Os filmes que no início eram essencialmente reproduções de cenas da vida quotidiana passam a ser mais elaborados e surge então a ficção.

Georges Méliès foi um dos impulsionadores deste tipo de cinema, sendo um mágico de sucesso ele tentou e conseguiu transmitir alguma dessa magia para a película. Prova disso são obras como "Viagem à lua" (1902), o seu filme mais conhecido, que foi dos mais longos e elaborados dos seus filmes do género e apesar do sucesso não foi muito rentável e também "Viajem através do impossível" (1904).

Lançamento da cápsula espacial, Viagem à Lua

Aterrizagem da nave no olho do Homen da Lua, Viagem à Lua

Terra vista da lua, Viagem à Lua

Com a passagem do tempo o Cinema deixa de ser considerado algo só para a classe trabalhadora e passa a ter público de classes mais altas. Para agradar esta classe de público surgem filmes mais cultos. Em França o projecto conhecido por Films d'Art consistia em produzir filmes baseados em obras literárias como La reine Elisabeth (1912) e The Birth of a Nation (1915) nos quais actuavam actores famosos do teatro.

Max Linder, Three Must get Theirs Em França Charles Pathé deu o seu contributo para a industrialização do cinema, a sua associação com o realizador Ferdinand de Zecca permitiram aos seus filmes ter um bom nível de qualidade. Nas produções de Pathé é lançado um dos primeiros grandes cómicos Max Linder que é considerado a primeira estrela internacional do cinema de comédia. Também em França surge Léon Gaumont que contrata o realizador Louis Feuillade que se especializa no género do terror.

Nesta altura também a Itália se encontra na vanguarda da concepção do filme como espectáculo sendo preferido o género histórico com filmes como "Cabiria" (1913) de Giovanni Pastrone.

Surgem cada vez mais produtoras independentes que procuram quebras a hegemonia de empresas como a Motion Pictures Patents Company de Edison. É nesta altura que através de campanhas publicitárias surgem estrelas como Charlie Chaplin, Mary Pickford e Roscoe Arbuckle.

Chaplin em o Grande Ditador

Mary Pickford

Arbucle em The dollar a year man

A I Guerra Mundial teve a sua influência no Cinema. Enquanto até o seu início as produções francesas a americanas eram dominantes neste período regista-se uma maior preponderância do Cinema Americano e redução da produção Europeia. Com o fim da guerra os actores e realizadores são elevados ao estatuto de figuras públicas e passam a ter o poder de decidir sobre o seu trabalho como se torna explícito em 1919 pela criação da distribuidora United Artists por Charlie Chaplin, Mary Pickford, D.W. Griffith e Douglas Fairbanks.

A Guerra das Patentes (1897-1906), que consistiu no levantamento de processos por reconhecimento de patentes e respectivos direitos e causou o fecho de salas, a confiscação de material e alguma violência e terminou com a vitória de Edison, deixou as produtoras independentes enfraquecidas. É nesta altura que as produtoras independentes se instalam na Califórnia e fundam Hollywood.

Na década de 20 é importante referir Georges Pallu e Rino Lupo no cinema português. Também é nesta altura que se iniciou a carreira do realizador cujo trabalho  mais prémios trouxe a Portugal: MAnuel de Oliveira.

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