Imprensa 1999
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00/01/05O Setubalense

Proposta da água recua...

A proposta que fora aprovada por maioria, há quinze dias, na última sessão pública camarária, na qual o município assumiu os encargos com o pagamento dos consumos de água dos funcionários da Câmara e dos Serviços Municipalizados, realizados no período de Janeiro de 1998 a Outubro de 1999, no valor de 42.443.130$00, voltou, ontem, à discussão, com a bancada comunista a apresentar formalmente um requerimento, no qual solicita a anulação da referida deliberação, de há quinze dias, com base nos seguintes pontos: analisando o contrato de concessão dos SMS, nomeadamente nos pontos 2 alínea (6) e ponto 3.

Na base desta posição comunista está o facto de "se tratarem de regalias sociais e direitos adquiridos à altura da assinatura do referido contrato, tais valores, relativos aos funcionários dos SMS, ao serviço de Águas do Sado, devem ser assumidos como obrigação da empresa concessionária".

Face a este requerimento, o presidente de Câmara anuiu, confessando que "também nós já nos haviamos lembrado desse pormenor, que importa de facto corrigir".

00/01/24 O Setubalense

PROCOM na "baixa" sadina

Novo mobiliário urbano chega em Março

Com conclusão inicialmente prevista para o final de 2001, o PROCOM pressupunha três etapas de execução distintas, abrangendo, separadamente zonas muito contidas do centro histórico de modo a causar o menor desconforto possível tanto ao público como aos comerciantes da "baixa". Agora, que o Governo encurtou os prazos de financiamento para 2000, estas etapas irão transformar-se em três frentes de trabalho que "ameaçam", a partir de Março, converter Setúbal num enorme estaleiro.

Ana Isabel Ferreira

Ao encurtar os prazos de financiamento do PROCOM para 2000 o Governo obriga a autarquia local a avançar com as obras de natureza complementar, de apoio à actividade comercial, como seja a renovação das infraestruturas, a repavimentação, o parqueamento e acesso, a circulação, a iluminação e mobiliário urbano, de forma simultânea em vários pontos da baixa comercial da cidade, o que constituirá tanto para o público como para os comerciantes um período de "agitação". Fontes camarárias disseram ao nosso jornal que neste momento a maior aposta da autarquia é cumprir o projecto, independentemente das ajudas governamentais que possa vir a receber: "Comprometemo-nos e vamos cumprir na íntegra este projecto, se conseguirmos uma boa percentagem tanto melhor, senão, paciência, vamos levá-lo por diante de qualquer modo", disse-nos Teresa de Almeida, a vereadora do Urbanismo, responsável pelos trabalhos, na fase de execução.

Com um orçamento, que contempla a totalidade dos trabalhos inerentes ao projecto, de cerca de 450 mil contos, a autarquia avançou com as obras de infraestruturação ainda em Novembro do ano passado, embora o público quase não se tenha apercebido, pois a intervenção foi rápida e houve o cuidado de repavimentar de imediato, de modo "a que não houvesse valas abertas na rua durante tempo indeterminado". Foram, basicamente, obras de substituição de redes de abastecimento de água e esgotos, que se interromperam pela altura do Natal e se retomaram em Janeiro, protegendo assim os comerciantes numa época especialmente propícia para o negócio. Neste momento, o primeiro miolo, que engloba a Rua de St.ª Catarina, o Largo e a Travessa do Sapalinho, a Travessa do Carmelo, a Travessa e o Largo dos Ximenes, têm as obras de saneamento e repavimentação praticamente concluídas. A seguir, os trabalhos prosseguirão pela Rua Augusto Cardoso, pela Travessa das Lobas e Beco das Lulas, fazendo um anel de ligação entre a Av. 22 de Dezembro e a Av. 5 de Outubro, e prevê-se a sua extensão até à Rua dos Almocreves. A segunda e terceira fase do projecto previa que o curso das obras se prolongasse até à Rua da Marquesa do Faial, Rua do Concelho, Rua dos Correeiros, Rua Álvaro Luz, Rua Estêvão de Vasconcelos, abrangendo depois toda a zona central da "baixa". No entanto, com o encurtamento dos prazos de financiamento, estas fases irão transformar-se em frentes de trabalho, provocando um desconforto acrescido por toda a "baixa" comercial, o que poderá contribuir para um novo fluxo de público para as grandes superficies da cidade e arredores. Face a esta eventualidade, os comerciantes e a autarquia parecem unânimes ao afirmar que "obras de semelhante envergadura já ocorreram, em tão curto espaço de tempo, noutras cidades do país sem que isso tenha provocado um afastamento do público... há que ter paciência, afinal nada se faz sem obras. Era bom que tivéssemos uma varinha mágica mas infelizmente não temos", disse Rita Soudo, a coordenadora técnica do projecto, a "O Setubalense".

A partir de Março começará a "operação cosmética", que sem dúvida terá um maior impacto junto do público, pois o melhoramento do espaço exterior começará a ganhar visibilidade. "A instalação dos equipamentos já foi adjudicada, o processo vai ser agora enviado para o Tribunal de Contas e, se tudo correr bem, a partir de Março iniciam-se os trabalhos". "Estou confiante de que tudo há-de correr conforme o previsto e que o PROCOM esteja concluído antes do Natal deste ano".

Esta última fase das obras contempla a reformulação das ruas ao nível do pavimento e do mobiliário urbano, o arranjo das fachadas dos edifícios, o arranjo dos espaços de circulação dentro da zona abrangida pelo PROCOM, os parques de estacionamento e a iluminação pública. Por outro lado, "a criação de espaços verdes foi uma preocupação constante deste projecto, prevendo-se a plantação de árvores pelo menos nalguns largos. Vamos tentar que no Largo da Misericórdia, Largo de Santo António, Largo da Conceição, na Praça do Bocage, no Largo de Santa Maria, Corpo Santo e Poço do Concelho haja a presença de alguma estrutura verde", adiantou Rita Soudo.

00/02/09O Setubalense

Ruptura de conduta de água em Galapos

"Dilúvio" sobre restaurante

Conduta de água rebenta atingindo restaurante e acessos

"João de Galapos" com elevados prejuízos

A escada tem um "rombo" de grandes dimensões e caiu uma parede do estabelecimento

Na noite de sexta-feira última o restaurante "João", na praia de Galapos, ficou seriamente danificado, na sequência de uma ruptura verificada numa conduta de água, que provocou a destruição da escada de acesso e arrombou parte da parede do prédio, causando danos materiais no valor de milhares de contos e pondo em risco mais de uma dezena de postos de trabalho.

João Ribeiro, o proprietário daquele restaurante, disse ao nosso jornal que a conduta terá rebentado, de acordo com as explicações que lhe foram dadas por Agostinho Viegas, da "Águas do Sado", devido a "uma sobregarga de pressão motivada pela abertura repentina da torneira", provocando uma pesada descarga de água sobre aquele estabelecimento. Atente-se que aquela zona tinha estado cerca de três dias sem água devido a uma avaria no ramal de abastecimento da Secil.

João Ribeiro, que ali tinha estado na tarde de sexta-feira a fazer os preparativos para abrir a casa ao público no sábado, afirma ter deixado o local por volta das 19 horas sem qualquer suspeita do que viria a acontecer. Quando, no sábado de manhã lá voltou, pelas 11 horas, com as compras para iniciar a azáfama dos almoços, deparou com um cenário caótico e totalmente inesperado: a escada de acesso ao restaurante pela enconsta tinha sido violentamente arrancada pela torrente de água e estava completamente inutilizada enquanto o restaurante estava parcialmente desmoronado, com o mobiliário à deriva. Apercebendo-se da origem do problema, João Ribeiro contactou imediatamente o piquete da "Águas do Sado", mas este só chegaria ao local do acidente, uma hora depois, pelo que a "água não parava de cair desalmadamente sobre o restaurante, arrastando a escada de acesso e a terra da encosta". "Foi assim, num ápice, que sucumbiu o fruto de cerca de trinta anos de labuta...", adiantou o proprietário.

Contactado pelo nosso jornal, o departamento de relações públicas da "Águas do Sado" disse "não possuir ainda um relatório definitivo sobre o acidente" pelo que adiantou ser ainda cedo para assumir quaisquer responsabilidades, admitindo mesmo, face ao sucedido, a existência de "algumas contradições entre as versões do consumidor, do piquete, da brigada e do engenheiro Agostinho Viegas".

00/02/11 O Setubalense

Restaurante inundado em Galapos

"Águas do Sado" afirma que houve mexidas num tampão

Inundação de restaurante em Galapos

"Águas do Sado" já enviou o processo para a seguradora

Todavia, a empresa diz que um tampão que estava betonado foi desenroscado

A administração da "Águas do Sado" assumiu, apesar da existência de algumas controvérsias, a responsabilidade do acidente que na madrugada da passada sexta-feira danificou grandemente as instalações do restaurante "João", na praia de Galapos, bem como a escada de acesso, quando a conduta, que abastecia aquela zona da praia, começou a expelir uma violenta torrente de água pela rampa abaixo. Todavia, em comunicado, alerta, tal acontecerá "caso seja comprovada a culpa desta empresa, de acordo com o direito e as leis que lhe conferem".

Vitor Veiga, relações públicas daquela empresa, disse ao nosso jornal que, "apesar da persistência de algumas dúvidas", a administração da "Águas do Sado" decidiu "enviar o processo para a companhia de seguros e está preocupada com os danos materiais sofridos pelo proprietário do restaurante bem como com a perda dos postos de trabalho".

A controvérsia existente à volta do acidente gerou-se, segundo Vitor Veiga, devido ao facto de "o tampão da conduta ter sido encontrado fora do lugar", o que faz supôr o envolvimento de terceiros na causa do acidente, "afastando definitivamente a possibilidade de ruptura na conduta daquele ramal", eventualmente provocada por grande pressão de água. Especificando, a "Águas do Sado" adianta que "o piquete verificou que tinha sido desenroscado o tampão e que o mesmo se encontrava a cerca de meio metro da saída do ramal (...) e a saída de água ficou livre e por ela terão saído centenas de metros cúbicos de água que se constituiram como uma pequena torrente (...) que acabou por destruir parte da escada de acesso (...) à praia e ao restaurante, inundando as instalações deste". Mais adiante, diz uma nota formal da empresa, "não temos dúvidas que o referido tampão foi desenroscado por alguém que, provavelmente, procurava água nessa altura e que se esqueceu de o voltar a enroscar, causando enorme perda de água e os estragos inerentes". O tampão em causa, ainda conforme a "Águas do Sado", estava betonado para "evitar furtos de água".

Pela nossa parte, lembramos que antes da publicação da notícia contactámos a "Águas do Sado" que se limitou a dizer que havia dados por investigar. A sua versão veio agora...

00/02/28 O Setubalense

Mata Cáceres responde a acusações do PCP:

"Má-fé política!"

O presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Mata Cáceres, afirma que "quem diz que a cidade está em estagnação tem um grave problema de visão, de poder de análise ou então está possuído de uma grande má-fé do ponto de vista político". Esta é a reacção às críticas feitas pela Concelhia do PCP durante uma conferência de imprensa realizada na quarta-feira, na qual se afirmou que "este concelho, particularmente esta cidade, são hoje um exemplo vivo da estagnação, comparando-se ao que era a maioria das cidades deste país há vinte anos atrás". Em declarações a "O Setubalense" o presidente defendeu ainda um equipamento de lazer para Albarquel e a manutenção da Feira de Sant'iago no Largo José Afonso.

Mata Cáceres retribui "mimos" ao PCP:

"Falta de visão e má-fé política"

Os comunistas consideram que é "possível viver melhor no concelho de Setúbal" e sobretudo na cidade, classificando de "exemplo vivo de estagnação" o panorama actual. Para o presidente Mata Cáceres tais afirmações só podem ser "falta de visão, má-fé política ou desonestidade intelectual e política".

Florindo Cardoso

"Quem diz que a cidade está em estagnação tem um grave problema de visão, de poder de análise ou então está possuído de uma grande má-fé do ponto de vista político". Esta é a reacção de Mata Cáceres, presidente da Câmara Municipal de Setúbal, às críticas feitas pela Concelhia do PCP durante uma conferência de imprensa realizada recentemente, na qual afirmava-se que "este concelho, particularmente esta cidade, são hoje um exemplo vivo da estagnação, comparando-se ao que era a maioria das cidades deste país há vinte anos atrás".

Os comunistas afirmam que "continua registar-se o não abastecimento de água em várias partes do concelho, situação que a Câmara Municipal, por motivos puramente eleitoralistas teima em manter, não dando resposta às mais básicas necessidades da população".

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