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A Doutrina da Purgatório

É uma doutrina Bíblica?

Vamos conferir nos textos abaixo: 2Mac 12,43-46: "Depois, tendo feito uma coleta individual, enviou a Jerusalém cerca de duas mil dracmas, a fim de oferecer um sacrifício pelo pecado, no que agiu com grande acerto de nobreza, pensando na ressurreição. Se, com efeito, ele não esperasse que os soldados mortos em combate ressuscitariam, teria sido supérfluo rezar pelos mortos: persuadido que estava de que uma belíssima recompensa está reservada aos que adormecem piedosamente, santo foi e piedoso o seu pensamento; e foi essa a razão por que mandou que se celebrasse pelos mortos um sacrifício para que fossem absolvidos de seu pecado."

Parece-nos que esta passagem não seja suficiente, pois apesar de explícita, consta no livro de Macabeus, um livro deuterocanônico. Então, vamos levá-lo apenas em consideração como livro histórico e seguir a leitura dos demais livros canônicos:

Lc 12,47s: "Ora, tal servo que, conhecendo a vontade de seu senhor, não preparou nada, nem agiu segundo essa vontade, receberá muitos golpes de açoite; aquele que não a conhecia e fez algo que merecia açoites receberá poucos golpes"

ICor 3,11-15: "Quanto ao fundamento, ninguém pode lançar outro que não seja o já posto: Jesus Cristo. Quer se construa sobre este fundamento com ouro, prata, pedras preciosas, madeira, ferro, palha, a obra de cada um será posta em evidência. O dia do juízo a tornará conhecida, pois ele se manifesta pelo fogo, e o fogo comprovará o que vale a obra de cada um. Aquele cuja construção subsistir receberá um salário. Aquele cuja obra for consumida, dele será privado; ele mesmo será salvo, mas como quem o é através do fogo."

São Paulo torna pública a doutrina do Purgatório, classificando três julgamentos distintos pelo qual passaremos todos nós no dia do juízo: aquele que recebe o salário, isto é, a vida eterna no paraíso; aquele que desta vida será privado, isto é, não tem outro destino senão o inferno; e aquele que será salvo e terá a vida eterna, porém passando pela purificação do purgatório.

Mt 12,32: "E se alguém profere uma palavra contra o Filho do Homem, isto lhe será perdoado; mas se falar contra o Espírito Santo, isto não lhe será perdoado, nem neste mundo, nem no vindouro" As palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo tornam claro que algumas coisas podem ser perdoadas neste mundo, e outras ainda depois deste mundo. E como sabemos que não será dada a oportunidade de arrependimento depois desta vida, podemos apenas concluir que teremos a oportunidade de nos redimir de nossos pecados mais difíceis de superar. Não seremos julgados apenas pelo mal que cometemos, mas pelo bem que realizamos na sinceridade de nossos corações.

Mt 5,26: "Em verdade, eu te digo: de lá não sairás enquanto não tiveres pago o último tostão." Acaso alguém pode deixar o inferno? Certamente, não é a respeito dele que Jesus fala, mais sim do purgatório, de onde sairá aquele que tiver pecado, ainda que este pecado não conduza à morte (Cf. 1Jo 5,17).

Ap 21,27: "Nela não entrará nada impuro, nem quem pratique a abominação e a mentira, mas unicamente os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro." No paraíso não entrará ninguém impuro. Quem são os justos, os puros que entrarão lá? Ligue esta passagem às demais e verá que alguns pecados serão perdoados no próximo mundo, lógico que antes de contemplarmos o Paraíso final.

Alguns protestantes dizem: "Não se pode mudar de lado - situação eterna já definida depois da morte". Trata-se, então, de uma mal entendido: A Igreja Católica não nega isso. O purgatório, segundo sua doutrina, não seria um lugar de indecisão, mas que para lá iria, já teria a salvação assegurada! Outros fatos históricos que reforçam que já os primeiros cristãos criam nessa doutrina: Nos túmulos dos primeiros cristãos lê-se até hoje: "Lembrai-vos de nós que nas vossas orações, nós que morremos antes de vós";

Santo Agostinho também afirmou, no livro 9, capítulo 13: "Deus do meu coração, te peço pelos pecados de minha mãe".

 

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