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98/10/12 O Setubalense

Trânsito condicionado na Estrada dos Cipestres

Hoje, o trânsito vai circular de forma condicionada no troço da Estrada dos Ciprestes compreendido entre a Avenida Antero de Quental e a Rua do Cruzeiro, uma vez que se vai proceder a obras de instalação de um conduta de água no referido espaço.

A Câmara Municipal de Setúbal avisa os automobilistas para o facto de, embora o troço não venha a ser encerrado ao trânsito automóvel, que devem circular com precaução no local, reduzindo a velocidade a níveis adequados, devido à movimentação de máquinas.

98/10/16 O Setubalense

Circulação condicionada em algumas artérias da cidade

As obras de remodelação da rede local de abastecimento de água no lado norte da Avenida António Rodrigues Manito e artérias adjacentes vai obrigar, em datas específicas, a que sejam feitas alterações à forma como se processa o trânsito no local.

Assim, já amanhã, haverá um corte parcial da travessia na Avenida de Angola. No dia 24 de Outubro, o corte repete-se mas na Rua Dr. Manuel Gamito. A 31, haverá um corte total da travessia na Rua Dr. Miguel Homem de Sampaio e Melo e Rua Major Perestrelo da Conceição. Finalmente, no dia 7 de Novembro, será a vez de se fazer um corte parcial na Avenida da República da Guiné-Bissau.

Segundo a autarquia, que apela à compreensão dos condutores, solicitando-lhes que reduzam a velocidade na zona das obras, estas deverão estar concluídas no dia 14 de Novembro.

98/10/21 O Setubalense

"Águas do Sado" e União Europeia pagam o investimento de quatro milhões

ETAR a partir de 2001

O ano de 2001 é apontado pela Câmara de Setúbal para a entrada em funcionamento da ETAR da cidade, que será construída na zona da Cachofarra. O investimento de quatro milhões de contos é suportado em 85 por cento pelo Fundo de Coesão, ficando os restantes 600 mil contos a cargo da Câmara, que vai utilizar as anuidades pagas pela "Águas do Sado" para suportar a totalidade da sua parte do investimento. Quando o sistema estiver operacional será a concessionária dos SMS que fará a sua gestão.

ETAR de Setúbal

"Águas do Sado" e U.E.pagam quase todo o investimento

A ETAR de Setúbal vai custar quatro milhões, e o financiamento é assegurado pela União Europeia e pela "Águas do Sado" que posteriormente ficará a gerir o sistema. A Câmara aponta o ano de 2001 para a entrada em funcionamento da unidade e refere a falta de impactes ambientais negativos de todo o sistema.

Renato Rodrigues

A Câmara Municipal de Setúbal vai utilizar as verbas da anuidade paga pela Águas do Sado SA para assumir a sua parte no financiamento da Estação de Tratamento de Águas Resíduais (ETAR) da cidade.

A candidatura que a autarquia apresentou ao Fundo de Coesão (FC) foi aprovada no final da semana passada pela Comissão Europeia que deu luz verde ao andamento do processo, que a curto prazo entrará em concurso público internacional. Agora a Câmara vai utilizar parte da renda paga pela Águas do Sado, que desde o ano passado detém a gestão dos Serviços Municipalizados de Setúbal, para completar a sua parte no investimento.

Mota Ramos, vereador do Ambiente, explica que a Câmara deverá entrar com cerca de 600 mil contos para o conjunto das duas obras que compõem o sistema, a ETAR propriamente dita e os dois interceptores e estações elevatórias. Os restantes três milhões e 400 mil contos, 85 por cento do valor total da obra, avaliada em quatro milhões de contos, são pagos integralmente pela União Europeia, através do Fundo Coesão.

A intervenção da Águas do Sado no processo decorre do próprio contrato de concessão assinado entre a Câmara e o grupo Luságua. O contrato obriga a que as anuidades pagas pela Águas do Sado sejam obrigatoriamente investidas em melhoramentos da rede de águas e saneamento da cidade. Aliás, desde essa altura que a Câmara previa pagar a sua parte da ETAR com uma as anuidades da Águas do Sado.

Quando todo o sistema estiver contruído caberá à Àguas do Sado fazer a gestão operacional do sistema de captação e eliminação de águas residuais, já que, igualmente pelo contrato de concessão, cabe à empresa a gestão dos sistemas de saneamento da cidade.

Mota Ramos assume a "O Setubalense" que esta foi a única forma de implementar este projecto pelos elevados custos financeiros para o município. Segundo o autarca esta é a obra municipal mais cara já alguma vez construída em Setúbal, e por isso, "justificam-se alguns atrasos e alguma morosidade". Fica ainda a certeza que pela dimensão financeira do empreendimento, "este era o único processo possível para o seu financiamento".

Para já, a Câmara de Setúbal avança o ano de 2001 para a conclusão de todo o projecto, mas Mota Ramos diz que nestes trabalhos os prazos, por vezes, acabam por ser dilatados, em função da situação no terreno. Ao todo estão previstos para a construção da ETAR e interceptores cerca de 18 meses, a que se juntam mais seis a oito meses de processo burocrático.

A futura ETAR de Setúbal será construída num terreno privado na zona da Cachofarra, mas para o qual a Câmara tem já um acordo tácito com o proprietário. O empreendimento tem capacidade para tratar os esgotos de 250 mil habitantes e só deverá atingir a capacidade máxima em 2010. Mota Ramos sublinha no entanto que a ETAR ficará dotada de mecanismos que permitem o seu alargamento dentro de 12 anos.

Mota Ramos sublinha ainda que esta será uma das mais modernas estações do país. O estudo de impacte ambiental, que já está concluído e aprovado, não aponta quaisquer efeitos negativos no estuário do Sado decorrentes da descarga do efluente tratado. "Não há qualquer efeito negativo no estuário do Sado", garante o vereador do Ambiente que aponta o tratamento biológico com desinfecção, "como umas das grandes inovações da ETAR de Setúbal". "Este é o método mais avançado e que causa menos impactes no ambiente", refere.

Quanto aos interceptores, o projecto contempla dois, construídos ao longo da zona ribeirinha. Será, aliás, nesta zona que o efeito das obras mais se fará sentido. No terreno vão ser construídos dois colectores que vão receber os esgotos que actualmente desaguam directamente no Sado e que os encaminharam directamente para a ETAR. Na prática será construída uma espécie de barreira ao longo da zona ribeirinha.

Mota Ramos enfatiza os efeitos benéficos para o ambiente do estuário. "A situação do estuário do Sado vai melhorar substancialmente", garante.

Entre a satisfação e a reserva

Para já as reacções políticas ao processo são de natural satisfação, apesar da oposição social-democrata ainda manter algumas reservas. A ETAR de Setúbal foi apontada durante a última campanha eleitoral como a grande promessa adiada de Mata Cáceres e do PS, mas hoje, Catarino Costa, assume que "está aqui o melhor desmentido a essa atoarda".

O líder concelhio do PS e também presidente da Assembleia Municipal mostra a "O Setubalense" um natural regozijo e não deixa de elogiar Mata Cáceres, "um autarca de parabéns por ter sempre acreditado no projecto".

Catarino Costa assume que ao contrário da oposição, o PS sempre disse que "este era um projecto perfeitamente garantido e não uma promessa vã. Se levou algum tempo, é natural, já que é um processo com uma tramitação longa".

Muito menos efusivo está o líder local do PSD e deputado municipal Paulo Ribeiro. "A ser verdade o que diz a Câmara é uma coisa que nos dá bastante alegria", agora "o que nós queremos não é a ETAR no papel e nos projectos, mas a ETAR construída, pois estamos fartos de promessas de Mata Cáceres".

Paulo Ribeiro lembra que o PSD sempre exigiu a construção da infraestrutura e não deixa de chamar a si alguns dos louros pelo projecto. "Foi a nossa força e no nosso empenho que nunca deixou o projecto cair no esquecimento", diz.

Durante estes dois dias "O Setubalense" procurou um comentário da vereadora Regina Marques, indicada pelo PCP como porta-voz neste processo, mas tal não foi possível.

98/10/28 O Setubalense

Conduta abate na Praça de Portugal

Envelhecimento da rede é a causa "mais certa"

Parte da cidade de Setúbal esteve esta segunda feira sem água devido a um rebentamento de um conduta na Praça de Portugal. A "Águas do Sado", que no mesmo dia repôs o abastecimento, ainda não tem quaisquer explicações para a situação, mas Ângelo Gromicho aponta como provável o envelhecimento da rede. Quem não ganhou para o susto foi o motorista do pesado que ficou "preso" no meio do buraco aberto pelo rebentamento da conduta.

Rotura ainda sem causas determinadas

Praça de Portugal "deixa" parte da cidade sem água

Parte de Setúbal esteve segunda-feira sem água. Uma rotura na Praça de Portugal esteve na origem do corte. A "Águas do Sado" ainda não determinou as causas mas tudo aponta para o envelhecimento da rede. Entretanto, por lá, um camião caiu num buraco.

Uma rotura na zona da Praça de Portugal, anteontem de manhã, deixou parte da cidade de Setúbal sem água. Uma situação, que no entanto, assegurou a "Águas do Sado", foi reposta no final da tarde do mesmo dia.

Ângelo Gromicho, presidente do conselho de administração da "Águas do Sado" explicou a "O Setubalense" que a rotura, ainda sem causa determinada, provocou um abatimento no entroncamento da Avenida Infante D. Henrique com a Praça de Portugal. Como resultado, um pesado de mercadorias ficou com um dos rodados "preso" no buraco entretanto criado pelo rebentamento da conduta, o que provocou alguns problemas de trânsito na zona.

Ontem de manhã, equipas da Câmara Municipal de Setúbal ainda procediam a operações de limpeza nas imediações da Praça de Portugal, sobretudo na zona dos Quatro Caminhos, onde se concentrou muito da terra libertada no rebentamento.

A causa mais provável para este rebentamento prende-se com a idade da rede de abastecimento de água. Normalmente são micro-roturas que vão empapando a terra e que são impossíveis de detectar, sublinha Ângelo Gromicho.

A somar a esta situação, a "Águas do Sado", também anteontem, procedeu ao corte de água na zona das Manteigadas. Este processo, assegura Ângelo Gromicho foi comunicado previamente à população e resulta directamente de obras que a empresa está a realizar na zona.

Aliás, a "Águas do Sado" vai avançar a curto prazo com diversas intervenções na rede, nomeadamente substituições de condutas, nas zonas da Avenida Luísa Todi e Estrada dos Ciprestes. Na Avenida Luísa Todi a operação deverá durar cerca de três meses.

Estas obras, tal como a da Avenida Rodrigues Manito que está quase concluída, inserem-se no programa anual com a Câmara de Setúbal.

Também na zona de Azeitão a empresa prevê a realização de diversas obras de modo a obviar a até agora crónica falta de água nos meses de Verão. Ângelo Gromicho sublinha que desde meados de Agosto, com a entrada em funcionamento do novo furo do Perú, o problema dos abastecimentos às aldeias ficou praticamente resolvido. "Estamos esperançados que no próximo ano já não vai haver problemas", sublinha até porque estão já previstas outras intervenções.q

98/11/25 O Setubalense

Sessão pública camarária, com munícipe "problemático"

Aprovado novo plano municipal de emergência

Igualmente, antes do início da sessão de trabalhos, o vereador Chaleira Damas reportou-se a um relatório dos Serviços Municipalizados, considerando que esses "Serviços ficaram lesado em alguns milhares de contos, por não terem colocado contadores em todas as residências." Ripostou Mata Cáceres, argumentando que "por entendermos ser melhor adjudicar esses serviços a uma empresa particular assim o fizemos. A empresa Águas do Sado vai investir cerca de 3 milhões de contos em obras de saneamento básico, pelo que já é visível a reestruturação de canalizações em alguns pontos da cidade".

98/12/02 O Setubalense

*Águas do Sado* repõe pavimentos

Estrada dos Ciprestes

"Águas do Sado"repõe pavimentos

A "Águas do Sado" começa a repôr hoje o pavimento na Estrada dos Ciprestes, avança uma nota da empresa. A reposição do pavimento surge após a conclusão de uma série de trabalhos na rede de adutores, que nas últimas semanas de Novembro criaram bastante dificuldade ao tráfego na zona da Avenida Portela, Praça do Brasil e Quinta do Freixo. Particularmente difíceis estiveram os acessos à Avenida Antero de Quental, que dá ligação à A12 e à variante da Várzea.

A empresa reconhece que a execução da obra provoca transtornos na circulação, já que na Estrada dos Ciprestes, sentido Setúbal-Palmela, apena uma via esteve aberta ao trânsito, mas adianta que não foi possível executar o trabalho no período nocturno, o que causaria perturbações aos moradores.

Também na Avenida Rodrigues Manito e na Avenida Luísa Todi a Águas do Sado tem estado a realizar trabalhos na rede. Na Rodrigues Manito, a empresa, adianta o comunicado, tem realizado pavimentações provisórias, após a colocação das tubagens. Na Av. Luísa Todi a opção é pela execução por troços, uma forma de minimizar os impactos na circulação, avançam.
 

98/12/16 O Setubalense

Exportação das escórias custou aos contribuintes 900 mil contos

Vale da Rosa "respira" melhor

O último carregamento de escórias da Metalimex partiu anteontem para a Alemanha, depois de treze anos de depósito a céu aberto em Vale da Rosa. Elisa Ferreira aproveitou o momento mediático para avisar eventuais importadores para não serem tentados por "negócios da China" e voltou a prometer análises globais ao solo e àgua. A exportação das 42 mil toneladas de escórias custou aos contribuintes 900 mil contos.

A ministra do Ambiente, Elisa Ferreira, assistiu anteontem em Setúbal à partida do último carregamento de duas mil toneladas de escórias de alumínio, exportadas pela empresa suiça, Mettallwerke Refonda AG para Portugal, entre 1987 e 1990, e depositadas nos terrenos da Metalimex, a empresa importadora, em Vale da Rosa.

O acto bastante mediático serviu para Elisa Ferreira fazer um duro aviso a eventuais importadores que sejam seduzidos por "negócios na China" na área dos resíduos industriais. "Este caso é exemplar e mostra um pouco da filosofia dos países mais ricos que tentam exportar para os outros o lixo que não querem", refere. O aviso para eventuais importadores fica com a certeza "que o Ministério será duro se forem detectadas ilegalidades".

A saída do último carregamento de escórias, via porto de Setúbal - curiosamente o local por onde foram importadas -, culmina um longo processo negocial e jurídico entre Portugal, a Suiça e a Alemanha. O primeiro carregamento, das 44 mil toneladas para a cidade alemã de Lunen, apesar da empresa apenas ter registado 32 mil toneladas nos documentos de importação, foi em Maio de 1997. No total verificaram 13 carregamentos e alguns atrasos motivados pelo mau tempo verificado no Inverno passado.

Ao todo o Estado português e suíço gastaram quase um milhão e oitocentos mil contos, divididos entre os dois governos. Um derrapagem de 700 mil contos, que obrigou a um protocolo adicional, e justificada precisamente pela descoberta de mais 12 mil toneladas de escórias.

Elisa Ferreira garante que o Estado vai accionar a Metalimex e procurar reaver o dinheiro investido na operação, "que devido a uma empresa irresponsável saiu dos bolsos dos contribuintes portugueses e suíços". A ministra sublinha no entanto que este "não será um processo nada fácil, mas tudo faremos para sermos reembolsados".

Análises

Entretanto a Direcção Geral do Ambiente está já a fazer a primeiras análises aos solos, através de colheitas a um metro de profundidade. Elisa Ferreira garante que desde 1996 tem sido feitas análises periódicas (de dois em dois meses) ao solo e às águas, pelo LNETI, "mas nunca houve qualquer indício de contaminação".

A ministra do Ambiente promete no entanto a continuação das análises, agora em solo limpo de escórias, "para termos a certeza absoluta". Se houver contaminação, Elisa Ferreira garante "que será feita a descontaminação".

Elisa Ferreira nega que este processo entre em contradição com o projecto de eliminação de resíduos industriais pelas cimenteiras."Este não é um processo poluidor é um processo para despoluir o país e evitar justamente situações como estas", referiu a ministra.

A responsável pela pasta do Ambiente, que deverá anunciar uma decisão sobre a co-incineração ainda este ano, aponta o facto daquele ser um processo "banal" de "valorização energética de resíduos que actualmente são despejados sem qualquer tratamento". "Este processo, é experimentado na maioria dos países europeus com resultados positivos, é também uma das recomendações da União Europeia para o tratamento de resíduos industriais", garante Elisa Ferreia que considera a contestação ao processo motivada por "falta de informação" e "alguma manipulação".

Sado quer descontaminação

A saída das escórias de Vale da Rosa deixa para já os autarcas da Freguesia do Sado satisfeitos, mas fica a reivindicação feita à ministra do Ambiente na necessidade de estudos ao solo e às águas e de um eventual processo de descontaminação.

Carmelindo Elias, antigo presidente da Junta, que acompanhou a fase mais dura da contestação às escórias, estava satisfeito mas exigiu prontamente uma análise aos solos. Eusébio Candeias, actual presidente da Junta do Sado entregou a Elisa Ferreira com cinco reivindicações: "realização de análise rigorosas e exaustivas, a fim de avaliar concretamente qual o nível de contaminação das águas e solos"; "imediata descontaminação total dos solos contaminados"; "análises, após a realização da referida descontaminação, que provem a eficácia da mesma"; "realização de análises periódicas à água de consumo humano, animal e de regadio, a fim de aferir da qualidade da mesma"; e "constituição de uma equipa de peritos, independentes, de reconhecida capacidade técnica e científica na matéria, a fim de proceder ao acompanhamento dos trabalhos a executar. A referida equipa deverá ser constituida por organizações ambientalistas e universidades.

O médico Nuno Nunes, provedor do ambiente da Freguesia do Sado reforça a posição do presidente da Junta. "É necessário uma análise ao solo, mas sobretudo às águas, não só subterrâneas, mas de abastecimento público e de regadio", aponta em declarações a "O Setubalense".

O provedor considera essas análise essenciais, mas exige a participação de laboratórios independentes e a participação de ambientalistas e de autarcas no processo de monotorização de uma eventual descontaminação dos solos.

"Não sabemos eventuais implicações para a saúde pública e animal. Apenas sabemos que as escórias estiveram aqui durante 12 anos, perto das populações, de uma reserva natural e de importantes furos de abastecimento à cidade de Setúbal", assume Nuno Nunes.

A nível político, o PEV/Setúbal foi o único partido que até ontem emitiu um, onde aplaude a saída das escórias, mas onde deixa um aviso a Elisa Ferreira: "não tire com uma mão aquilo que se prepara para dar com a outra. A população já disse não à co-incineração. Não se esqueça Sra.ministra".

98/12/23 O Setubalense

Água e saneamento

Cáceres contente com gestão privada

"A Câmara, por si, não tinha capacidade para os necessários investimentos", disse o autarca.

O presidente da Câmara de Setúbal afirmou anteontem, num encontro "natalício" com jornalistas que trabalham na região de Setúbal, que a gestão privada do abastecimento de água, bem como as acções de saneamento, melhorou o serviço e permitiu investimentos que, segundo ele, "não seriam possíveis de realizar pela Câmara".

Cáceres avançou a ideia de que com a concessão do serviço ao consórcio "Águas do Sado", se "acabou com o ciclo vicioso da pobreza" e assim se avançou para melhoramentos "substanciais". Mais disse que "ficou provado que tal medida não acarretou o despedimento nem a insegurança de nenhum trabalhador". Quanto a informações e queixas sobre aumentos de facturação ao consumidor, o autarca não teve papas na língua: "O que se passa, na maior parte dos casos, é que foram instalados novos contadores, dentro da linha de investimento que referi, e há agora uma contagem real de consumos".
 

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