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| Primeiramente, pode ser difícil absorver todas as informações sobre a doença e elaborar os sentimentos dolorosos que surgem, como medo, raiva, negação, culpa, depressão, ansiedade. É necessário tempo para aceitar e entender o diagnóstico.
A estas reações soma-se ainda a incerteza do desconhecido, vividos pela maior parte dos pacientes com câncer, em maior ou menor grau. As pessoas enfrentam o câncer de diferentes maneiras, assim como fazem com os demais aspectos da vida. Depois do choque inicial do diagnóstico e do começo do tratamento, algumas se sentem aptas a retomar sua rotina de vida. Para outras, pode ser mais difícil. Há muitos recursos que podem ajudar neste momento; um deles é a participação em grupos de apoio. No início dos anos 70, pesquisas demonstraram os benefícios dos grupos de apoio para pacientes com câncer, verificado na melhora da qualidade de vida, evidenciado através do humor, diminuição do estresse, funcionamento físico e também na familiaridade em relação à doença, melhor enfrentamento e maior adesão aos tratamentos. Participar de grupos de apoio com outras pessoas que estão passando pela mesma situação pode ajudar pacientes, familiares e amigos a entender que não estão sozinhos e que, juntos, podem compartilhar muitas experiências. Algumas vezes, embora o paciente já tenha terminado seu tratamento, ele ainda se sente só e isolado, podendo, então, surgir a vontade de conversar com pessoas que estão passando pelo que ele já passou. Grupos de Apoio tornaram-se uma influência vital e muito positiva na vida dos pacientes e seus cuidadores. Nem sempre, os mais íntimos, com quem temos muitas afinidades e sempre trocamos confidências são as pessoas mais adequadas para nos entender e apoiar quando estamos passando por uma experiência que eles não só desconhecem, como temem. Por melhores que sejam suas intenções, não podem nos alentar. No grupo de apoio encontramos pessoas desconhecidas, que conhecem nossa dor, nossos medos, que falam a mesma linguagem. É para elas que poderemos expressar nossos sentimentos e seremos compreendidos. Como são os grupos de apoio: Geralmente, os grupos de apoio são coordenados por profissionais como psicólogos, assistentes sociais, enfermeiras ou por ex-pacientes, que provêm informações sobre a doença e como conviver com ela. Alguns se limitam a poucas semanas e outros, a períodos maiores. Há grupos direcionados somente para pacientes, com o mesmo tipo de câncer, ou por pessoas submetidas ao mesmo tratamento. Outros se destinam para cônjuges, membros da família ou amigos. Podem ter formato de aula, sobre assuntos relevantes, como: qualidade de vida, efeitos-colaterais, estratégias de enfrentamento, sua abordagem pode ser educativa, com uso de material informativo como filmes, livretos e palestras (indicados principalmente, para pacientes recém diagnosticados) enquanto que alguns são mais focados para o suporte emocional e a troca de experiências. Existem, atualmente, grupos alternativos, usando salas de bate-papo na Internet, que podem ser muito úteis para pessoas com limitações de deslocamento. Participantes de grupos de apoio costumam relatar que tem muito a oferecer uns aos outros, pois há, entre eles, aspectos comuns que podem ser debatidos com toda a franqueza. Seus membros podem criar, em parceria, uma rede mais sólida de relação entre eles próprios, com a equipe de saúde e seus familiares. É, também, uma forma de assumir uma postura ativa frente ao seu tratamento e cuidados. Revista Hands nº 3 - abril / maio 2001 por: Flávia Chwartzmann Kosminsky psicóloga clínica e hospitalar Em nossos grupos VIVA MAIS VIDA, oferecemos aos nossos pacientes a as seguintes atividades terapêuticas: - Exercícios de Bioenergética. - Dançaterapia (a dança como forma de aumentar a expressividade emocional e aumentar o bem-estar). -Técnicas de relaxamento (Treinamento autógeno) -Técnicas de visualizações (Método Simonton). -Terapia de apoio, representada pela troca de experiências entre pessoas que estão vivenciando a mesma situação. |
| Grupos de Apoio |
| Grupos de Apoio |
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