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99/10/18 O Setubalense

Abastecimento de água

Setúbal consome cinco milhões por ano

Lisboa e Cascais consomem tanta água como toda a região de Lisboa e Vale do Tejo. O concelho de Setúbal consome cinco milhões de m3, o terceiro dentro da península de Setúbal.

A população do concelho de Setubal consome anualmente cinco milhões de metros cúbicos de água, o terceiro maior consumo na península, depois de Almada e Seixal, como 11 milhões e sete milhões.

Os nove concelhos da península de Setúbal consomem anualmente 37 milhões de metros cúbicos, repartidos pela Moita e Barreiro, três milhões; Sesimbra, quase três milhões; Palmela, mais de dois milhões e Montijo, dois milhões. Por último, Alcochete com cerca de 545 mil metros cúbicos.

Estes valores colocam a península de Setúbal em terceiro lugar no consumo de água na Região de Lisboa e Vale do Tejo. Os concelho de Lisboa e Cascais, só por si, consomem anualmente 77 milhões de metros cúbicos, tanto os 46 concelho da península de Setúbal, Oeste e Vale do Tejo.

Só os sete concelhos da grande Lisboa, por exemplo, consomem 145 milhões de metros cúbicos. Isto é 65 por cento do total da Região de Lisboa e Vale do Tejo. Valores que contrastam fortemente com a península de Setúbal, e ainda mais com os treze municípios do Oeste (18 milhões), os onze na Lezíria do Tejo (13 milhões) e os onze do médio Tejo (10 milhões de metros cúbicos).

Este dados fazem parte de um estudo efectuado pela Comissão de Coordenação da Região de Lisboa e Vale do Tejo sobre a "Provisão de Bens e Serviços Públicos e a Satisfação de Necessidades Colectivas a Nível Local e Regional", que constituem igualmente o tema de um seminário sexta-feira realizado em Lisboa.

Na abertura do encontro o presidente da Comissão de Coordenação Regional de Lisboa, Fonseca Ferreira defendeu a transformação dos actuais serviços municipalizados em empresas públicas, ao contrário curiosamente da decisão tomada pelo executivo da Câmara de Setúbal que optou pela concessão dos Serviços Municipalizados (SMS) à empresa Águas do Sado.

Fonseca Ferreira defende que as empresas públicas "podem constituir-se como uma forma alternativa, competitiva, permitindo uma gestão empresarial eficiente, de modo a assegurar a prestação de um serviço de qualidade e economicamente competitivo".

Também ao nível das tarifas por metro cúbico se verificam grandes disparidades, com as máximas em Arruda dos Vinhos (216 escudos), Sobral de Monte Agraço (211 escudos) e Mafra (201 escudos) e as mínimas em Sardoal (42 escudos), Benavente (53 escudos) e Golegã (56 escudos).

Na península de Setúbal, as tarifas variam entre os 84 escudos em Alcochete e os 143 escudos em Almada. Nos restantes concelhos as tarifas oscilam entre os 86 e os 98 escudos.

O consumo doméstico representa 66,1 por cento, contra 16, 2 na indústria, comércio e agricultura e 13,2 nas autarquias e serviços do Estado.

O estudo aborda também o sector dos resíduos. Lisboa e Vale do Tejo possui 20 unidades de tratamento de resíduos sólidos urbanos das quais 17 são aterros. As únicas unidades de tratamento são de resíduos sólidos, uma estação de compostagem e uma central industrial.

Curiosamente, sete unidades abrangem um único município, como no caso de Setúbal com duas unidades, estação e aterro, sendo as restantes 13 de carácter intermunicipal.
 

99/10/25 O Setubalense

Inundação na Praça Teófilo Braga

Equipa de saneamento acusada de excessiva demora para intervir

Os comerciantes e moradores da Praça Teófilo Braga estiveram várias horas de vigia ao nível da água que se acumulava naquele local, e que chegou a colocar em perigo as habitações e estabelecimentos comerciais daquela zona.

A forte chuva que durante a tarde da última quinta-feira se abateu sobre Setúbal, levou à ocorrência de várias inundações um pouco por toda a cidade, nomeadamente nas zonas mais baixas da cidade, assim como ao encerramento da Estrada da Figueirinha, onde se registou a queda de pedras com cerca de uma tonelada.

Na base destas inundações (e como já é habitual) estiveram, na sua grande maioria, algerozes e sarjetas entupidas, as quais não davam escoamento às águas da chuva.

Uma destas situações registou-se na Praça Teófilo Braga, onde uma sarjeta, "atulhada com areia", impedia o escoamento das águas da chuva que, a partir do início da tarde da passada quinta-feira começou a cair com intensidade. Deste modo, num curto espaço de tempo a referida Praça registou um nível considerável de água, colocando em perigo as habitações e estabelecimentos comerciais daquela zona da cidade.

Por volta das 16.00 horas, moradores e comerciantes entraram em contacto com o piquete da "Águas do Sado", dando conta do que estava a acontecer e da necessidade da sua intervenção na zona, antes que alguma habitação fosse atingida. Na altura receberam como resposta que a confirmação da sua presença no local. Entretanto, a chuva não abrandava e um estabelecimento comercial da zona começou a registar a tão temida inundação, a qual acabaria por atingir, maioritariamente, os móveis. Perante esta situação, Paula Oliveira, a proprietária do estabelecimento, voltava, pelas 19.00 horas, a entrar em contacto com o piquete, referindo a urgência da situação, ao que lhe foi respondido que "iremos quando pudermos". Uma hora mais tarde, e já sem saber a quem recorrer, Paula Oliveira entra em contacto com os Bombeiros Sapadores de Setúbal que foram, segundo esta comerciante, "incansáveis, tentaram de tudo para resolver o problema, o que acabou por não acontecer já que eles não tinham os materiais necessários para desentupir a sarjeta que não deixava fazer o escoamento da água", pelo que os próprios acabaram por entrar em contacto com o piquete, referindo a situação e a necessidade de intervenção especializada.

Entretanto, o tempo foi passando e, pelas 22.00 horas, Paula Oliveira decidiu, mais uma vez contactar o piquete da Águas do Sado, tendo-lhe, segundo ela, sido dito "pelo chefe de serviço que este não era um problema deles e que as sarjetas eram da responsabilidade da Câmara e que nada podiam fazer". Sem saber a quem recorrer e vendo o seu estabelecimento em perigo, esta comerciante resolveu solicitar a presença da PSP no local, a quem deu conta da ocorrência tendo sido efectuada uma participação que, posteriormente, irá ser enviada à Câmara Municipal de Setúbal.

Durante toda a noite e parte da manhã de sexta-feira, os habitantes e comerciantes da zona estiveram de alerta não fosse a chuva aumentar e as inundações serem de maior gravidade, até que, cerca das 11.00 horas, e após as cantoneiras de limpeza da Câmara terem tentado, sem sucesso, desentupir a sarjeta, "chegou finalmente uma viatura da Águas do Sado que, com a ajuda de um aspirador, desentupiu a sarjeta e escoou a água".

Em causa esteve, segundo Paula Oliveira, uma situação eminente de inundação, que no seu caso concreto chegou a acontecer, e a falta de resposta dos serviços competentes perante uma situação de emergência.
 

99/10/27 O Setubalense

Água falta com frequência

Conduta da "Camilo Castelo Branco" continua em reparação

O cruzamento entre as ruas Groot Pombo, General Gomes Freire e Camilo Castelo Branco está bloqueado desde a passada segunda-feira, após uma nova rotura da conduta ali existente. A situação, que já é quase "tradicional" para os moradores da zona, leva a transtornos na circulação automóvel, para além da irritante falta de água nos imóveis daquela área da cidade. No entanto, a reparação, alargada, que desta vez está a ser efectuada pretende, segundo a administração da Águas do Sado, "prolongar a longevidade" das velhas condutas existentes no local.

O eterno problema da conduta na Rua Camilo Castelo Branco

Água falta durante largas horas

Uma esteira de cabos telefónicos esteve na origem da última rotura verificada no cruzamento das ruas Groot Pombo, Camilo Castelo Branco e General Gomes Freire, uma área problemática que, quase ciclicamente, regista reparações e o consequente corte de fornecimento de água aos residentes na zona.

Ana Maria Santos

O início da semana começou problemática para os residentes na zona do Hospital, já que uma nova ruptura na conduta situada no cruzamento das ruas Groot Pombo, Camilo Castelo Branco e General Gomes Freire deixou sem água aquela parcela da população residente, assim como a da Avenida Bento Gonçalves. Com efeito, são frequentes as rupturas verificadas naquele local, problema que parece estar, em grande parte, relacionado com o tipo de pavimento daquela área, em paralelipípedo, para além da enorme confusão de condutas, linhas telefónicas, esgotos e cabos de alta e baixa tensão que se concentram naquele cruzamento.

Por outro lado, umas obras efectuadas no local, há cerca de sete anos e a nível de esgotos, parecem não ter ficado, por questões climatéricas registadas na ocasião, como previsto inicialmente, o que veio agravar a já de si complicada situação naquele cruzamento.

Assim, e no que refere às frequentes faltas de água na zona, foi-nos adiantado por Cristhian Anderson, administrador da empresa Águas do Sado, que o solo daquela zona "é constituído por areia muito fina e parte das ruas vão dar ao cruzamento, sendo este o ponto de encontro de drenagem das mesmas. Ora, como parte das ruas são de paralelipípedo (e não betuminoso, que em termos de isolamento é muito mais eficiente), as areias vão-se concentrando no local, o que provoca, sempre que existe uma reparação, a haver lavagem das areias". Para o administrador da Águas do Sado, esta é uma zona "com uma situação bem complicada, já que naquele local se concentram, para além do problema das areias, cinco condutas, cerca de trinta linhas telefónicas, esgotos e linhas de alta e baixa tensão, o que vem complicar as reparações que é necessário efectuar".

Quanto à rotura registada na passada segunda feira, esta ter-se-á ficado a dever à quebra de "uma esteira de cabos telefónicos (os quais são envoltos em betão como forma de protecção, e que lhes dá um maior peso) que atingiu a conduta, partindo-a".

Os trabalhos de reparação, que tiveram início quase imediato, continuam a ser efectuados, inclusivamente durante a noite, tendo o fornecimento de água sido restabelecido cerca das 9.30 horas de ontem. No entanto, os trabalhos continuam no local, já que, e ainda segundo Cristhian Anderson, "pretendemos alargar o âmbito da reparação de modo a dar mais longevidade àquela questão e impedir ocorrências frequentes". Igualmente naquele local encontra-se uma conduta em abóboda, com mais de cem anos, que está a ser igualmente alvo de reparação. Quanto a novos cortes no fornecimento de água, Cristhian Anderson referiu que tal não está previsto, muito embora, "se cairem fortes chuvadas o problema ficará agravado, já que os trabalhos de reparação terão que ser interrompidos uma vez que, apesar dos esforços, é muito complicado escorar aquele enorme buraco e só os esgotos serão, por si próprios e caso se registe uma forte queda de chuva, o suficiente para encher o buraco de água".

99/11/15 O Setubalense

Faltas frequentes do abastecimento de água

Má conduta

JÁ vai para um mês que as pessoas residentes nas áreas da Rua Camilo Castelo Branco, Rua Groot Pombo, Avenida General Gomes Freires e Avenida Bento Gonçalves estão a ser "torturadas" com os frequentes e prolongadíssimos cortes no abastecimento de água. Já vai para um mês que as obras na famosa "conduta da Camilo Castelo Branco" se prolongam, e já não há pachorra para aturar a má qualidade do serviço que a empresa está a prestar às populações que, como se sabe, não têm alternativa no mercado de venda da água.

Perdoem-me as pessoas que moram noutras zonas da cidade pelo facto de, eventualmente, não me referir aqui a problemas semelhantes que as afectem, mas o caso desta área é, acreditem, insuportável, com as deficiências a fazerem lembrar os últimos tempos, de quase paralisia operativa, dos Serviços Municipalizados, quando nem os telefones do piquete eram atendidos com o mínimo de prontidão.

Quando "entrou ao serviço", a actual concessionária - "Águas do Sado" -, tive a ocasião feliz de a elogiar, mostrou vontade de renovar os processos, nomeadamente ao nível da informação ao cliente (volto a dizer que somos clientes e não utentes) e, talvez por um esforço à entrada, é verdade que os cortes no abastecimento decresceram de forma sensível nas zonas habitualmente mais críticas. Todavia, com o tempo, o panorama tem vindo a ensombrar.

Concretamente, no caso a que me refiro, não é aceitável que depois de prolongados trabalhos de reparação da conduta a água volte a faltar durante dias inteiros.

Por exemplo, na noite de quinta-feira última, pouco depois das 23.00 horas, as torneiras secaram tristemente e já ia adiantada, muito, a manhã de sexta-feira (cerca das 9.30 horas) e ainda não deitavam pinga, pelo que ia esperando pela possibilidade do banho. Com a calma possível, dadas as circunstâncias irritantes (todos sabemos que sair da cama com vontade de duche e barba para deparar com a ausência de água não provoca, propriamente, um sorriso), perguntei à "Águas do Sado" o que se passava. Tinha sido de novo uma rotura da maldita conduta e, segundo me disseram, já quando se preparava o reasfaltamento da via. É preciso paciência...

Vejam lá se se organizam, porque estamos "nas vossas mãos", sem alternativas. Não se esqueçam que vivemos num país onde o cliente não é ressarcido por danos causados por deficiência dos serviços, mas em que estes são sempre muito prontos a penalizá-lo em caso de falta de pagamento. E não se esqueçam também que vivemos numa cidade em que a factura da água parece a conta da ourivesaria. António Elias

Três Reparos

Reparámos que é crónica a situação registada na área do Hospital, com as sistemáticas faltas de água, pelo que nos permitimos dar uma sugestão: com um aviso antecipado aos moradores da zona, cortem a água os dias necessários para fazer uma reparação decente e que acabe com esta dúvida de quando é que as torneiras deitam ou não água.
 

99/12/20O Setubalense

Setúbal: início do século XXI

Senhora doente tem a casa a cair

Cesaltina Silva é uma senhora de 57 anos, doente e a residir sózinha numa habitação, degradada, no Bairro 25 de Abril. Passa as "passas do Algarve". Ana Maria Santos No dia a dia das cidades, ninguém faz ideia do que se passa para lá das paredes dos imóveis que as constituem. Passamos, mais ou menos apressados, vamos à nossa vida e, quando tal é possível ou necessário, regressamos às nossas casas onde existe o conforto necessário para nos sentirmos bem. No entanto, são variadíssimos os casos de quem veja nas quatro paredes da sua casa, um motivo de pesadelo, de desconforto de impotência por nada poder fazer para acabar de vez com o problema.

Cesaltina da Conceição Cunha Silva, é um desses exemplos que esta cidade ainda (infelizmente) nos vai revelando à beira de um século onde se prevê que ocorram, em vários sectores, transformações para muitos inimagináveis. Todavia, essas mesmas transformações, embora sirvam de fachada vitoriosa para os intervenientes, deixam atrás de si problemas por resolver (como a questão habitacional) que deveriam ser considerados como os básicos das sociedades que se apregoam de progressivas e modernas.

O caso que nos foi apresentado, por uma senhora moradora no rés-do-chão esquerdo do lote nº 2 do Bairro 25 de Abril (que nome tão sugestivo para um bairro cuja degradação é evidente), pareceu-nos, à primeira vista, uma "normal" infiltração de águas nas paredes do imóvel. No entanto, fomos até casa de Cesaltina Silva e deparámos com um cenário surpreendente.

Para além da evidente ruptura da canalização do lado esquerdo do prédio, a casa (camarária) da senhora apresenta várias infiltrações espalhadas um pouco por todas as divisões, sendo, no entanto, a cozinha a pior de todas. Ou seja, a divisão não pode ser utilizada: o esquentador e o fogão não podem funcionar (a água que cai do tecto continuamente tem que ser recolhida em alguidares), os armários apodreceram de tal modo que tiveram que ser retirados e esta senhora de 57 anos, doente de artrite reumatóide, passa estes dias frios a lavar-se com a água à temperatura que sai dos canos, a não poder cozinhar e a viver da boa vontade alheia para, de vez enquando, tomar um banho quente.

Apesar de se poder pensar que certamente os serviços camarários não terão conhecimento da situação, o mesmo não é verdade. Segundo Cesaltina Silva, o caso vem-se arrastando há quase um ano, "tendo os fiscais já estado aqui diversas vezes, a última das quais há cerca de um mês. No entanto, entram, olham para isto e vão-se embora sem nada dizer e, pior, sem que seja dada qualquer solução a este problema que eu tenho aqui em casa e que não sei como resolver, já que não tenho dinheiro para ser eu a suportar as obras". O que aliás, adiantamos, não seria lógico já que cabe à Câmara (proprietária) a responsabilidade das mesmas, mais a mais quando se registam problemas desta ordem que colocam em causa a própria saúde dos habitantes.

Toda esta situação levou Cesaltina Silva a sofrer, para além da artrite, de uma depressão sobre a qual anda a receber assistência médica. Sózinha, vê-se naquela casa como num inferno e nem com o simples (para nós) uso de água ou de uma refeição quente pode contar.

Cesaltina Silva vive em Setúbal. Estamos em Dezembro do último ano do século XX.

99/12/22 O Setubalense

Descontos no pagamento de consumo de água para funcionários da Câmara e dos antigos Serviços Municipalizados

Autarquia suporta custos

A Câmara, vai suportar as verbas dispendidas com as reduções, assim como para os casos de contadores em reparação, desde a concessão do serviço à "Águas do Sado", no valor aproximado de 42 mil contos, ficando autorizada a responsabilizar-se pelos "bónus", até que a situação seja avaliada de forma definitiva, como diz a proposta apresentada e aprovada por maioria.

Última sessão camarária do ano

Câmara vai pagar "antiga herança" de consumos privilegiados de água

A última sessão pública camarária sadina de 1999, ontem realizada em Setúbal, começou com os votos mútuos de "boas festas", entre as diferentes bancadas partidárias. Posições diferentes surgiram logo a seguir, face às propostas de alterações ao Orçamento e Actividades e a "herança" de descontos no pagamento de consumos de água a funcionários do município

Teodoro João

A proposta relativa à 17º alteração ao Orçamento e 15º ao Plano de Actividades do Município sadino - que acabou aprovado por maioria com os votos contra da CDU e as abstenções do PSD - provocou alguma celeuma, ainda que em época natalícia. Por intermédio da bancada comunista, foi posta em causa o "planeamento anual e o compromisso assumido com as populações". A isso ripostou Mata Cáceres, justificando que "não é possível fazer aqui um planeamento como em qualquer empresa, porque sempre aparecem actividades de última hora, não previsíveis, às quais não podemos recusar apoio, em prol das populações. Na prática - comparou Cáceres - a Câmara funciona um pouco com um banco de urgências..."

Uma outra proposta, esta referente aos consumos de água para funcionários da Câmara e antigos Serviços Municipalizados. O município lembra que "desde há largos anos que os trabalhadores vêm usufruindo de uma bonificação financeira nos consumos de água". Agora, a empresa Águas do Sado, concessionária desde o início do ano, da exploração do sistema de abastecimento de água e do sistema de drenagem e tratamento de águas residuais do concelho, vem apresentar os custos, a suportar pela Câmara, desde a data da concessão até ao mês de Outubro, último.

Face a esta situação, a Câmara reconhece que a bonificação deve ser custeada por si, sinónimo do pagamento de 42.443.130$00, (sendo a percentagem cifrada em 19.902.254$00 referente a consumidores sem leitura - contadores em reparação). Esta proposta foi aprovada por maioria, com as abstenções do PSD, justificando Cáceres que "esta era uma situação muito antiga (bonificação financeira), herdada de anteriores executivos camarários".

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