AI VÃO ALGUMAS PARABULAS DE BUDA!
ESPERO QUE LHES TRAGA ALGUM TIPO DE PROVEITO, JÁ QUE ILUMINAÇÃO SE DEPENDER DO FHC(BO) ACHO QUE NEM COM O PRÓPRIO BUDA EM PESSOA!
 
 

A Pedra preciosa escondida na roupa
No capítulo oitavo ("Profecia da Iluminação de Quinhentos Discípulos") do Sutra de Lótus, Sakyamuni alerta seus discípulos para que não caiam no arrogante erro de acreditar que já se iluminaram, quando apenas atingiram conhecimentos e compreensão parcial da Verdade Essencial da Vida. Contou então a parábola da "Gema Preciosa Escondida na Roupa" :

"Uma pessoa visitou um de seus amigos." Foi recebido, na casa do amigo, com muita alegria e várias garrafas de vinho. Ficou, portanto, embriagado e caiu adormecido.

O amigo visitado tinha que sair para um urgente negócio oficial. Porém, antes de sair, costurou uma preciosa gema nas dobras das roupas de seu necessitado amigo. Contudo, como o homem estava pesadamente adormecido, não tinha idéia de que havia ganho a pedra preciosa.

Quando despertou, o homem recomeçou a sua longa jornada, saindo da casa do amigo sem se despedir, pois este ainda não havia retornado de seus negócios.

Trabalhou duramente por seu alimento e roupa, porque não sabia a respeito da jóia, e porque estava sempre pressionado pela sua subsistência.

Um dia aconteceu de o homem encontrar-se novamente com o velho amigo, que ficou surpreso com a sua pobreza. O amigo, suspirando, disse para o homem pobre :

* "Por que se tornou tão pobre ? Certa vez, quando voce me visitou, costurei a mais preciosa de todas as minhas gemas nas dobras de sua roupa, de modo que voce pudesse viver uma vida confortável. Ainda deve tê-la. E mesmo assim tem levado essa vida miserável. Deve usar essa pedra preciosa para comprar o que necessitar. Então, pode ter tudo o que quiser."

Surpreso com as palavras do amigo, o homem apalpou a sua roupa. Tal como o amigo havia dito, a gema apareceu. Embora estivesse envergonhado pela sua própria ignorância, ficou também muito contente ao encontrar essa valiosa jóia.

Após o relato dessa parábola, os quinhentos arhats compararam o Buda ao amigo que deu a inestimável gema. Eles disseram : "O Buda, em nossas existências anteriores, desde o remoto tempo passado, educou-nos e fez-nos aspirar à suprema sabedoria. Entretanto, tal como a pessoa que visitou o seu amigo embebedou-se e caiu adormecido, esquecemo-nos da verdadeira intensão do Buda, que é a de levar-nos à suprema sabedoria. Após isso, alcançamos o estado de arhat (Erudição) e, acreditando que tínhamos alcançado a iluminhação, estávamos satisfeitos com o nossa compreensão supercial".

O Buda, então, disse para eles que o que eles alcançaram, mesmo com muito esforço e trabalho de aprendizagem, não era a verdadeira iluminação. E os arhats notaram que estavam praticando uma fé errônea e ficaram alegres com a predição, pelo Buda, de que iriam, com toda a certeza, praticar e propagar corretamente a Lei e, portanto, alcançariam a iluminação e se tornariam, também, Budas
A parábola diz que o amigo costurou uma inestimável gema dentro da roupa do homem. Isto indica que o Buda Sakyamuni plantou a semente da iluminação dentro das pessoas, inclusive dos quinhentos discípulos, desde o remoto tempo passado de sanzen-jintengo. No entanto, em algum
tempo, eles abandonaram a sua fé no Sutra de Lótus, convertendo-se a ensinos superficiais.

Como o homem que vagou por toda terra sofrendo de contínua pobreza, estavam destinados ao ciclo dos seis estado inferiores de vida (veja, neste site, as informações sobre a Filosofia Budista) E tal como o homem ao qual foi ensinado pelo seu amigo a respeito da existência da gema, eles também foram finalmente capazes de compreender que o Buda, há muito, tinha plantado a inestimável gema dentro de suas roupas.

A inestimável gema indica claramente o próprio Sutra de Lótus, que estava sendo pregado por Sakyamuni. Indica, também, o Estado de Buda inerente no coração de todas as pessoas, desde o infinito passado.
Do ponto de vista do Budismo de Nitiren Daishonin, a inestimável gema é o Nam-myoho-rengue-kyo, que pode ser procurado e encontrado no âmago da vida, do coração e da mente de todos os seres humanos e em todos os fenômenos, seres e coisas do Universo.

Os que ainda não conseguem compreender que possuem essa jóia maravilhosa e infinitamente preciosa, nas profundezas de seu ser, e que podem se tornar Budas, são como o homem que se embebedou até a inconsciência e, então, vagou sem maiores objetivos e sentido de vida que não fosse a simples e mera sobrevivência física.

A Beleza Transitória
Há muito tempo, quando o Buda Sakyamuni estava no Pico da Águia, houve uma cortesã chamada Lótus, na cidade de Rajagriha. Ela era mais bela do que qualquer outra mulher da cidade, e não parecia haver ninguém que pudesse se igualar à sua beleza. Todas as mulheres a invejavam e todos os homens a adoravam. Por tudo isso, um dia, Lótus concebeu um desejo de iluminação e decidiu segregar-se dos assuntos mundanos, tornando-se uma freira budista.
Ela partiu para o Pico da Águia para visitar o Buda Sakyamuni. No caminho, sentiu sede e parou num riacho de águas límpidas. Quando estendeu suas mãos para a água, ficou impressionada com o reflexo de seu rosto na superfície e foi cativada pela sua própria beleza. Seus olhos claros, seu nariz afilado, lábios vermelhos, maçãs rosadas, cabelos exuberantes, e a perfeita harmonia de suas feições combinavam completamente, convencendo-a de que era extraordinariamente bela. Ela pensou: "Que mulher bonita sou eu! Por que pensei em querer deixar de lado este corpo belo e viver como uma freira budista? Não, não farei isto. Com uma beleza como a minha, tenho certeza que encontrarei a felicidade. Que idéia tola a de me tornar uma asceta." Imediatamente, ela virou-se e começou a retornar o caminho que havia feito.
No Pico da Águia, o Buda Sakyamuni havia assistido Lótus durante o tempo todo. Ele achou que estava na hora de ajudá-la a desenvolver o desejo de iluminação. Utilizando-se de seus poderes ocultos, o Buda transformou-se numa mulher extraordinariamente bonita, muito mais bela ainda do que Lótus, e a esperou no caminho ele Rajagriha.
Desconhecendo a intenção do Buda, Lótus, enquanto imaginava vários prazeres mundanos, encontrou uma mulher desconhecida muito bonita no sopé de uma montanha. Atraída pela sua beleza, Lótus dirigiu-se espontaneamente a ela: "Você deve ser estranha por aqui. Para onde está indo completamente sozinha? Você não tem marido, filhos, irmãos? O que uma mulher tão bonita está fazendo aqui totalmente só". A desconhecida respondeu: "Estou voltando para a cidade de Rajagriha. Sinto-me um tanto quanto solitária caminhando o trajeto todo. Se não for inconveniente, poderia acompanhá-la?"
As duas mulheres logo se tornaram bastante amigas e viajaram juntas pela colina.Quando passaram por um pequeno lago, decidiram descansar um pouco. Elas sentaram-se na grama e conversaram por algum tempo. Enquanto Lótus falava, ela repentinamente adormeceu, com sua cabeça sobre os joelhos de Lótus. No momento seguinte, sua respiração cessou. Diante do olhar aterrorizado de Lótus, o corpo da mulher começou a degenerar exalando um odor cadavérico. O corpo inchava grotescamente, a pele se rompia e as entranhas saíam e logo foram infestadas por vermes. O cabelo da mulher morta caiu de sua cabeça, seus dentes e sua língua separaram-se de seu corpo. Era realmente uma visão odiosa.
Vendo essa fealdade apavorante diante de si, Lótus ficou pálida, pensando: "Mesmo uma beleza celestial, é reduzida isso quando morre. Não obstante o quão confiante eu era de minha beleza, não tenho meios para saber por quanto tempo irá durar. Oh! como fui estúpida! Devo procurar o Buda e buscar a iluminação." Então, Lótus dirigiu-se novamente ao Pico da Águia.
Chegando à presença do Buda, Lótus atirou-se diante dele e relatou-lhe o que havia acontecido a ela no caminho até lá. O Buda fitou-a com benevolência e pregou-lhe os quatro seguintes pontos: todas as pessoas envelhecem; mesmo um homem muito forte infalivelmente morrerá; não importando o quanto a pessoa viva feliz com sua família ou amigos, o dia da separação certamente virá; e ninguém pode levar a sua riqueza para o mundo após a morte.
Lótus compreendeu imediatamente que a vida é efêmera e que somente a Lei é eterna. Ela aproximou-se do Buda e pediu-lhe que a aceitasse como sua discípula. Quando o Buda deu-lhe a sua permissão, seus abundantes cabelos pretos caíram no mesmo instante e sua aparência transformou-se completamente na de uma freira budista. Desse momento em diante, ela devotou-se sinceramente à prática budista, e atingiu eventualmente o estágio de arhat, sendo qualificada a receber os oferecimentos e o respeito das pessoas.
 


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