Xadrez na escola agora ao alcance de todos

O Livro Xadrez na Escola, é recomendado para todos aqueles que pretendam desenvolver um trabalho de xadrez em estabelecimnentos de ensino, servindo como excelente apoio didático ao Professor que poderá passar tarefas semanais ou diárias para seus alunos que tenham adquirido o livro.

Xadrez na Escola, vem suprir uma deficiência existente na maioria dos livros de Xadrez especificamente técnicos, mas falhos na parte pedagógica.

Embora possua o nome Xadrez na Escola, o livro pode servir como treinamento individual para qualquer aficcionado de qualquer idade, pois, ele é a transcrição metodológica do sistema de treinamento do autor que através de seu método, preparou um grande número de Campeões não só no âmbito escolar, como de clubes.

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GM Henrique Mecking (Mequinho)


GM HENRIQUE MECKING (MEQUINHO)

Nome completo: Henrique da Costa Mecking
Naturalidade: Santa Cruz do Sul (RS)
Data Nascimento: 23 de janeiro de 1952
Título de MF conquistado em:
Título de MI conquistado em:
1966, aos 15 anos (até então o mais jovem mestre internacional da história do xadrez).

Documento raro revela...

Até Morphy foi perseguido pela imprensa!

No dia 2 de julho de 1859 os proprietários da Munn and Company apresentavam ao público americano a nova estrela do mercado editorial. “American Scientific”, que se não me engano, existe até hoje. A proposta era apresentar as novidades em matéria de inovação tecnológica. Convém lembrar que estávamos na última fase da Revolução Industrial quando locomotiva era sinônimo de carro do ano! A revista também abordava assuntos menos “fabris”, como educação, psicologia, filosofia e assim foi durante muitos anos.
Tive acesso ao número um. E advinhem quem estava logo na primeira página? Ele mesmo, Paul Morphy.
É uma grande notícia, não é? Pois bem, você não diria isso depois de ler o texto! É uma esculhambação do início ao fim e pior, escrito numa prosa do mais alto nível!
Morphy voltava da sua primeira viagem à Europa e foi recebido com festa em várias cidades, inclusive por pessoas graduadas no meio científico.
A revista não perdoou o que chamou de excitação nacional: “Por que lamentamos? A resposta é simples. O xadrez é um passatempo de caráter inferior, que rouba da mente um tempo precioso que deveria ser dedicado a causas mais nobres...”
E segue:
“O xadrez ganhou reputação como disciplina da mente porque requer boa memória e peculiares poderes de combinação. Acredita-se ser uma ferramenta para intelectos superiores. Estas opiniões, acreditamos, estão totalmente equivocadas (...). Napoleão, O Grande, que tinha grande paixão pelo jogo, perdia freqüentemente para um doceiro em Santa Helena. (...) Jogadores renomados não mostraram ter habilidades superiores em outras áreas. E pessoas sabidamente brilhantes não se tornaram grandes jogadores de xadrez. (...)"
"Aqueles engajados em atividades mentais devem evitar o xadrez..o jogo desvia e suga as energias do intelecto...Aqueles que vivem do próprio negócio, da profissão não podem perder tempo com o jogo – um jogo que traz muitos prejuízos ....”
E assim vai.
O texto é muito maior e a minha tradução está pra lá de livre.
Passados anos, Morphy retornou à Paris.
Já não gostava tanto de xadrez nem estava tão brilhante como antes.
Um exemplar da mesma American Scientific de 1864 registrava: “Nos chega a notícia de que o imbatível Paul Morphy acaba de perder várias partidas para um jogador francês.”
O francês, no caso, era Jules Arnous de Riviere.
Morphy, desgostoso com a vida que levava, abandonou os tabuleiros logo depois. A revista não falou mais dele!

Fonte: Site CBX
Por Dirceu Viana

Título de GM conquistado em:
Cidade em que reside: Taubaté (SP)
Principais competições disputadas e classificação:
Campeão gaúcho absoluto, em 1965 (aos 12 anos)
Campeão brasileiro absoluto, em 1965 (aos 13 anos) e 1967
Campeão sul-americano absoluto, em 1966 e 1972
Campeão brasileiro absoluto, em 1967
Campeão do Torneio Interzonal da FIDE, em Petrópolis, 1973
Campeão do Torneio Interzonal da FIDE, em Manila (Filipinas), 1976
Campeão do Torneio Interzonal da FIDE, em Bogotá (Colômbia), 1971
Campeão do Torneio Interzonal da FIDE, em Vrsac (Iugoslávia), 1971
Jogou as Olimpíadas de Lugano (1968) e Nice (1974)
Em 1978, chegou à posição de 3º melhor enxadrista do mundo, com 2635 pontos de rating FIDE (abaixo apenas de Anatoli Karpov e Victor Korchnoi).

Bibliografia:

"Henrique Mecking: Latin Chess Genius" (Henrique Mecking: Gênio Latino do Xadrez - 1995), de Stephen W. Gordon
"Mequinho, o perfil de um gênio" (1983), de Rubens Alberto Filguth

Retirado do Site: Clube de Xadrez de Imperatriz

Xadrez, quanto mais velho, melhor!

Esqueça o torneio da Bósnia e espere até 2031, o ano de ouro da literatura nacional! Decidi escrever um livro.
“É mais uma daquelas idéias malucas que nunca vão pra frente!”, reclamou minha esposa, caçoando de outro projeto mirabolante. Grandes batalhas do xadrez brasileiro! Eu sei, eu sei, não existe nada mais óbvio que um título assim. Mas dessa vez é promessa. Tem de ficar pronto até 2031! E o que tem a ver 2031? É quando vencem as Notas do Tesouro Nacional que comprei diretamente do Governo. Minha aposentadoria. Dez e meio por cento de juros ao ano mais a inflação. Isso é quase o dobro do que os bancos oferecem na bendita previdência privada comprando os mesmo títulos! Um escândalo!
Minha obra só terá partidas antigas, até 1931, no máximo.
A primeira já está escolhida. Paul Morphy contra Arthur Napoleão! Napoleão perdeu e não era brasileiro. E daí? Ele jogou com Morphy, o máximo!
A segunda que escolhi é Richard Teichmann contra Caldas Vianna, 1905, aquele mesmo que ensinava Machado de Assis!
A partida de consulta que Capablanca jogou no Rio na década de 20 também entrou na lista. Ela não acabou! De peça a menos Capa decretou o empate e se mandou para os Estados Unidos!
Mexer nessa velharia me deixou alérgico de tanta poeira. Tenho aqui na minha frente a coleção completa de “Xeque-Mate”, 1926!: Caldas Vianna contra alliados, assim mesmo, com dois "lls"; Trompowsky versus Roberto Grau; o difícil final de torres de Réti contra Souza Mendes. Não tem jeito. Uma partida dessas é muito melhor do que Radyabov x Dzidarevic, Bósnia 2003, que acabo de ver na internet. Torneio chato...são tantas defesas eslavas que a platéia dorme de tédio! Desse jeito esses GMs vão morrer de fome!
Aqui vale um registro, pro bem ou pro mal. Devo muito ao Clube de Xadrez Guanabara, no Rio de Janeiro. A biblioteca, sabe-se lá como, ainda guarda todas essas preciosidades...
Quanto ao livro...bom, faltam 27 anos e uns quebrados!

Fonte: Site CBX
Por Dirceu Viana

 

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