Reparámos que uma rotura na canalização de água, registada na passada semana na Rua Nossa Senhora do Carmo, provocou grande derrame de água para a via pública, a qual arrastou uma enorme quantidade de areias ao longo da Rua Alves da Silva. Acontece que, agora, do lado direito de quem sobre esta rua, as areias lá continuam depositadas, para desagrado dos condutores, moradores e transeuntes.
99/01/22 O Setubalense
Na Estrada das Machadas de Cima Sem água por três dias!
Roturas sucessivas nas condutas estão na origem da falta de água na Estrada das Machadas de Cima, isto apesar de terem sido arranjadas por diversas vezes nos últimos três dias. A "Águas do Sado" optou, dado o estado de degradação em que se encontram as condutas, por colocar uma secção nova na conduta, esperando que a situação tivesse ficado resolvida na tarde de ontem.
Os moradores da Estrada das Machadas de Cima, no troço compreendido entre a Universidade Moderna e São Paulo, estiveram sem água há três dias, devido a roturas sucessivas nas condutas de abastecimento, um pouco acima do cruzamento para quem se desloca no sentido de S. Paulo.
A primeira quebra no abastecimento de água, segundo apurou "O Setubalense", aconteceu na manhã da passada terça-feira. Os moradores do local reclamaram junto do piquete da "Águas do Sado" mas foi-lhes dito que "a empresa desconhecia a situação". A água apenas foi cortada à hora de almoço, quando o cruzamento do Rio da Figueira ficou inundado. Na ocasião, a rotura levantou mesmo o alcatrão. De terça para quarta-feira, a conduta foi arranjada mas viria a rebentar, mais uma vez, situação que se repetiria ainda na quarta-feira e, outra vez, ontem, com todos os inconvenientes que isso causa aos moradores na área.
Segundo a proprietária de uma oficina de serigrafia sita no local, "a situação está a causar grandes transtornos pois, no meu caso, a oficina está parada desde terça-feira, pelo que o piquete não pode andar a fazer remendos...".
Vítor Veiga, relações públicas da "Águas do Sado, SA", garantiu a "O Setubalense" que "tudo estará resolvido hoje (ontem) ao fim da tarde". As roturas, explicou, devem-se ao facto das "condutas estarem muito degradadas", e não aguentarem o aumento de pressão e de caudal que que a empresa introduziu na rede de abastecimento público. Vítor Veiga adiantou ainda que a "Águas do Sado" optou, neste caso, por colocar uma secção grande da conduta visto que as pequenas reparações não surtiam efeito.
99/01/25 O Setubalense
Rotura na Estrada das Machadas
Foram substituídos trinta metros de conduta
A "Águas do Sado", segundo informou o seu serviço de relações públicas, terminou ao final da tarde da última quinta-feira, a reparação das deficiências na conduta de abastecimento que provocaram falta de água durante três dias na zona do Rio da Figueira/Estrada das Machadas. Foram substituídos trinta metros de conduta, que se encontrava altamente degradada e daí as roturas sucessivas e, ainda conforme a mesma fonte, "não se têm verificado mais anomalias".
27-01-1999 Jornal de Notícias
Avenida sadina entrou em obras
Depois da experiência dos SMAS, Mata Cáceres admite concessionar novos serviços
CORRESPONDENTE
ROGÉRIO SEVERINO
A Avenida Luísa Todi, principal artéria de Setúbal, está a ser esventrada, a fim de sofrer obras de reforço das condutas de água e saneamento.
As obras, que estão a ser realizadas de modo a evitar prejuízos no trânsito, são levadas a cabo pela empresa Águas do Sado, concessionária da exploração de água na cidade. A intervenção representa um investimento superior a 100 mil contos.
A concessão a uma empresa privada dos Serviços Municipalizados gerou, no ano passado, uma forte polémica na Câmara de Setúbal. CDU e PSD contestaram a solução e os trabalhadores do sector chegaram a realizar protestos de rua.
Balanço positivo
Um ano volvido sobre a "privatização" dos SMAS, Mata Cáceres traça um quadro positivo da experiência. Em declarações ao JN, o presidente da autarquia sustenta mesmo que "foi o melhor que poderia ter acontecido". E adianta: "A Câmara Municipal não estava em condições financeiras de efectuar qualquer remodelação das condutas. Este ano, o concessionário vai entregar um milhão e meio de contos, que serão empregues no melhoramento da rede de água e saneamento. A cidade ficou a ganhar".
Segundo Mata Cáceres, ao contrário do que supunham "aqueles que gritaram, que protestaram, que receavam despedimento de trabalhadores, a resposta aí está: nada disso aconteceu, os trabalhadores estão satisfeitos e a empresa tem cumprido".
"A concessão destes serviços a uma empresa privada demonstra a bondade do processo", diz o autarca. "Encaramos a possibilidade de, em breve, concessionar outros serviços, sempre através de concursos públicos", revela.
Se bem que os trabalhadores dos ex-Serviços Municipalizados - que foram transferidos para a concessionária - mantenham o vínculo ao Estado, alguns já passaram a integrar os quadros da Águas do Sado.