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Informações   especialmente históricas e literárias , pesquisas, documentos e receitas constituem  propriedade material ou bem  intelectual dos membros das famílias  citadas neste website genealógico. 

Ícone: Horas Marianas, livro de oração de Maria carolina Alves Machado,  minha ancestral, que nele anotava dados genealógicos.  Impresso em Paris, 1827. VOLTE PARA A PÁGINA INICIAL POR AQUI

Ícone: certidão de nascimento de Sylvio de Oliveira Guimarães, avô da editora. FAMÍLIAS E SOBRENOMES PESQUISADOS

Ícone: prensa manual, do século XVII. NOTÍCIAS DE NOSSA GENTE
Ícone: Solar dos Guimarães, em Ouro Preto, MG. Casa onde viveu o escritor Bernardo Guimarães -  Crayon de Renato Picazzio - ÁRVORE GENEALÓGICA DESTE RAMO DA FAMÍLIA - LINKS LITERÁRIOS
Ícone: Solar dos Alves, em Soledade de Itajubá, hoje Delfim Moreira, MG. Crayon de  Delu Senna Machado. ÁRVORE GENEALOGICA  DESTES RAMOS DA FAMÍLIA
Ícone: Colégio Três Corações, fundado por Olympia Guimarães Fonseca, bisavó da autora deste site, fundadora de mais 4 escolas em MG e SP. Crayon sobre foto de Maria Paula Guimarães Lopes.
Ícone: Casa da Travessa da rua Barão de Petrópolis,  Rio de Janeiro RJ. Crayon sobre foto de Suely Guimarães.
Ícone: Oliveira, árvore-símbolo de Portugal,  onde se fixa meu pé europeu. O outro pé está nas tabas.   ÁRVORE GENEALÓGICA DA AUTORA E EDITORA DO SITE
Ícone: Cozinha (de fora) de uma fazenda sul-mineira. AS MELHORES RECEITAS DA NOSSA FAMÍLIA AGORA REVELADAS
Ícone: antigas árvores de costado, manuscritas, século XIX. Origem: Portugal FICHAS, DIAMAGRAS E FORMULÁRIOS DE GENEALOGIA
Ícone: Relógio antigo sobre folha de outono. Criação digital. FORMULÁRIO PARA  VOCÊ ATUALIZA OS DADOS DO SEU RAMO
Ícone: primeiro mapa que delineia o Brasil (1502) Chamado Mapa de Cantino.
Ícone: Árvore de Costados Manuscrita. Origem: Espanha. Século XIX. A QUEM ESTE SITE É DEDICADO
Ícone: Família do procurador do Estado de Minas Gerais, Albino José Alves Filho, bisavô da autora do site. FOTOS DE FAMÍLIA
30 de maio, 2001                         
Veja na Sala de Aula                     
História
Dados da carteira de identidade podem virar material didático
"Registros da Terra Nostra"


Resultado Detalhado
Disciplina(s):
História
Título:
Dados da Carteira de Identidade Podem Virar Material Didático
Sinopse:
Análise dos nomes ajuda a perceber a ramificação e o crescimento de traços culturais familiares
Matéria(s) de Veja:
Registros da Terra Nostra
Conteúdo:
Nome, genealogia e imigrantes
Habilidades:
Perceber, pela análise dos nomes, como os traços culturais familiares crescem e se ramificam
Competências
segundo o Enem:
Construir e aplicar conceitos das várias áreas do conhecimento para a compreensão de processos histórico-geográficos

Referências:

Edição:
1702
Data:
30/05/2001

Capa da Edição:

Capa de 
Veja na Sala de Aula:

 

Título: 

Dê uma aula sobre genealogia 

 

Ciências Humanas e suas Tecnologias  -       História
  "Registros da Terra Nostra", págs. 66 a 68 de VEJA (1702)

Tempo estimado: duas aulas de 50 minutos

Dados da carteira de identidade
podem virar material didático

Mostre aos alunos como o nome próprio e
o sobrenome revelam muito mais do que
se costuma imaginar


Conteúdos
Nomes, genealogia e imigrantes
Competências segundo o Enem
Construir e aplicar conceitos das várias áreas do conhecimento para a compreensão de processos histórico-geográficos
Habilidades
Perceber, pela análise dos nomes, como os traços culturais familiares crescem e se ramificam


Luís Inácio Lula da Silva descende do herói troiano Enéias ou de nobres romanos? Será um primo distante do dramaturgo António José da Silva (1705-1739), o Judeu, condenado e morto pela Inquisição? Ou, o que é bem mais provável, Lula é parente espiritual do Zé da Silva - símbolo da multidão de brasileiros pobres, sem uma gota sequer de sangue azul?


Você e seus alunos não encontrarão a resposta no Dicionário das Famílias Brasileiras, embora essa obra monumental traga informações valiosas sobre os grupos familiares que lançaram raízes no Brasil (veja o quadro sobre algumas origens dos Silva). O primeiro tomo, com 2385 páginas, aborda fundamentalmente famílias estabelecidas aqui até meados do século XIX. O segundo tomo - cujo lançamento inspira o texto de VEJA - focaliza as sucessivas ondas migratórias do período 1880-1950. Use a reportagem como base para examinar em classe alguns aspectos da trajetória dos grupos familiares brasileiros.



Primos do Zé da Silva

Os antigos genealogistas registram diferentes origens para os Silva aristocráticos: eles descenderiam dos Silvios romanos ou de um filho do herói troiano Enéias. Fontes históricas mais confiáveis os apontam como descendentes dos reis de Leão, Estado ibérico medieval. Mas a esmagadora maioria dos Silva brasileiros pertence à plebe. São os primos do Zé da Silva, espécie de símbolo do brasileiro humilde, e estão espalhados de Norte a Sul do país. A verdade é que o sobrenome mais difundido no Brasil foi adotado por indivíduos de origem africana, como Xica da Silva; por indígenas e degredados; por cristãos-novos, como os Mendes da Silva, do Rio de Janeiro (a família do dramaturgo António José da Silva, o Judeu). E houve também alguns Silva que se tornaram barões do Império, recebendo brasões de nobreza, ainda que diferentes daqueles dos reis de Leão.

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Um Silva na presidência da República: o marechal 
Arthur da Costa e Silva
Um Silva na Fórmula 1: 
o piloto campeão
 Ayrton Senna da Silva



Preparação da aula

Tire cópias do texto de apoio (veja quadro abaixo) e distribua-as entre os alunos.

Para saber mais
Da genealogia à história social

Se você prestar bem atenção, perceberá que até hoje certos núcleos sociais usam uma forma de "contagem" do tempo e de identidade social e cultural baseada na linhagem familiar. Ainda permanecem no campo, nos subúrbios e bairros simples designações do tipo "o Zé, filho da Maria, neto do Seu João do Bar" ou "a Neusinha, irmã do Mané dos Bois, que é filho do João Mineiro". A essas relações de procedência, de linhagem de antepassados e de origem, damos o nome de genealogia. A sucessão dos patriarcas, nos textos bíblicos, mostra que a genealogia foi uma das primeiras formas que o homem desenvolveu para contar o tempo de longo prazo. Foi identificando, contando e nomeando as gerações segundo os laços de parentesco que o passado pôde ser medido e rastreado com relativa precisão. Além disso, certos traços culturais e sociais puderam ser identificados ao longo do tempo. E, à medida que esses grupos cresceram e se ramificaram, tais traços deixaram de se restringir ao círculo familiar e tornaram-se sociais. Mas esse método logo se tornou apenas uma história das estirpes nobres e, sobretudo, um instrumento de poder político, cultural e econômico, pois podia definir os destinos de uma grande herança, por exemplo. Recentemente, a demografia histórica e a história social da família buscam usar a genealogia sem os traços conservadores que ela adquiriu ao longo do tempo. Isso significa recuperar os laços entre determinadas formações familiares e a sociedade mais ampla.



Antes da leitura de VEJA pelos alunos

Depois de promover a leitura do texto de apoio em sala de aula, chame a atenção da turma para o fato de que o núcleo familiar assumiu diversas formas e características, transformando-se no tempo e no espaço. Uma família nordestina do século XVI tem certas peculiaridades que a diferenciam de uma família paulista do século XVII ou de uma mineira do século XVIII. Explique também aos estudantes que, numa mesma época, uma família que vive em áreas mais distantes e isoladas no interior organiza-se de modo diferente e tem hábitos culturais distintos daquelas instaladas nos grandes centros urbanos. Os interioranos conservam-se mais fiéis, por exemplo, à contagem do tempo baseada na genealogia.




Exercícios e outras atividades

Álbum de Família
1953: jovens descendentes de italianos, em São Paulo, a principal porta de entrada dos europeus
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Divida a classe em grupos e encarregue-os de examinar os temas relacionados a algumas formas familiares do passado mais remoto, de um tempo mais recente e da sociedade atual. Peça que três equipes pesquisem, por exemplo, o Brasil Colônia: como era a família patriarcal, a escrava e a dos homens livres que não possuíam terras e desenvolviam atividades "itinerantes", como os paulistas ou os criadores de gado do sertão nordestino. Outros dois grupos podem investigar o modo de vida das famílias até meados do século XX e os hábitos típicos de hoje. Deixe que cada grupo exponha suas pesquisas e prepare o debate. Procure mostrar como as formas familiares mudam no tempo e não há apenas uma regra para sua organização.


Arquivo Pessoal
Mascate árabe e garimpeiros: o país recebeu 130000 imigrantes sírio-libaneses de 1872 a 1972

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Sugira um estudo sobre a presença, no Brasil Colônia, dos cristãos-novos - judeus convertidos à força pelo governo português nos séculos XV e XVI. A turma perceberá que muitos desses indivíduos tinham sobrenomes bem comuns, como Silva e Pereira. Deixe bem claro, porém, que isso não significa que todos os Silva ou Pereira descendem de cristãos-novos.

Peça que os alunos pesquisem as próprias famílias. Em primeiro lugar, encarregue-os de elaborar uma árvore genealógica, identificando cada membro no tempo e no espaço por quatro ou cinco gerações. Sugira também que levantem as características e elementos culturais, como festas tradicionais familiares ou da comunidade, roupas, linguagem, comida etc. Trate de mostrar a eles que a família não é apenas fruto de relações afetivas, mas também um núcleo de identidades e trocas culturais.


Reprodução/Albari Rosa
Tomi Nakagama com o marido Massashi e as filhas, em 1950: a família chegou ao Brasil em 1908

Proponha que os estudantes façam um levantamento sobre suas origens, examinando os sobrenomes de pais e avós. Procure mostrar que é possível não apenas agrupá-los pela identidade cultural (como os afro-brasileiros ou os descendentes de italianos, árabes ou japoneses), mas também pela distribuição geográfica (os paulistanos, os mineiros, os nordestinos e assim por diante). Provavelmente a origem familiar apontará grande diversidade (por exemplo, um avô italiano, outro português, uma avó paulista e outra nordestina). O que tamanha diversidade étnica e cultural sugere sobre a formação da sociedade brasileira?



Bibliografia complementar

História da Vida Privada no Brasil, vários autores, vols. 1 a 4, Companhia das Letras, tel. (0_ _ 11) 3846-0801



Aula sugerida por José Geraldo Vinci de Moraes, professor de História da Universidade Estadual Paulista (Unesp)

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