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: : nega : :
Natural de Salvador (BA), Aldelice
Braga, a Nega, dança desde pequena.
Começou no grupo folclórico
Viva Bahia e aprendeu samba, maracatu, danças
inspiradas na simbologia dos orixás,
afoxé. E não parou por aí.
Trouxe um pouco de seu jeitinho baiano à
Florianópolis, fundou o grupo Djembê
do Zemba, estudou dança no Senegal.
E, em 2003, fundou com Nicolas o Bloco Batukajé,
que reúne um pouco de toda sua experiência.
O que que a baiana tem? Descubra logo abaixo:
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:: contato com a dança ::
Quando criança, Nega passava
o dia inteiro na escola, brincando e praticando
capoeira, atletismo, handebol. O interesse
pela dança surgiu ainda menina, quando
participava das quadrilhas juninas no bairro
onde morava. Aos 13 anos, participou do
grupo folclórico Viva Bahia, fundado
por Emilia Biancardi. O grupo era formado
por alunos das escolas públicas de
Salvador, que se apresentavam em eventos
dentro e fora do país. Nega participou
do terceiro grupo, que tinha um caráter
mais experimental, e aprendeu a capoeira,
o samba de roda, a simbologia dos orixás
e um pouco da dança africana.
Desde então não parou mais.
“A dança está no sangue
do nordestino, é uma coisa meio natural
pra gente. A rua é a grande escola
– tudo é motivo de festa e
comemoração na Bahia, assim
como na África”, diz.
O pai queria que fosse advogada, a mãe
queria que fosse médica e Nega optou
por cursar Educação Física.
Na época, o pai recebia dois salários
mínimos e a mãe, um. Para
pagar a faculdade, tiveram que contornar
as dificuldades: Nega trabalhou como manicure,
a mãe como faxineira e o pai como
vigilante de uma loja em Salvador. Aprendeu
desde cedo a correr atrás de seus
objetivos: deu aulas de hidroginástica
e axé até surgir uma oportunidade
para se dedicar à dança afro.
“Em Salvador, as chances para os dançarinos
são pequenas”, conta.
A grande mestra de Neguinha foi a professora
Edileusa Santos, com quem aperfeiçoou
a dança afro depois da faculdade.
“Foi a pessoa que me botou no palco,
me valorizou”. Edileusa deu-lhe chance
de mostrar seu talento. Vem daí a
idéia que Nega tem de que o palco
é para todos.
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