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23-01-1998  JN

Setúbal passa a ter água mais barata

A diminuição da tabela de preços é uma das primeiras consequências da privatização dos serviços

Correspondente Rogério Severino

Parece mentira, mas é verdade: alguma coisa baixou e isso corresponde à água em Setúbal. A partir de 1 de Janeiro, enquanto noutras localidades o consumo passou a ser mais onerado acontece o contrário em Setúbal, como resultado da concessão da exploração privada dos Serviços Municipalizados.
Não foi, refira-se, um processo pacífico, já que uma das empresas, a Indáqua,o contestou junto do Trubunal Administrativo de Lisboa sem ter obtido vencimento. Venceu a Luságua que, posteriormente, formou a Águas do Sado e que detém a exploração desde o princípio deste ano. A Águas do Sado, que passou a funcionar nas instalações dos ex-Serviços Municipalizados, absorveu todos os trabalhadores sem prejuízo das regalias. Foram várias as manifestações na altura contra a integração, com o apoio do STAL.
 

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98/03/05 O Setubalense

Água faltou no Viso e Reboreda

Uma rotura verificada numa conduta localizada na área da Reboreda causou, anteontem, a quebra no abastecimento de água às populações residentes na citada zona, assim como na ruas Batalha do Viso e Nossa Senhora dos Aflitos. A situação ficou resolvida já pela noite.
 
 

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04-04-1998 Jornal de Notícias

Reservatório da Bela Vista está em risco
Vereador das águas de Setúbal desmente representante da CDU

Chaleira Damas, vereador da CDU na Câmara Municipal de Setúbal, alertou na última sessão pública para o estado de degradação em que se encontra o reservatório de água da Bela Vista, que abastece grande parte da Freguesia de S. Sebastião.
O autarca revelou ter constatado, em visita ao local, que "as barreiras estão em avançado estado de fendilhamento. As águas já se infiltram no subsolo e as terras estão a abater".
Chaleira Damas, engenheiro especialista na área de hidrologia, assegurou que "o reservatório corre o risco de romper", provocando problemas graves de abastecimento de água àquele bairro da cidade.
 

03-05-1998 Jornal de Notícias

Esgotos continuam a conspurcar o Sado

Sem ETAR tudo se passa como se o rio fosse uma inesgotável lixeira sem regras

A criação de uma estação de tratamento de Aguas Residuais (ETAR) representa uma das prioridades da cidade de Setúbal, insistentemente reclamada por partidos politicos e associações que representam os interesses da população. De facto custa a entender que à entrada de novo século, uma região que é das mais industrializadas do pais - e se está a bater pela localização do futuro aeroporto internacional na sua esfera de influência-, não disponha ainda de estruturas básicas sem as quais preocupações ambientais e outras, no domínio da saúde pública, ficam sem sentido.

Várzea do Livramento

Ao anunciar a formação de umo Gabinete de Estudos, a Juventude Social Democrata de Setúbal (JSD) chamou a atenção do município local para o facto de a Câmara ainda não ter construido a Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), uma das reivindicações mais sustentadas no conjunto das necessidades citadinas. "Os esgotos domésticos continuam a ser depejados no rio Sado, a zona da várzea do Livramento não tem valorização apropriada e não existe um projecto para a zona ribeirinha da cidade", diz a JSD. "Vamos ser uma voz interventiva para que sejam cumpridas todas as medidas inseridas no Plano Municipal de Ambiente", argumenta Jaime Puna, coordenador daquele gabinete, que pretende analisar o funcionamento dos treze municípios do distrito, nas áreas definidas pelos respectivos pelouros.

O Gabinete de Estudos da JSD pretende servir como estrutura mais interventiva em sintonia com todas as secções do partido.

Compõem-no os pelouros de Ambiente e Ordenamento do Território, Turismo e Desenvolvimento Económico, Saúde e Toxicodependência, Educação e Actividades Lúdicas, Área laboral e Acção Social. As instalações são as da Sede distrital do PSD, em Setúbal.
 

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17-06-1998 Jornal de Notícias

Escarpa da Bela Vista entra em obras

Estabilização visa preservar reservatório de água em bairro da cidade de Setúbal

O estado em que se encontra a escarpa provoca fissuras no e até um leve declínio no reservatório de água da Bela Vista, que recebe milhões de litros de água, para abastecimento daquela zona da cidade.
Tal como, então, alertou o vereador Chaleira Damas, também o reservatório de água Brancanes se encontra em mau estado, a necessitar de obras de reparação. Admite-se mesmo que, face a um eventual tremor de terra, poderia não resistir e desmoronar-se. Por isso, uma vez concluídos os trabalhos na Belavista, a Câmara Municipal deverá encetar o processo de recuperação das paredes do depósito de Brancanes.

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24-06-1998 Jornal de Notícias

Desinfectar água leva cloro a mais
Qualidade melhorou nas torneiras dos portugueses, mas muitas autarquias ainda não cumprem exigências legais

Em comunicado, também ontem divulgado, a organização ambientalista Quercus afirma ser necessário alertar os cerca de 200 mil habitantes que recebem água "gravemente contaminada". Esta responsabilidade caberia tanto ao Ministério do Ambiente como ao da Saúde. A mesma associação considera que os recibos da água deveriam passar a mencionar a qualidade da água distribuída pela rede.

Falta de análises

No que se refere à detecção de excesso de cloro residual ou incumprimento deste parâmetro das análises em centros populacionais com mais de 50 mil habitantes, o problema atingiu Viana do castelo, Braga, Guimarães, Famalicão, Santo Tirso, Viseu, Alcobaça, Barreiro e Setúbal. Esta situação é compartilhada por muitos concelhos médios, um pouco por todo o país, muito em especial no Minho e em Trás-os-Montes, Beira Alta e Beira Baixa, havendo também idênticas situações nas áreas do Grande Porto e da Grande Lisboa.


 
 

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