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Esse espaço tem por função agrupar alguns links, textos, traduções, anotações e outras referências. Temas abordados: História da Filosofia, História das Ciências, História das Ciências Humanas e História da Psicologia.
No espaço há também uma seleção de citações. Na página "web" há uma "teia" de textos e referências úteis sobre os temas acima, incluindo também recursos em informática. Mantenho também um blog dinâmico no portal Hypothèses e um blog estático aqui1, sob atualizações que constam mais abaixo.
Também aqui: alguns textos publicados, e também minhas páginas PhilPapers e Academia. Link para contato.
Posts in Português [PT], Français [FR], Español [ES] and English [EN].
Este site foi feito em Markdown. Essa linguagem tem inúmeras utilidades, especialmente para pesquisadores em Ciências Humanas. Vale a pena saber mais a respeito, pois além do formato ser amigável para produzir textos, o mesmo arquivo é capaz de ser compilado em inúmeros formatos (até páginas de internet). Escrevi um pouco sobre as vantagens aqui.
2020/06/27 Michael Hardt: O enfraquecimento da sociedade civil.
2020/06/24 Pavlov e o mal menor.
2020/06/22 O Brasil no abismo da Pós-Verdade.
2020/06/19 Recursos em Linux e Open Source para pesquisadores de ciências humanas
2020/06/17 Sobre Markdown e as Ciências Humanas.
"Luas e sóis (meses e dias) são viajantes da eternidade. Os anos que vêm e se vão são viajantes também. Os que passam a vida a bordo de navios ou envelhecem montados a cavalo estão sempre de viagem, e seu lar se encontra ali onde suas viagens os levam. Os homens de antigamente, muitos, morreram pelos caminhos, e a mim também, durante os últimos anos, a visão de uma nuvem solitária levada pelo vento me inspirou contínuas idéias de meter o pé na estrada. O ano passado dediquei a vagar pela costa. No outono, voltei a minha cabana, às margens do rio, e a limpei das teias de aranha. Aí, me surpreendeu o fim do ano. Quando veio a primavera e houve neblina no ar, pensei em ir a Oku, atravessando a barreira de Shirakawa. Tudo o que via me convidava a viajar, e estava tão possuído pelos deuses que não podia dominar meus pensamentos. Os espíritos do caminho me faziam sinais, e descobri que não podia continuar trabalhando. Remendei minhas calças rasgadas e troquei as tiras do meu chapéu de palha. A fim de me fortalecer as pernas para a viagem, me untei de moka queimada. Logo a idéia da lua na ilha de Matsushima começou a apoderar-se de meus pensamentos. Quando vendi minha cabana e me mudei para o sítio de Sampu para esperar ali o dia da partida, pendurei este poema numa viga da minha choça:
a cabana de ervas secas
(o mundo tudo muda)
vira casa de bonecas
Matsuo Bashô
(1) áskēsis, desde 2019 (com Markdown desde 2020) ↩