98/07/31 O Setubalense
Azeitão às voltas com a água
Falta de água em Azeitão
"Águas do Sado" garantem normalização do abastecimento
O abastecimento às aldeias de Azeitão fica regularizado na próxima semana. Ângelo Gromicho, da Águas do Sado, assume a garantia um dia depois do PCP ter chamado a atenção do perigo para a saúde pública resultante da falta de água.
A Águas do Sado garante que o abastecimento de água às aldeias da Piedade, Portela e S. Pedro, na Freguesia de S. Lourenço, Azeitão é normalizado na próxima semana. Ângelo Gromicho,
presidente da empresa concessionária dos SMS assume que a situação fica resolvida nos primeiros dias de Agosto.
"O novo furo do Perú está, com 98 por cento das possibilidades a funcionar ou este fim de semana ou no início da próxima semana", garante Ângelo Gromicho em conversa ontem mantida com "O Setubalense". Este furo, que recorde-se foi apenas adjudicado no passado dia 21 de Julho, "vai resolver o problema do abastecimento de água às aldeias", sublinha.
Para as restantes zonas de Azeitão, que se debatem regularmente com falta de água, Ângelo Gromicho aponta como solução a nova conduta Negreiros/Bassaqueira que também deve ficar pronta em Agosto, mas mais para o final do mês. Aqui, sublinha "há 90 por cento de garantias, já que é um obra de natureza mais complexa". A solução estrutural para as sucessivas quebras no abastecimento de água, passam para o responsável das Águas do Sado, pela construção de dois reservatórios, um na zona das aldeias e outro em Vendas de Azeitão que assegurem o abastecimento normal em caso de rotura do sistema. Estes reservatórios, sublinha Ângelo Gromicho estão já incluídos no plano de acção para o próximo ano que a empresa remeteu à autarquia. "Antes do próximo Verão tudo estar resolvido", garante.
Garantias que, curiosamente, surgem depois do alerta levantado pelo vereadores e autarcas do PCP daquelas das freguesias de S. Lourenço e S. Simão, geridas pela CDU. Chaleira Damas alerta no perigo para a saúde pública resultante da falta de água, que atinge restaurante e cafés da zona. "Há estabelecimentos onde os copos, pratos e chávenas são lavados na mesma água várias vezes", garante o vereador Chaleira Damas acusa a Câmara de "má gestão", e aponta situações de "incúria, desorganização e desleixo na administração dos SMS". "A falta de água verificada em Azeitão, é da exclusiva responsabilidade de Mata Cáceres e do PS que não lançou a tempo os necessários concursos de empreitada e nem mesmo a apressada entrega dos SMA às Águas do Sado e o recebimento de mais de um milhão de contos no final de 1997, permitiu evitar a actual e calamitosa situação", assume. Os comunistas apontam o estado de conservação dos equipamentos e a falta de planeamento de obras como as principais causa para a situação. Como solução Chaleira Damas defende a construção de um furo de reserva em Negreiros e o acelerar das actuais obras. "Uma Câmara que diz investir 17 milhões de contos não pode investir à pressa 150 mil no reforço do abastecimento de água a Azeitão, é caricato".
Neste cenário a população das aldeias equaciona o não pagamento de água e restantes taxas até a situação ficar resolvida
Cáceres "contra manobras"
O presidente da Câmara de Setúbal classifica a denúncia e os alertas dos autarcas comunista como "uma manobra". "O PCP julga que tem aqui mais uma vitória, só que esta é localizada no tempo vai durar apenas no Verão de 98", assume Mata Cáceres. O autarca garante que o abastecimento de água à zona de Azeitão é normalizado nos próximos dias e aponta algumas obras já no terreno e outras que serão lançadas em todo o concelho que vai terminar com o problema. "Se a Câmara não interviu antes é porque não tinha capacidade para investir milhões de contos, só possível agora, porque houve um contrato com a Águas do Sado", explica.
Mata Cáceres acusa os comunista de "viverem obsecados com os planos". "De tanta obsessão acabam por banalizá-los", ironiza. O autarca salienta, por outro lado sem acusar directamente os comunistas que "há pessoas interessadas em que a concessão não resulte". São, para o autarca, "coisas do além", "como bombas que aparecem fechadas sem qualquer explicação e funcionários que abandonam os postos de trabalho sem qualquer razão fundamentada".
Muitas são as obras "arrastadas"...
Muitas queixas por "constante" falta de água
As constantes faltas de água que se têm verificado na parte mais alta da Moita, está a trazer os moradores da zona em perfeito estado de irritação. Dizem ser "um problema antigo" e quando resolvida esta ou aquela falha, volta a surgir com outra. O problema atinge essencialmente as Ruas Maria Matos e Vasco Santana, sendo nesta última que as queixas se registam com maior assiduidade e onde o problema da constante falta de água mais se faz sentir, nomeadamente durante esta época de Verão.
Cristovão Caeiro, funcionário bancário, e morador na Rua Vasco Santana, estava particularmente irritado, ontem de manhã, porque "preparava-se para tomar um banho" e verificou, mais uma vez, que não havia água. Este problema - adianta aquele munícipe - já não é de agora, porque já várias vezes apresentamos, nós moradores, queixas à Câmara, a fim de resolver o problema. Só que, depois de obras e mais obras, o problema nunca mais está resolvido", disse. Ainda segundo aquele, as justificações dadas pelos serviços da autarquia foi a de que "não havia pressão", o que se compreende pelo facto de se tratar de uma zona situada acima do nível normal da rede. Contudo, o mesmo adiantou que "essa questão foi resolvida, mas mais tarde voltámos a ser confrontados na mesma com a falta de água. Não percebo...", diz. Igualmente uma munícipe que, na altura em que nos deslocámos ao local, por ali passava, disse que "costuma faltar água de vez em quando, principalmente no Verão..." De resto, todos os moradores da zona referiram o mesmo problema e os constantes esforços para tentar resolver o problema.
Entretanto, a autarquia, através do Gabinete de Relações Públicas, disse apenas que acerca das queixas, os "municípes tem no nosso boletim municipal um espaço próprio para apresentar as suas queixas..." Contactada a responsável da autarquia para a resolução deste tipo de problemas, foi-nos dito que "a falta de água em certos locais é muito natural, contudo as razões têm de ser analisadas. É verdade que nesses locais tivemos algumas queixas, mas também é verdade que fizemos várias intervenções na rede, a fim de resolver o problema", adiantou. Ainda segundo aquela responsável, "há mais de quinze dias que não recebemos qualquer tipo de reclamações".
Sobre a falta de água verificada ontem logo pela manhã, na Rua Vasco Santana, conforme referiu o morador Cristovão Caeiro, a responsável da autarquia confirmou a existência do mesmo, alegando que tal se ficou a dever a uma ruptura
situada na zona da Quinta do Moínho, por volta das 6 da manhã, o que nos obrigou de imediato a ter de cortar o abastecimento de água." Explicações dadas, os moradores dizem-se "irritados" com o problema, tanto mais agora num período em que as altas temperaturas se fazem sentir e um "duche" logo pela manhã cai sempre bem.
98/08/06 O Setubalense
Novo reservatório em Vendas de Azeitão
A Câmara Municipal de Setúbal aprovou a abertura do concurso público para a "concepção/construção do novo reservatório de Vendas de Azeitão".
Este reservatório
irá substituir o actual que serve as populações de
Vila Fresca e Vendas de Azeitão, num total de aproximadamente dois
mil habitantes, e considerado, face às perspectivas de crescimento
demográfico da área, insuficiente. É que o PDM-Plano
Director Municipal de Setúbal aponta para que o número de
munícipes a abastecer no futuro naquela área duplique, passando
para um máximo de 4,500 habitantes. Desta forma, o actual reservatório
com uma capacidade de 100 metros cúbicos é insuficiente,
pelo que o novo agora a concurso terá uma capacidade de 1000 metros
cúbicos. Refira-se que o estudo da obra foi elaborado pela Águas
do Sado, SA.
99/08/13 O Setubalense
Reparámos que no cruzamento
das ruas Alfredo Lima e da Beneficiência há muito que se encontra
um cano partido, de onde escorre água, com todos os inconvenientes
para o trânsito e para os moradores, já que além do
piso estar sempre cheio de água e enlameado, o mau cheiro é
constante.
99/08/16 O Setubalense
Reparámos que na Rua
António Maria Eusébio foi aberto um buraco, há mais
de três semanas, e apesar dos sucessivos telefonemas para o piquete
feitos pelos moradores, aquele continua por tapar. O problema é
que no local existe um cano partido, que está sempre a verter água.
99/08/27 O Setubalense
Sessão de Câmara
Procom no terreno em Outubro
O Procom arranca em Outubro. Cáceres deixou esta garantia ontem na sessão de Câmara marcada pelo debate em torno da Contribuição Autárquica para o ano 2000.
O presidente da Câmara Municipal de Setúbal garantiu ontem durante a sessão pública do executivo que as obras do Procom vão arrancar na baixa da cidade em Outubro. Mata Cáceres assegurou mesmo que "no primeiro dia útil de Outubro as obras vão arrancar".
Esta primeira fase explicou o autarca vai abranger duas áreas, uma na Praça de Bocage, junto à sede do Vitória e outra frente ao Governo Civil, na Avenida Luísa Todi.
Igualmente ontem foi aprovada, com três abstenções da CDU, a empreitada da construção das novas redes de abastecimento de água e drenagem das águas pluviais na zona de intervenção do Procom. A obra, a última que falta para concluir esta fase de concurso, foi adjudicada à Águas do Sado. Mata Cáceres sublinhou que o projecto da Câmara para a baixa é global e não apenas de cosmética. "Não vamos apenas engraxar os sapatos e deixar tudo o que está debaixo por fazer", ironizou. A CDU não contesta o projecto, mas admite que a adjudicação à Àguas do Sado sem concurso público pode violar as regras da concorrência
99/09/20 O Setubalense
Reparámos que,brevemente, vai ser ligada uma conduta do pouco explorado furo de água localizado no Faralhão, ao depósito da Bela Vista, o principal do Concelho. A obra visa reforçar o abastecimento de água em determinados pontos da cidade cujos munícipes, com alguma frequência, se vêem privados do precioso líquido nas torneiras.
99/10/04 O Setubalense
Um problema "sem importância"
Marília Nascimento
PERANTE os graves problemas sociais que o mundo enfrenta e onde a tragédia de Timor se destaca como mais uma prova de selvajaria organizada por homens muitos graus abaixo dos quadrúpedes, não podemos, contudo, alhear-nos dos problemas da nossa vida pessoal e colectiva.
O assunto que hoje abordo pode parecer sem importância mas diz respeito a um elemento vital para a sobrevivência humana - a água, que já vai escasseando em muitos locais do planeta. Não há muito tempo, os nossos vizinhos ibéricos, que connosco repartem o caudal de um rio fronteiriço, avisaram para um possível controle dos gastos, visto as barragens acusarem diminuição.
Entretanto, desperdiçamos o lÍquido precioso com a maior inconsciência como se ele fosse inesgotável, tanto na vida privada, como a nível da distribuição pública. Vamos, pois, dar um exemplo do que afirmamos - e não precisamos de ir muito longe - chamando a atenção de quem de direito para um caso de desperdício ali na rua Vasco Soveral, rua de traçado antigo que vem desembocar na rua António Granjo, caso que já dura - reparem! - há bem dois anos ou mais. Uma "boca de incêndio" desconjuntada rente ao chão, jorra água dia e noite e, não obstante os moradores terem reclamado há tempo, o seu arranjo e desleixo continua de boa saúde. Além disto, se acaso houver um incêndio na referida rua, de que servia a "boca" avariada?
Aqui está um problemazinho sem importância diante das grandes calamidades mundiais mas, na verdade, um problema de incúria administrativa da maior urgência.
Em muitas localidades do país há populações que se debatem com a escassez de água, que têm de ir, às vezes, buscar a pontos distantes dos seus povoados. E quantos infelizes povos assolados pela maldição da guerra e das condições climatéricas aversas, anseiam e lutam por uma gota de água!
Será muito pedir aos
serviços camarários da especialidade que se acabe com o desperdício
na rua Vasco Soveral, dotando-a com uma "boca de incêndio" funcional
e acabando de vez com um estúpido gasto de água que não
dá proveito a ninguém?
99/10/08
Reparámos que no passeio
da Rua Frei António das Chagas, ao Montalvão, junto a uma
cabine telefónica, encontra-se desde há muito tempo uma "boca
de água" a brotar ininterruptamente o precioso líquido para
a via pública. Uma anomalia a pedir urgente reparação,
até porque representa perigo de "escorregadela" por parte dos transeuntes.
99/10/13 O Setubalense
Proposta que mereceu os votos contra da bancada comunista, diz respeito aos encargos de cobrança da tarifa de resíduos sólidos. A autarquia ficou em 2,5 por cento a taxa de encargo de cobrança, sobre o montante cobrado da tarifa de resíduos sólidos entregue pela empresa "Águas do Sado" à Câmara, com retroactivos a Janeiro de 1998. Sobre isto, Chaleira Damas considerou "um valor excessivo, e aos poucos a Águas do Sado vai procurando receitas." Saiu em defesa da autarquia Mota Ramos, para lembrar que "já no tempo dos Serviços Municipalizados existia este valor, que é universal para este tipo de cobranças," disse o vereador socialista.