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ARTIGOS E OPINIÕES

Ênio Padilha

Novos Paradigmas do Engenheiro, do Arquiteto e do Agrônomo.

Vamos começar este texto do jeito que não se deve: fazendo uma afirmação óbvia, dessas que o leitor passa os olhos e começa a ficar com sono.

Fazer o que ? Lá vai a platitude: o desenvolvimento das tecnologias de comunicação e dos transportes alterou de forma considerável as relações profissionais e os modelos de operação de todos os profissionais, especialmente os de nível superior.

Isto é verdade. E os engenheiros e arquitetos precisam se dar conta disso se quiserem entender corretamente o que está acontecendo e tirar algum proveito das mudanças ocorridas.

Porque, é importante que se diga, poucos profissionais de nível superior foram tão afetados pelos avanços das tecnologias de comunicação e transportes quanto os engenheiros e os arquitetos. Especialmente os que atuam na construção civil.

Quer dizer então que esses tais avanços tecnológicos não atingiram todo mundo da mesma maneira ? Quer dizer que engenheiros e arquitetos foram mais afetados ? Tiveram mais mudanças no seu dia-a-dia profissional ?

Exatamente, senhor leitor, senhora leitora ! E sabe por que ? Porque engenheiros e arquitetos são profissionais essencialmente MÓVEIS. Têm um espaço geográfico de atuação que é muito amplo. Precisam estar em diversos lugares num mesmo dia. Atender clientes em pontos diferentes da cidade, da região, do estado...

O fax, por exemplo, quando foi inventado (na segunda metade da década de 1980) foi recebido como uma ferramenta muito importante para muitas atividades profissionais. Mas, para os arquitetos e engenheiros, aquilo era mais do que, simplesmente uma boa ferramenta para o trabalho: era uma coisa fantástica. Uma maravilha!

Nós lidamos com imagens, desenhos, coisas que nem sempre podem ser perfeitamente descritas num telegrama, telex ou num telefonema (que eram os meios de comunicação rápida disponíveis antes do Fax).

E o que dizer, então, do telefone celular ? O telefone celular, na vida de engenheiros e arquitetos deveria ser objeto de alguma tese de mestrado ou doutorado, tamanha a sua importância e influência.

Para um dentista, por exemplo, o telefone celular mudou muito pouco (evidentemente, esse "muito pouco" vale quando a comparação é feita com engenheiros, arquitetos ou agrônomos). Eu conheço um advogado que não tem (e não pretende ter) telefone celular. E, quer saber, senhor leitor: o telefone celular não faz nenhuma falta real para ele.

Agora me diz, qual é o engenheiro, atuando na construção civil, que pode se dar "ao luxo" de não ter um telefone celular ?

Está condenado, o pobre coitado !

Engenheiros, arquitetos e agrônomos precisam observar que os novos paradigmas profissionais passam pelas alterações profundas promovidas pela introdução dos modernos meios de comunicação. Quem for mais agudo nesta percepção e souber garimpar as vantagens possíveis estará mais perto do sucesso.

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Artigo extraído do site do CONFEA

 

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