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: nega : :
:: Florianópolis ::
Nega precisava mudar de ares e ouviu o conselho
de um amigo: “ ‘Por que você
não vai para Floripa? Você
com esse seu trabalho vai ficar rica’.
Vim para cá, e estou rica: não
tenho dinheiro, mas tenho muitos amigos,
alunos que são eternos companheiros.
Tenho essa parceria com Nicolas, que foi
o maior presente que Deus me deu. Acabei
adquirindo outras riquezas”.
:: Djembê do Zemba ::
Nega chegou em Florianópolis em 1995
e conheceu a bailarina Cíntia Abadá,
a única professora de afro na cidade,
e os percussionistas Nicolas Malhomme e
Gerry Adriano. Os quatro montaram o grupo
Djembê do Zemba, organizando apresentações
de dança e percussão africana
e afro-brasileira pela ilha. “Nós
formamos essa leva de dançarinas
de afro e percussionistas que existe hoje
na ilha. E é muito bom saber que
nosso trabalho está dando esses frutos.”
Cíntia foi cursar a faculdade de
dança em Curitiba, Gerry voltou para
a banda Dazaranha, Nega precisava voltar
constantemente à Bahia, e o Djembê
se desfez, depois de cerca de dois anos
de apresentações, eventos
e aulas pela ilha.
:: França ::
A parceria com Nicolas, que começou
nessa época, existe até hoje.
Em viagem pela França, em 2001, os
dois trabalharam juntos nas oficinas de
dança que Nega ministrou em Paris.
Foram três oficinas: para o bloco
de batucada de carnaval Samba da Bum (?),para
o grupo Mamakau (?) e para o grupo Bagolofô
(?).
:: África ::
Em 2003, Nega morou por quase um mês
no Senegal, onde aprendeu os ritmos e danças
praticados nas vilas, como baye fall, n’deup
e o sabar.
[ Em breve o diário de viagem estará
disponível no site, onde Neguinha
contará tudo o que viu, ouviu e aprendeu
nessa temporada africana. ]
: : as aulas : :
As aulas de dança afro de Nega são
como uma grande brincadeira e, para alguns,
uma terapia, um espaço onde se valoriza
as expressões e a criatividade de
cada dançarino. “Eu vou para
as aulas investindo o melhor da minha energia.
Espero um retorno de energia, um retorno
no olhar. Se não houver essa cumplicidade,
a dança não flui.”
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