Imprensa 1999
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00/04/07 O Setubalense

Reparámos que na zona da Avenida Bento Gonçalves-Aranguez, e circundantes, têm sido frequentes os cortes no abastecimento de água, que duram dias inteiros. Vejam lá se tratam da conduta "da" D. João II...

00/04/12 O Setubalense

Aprovado ontem em reunião de Câmara

(...)

Acrescente-se, a propósito, que seria de esperar que fosse apresentada nesta sessão a proposta, reformulada, do aumento do preçário dos consumos de água. Acontece que tal proposta será objecto de discussão e votação, na manhã da próxima segunda-feira, em sessão pública extraordinária do município.

00/04/14 O Setubalense

Lojistas do Centro Comercial do Bonfim já não sabem que fazer

Cheiro insuportável

Já ninguém aguenta o mau cheiro que invade os corredores do Centro Comercial do Bonfim, proveniente da caixa de ar do edifício que se encontra transformada num imenso depósito de águas de esgoto. Comerciantes e frequentadores têm tentado resolver a situação (nomeadamente através da prestação dos serviços de uma empresa de escoamento) sem resultados práticos, já que, segundo um estudo recentemente elaborado, a resolução do problema passa pela realização de obras do colector de esgotos domésticos. Tanto a Câmara Municipal de Setúbal como a empresa Águas do Sado mostram-se "inteiramente disponíveis" para a resolução de um problema que se vem arrastando há anos.

Centro Comercial do Bonfim

Já ninguém aguenta o mau cheiro

Os comerciantes do Centro Comercial do Bonfim queixam-se dos cheiros nauseabundos que, diariamente, invadem os corredores deste espaço comercial, afastando clientes e provocando-lhes prejuízos materiais consideráveis, para além de começarem a ficar preocupados com a sua própria saúde, perante a inalação diária destes cheiros.

Ana Maria Santos

Há 21 anos atrás Setúbal assistia à inauguração do seu primeiro grande espaço comercial (já na altura com local de estacionamento, coisa que hoje quase não se sabe o que é), o qual trazia a novidade de reunir lojas, cafés e cinema em recinto coberto onde, aos fins-de-semana, as famílias desta cidade se encontravam e onde era de "bom tom" ir passear. Nesses tempos, a novidade residia na disposição das lojas, no semi-luxo de um espaço onde as alcatifas e os espelhos davam um aspecto de requinte, que, com o passar dos anos, o consumidor se foi apercebendo de que tudo isto não passava de mero incentivo ao consumo.

Com o passar dos anos, novos espaços foram surgindo e o Centro Comercial do Bonfim foi resistindo e passando por várias fases que levaram, inclusivé, a apontar para o seu encerramento. No entanto, todas as dificuldades têm sido ultrapassadas e aquele espaço continua a ser o ponto de passagem para muitos cidadãos.

Todavia, alguns dos problemas continuam a registar-se e, muito embora não visíveis, afectam os consumidores e, principalmente, os comerciantes (nomeadamente Maria Leonor Matias, proprietária de uma loja de lingerie, situada num dos corredores mais afectados pelo cheiro) daquele local os quais se queixam de já não aguentar mais o mau cheiro que, nos últimos meses, se espalha pelos corredores cada vez com mais intensidade. O problema não é recente e remonta há dez anos atrás, altura em que a cave do edifício começou a ser inundada por esgotos de um dos quatro bloco habitacionais (o n.º 28) superiores ao referido Centro, e cujo escoamento de esgotos atravessa o mesmo, saindo depois no exterior.

Segundo nos foi adiantado por António Reis, gerente do Centro Comercial do Bonfim, o problema reside no reduzido diâmetro do tubo de esgoamento (com apenas 10 centímetros) de esgoto, o qual, por falta de capacidade, vai originando acumulação de líquidos pestilentos na caixa de ar do prédio, provocando todo aquele mau estar a comerciantes e clientes. Por outro lado, a rede exterior do prédio estará igualmente com graves problemas, o que leva a infiltrações de vária ordem como, por exemplo, as que afectam toda a rede eléctrica do Centro onde, inclusive, parte da mesma tem que estar protegida por plástico de modo a evitar um possível curto-circuíto que, a acontecer no período de encerramento poderá ter consequências bastante graves, quer para o próprio espaço comercial, quer para os moradores dos blocos habitacionais.

Câmara e Águas do Sado mostram-se disponíveis para intervir

Entretanto, têm sido efectuados, pelo gerente do Centro Comercial, a administradora do bloco n.º 28 e o advogado Mendonça e Costa, diversos contactos com a Câmara Municipal de Setúbal e a empresa Águas do Sado, no sentido de ser resolvido o problema, tendo sido, inclusive, contratados técnicos especializados na matéria que efectuaram um levantamento do problema, tendo concluído que a resolução do mesmo passa pela beneficiação do colector de esgotos domésticos, encaminhamento do efluente do ramal domiciliário do edifício para o colector existente na Rua do Mormugão.

Deste modo, contactamos o vereador Mota Ramos, no sentido de saber qual a disponibilidade para efectuar a referida obra, o qual nos referiu (ontem ao final da manhã) não ter conhecimento da existência do referido estudo. No entanto, sublinhou não existir qualquer falta de diálogo entre as partes envolvidas, e que o problema se baseia, essencialmente, "no desentendimento entre os condóminos do edifício em causa e o Centro". No entanto, garantiu, "temos tentado fazer os possíveis e os impossíveis para a resolução do problema, o qual nos parece ser de origem interna. Deste modo, caso se conclua que assim é, terão que ser as duas administrações a entender-se para a resolução do problema. Caso contrário e se realmente se concluir que a resolução passa por alterações na rede exterior, nós, a Câmara e a Águas do Sado, estamos disponíveis para a fazer". Por outro lado, Mota Ramos adiantou que a empresa Águas do Sado havia já disponibilizado o técnico Paulo Dieguez para determinar as causas e soluções a este assunto, pelo que, e após confrontado com a existência do estudo que nos foi apresentado, adiantou que se o mesmo já está elaborado, "então que entreguem o projecto ao técnico e caso a resposta seja positiva nós agiremos, pois estamos inteiramente disponiveis para o fazer".

00/05/03 O Setubalense

Assunto resolvido, com oposição a demarcar-se da proposta

Água aumenta quatro por cento

O tarifário sobre o consumo de água em Setúbal vai aumentar em quatro por cento. A proposta voltou de novo à discussão em sessão pública camarária, mas foi retirada por unanimidade das forças políticas. Agora, a Câmara Municipal vai acertar com a empresa "Águas do Sado" a forma como cobrar os retroactivos aos consumidores, que remontam a Janeiro, último.

Oposição na Câmara grita vitória no campo político e... para os municípes

Tarifário da água vai aumentar quatro por cento

O tarifário do consumo de água no concelho vai aumentar em quatro por cento, com retroactivos a Janeiro último. A proposta voltou à sessão pública camarária, acabando por ser retirada, por unanimidade, uma vez que foi considerado que o assunto não tinha de ser votado e a oposição considerou que, nesta fase, não teria de dar opinião sobre o contrato. Em consequência, compete agora ao executivo socialista confirmar junto da empresa "Águas do Sado", a fórmula do aumento, cifrada em quatro por cento, bem como o modo como os consumidores vão ter de pagar os retroactivos.

Teodoro João

A oposição considera uma "vitória política", mas também uma "vitória para os municípes". Isto por que a polémica proposta de actualização contratual do tarifário de consumo de água para este ano, voltou a ser fortemente discutida pelas diversas bancadas políticas. Depois do apelo da oposição à retirada da proposta, tal acabou mesmo por acontecer, por unanimidade de votação. Refira-se que a proposta do aumento do tarifário do consumo da água já havia sido alvo de análise e discussão na sessão camarária de 28 de Março, tendo então sido retirada da ordem de trabalhos, para reanálise.

Ainda no período antes da ordem do dia, a vereadora social-democrata, Ana Isabel Alves, começou por alertar que "não encontramos na Lei, no contrato ou em qualquer outra fonte, que determine que o aumento do tarifário aplicado pela empresa concessionária do sistema de abastecimento de água e de saneamento do concelho, tenha de ser aprovado pela Câmara. Antes pelo contrário, o art.º 61 do Contrato determina que as tarifas serão actualizadas anualmente por aplicação de várias formulas devidamente previstas no contrato".

Mais tarde, no decurso da discussão da proposta em causa, a autarca social-decmocrata, disse: "alertamos atempadamente a Câmara. O PS quer agora apresentar esta proposta, que não tem forçosamente de ser aprovada em sessão pública. O mal - frisou a vereadora - está na fórmula que está no contrato, sendo que o aumento é muito acima da taxa de inflação", sublinhou.

À bancada social-democrata respondeu Mata Cáceres, lamentando que o PSD "enverede por esta forma de fazer política. Estamos aqui para governar a Câmara, e o que a senhora vereadora está a fazer é uma tentativa de manipular e o que quer é o PSD imaculado", referiu o edil.

Por seu turno, a bancada comunista, por intermédio de Manuel Pisco, primeiro, e de Chaleira Damas, depois, solicitou que esta mesma proposta voltasse a ser retirada da ordem de trabalhos para "reanálise". Uma situação que se veio a verificar, sem que, agora, o assunto já não vai voltar à discussão.

O que na prática vai acontecer é que a Câmara Municipal e a empresa "Águas do Sado" vão verificar a fórmula de cálculo do aumento - que se cifra nos quatro por cento - e, a partir daí, é esse aumento que será aplicado aos consumidores. O que está por definir é a forma como os consumidores vão ter de pagar os retroactivos desse mesmo aumento, que se reportam a Janeiro, último.

Posição da... oposição

À parte desta discussão, em sessão pública, a comissão concelhia do PCP tomou posição na qual critica a "forma leviana como se tratam os assuntos da cidade e das populações". Mais, apontou a oposição comunista, "este comportamento, ofensivo, da Câmara e das populações traduz a desorientação, a dificuldade de propor, de apresentar e de assumir posições. O PCP exige rigor e e seriedade na apresentação das propostas e considera que Mata Cáceres está gasto e sem soluções".

Por seu turno, os vereadores social-democratas, em conferência de imprensa, congratularam-se pelo que consideraram de "vitória importante em sede camarária, cuja solução obriga o PS a assumir sózinho a decisão. Conforme explicamos ao PS, o que pretendiam na sessão de Câmara de 28 de Março era um aumento que ia para além da mera aplicação da fórmula contratual, o que para nós era inadmissível".

Ana Isabel Alves considera mesmo que "foi tanto uma vitória política quanto uma vitória para os municípes". E explica: "se a proposta fosse aprovada no dia 28 de Março o aumento aos consumidores seria na ordem dos 7 por cento, já que a mesma estava a imputar aos consumidores um custo acrescido com a restruturação das carreiras da função pública, que o Governo, em 1999, resolveu fazer".

00/05/05 O Setubalense

A guerrilha da água em Setúbal chegou ao fim: qutaro por cento de aumento, com dúvidas ainda sobre o modo de cobrar os retroactivos a Janeiro último.

A oposição canta vitória para si e para os munícipes. Pela parte que me toca agradeço mas já agora um aumento de 2.5%, ao nível da inflacção, era mais adequado... Quanto à sua vitória é lá com ela.

A água em Setúbal é de qualidade, reconhecido oficialmente. E mesmo mais barata do que em concelhos limítrofes, onde mandam as forças que aqui são oposição. Mas a política é assim mesmo.

Quanto à maioria dos municípes o que afinal desejam é melhor acção, melhor gestão para se atingir a melhor qualidade de vida. Independentemente de quem canta vitórias.

00/05/10 O Setubalense

Ainda a água...

No período destinado a assuntos extra ordem de trabalhos, a bancada comunista voltou a reagir à questão do aumento do tarifário da água. Regina Marques apelou à "reanálise dos nossos dados", considerando mesmo que "o assunto tem de ser novamente agendado pela Câmara". Seguiu-se-lhe o colega de bancada Chaleira Damas, para dizer "não perceber que mecanismos foram utlizados para estes valores do aumento do tarifário da água. O assunto deve ser devidamente esclarecido, e Câmara tem o dever de sair em defesa das suas populações", defendeu Chaleira Damas.

A bancada social-democrata tomou posição para aconselhar os seus colegas de bancada da oposição a "dignificarem a política, porque ela é bonita quando bem praticada". Duarte Machado considerou mesmo que "a CDU veio mal preparada para a sessão anterior, e agora quer ganhar uma batalha política já anteriormente decidida", disse o vereador do PSD.

Esta discussão prolongou-se por cerca de uma hora, até que Mata Cáceres colocou ponto final dizendo que "o assunto está arrumado desde que todas as forças políticas aprovaram na anterior sessão, e por unanimidade, a retirada desta mesma proposta. O que a CDU está agora a fazer é demagogia da mais despudorada. Os municípes vão sofrer aumentos que, em média, oscilam entre os 50 e os 100 escudos, e em contrapartida beneficiam de investimentos por parte da empresa concessionário "Águas do Sado" na ordem dos 7 milhões de contos", terminou.

00/06/07 O Setubalense

Reparámos que nas traseiras do n.º 23 da rua Jorge de Sousa, se encontra com ruptura o esgoto do edifício, pelo que as águas imundas do mesmo estão a deixar os moradores da Praceta de S. Julião (onde as águas do esgoto se concentram) sem saber o que fazer para resolver a situação, ou a quem pedir responsabilidades.

00/06/30 O Setubalense

Praça de Bocage vai encerrar ao trânsito

A Praça de Bocage irá estar totalmente encerrada ao trânsito automóvel a partir de segunda feira, devido a obras. Os trabalhos, que irão decorrer durante cerca de 30 dias, realizam-se ao abrigo do Programa de Recuperação e Ordenamento do Território e obrigará, igualmente ao condicionamento do trânsito pedonal.

00/06/30 O Setubalense

Reparámos que no bairro da Cooperativa da Azeda há mais de um mês que se encontra por fechar um buraco efectuado para arranjo de uma canalização de água. O mesmo está situado frente ao n.º 3 do Largo da União onde, mesmo junto ao rés-do-chão, se encontram empilhados os losangos que constituiem o pavimento.

00/07/05 O Setubalense

Objecto de discussão na Câmara

Tribunal Arbitral

A proposta de actualização contratual do tarifário para 2000 e de nomeação de um árbitro para resolver o desentendimento existente entre a CMS e a "Águas do Sado", foi um assunto de discussão entre as várias bancadas. A proposta em causa propõe a nomeação de Fernando Santana "na qualidade de árbitro designado pela Câmara para efeitos de constituição do Tribunal Arbitral para a resolução do litígio decorrente da actualização do tarifário para o ano 2000".

Da bancada comunista, Chaleira Damas apelou a "uma reunião entre as partes, com máquina de calcular à frente de modo a arranjar a fórmula do aumento. Penso que não há objecto para se avançar para este Tribunal Arbitral. Se não houver consenso, então que se vá por essa solução..."

Da bancada social-democrata, Ana Isabel Alves mostrou acordo com a posição tomada pela "vizinha" bancada da oposição, acrescentando entender que "há possibilidade de reformulação, e só se deve avançar para o Tribunal Arbitral em última instância."

A tudo, ripostou Mata Cáceres reforçando que "existe um desentendimento entre a CMS e a empresa Águas do Sado. Já nos sentamos à mesa, esse recurso está esgotado, e só nos resta esta via..."

A proposta acabou por seu aprovada por maioria, com cinco abstenções da oposição. O edil prometeu, entretanto, tentar uma última reunião com a empresa concessionária, com a nota de que se nada se conseguir, avançar-se-à para esta solução.

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