|
O
fim da II Guerra Mundial provocou várias mudanças na
História do cinema de uma maneira geral.
Numa
Itália destroçada surge o cinema “neorealista”
sobre a realidade do momento, feito com poucos meios
materiais mas muita humanidade que se preocupa com os
problemas do indivíduo e das ruas. Este tipo de cinema
influenciou vários realizadores por todo o mundo.
Nos
EUA os filmes ou tornam-se bastante pessimistas com
reflecções e angustias passadas na guerra ou surgem
comédias e musicais como forma de escape aos problemas.
Com o início da Guerra Fria entre Ocidente e
URSS começa nos EUA aquela que já foi denominada “Caça
às bruxas” em que há um período de perseguição,
denuncia e por vezes condenação de todos os envolvidos
na Industria Cinematográfica que defendem ideais de
esquerda o que levou a que várias pessoas optassem pelo
exílio.
Com
a forte concorrência da televisão nos anos 50 é
necessário inovar o cinema de modo a que este possa
concorrer com a televisão. A tentativa de trazer mais
espetacularidade ao cinema leva a que os ecrãs
aumentem, aumenta o uso da côr e o som torna-se estéreo.
Impõe-se
o género musical e surgem as superproduções. É a época
dos grandes melodramas e o “thriller” é um género
que se consolida com títulos como
"Um
corpo que cai/Vertigo" (1958) e "Janela
indiscreta/
Rear window " (1954).
Os
jovens tornam-se um público em potencial importante.
Surgem novos mitos que rompem com comportamentos
convencionais estabelecidos como Marlon Brando,
James Dean e Marilyn Monroe.
Em
outros lugares do mundo também se produz cinema. Alguns
países de África como a Índia e o Egipto
caracterivam-se pela sua capacidade de produção, e o
Japão distinguiu-se pela qualidade de muitas das suas
produções como as obras de
Mizoguchi y Kurosawa
(Os sete samurais, 1954).
O
cinema francês consistia essencialmente de produções
clássicas mas com uma nova vaga de realizadores que
surgiu com o nome de nouvelle vague surge um
cinema feito com poucos meios mas com fortes inovações
estéticas que podem ser apreciadas na obra de Godard e
Truffaut. Em paralelo surge o cinéma verité que
procura captar a vida tal como ela é.
Ingmar
Bergman, na Suécia, cria um género mais introspectivo.
Em Itália autores como Fellini, Bertolucci e Antonioni
optam por um género mais poético.
No
Reino Unido o Free Cinema enquadra-se numa estética
contestatária e crítica para com a sua sociedade
puritana e classisista cujos cineastas mais
representativos foram Lindsay Anderson e Tony
Richardson.
Na
Alemanha Federal o “novo cinema alemão” géra
cieastas como
Herzog o Wenders que foram
influenciados pelo “Maio de 68”.
Na
América Latina o cinema mostra o despertar social com
autores como Glaubert Rocha e Pereira Dos Santos no
Brasil, Gutiérrez Alea, Octavio Gómez em Cuba e na
Argentina com Solanas e Getino onde é possível
perceber uma aliança entre estética e compromisso
social.
Em
países europeus debaixo de regimes não-democráticos
surgem cineastas defensores das liberdades como Polanski
na Polónia, Szabo na Húngria, Forman na Checoslováquia,
Barden na Espanha e Kozintsev na URSS.
A
partir da década de 60, nos EUA, surge uma nova geração
de autores com formação na televisão. Esta geração
é autora do cinema underground,
anticomercial e de vanguarda.
|