procurando se informar, com os
órgãos ambientais, e isso é altamente positivo”, explica.
Sobre a Represa do Jaguari - A represa do Jaguari está localizada
na bacia do Rio Paraíba do Sul / APA Paraíba do Sul, englobando as
cidades de Jacareí, São José dos Campos, Igaratá e Santa Isabel.
Seu reservatório tem 56 quilômetros quadrados de área e sua
principal finalidade é permitir o controle da vazão do Rio Paraíba
do Sul, que é o fornecedor de água de várias cidades, tanto do
Vale do Paraíba, no Estado de São Paulo, quanto do Estado do Rio
de Janeiro.
A Companhia Energética de São Paulo (CESP), administradora
responsável pela Represa do Jaguari, possui uma usina hidrelétrica
alimentada pelo reservatório, cuja potência instalada é de 27,6 MW
distribuída por duas unidades geradoras. De acordo com a
legislação ambiental brasileira, o entorno de represas naturais ou
artificiais é considerado área de preservação permanente, ou seja,
não deve ser ocupado por construções em faixas que variam de 30
metros a 100 metros a partir da margem do reservatório.
No caso da represa Jaguari, já se verificou que as margens têm
sido tomadas por diversas construções, que vão de simples ranchos
de pesca a casas de alto padrão. Essa ocupação desordenada pode
provocar inúmeros prejuízos ambientais e econômicos, como
assoreamento dos corpos hídricos, desequilíbrio na fauna aquática
e descontrole na vazão, ameaçando o abastecimento de água e a
produção de energia elétrica.
FONTE:
http://www.olhardireto.com.br/news.asp?news=332920&sec=15
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Ibama pede demolição de casas na Represa do Jaguari
18/4/2006
O Ministério Público e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e
dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estão solicitando à
Justiça a demolição de cerca de mil construções localizadas em
área de preservação permanente (APP) às margens da Represa do
Jaguari, na divisa entre os municípios de Jacareí, São José dos
Campos, Santa Isabel e Igaratá, no Vale do Paraíba.
Cerca de 70% desses imóveis foram aprovados pelas prefeituras, mas
não teriam autorização de órgãos estaduais e federais. A Represa
do Jaguari tem um reservatório de 56 quilômetros quadrados de
área, sendo uma das principais fontes de abastecimento do Rio
Paraíba do Sul, que envia água para os estados de Minas Gerais,
São Paulo e Rio de Janeiro.
Na fiscalização realizada ontem, durante dez horas os fiscais
mapearam 150 novas construções, das cerca de 800 já existentes.
"50% delas de alto padrão", relatou o chefe do Ibama do Litoral
Norte, Leonardo Teixeira.
As equipes do Ibama, Polícia Ambiental e representantes do
Ministério Público sobrevoaram a represa e depois fizeram
fiscalizações pelo rio e por estradas. A legislação ambiental
proíbe construções a menos de cem metros da margem dos rios. "A
única exceção da lei é somente em casos de utilidade pública.
Casas, restaurantes, marinas estão proibidos e é crime ambiental",
disse Teixeira.
Entre os inúmeros danos causados ao meio ambiente, Teixeira cita a
destruição da mata ciliar e com o fim da vegetação de entorno, a
falta de proteção contra erosões, o fim da fauna e da flora e a
destruição de nascentes. "Essa ocupação desordenada pode provocar
inúmeros prejuízos ambientais e econômicos, como assoreamento dos
corpos hídricos, desequilíbrio na fauna aquática e descontrole na
vazão, ameaçando o abastecimento de água e a produção de energia
elétrica", completou o chefe do Ibama.
Os órgãos que fiscalizam as construções irregulares sabem que o
processo para se chegar à demolição é longo e demorado. "Nossa
ferramenta é a lei ambiental que tem que ser cumprida". Segundo a
promotoria pública, inquéritos policiais também serão abertos para
analisar a participação de pedreiros e engenheiros na construção
das casas.
A região de Ubatumirim, em Ubatuba, no Litoral Norte Paulista, será
a próxima área a ser avaliada. "Estamos tentando salvar os 7% do
que resta de mata atlântica no País. Este problema da Represa do
Jaguari também se repete em outras represas como de Paraibuna,
Billings, entre muitas outras".
FONTE:
http://www.tribuna.inf.br/anteriores/2006/abril/18/noticia.asp?noticia=ciencia03
- Blitz
flagra imóvel irregular no Jaguari
Jornal ValeParaibano – 18/04/06
Jacareí
O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos
Naturais Renováveis) realizou ontem uma megaoperação de
fiscalização para identificar construções e ocupações irregular às
margens da represa do rio Jaguari.
A operação foi comandada pelo escritório do Ibama em Caraguatuba e
teve a participação da Polícia Militar Ambiental, Ministério
Público Estadual e da Cesp (Companhia Energética de São Paulo), em
um total de 30 pessoas.
Além de carros e barco, o Ibam utilizou um helicóptero na
operação. Pelo menos 50% dos 56 quilômetros quadrados da represa
foram fiscalizados, segundo o Ibama.
Ao final da operação, que durou cerca de 11 horas, foram
vistoriadas 120 construções.
O Ibama embargou e multou uma marina em Igaratá em R$ 10 mil e a
Polícia Ambiental lavrou cinco autos de infração por vários
motivos, dentre os quais desmatamento ilegal.
O chefe do Ibama em Caraguá, Leonardo Teixeira, disse que o órgão
vai pedir judicialmente a demolição de todas as construções
irregulares.
A estimativa do instituto é que existem pelo menos 1.000
construções na orla da Jaguari, das quais 300 estariam
irregulares.
Segundo Teixeira, é a primeira vez que uma operação deste porte é
realizada na represa, operada pela Cesp, que banha quatro
municípios --São José dos Campos, Jacareí, Igaratá e Santa Isabel.
MANSÕES- De acordo com a legislação ambiental, uma cota de 100
metros a partir da margem de represas é considerada área
permanente de preservação ambiental e só pode ser ocupada com
autorização.
Teixeira afirmou que em alguns trechos da Jaguari a área de
preservação está ocupada por mansões luxuosas, utilizadas para
veraneio, ranchos de pescadores e até favelas.
Hoje, operação semelhante será realizada em Ubatuba.
Blitz vistoriou 120 construções ontem às margens do rio Jaguari.
FONTE:
http://www.valeverde.org.br/html/clipp2.php?id=5466&categoria=Crime%20Ambiental
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Igaratá tenta alterar regra de construção em represa
Jornal ValeParaibano - 23/03/05
Meio Ambiente
Movimento reúne prefeitura e construtores para tentar derrubar
resoluções do Conama que restrigem obra
Chico Pereira
Igaratá
A Prefeitura de Igaratá, em conjunto com proprietários de terrenos
às margens da represa que corta o município, começou um movimento
para tentar revisar duas resoluções do Conama (Conselho Nacional
de Meio Ambiente) que restrigem construções em áreas de represas.
O diretor do Departamento Municipal de Obras, Evandro Araújo, disse
que a atual administração decidiu cumprir à risca as determinações
do Conama e não tem autorizado novas construções em terrenos que
estão fora das especificações do conselho.
Ele não soube informar quantas construções estariam prejudicadas,
mas empresários e loteadores estimam que sejam entre 150 e 200.
Representantes de loteadores, prefeitura, Câmara, ambientalistas e
de órgãos do governo estadual --Polícia Ambiental, Cetesb e
Departamento de Proteção aos Recursos Naturais--, além de cinco
deputados, entre eles o federal Ary Kara (PTB), o estadual padre
Afonso Lobato (PV), ambos de Taubaté, e a deputada federal Angela
Guadagnin (PT), de São José dos Campos, reuniram-se anteontem na
Câmara para tratar da questão.
A principal preocupação é com relação à resolução 302/2002. Ela
estabelece que em áreas urbanas às margens de represas só são
permitidas construções a partir de 30 metros da lâmina d'água.
Além disso, a norma estabelece como parâmetro para definir uma área
urbana, locais onde a densidade demográfica seja de 5.000
habitantes por quilômetro quadrado.
Outra medida da resolução é que na zona rural próximo a represas,
a cota mínima permitida para construções é a partir de 100 metros
da lâmina d'água. Já a resolução 303 restringe construções em
topos de morros.
Segundo proprietários de terrenos e a Prefeitura de Igaratá, isso
está causando pejuízos e inviabilizando o surgimento de novos
loteamentos, bem como a ocupação dos já aprovados dentro das cotas
previstas originalmente pela lei 6766/79, que são de 15 metros em
área urbana e 30 metros em zona rural.
AÇÃO JUDICIAL - O consultor jurídico contratado pela Prefeitura de
Igaratá para cuidar do caso, Ricardo de Souza Esper, disse ontem
que o prefeito José Carlos Prianti (PSDB) vai ingressar com uma
ação na Justiça para questionar as resoluções.
Esper afirmou que está estabelecido um conflito jurídico, pois a
competência de definir a zona urbana do município é do poder
municipal e não do Conama.
A represa de Igaratá, uma das fontes de recurso do município, tem
cerca de 64 quilômetros quadrados e uma área navegável de 92
quilômetros. Ela é pontilhada de chácaras de recreio.
O deputado Ary Kara (PTB) disse ontem que vai formar uma comissão
com os colegas presentes ao encontro para tentar encontrar um
solução para a questão (leia texto nesta página).
Grupos reforçam tese para modificar norma
São José dos Campos
O presidente da Associação de Amigos de vários loteamentos, entre
eles o Portal de Igaratá e Águas de São Martinho, Waldemiro
Ferreira, afirmou que as restrições do Conama estão
"inviabilizando o surgimento de novos empreendimentos e causando
prejuízos ao município". Segundo ele, a construção civil está
praticamente parada e pode ocorrer desemprego na cidade. "O
município é o maior prejudicado. Ninguém quer destruir o meio
ambiente, mas é preciso ter bom senso."
O presidente da ONG (Organização Não-Governamental) Sape, Anselmo
Gelli, afirmou ser favorável à revisão das normas do Conama e à
volta da cota de 30 metros.
"Ela evita ocupação desordenada. Além disso, o proprietário seria
obrigado a plantar uma árvore a cada cinco metros quadrados de
área. Nem sempre o governo toma medidas acertadas."
O deputado federal Ary Kara (PTB) vai formar uma comissão com os
colegas Ricardo Izar (PTB), de São Paulo, e Angela Guadagnin (PT)
para estudar o assunto. Ele disse que, apesar de ser difícil uma
mudança da resolução, acha viável a reivindicação da prefeitura e
dos proprietários de lotes.
FONTE:
http://www.valeverde.org.br/html/clipp2.php?id=2124&categoria=Energia
- Grupo
faz ato em defesa da represa do Jaguari
Jornal ValeParaibano - 23/03/05
Moradores e ambientalistas de Igaratá fizeram anteontem uma
manifestação de barco pela represa do Jaguari para protestar
contra o lançamento diário de 5 milhões de litros de esgoto sem
tratamento pela Prefeitura de Santa Isabel no rio Araraquara, que
abastece o reservatório. Os manifestantes percorreram 13
quilômetros até o trecho onde a represa foi tomada por algas que
se alimentam de material orgânico, proveniente do esgoto. No
local, o grupo montou uma escultura com o lixo recolhido das
águas. Seis barcos participaram do ato promovido pela ONG
(Organização Não Governamental) Sapé (Sociedade Amigos de Proteção
ao Ecossistema).
FONTE:
http://www.valeparaibano.com.br/2003/03/25/jac/represa.html
- Cesp faz
estudo na represa do Jaguari
Jornal ValeParaibano - 21/10/00
A Cesp
(Companhia Energética de São Paulo) vai elaborar uma série de
estudos sobre o impacto ambiental sobre uma operação de
interrupção do fornecimento de água da represa para o rio Jaguari,
em São José dos Campos.
A
interrupção está prevista para durar 7 horas para a manutenção de
uma válvula com vazamento. O procedimento estava programado para
hoje, mas foi cancelado na última quinta-feira devido à falta de
previsão do impacto ambiental.
O
cancelamento ocorreu após uma reunião entre a Cesp, Cetesb
(Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental), Polícia
Florestal e usuários do rio.
A Cesp
não soube informar os tipos de estudo que serão feitos e quanto
tempo isso levaria.
Segundo
o gerente da agência da Cetesb em Jacareí, José Roberto Shmidt, o
procedimento para cessar o fornecimento de água, sem um estudo
prévio, poderia causar graves danos ambientais.
Os
principais danos seriam a morte de peixes e da vegetação aquática.
O rio
Jaguari nasce em Jacareí e é um dos principais afluentes do rio
Paraíba. A represa do Jaguari existe desde 1972 e tem como
principal objetivo controlar o volume de água do rio Paraíba.
A
represa também produz energia elétrica e seu fornecimento de água
influencia todas as cidades que beiram o Paraíba, até a região
metropolitana do Rio de Janeiro.
FONTE:
http://www.valeparaibano.com.br/2000/10/21/sjc/represa.html

