Privatização dos Serviços Municipalizados de Setúbal






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08-09-1997 JN

PRIVATIZAÇÃO DA ÁGUA "AQUECE"

A privatização da água está a deixar as forças vivas de Setúbal à beira de um ataque de nervos.
Os trabalhadores dos Serviços Municipalizados de Água, da Câmara Municipal de Setúbal recusam-se à integração em qualquer empresa privada e admitem formas de luta incluindo a manifestação e, em último caso, a greve.

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22-09-1997 JN

PRIVATIZAÇÃO DOS SERVIÇOS MUNICIPALIZADOS

A Comissão Concelhia de Setúbal do PSD exige que o presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Mata Cáceres, demonstre transparência no concurso de privatização dos serviços municipalizados, cujo processo se encontra em fase de reclamação de resultados.
O PSD, em comunicado, exige saber "se é verdade que a Câmara se prepara para afastar do concurso público os dois concorrentes que propõem um preço mais baixo de tarifário. A ser verdade, e sendo o preço do tarifário o critério mais importante da adjudicação (70%), o PSD entende que existe uma total subversão de critérios de adjudicação fixados no concurso público".

01-10-1997 JN

Setúbal
APROVADA A PRIVATIZAÇÃO DOS SERVIÇOS MUNICIPALIZADOS
Oposição e representantes do "Grupo de Cidadãos" estão contra

A Câmara Municipal de Setúbal aprovou na sua sessão pública de ontem a concessão à empresa Luságua da exploração dos Serviços Municipalizados de Água pelo período de 25 anos, devendo o Executivo encaixar 17 milhões de contos.
O concurso, desde o início, originou sempre polémica, quer com os trabalhadores dos Serviços Municipalizados quer com a CDU, PSD e o Grupo de Cidadãos Contra a Privatização da Água, da Liga dos Amigos de Setúbal Azeitão, que mostraram preocupação com o caso.
Os concorrentes Indáqua e Generale des Eaux apresentaram os seus protestos, o que não aconteceu com a Assiconstrói que se aliou à Luságua para efeitos deste concurso.

01-10-1997 JN

BREVES

ÁGUAS

A comissão de análise do concurso para a concessão dos serviços de abastecimento de água do concelho de Setúbal decidiu não dar provimento aos recursos dos concorrentes excluídos e manter como vencedora a empresa Luságua. A decisão da comissão surge na sequência de dois recursos, interpostos há semanas pelas duas concorrentes excluídas do concurso - a Génerale des Eaux e a Indáqua - que alegam, nomeadamente, falta de transparência na forma como a comissão de análise das propostas conduziu o processo.

02-10-1997 JN

BREVES

LUSÁGUA VENCE

Mota Campos, vereador da Câmara Municipal de Setúbal, adiantou que "não foi dado provimento" aos recursos das empresas excluídas do concurso, por "falta de fundamentos".
"Chegamos à conclusão que, de facto, existiam alguns erros aritméticos no estudo da comissão de análise das propostas, mas isso não afastou a nossa decisão de atribuir à Luságua a gestão e abastecimento das águas de Setúbal", adiantou.
Mota Campos confirmou que os consórcios excluídos "podem recorrer da decisão da Câmara Municipal de Setúbal nos Tribunais Administrativos" e que, caso isso se verifique, "poderá atrasar o processo de privatização das águas do concelho".
No entanto, aquele responsável defendeu que "o contrato de concessão, a assinar com a Luságua, deverá ser firmado durante o mês de Outubro", uma vez que a empresa vencedora "já foi notificada".

08-10-1997 JN

TRABALHADORES DA CÂMARA COM GREVES MARCADAS

Os trabalhadores dos Serviços Municipalizados de Setúbal vão cumprir uma greve de duas horas diárias todas as quintas e sextas-feiras até ao final
de Outubro, para tentarem conseguir a integração nos quadros da Câmara Municipal.

A pretensão dos trabalhadores no sentido de serem integrados nos quadros da autarquia surge em resultado de os Serviços Municipalizados terem sido entregues em concessão à iniciativa privada.

23-12-1997 JN

SERVIÇOS MUNICIPALIZADOS - CONCURSO FOI LEGAL

Tribunal negou pedido de suspensão

O Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa não deu provimento ao requerimento da empresa Indáqua, do Porto, que solicitou àquele orgão a suspensão do processo de concessão da exploração dos Serviços Municipalizados de Setúbal alegando irregularidades.
No seu requerimento, a Indáqua considerava que a Comissão de Avaliação havia privilegiado a empresa vencedora ao não atender a determinadas situações previstas no caderno de encargos em que se considerava em melhor posição para ganhar, situação que não mereceu o entendimento do Tribunal Administrativo.
A concessão a uma empresa privada dos Serviços Municipalizados da Câmara Municipal de Setúbal, que foi objecto de manifestações de trabalhadores, havia merecido os votos contra da CDU e PSD e, por isso, a vereadora Regina Marques, da CDU, considera que "Mata Cáceres quis apressar a questão pensando que isso lhe trazia votos. Foi ao contrário. Se esta medida fosse agora analisada, com a nova correlação de forças, a situação seria diferente".
Para a autarca, "houve uma precipitação política por parte do Executivo, então maioritário. Se tivesse havido diálogo com a oposição, a decisão do Tribunal seria diferente. Agora vamos aguardar os reflexos".

Imprensa 1998

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