quem somos fale com o batukajé



 

 

 

 

 

 



 

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: : nicolas : :

:: o djembê ::
Nicolas começou a tocar o djembe no início da década de 80 em Paris, com o professor Olivier Serigba, percussionista da Costa do Marfim. Olivier foi uma figura essencial na formação de Nicolas, pois sempre incentivou seus alunos a imprimir um olhar próprio sobre as melodias. Explicava os ritmos conforme a tradição africana, mas sempre enfatizando a idéia das releituras.

Com Olivier começou a animar festas de casamento, quermesses, carnavais, aulas de dança. Em meados da década de 80, acompanhou aulas de dança moderna, jazz e afro, tocando conga e djembê, trabalhando a percussão da cultura mandingue, da África Ocidental.


:: África ::
Em 1987, morou dois meses no Senegal, onde aprendeu os ritmos e danças praticados na África Ocidental, como baye fall, n’deup e o sabar. Com Mamadou Yamar Thiam, mestre em Dakar, aprendeu o tamar, instrumento de percussão feito de couro de cobra e tocado com uma baqueta embaixo do braço.

Morar na África foi marcante para Nicolas – “entrei de cabeça num outro estilo de vida. Lá se faz tudo junto – aprendi a sentar junto, fazer a comida junto, dividir o mesmo prato. A acordar num horário diferente, comer de um modo diferente, ir para a festa de uma maneira diferente, ter outros valores”, relembra.


:: Brasil e América do Sul ::
Em 1989 viajou para o Brasil e alguns países da América do Sul. Chegou em Florianópolis e participou da bateria da escola de samba Copa Lord em 1990, ano em que a escola saiu-se campeã. Viajou para a Martinica e Guiana Francesa, estudando ritmos como a mazurka, zouk, gwoka, calypso, com a Orquestra Françoise Rachel de música folclórica crioula de raízes africanas.

:: Recife ::
Em 1992, voltou para o Brasil e morou por quatro anos no Recife, onde estudou o maracatu de baque virado e levou o som do djembê para os cortejos. Participou do grupo Maracatu Nação Pernambuco, que trabalha o resgate da dança, coro e batucada dos maracatus, e com ele gravou um CD, com direção e produção musical de Toinho Alves. No conservatório Pernambucano de música do Recife, gravou com o grupo uma participação para um CD de Sérgio Mendes.

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