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: : história : :

[ batukajé vem do iorubá batucajé
batuc – homens que tocam, ajé – mulheres que dançam ]

ilha de Santa Catarina - Brasil

O bloco Batukajé foi criado em 2001, pela bailarina Aldelice Braga (Neguinha) e o percussionista Nicolas Malhomme, quando os dois passaram uma temporada em Rennes (região próxima a Paris/FR). Ela, uma legítima baiana e uma das primeiras professoras de dança afro da ilha. Ele, um francês apaixonado pela África e com um currículo invejável na bagagem. Esse encontro não podia dar em outra: Nega e Nicolas são parceiros de trabalho há mais de cinco anos, e já realizaram muitos projetos juntos: aulas, apresentações, oficinas e, agora, o Batukajé.

O Batukajé nasceu da vontade dos dois de combinar dança à percussão africana e afro-brasileira. Tanto as coreografias quanto os ritmos são baseados na tradição africana e brasileira. A idéia aqui não é manter as raízes, mas inspirar-se nelas para criar uma identidade própria. O Batukajé mescla vários olhares, vários sotaques, vindos de vários cantos do mundo: Guiné, Paris, Senegal, Salvador, Florianópolis, Recife.

:: eu quero é botar meu bloco na rua ::
Os ensaios do bloco começaram em 2002 e reuniram muita gente para o carnaval do ano seguinte. A rua está na essência do Batukajé: a idéia é sempre levar um pouco da cultura afro-brasileira e africana para as praças, ruas, clubes, festivais. É pintar o rosto, adornar os cabelos, vestir as cores do bloco e mostrar toda a beleza e força dessa cultura.

Por onde passa, o Batukajé leva muito axé e arrasta as pessoas para dançar junto - os carnavais de 2003 e 2004 foram prova disso. Hoje a ilha vive um momento de efervescência cultural e de valorização da cultura afro. E o papel do Batukajé nesse processo tem sido reconhecido.

:: Associação Cultural Batukajé ::
A proposta do Batukajé não se resume ao grupo de apresentações, formado na maioria por alunos de dança e percussão de Neguinha e Nicolas. A intenção é, desde o princípio, criar a Associação Cultural Batukajé, uma entidade sem fins lucrativos para o ensino de dança e percussão africanas e afro-brasileiras para crianças de rua. Faz parte dos planos ter uma sede - um espaço onde possam oferecer as aulas e receber dançarinos e músicos de outros estados brasileiros e outros países, para um intercâmbio cultural.

A experiência com projetos sociais é antiga: Nega, ainda durante a faculdade em Salvador, fez muito trabalho voluntário com crianças nas favelas; em Florianópolis, deu aulas na Casa da Liberdade e do morro da Caixa; e, com Nicolas, para crianças da Associação Novo Horizonte durante quase dois anos.

Agora esperam, em breve, poder fundar a Associação Cultural Batukajé. “Estamos na batalha, tentando realizar nossos sonhos”, diz Nega, confiante.


 

 

melhor visualizado em 800 x 600 | | | criação: paula albuquerque
fotos do carnaval de 2004 fotos do carnaval de 2004 fotos do carnaval de 2003
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