Nas últimas décadas observou-se o desenvolvimento de técnicas  de meditação voltadas para o tratamento de doenças específicas. Duas delas, a “terapia por visualização” e a “meditação intensiva” ambas dirigidas à pacientes com câncer, atraíram muito a atenção, inclusive em círculos médicos ortodoxos.
       Carl Simonton, médico especialista em radioterapia no Texas ficou impressionado pelo acúmulo de evidências de que o câncer está diretamente relacionado a distúrbios de personalidade. Ele próprio teve câncer na juventude e, ao refletir sobre o seu passado, percebeu que se enquadrava na categoria das pessoas que “trancam” suas emoções, e cujos cânceres são freqüentemente provocados por algum acontecimento estressante. Mas não era o acontecimento em si mesmo, compreendeu Simonton, que precipitava a doença, e sim a reação individual a ele. Embora continuasse a usar radioterapia para tratar a doença. Ele passou a treinar seus pacientes para que usassem o poder da imaginação a fim de recobrar a saúde.
        Simonton denominou o método que desenvolveu como “relaxamento e visualização mental”. Ele montou estatísticas para comparar os resultados entre pacientes que aceitaram tentar a terapia por visualização e aqueles que preferiram se limitar ao tratamento convencional. Os números mostraram que o tempo de sobrevida do primeiro grupo era o dobro do segundo, e em muitos casos, o câncer parou de crescer, e os pacientes puderam retornar à vida normal.
       A partir das experiências de Simonton, outros médicos nos Estados Unidos, continuaram a desenvolver a terapia da visualização. Bernard Siegel, professor de cirurgia da universidade de Yale, procurou aprofundar esse método usando técnicas que utilizava os elementos intuitivos dos pacientes como desenhos e interpretação de sonhos.
       Mas, Siegel descobriu, que um paciente em cinco não queria viver. Metade dos pacientes gostaria de ser curada, mas assumia posturas negativas em relação às possibilidades e técnicas terapêuticas tentadas. O restante dizia: “Farei qualquer coisa que tiver de fazer para me curar; Diga-me apenas o que fazer”. Foi com esses “pacientes excepcionais”, como ele os chamava, que Siegel conseguiu bons resultados, como declarou: “Nós todos possuímos a capacidade de autocura. Nosso cérebro sabe disso, mas nós o esquecemos no nível intelectual. Num nível primitivo, continuamos sabendo..., mas intelectualmente, não sabemos como assumir e controlar o processo de cura”.
       O psiquiatra Ainslie Meares, de Melbourne, Austrália, desenvolveu o método denominado “regressão atávica”, derivado das experiências com a hipnose, para o tratamento do câncer. Com essa técnica ele removia preocupações e medos do paciente, liberando o instinto natural da cura “Se a redução da ansiedade é suficientemente profunda e sustentada, surge um estado mental e emocional no qual a capacidade do paciente controlar suar células cancerosas é incrementada de maneira significativa”, diz Meares.
O que é câncer
8. O MÉTODO SIMONTON
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