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IDADE
MODERNA
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Compreende
o período histórico que, na Europa, se estende da queda do Império
Romano do Oriente para os turcos, em 1453, até a Revolução Francesa,
em 1789. Constitui o período de transição do feudalismo para o
capitalismo. Tem como principais marcos a formação dos Estados
nacionais modernos, o renascimento cultural, a expansão marítima, a
descoberta de novos territórios, as reformas e contra-reformas cristãs,
o colonialismo, o surgimento das monarquias absolutistas, o Iluminismo e
a independência dos Estados Unidos.
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Formação
dos Estados Nacionais
O
Estado moderno consolida-se com a centralização das monarquias
portuguesa, espanhola, inglesa e francesa do final do século XV e
durante o século XVI. Elas estabelecem a propriedade real sobre o solo
e as minas e garantem o controle sobre a produção, principalmente de
ouro e prata. Fundam companhias mercantis para manter o monopólio da
Coroa sobre o comércio de metais preciosos e escravos das colônias e
criam um sistema de impostos.
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REINO
DE PORTUGAL
Forma-se
no processo da reconquista dos Estados cristãos contra o domínio árabe
na península Ibérica em 1139. O reino de Castela tenta dominar
Portugal desencadeando a Revolução de Avis, que termina na batalha de
Aljubarrota, em 1385, vencida por João I, da dinastia de Avis. Portugal
torna-se a primeira monarquia nacional independente da Europa e a
pioneira na expansão marítima africana e atlântica.
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REINO
DA FRANÇA
O
fim da Guerra dos Cem Anos, em 1453, não significa a paz para o reino
francês. A partir de 1521, a França enfrenta o avanço dos Habsburgo,
que conquistam a Coroa imperial germânica e pretendem a hegemonia européia.
As guerras com o império germânico se estendem até 1556. O reino
francês também se envolve nos conflitos religiosos do período e
realiza oito guerras contra os huguenotes (protestantes) entre 1562 e
1598. Em 1610, com Luís XIII, tem início o Estado absolutista.
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REINO
DA INGLATERRA
A
partir de 1272 Eduardo III introduz reformas que consolidam o poder
real. Anexa o país de Gales à Inglaterra, expulsa os judeus e ocupa a
Escócia. Um levante popular em 1297 dá início à guerra de resistência
dos escoceses, que se prolonga até 1314. Durante a Guerra dos Cem Anos,
a Inglaterra também enfrenta rebeliões camponesas e insurreições dos
nobres. Nesse período surge a consciência nacional inglesa, o
Parlamento transforma-se num órgão permanente da monarquia e se forma
um exército nacional.
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REINO
DA ESPANHA
Tem
por base a permanência de reinos feudais cristãos (Castela, Leão,
Navarra e Aragão) durante a dominação árabe. A partir do século XI,
os reinos iniciam a reconquista, conseguindo a supremacia cristã no século
XIII. Em 1492, os árabes são expulsos definitivamente da península.
Em 1469, Castela e Aragão realizam uma união dinástica e iniciam a
expansão marítima. Entre 1517 e 1556 passa a fazer parte do império
germânico dos Habsburgo, sob Carlos V. Em 1556, Felipe II é coroado
rei da Espanha, dando início ao período absolutista.
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REINO
DA POLÔNIA
A
formação do Estado aristocrático polonês começa com Sigismundo, em
1506. Em 1569 estabelece um regime unitário com a Lituânia e reforça
os privilégios da nobreza e a servidão. Entre 1572 e 1575 a disputa
sucessória conduz ao trono Estêvão Bathory, que reforça o exército,
alia-se à Suécia e guerreia com sucesso o czar Ivan IV, da Rússia. Em
1610 as pretensões de Ladislau de ocupar o trono moscovita fracassam
diante da resistência russa.
=
REINO
DA RÚSSIA
Os
séculos XII e XIII são de declínio econômico e político, com a Rússia
fracionada em senhorios territoriais. O principado de Moscou
transforma-se em núcleo aglutinador e em 1328 já exerce uma política
hegemônica. Entre 1462 e 1505 Ivan III proclama-se czar, constrói o
Kremlin como residência do monarca e transforma o principado de Moscou
num Estado unitário. Em 1553 Ivan IV, o Terrível, reforma o governo, a
legislação e o exército e estabelece um sistema despótico com vistas
a realizar a expansão para o sul e na Sibéria. À morte de Ivan
segue-se um período de desordens em virtude de disputas dinásticas e
sublevações camponesas. Em 1613 tem início a dinastia absolutista.
=
REINO
DA DINAMARCA
Os
conflitos entre a Coroa, a nobreza e o clero se estendem até 1326,
quando o duque de Schleswig é eleito rei. À unificação monárquica
segue-se um período de guerra. Em 1397 a rainha Margarida unifica os
reinos sueco e norueguês sob a hegemonia dinamarquesa, mas essa união
não resiste à sublevação dos suecos em 1464. Durante o século XVI
ocorre a expansão do protestantismo. Em 1611 o reino tenta nova
reunificação, mas fracassa em virtude da guerra contra a Suécia.
=
REINO
DA SUÉCIA
Une-se
ao reino da Noruega em 1319 e, de 1397 à 1464, ao reino da Dinamarca.
Sublevações conduzem à separação do reino sueco, apesar da
hegemonia dos dinamarqueses, que aniquilam seus adversários em
Estocolmo, em 1520. Com a expulsão dos dinamarqueses, Gustavo é eleito
rei e funda o Estado sueco. Reorganiza a administração, institui um
tribunal de contas e introduz a reforma protestante no país. Em 1592 a
coroa sueca une-se à polonesa, mas em 1604 a união é desfeita. Em
1611 o reino sueco é rigidamente centralizado. Separa o poder civil do
militar, cria o exército mais moderno da Europa e impõe a hegemonia
sueca no Báltico.
=
CONFEDERAÇÃO
DA SUÍÇA
Pertencente
ao Império Germânico até 1230, fraciona-se com o surgimento de
comunidades politicamente independentes (cantões). Em 1291, diante do
avanço dos Habsburgo, os cantões camponeses unem-se numa confederação,
que também passa a abrigar os cantões urbanos, em 1332. Estes entram
em disputa com os cantões rurais pela hegemonia, provocando uma crise só
resolvida em 1444. Em 1499 é reconhecida a independência da Confederação
Suíça.
=
REINO
DA ALEMANHA
Também
conhecido como Império Germânico, a partir de 1521 se envolve com a
reforma protestante. Vários príncipes confiscam os bens eclesiásticos,
enquanto os príncipes católicos fomam a Liga de Dessau para defender
os interesses da Igreja. A organização dos príncipes em Ligas, a
disputa entre elas e a rebelião camponesa iniciada em 1524 debilitam o
poder real, em constantes guerras contra a França. Entre 1546 e 1547 o
imperador Carlos V tenta recuperar a hegemonia e resolver a questão
religiosa. Entre 1555 e 1619 o império se enfraquece e os príncipes
consolidam seus Estados territoriais, criando administrações e igrejas
próprias. A Guerra dos Trinta Anos, iniciada em 1618, reforça o
processo de fracionamento germânico. Em 1648 o império compõe-se de
300 territórios soberanos sem qualquer sentimento nacional comum.
=
PENÍNSULA
ITÁLICA
O
fim da política imperial germânica sobre a Itália, em 1269, cria
instabilidade nas cidades e propicia a instauração do senhoriato e a
criação de milícias mercenárias. Intensificam-se os conflitos
internos e as guerras entre os Estados, incluindo-se o Estado Pontifício.
Em 1495 a França conquista Nápoles e derruba os Estados italianos,
dando início a uma série de guerras, envolvendo Alemanha, Suíça e
Inglaterra, na qual a Espanha (Habsburgos) leva vantagem. A divisão da
Itália em Estados independentes ou integrados ao reino Habsburgo
permanece até 1713.
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