NUMA BANCA PERTO DE VOCÊ

 

Na época em que Arquivo X, Buffy, Star Wars e Harry Potter dominavam o espaço nos cadernos de cultura e, claro, nas revistas especializadas, alguém pensaria que Xena era uma série com poucos fãs e portanto sem chamar a atenção da mídia impressa no Brasil.

Não foi bem assim. Só na minha estante contei treze publicações onde Xena apareceu com destaque, sem contar cartas de fãs, páginas de novidades, etc. Já em abril de 1997, pouco depois de estrear no SBT, Xena estava na capa e em foto de página inteira da Herói nº 113. E no mês seguinte a mesma Herói trazia seis páginas sobre Xena e Hércules, incluindo uma entrevista com Kevin Sorbo e um histórico da Lucy Lawless. Em novembro de 1997, de novo a Herói tinha como matéria de capa “Hercules & Xena”, seis páginas onde constava a informação de que “Xena é vista por 5,9 milhões de telespectadores nos EUA”.

Em 1998, ainda na segunda temporada, a Starlog Brasil chegou a entrevistar ninguém menos que a própria Lucy, que ao final disse “Você não sabe, mas meu marido é um grande fã do Brasil, adoraríamos ir, quem sabe daqui a alguns anos?” Nas revistas da minha coleção, Xena volta a parecer com destaque na Sci Fi News de fevereiro de 1999, duas páginas com um bom histórico da série e elogios aos efeitos especiais. No mês seguinte, Xena era capa da revista Dragão, especializada em jogos tipo RPG. Em seis páginas Xena, Gabrielle, Autolycus e Joxer recebiam pontuações como personagens desse tipo de jogo. Na Sci Fi News do mês seguinte, quem ganhou uma página inteirinha foi Gabrielle, “o anjo contador de histórias”.

A polêmica em torno do episódio “The Way” saiu na Sci Fi News de julho de 1999. Num box ao fim da matéria, uma nota sobre o site dos “Guerreiros de Amphipolis”. (Quem se lembra?). Em setembro do mesmo ano, finalmente a capa e um guia de episódios das primeiras três temporadas. Na revista Séries nº 2 Eddie Van Feu, conhecida por seus livros sobre Wicca e esoterismo, pede “Volte, Xena, volte”, por que o SBT tinha deixado de exibir a série. Nas páginas seguintes, o tema era Hudson Leick e sua personagem, com direito à lenda original de Callisto.

Em agosto de 2001 a editora Atlantis lançou, em Português, a revista em quadrinhos da Xena, que infelizmente durou pouco mas tinha como atrativo extra uma seção de artigos sobre a série, escritos por Lúcia Nóbrega, aquela dos desenhos do site AUSXIP. Bem, em outubro de 2001 quem deu destaque a Xena não foi nenhuma revista especializada em TV ou ficção: na Veja, uma imagem de Xena & Gabrielle ocupava meia página; embaixo o título “Ela é espada” (!). Infelizmente chamando a série de “mais um trash que virou objeto de culto” pelo menos a matéria, originalmente sobre o sucesso junto às “organizações lésbicas”, mencionou os “Xenitas” e nossa Xenacon 3.

Um guia da sexta temporada, desta vez só com os títulos originais, apareceu na Sci Fi News nº 3/2001, junto com comentário de duas páginas sobre o final da série. Finalmente, a revista da NET, quando da estréia da sexta temporada do USA, deu um bom espaço a Xena (“Na temporada final, Xena conquista mais fãs”), trazendo comentários da cantora Vange Leonel e do jornalista Ralfo Furtado (conhecem?). Como podemos ver então, mesmo não sendo uma badalada produção das grandes redes Xena, a princesa guerreira (e seus fãs) conseguiu ocupar espaço bem merecido nas publicações brasileiras.

 

 

 

A música de Xena

A maquiagem dos monstros

O 100º episódio

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