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| Nosso organismo é extremamente complexo. Consegue manter-se num equilíbrio constante conhecido como homeostase, graças à “Sabedoria do Corpo”, que controla o funcionamento de suas partes e todos os processos corporais. Essa sabedoria controla nosso bem estar na saúde e na doença. Controla também o câncer e pode retardar seu crescimento, colocando-o em estado de latência. Este controle é ignorado pela medicina.
O destino de um paciente com câncer, depende da taxa de crescimento de seu tumor e da potencialidade desta Sabedoria para retardar seu crescimento. Quanto mais forte o impulso para o equilíbrio, maior a possibilidade de alguém sobreviver. Infelizmente a medicina também ignora o papel do impulso para retardar a progressão do câncer. Muitos pacientes são bem sucedidos na missão de estimular seu “Impulso para a autocura” e controlar a doença. A medicina os chama de “Sobreviventes de longa duração”. Acredito que é mais apropriado destacar sua potencialidade para viver em paz com o câncer. Decidi chamá-los de Câncer-Iogues “. Assim como o Hindu-Iogue consegue controlar muitos processos inconscientes em seu corpo, o Câncer-Iogue controla o seu câncer”. O câncer-Iogue é a potencialidade do paciente manter sua doença remissiva. O Iogue hindu aprendeu a controlar processos inconscientes em seu corpo, como diminuir os batimentos cardíacos ou baixar a pressão sanguínea. De nossa perspectiva, aprendeu como comunicar sua vontade à Sabedoria do Corpo, que executa então estas façanhas para ele. Da mesma maneira, os “Câncer-Iogues” podem comunicar sua vontade à Sabedoria do corpo, que tornará então o seu câncer latente. A primeira reunião do “Câncer-Iogues” ocorreu em abril de 2001, em Telavive. HOMEOSTASE DO CÂNCER - O organismo mantém o câncer em equilíbrio. A medicina tradicional está diante de um impasse conceptual do câncer. Tem os melhores meios para tratar a doença, contudo os fundamentos básicos dos seus tratamentos são falsos. A medicina não trata da complexidade do organismo. Considera nosso corpo como uma máquina linear complexa, quando na realidade ela não é linear. Acredita-se que o câncer resulta do crescimento descontrolado de células atípicas. Quando uma célula normal se torna cancerosa, desafia o controle do crescimento e começa a dividir-se rapidamente, gerando um tumor que também cresce rapidamente. Na realidade toda progressão do câncer no organismo é mantida em equilíbrio (homeostase), que somente é rompido no momento da morte. Não somente o câncer, mas toda a condição no corpo é mantida pela homeostase. O desequilíbrio acontece quando o organismo está em um perigo grave e pode mesmo morrer. A Sabedoria do corpo mantém a homeostase na saúde e na doença. O destino de todos os cânceres é prosseguir crescendo à partir de pequenos estágios de evolução até atingir tamanhos avançados, todos controlados firmemente pela Sabedoria do corpo, que os mantêm em homeostase. A noção do câncer rebelde que escapa ao controle do corpo é falsa. Essa sabedoria controla também o câncer metástico. Quando por exemplo, um tumor é detectado no pulmão e removido, as metástases escondidas no fígado crescem e se tornam visíveis. Quando um tumor é removido a Sabedoria do Corpo reabastece a massa faltante do tumor, crescendo metástases no fígado. Um fenômeno similar foi descrito em melanomas intra-oculares. Geralmente os olhos com este tipo de tumor são extraídos. Contudo Zimmerman, em 1978, percebeu que a remoção do olho pode promover a propagação das células do melanomas para outros órgãos. Chegaram à esta conclusão pela análise epidemiológica de mortalidade de pacientes. Observações similares foram feitas em ratos, com carcinoma do pulmão, por Lewis. A erradicação do carcinoma preliminar do pulmão pela irradiação, foi seguida pelo crescimento rápido de metástases que mataram o animal dentro de 18 dias após a conclusão da terapia de radiação. Progressão do câncer Depois do tratamento, um tumor torna-se carcinogeno, invadindo gradualmente o animal até sua morte. Esta seqüência de fatos chamou a atenção do patologista britânico, Leslie Foulds. Seus dois volumes sobre progressão do câncer nos animais, foram os livros científicos mais vendidos, e Foulds procurou em vão por uma fórmula que descrevesse a progressão do tumor da mesma maneira que os físicos, ao lançarem um foguete. Finalmente sumariou sua experiência em uma lista das leis da progressão, que era um tanto desconcertante, e imprevisível. Encontrou uma correlação pobre entre o tamanho do tumor e a taxa da progressão. Os tumores grandes progrediam lentamente, enquanto os pequenos, rapidamente. Alguns tumores tiveram seu crescimento paralisado por longos períodos, quando de repente, voltaram a crescer. Foulds deixou realmente de considerar, um componente importante do câncer - a SC. Preocupado com os tumores, ignorou o anfitrião. No entanto seus estudos forneceram indícios interessantes sobre a SC - o comportamento do tumor reflete realmente o seu vigor. Para nós o desafio é induzir o tumor à latência, e essa indução é para o benefício do paciente. Este é o sentido do modelo Câncer-Iogue, um paciente cuja SC tornou latente o seu tumor, prática ignorada pela medicina. Progressão do câncer de acordo com Halsted O cirurgião americano Halsted ensinou que um tumor de mama começa como um pequeno agrupamento de células, que cresce gradualmente, invade os nós da linfa axilar, e por ultimo entra na corrente sanguínea que o espalha para outros órgãos. Este modelo simples da medicina foi dominado por um século e depois abandonado. Apesar da gerência bem sucedida de tumores locais, os pacientes continuaram a morrer com a propagação das células. Obviamente as células dos tumores muito pequenos entram na corrente sanguínea, e o tratamento local falha. Esperou-se que a quimioterapia abatesse as células no local e não escapassem. Infelizmente a maioria das metástases, desenvolve uma resistência a quimioterapia. TORNANDO O CÂNCER LATENTE Nos cânceres avançados que se espalham em órgãos distantes, como vimos, não tem se mostrado estratégico tratar as metástases. Nesses casos, estimular a Sabedoria do Corpo é a única maneira eficaz para retardar a progressão do câncer. E tornar o tumor latente, a única opção de sobrevivência para o paciente. Aqui a medicina tem pouco a oferecer, pois lhe faltam meios para impulsionar a SC. Já a medicina alternativa especializou-se em impulsionar a Sabedoria do corpo e fornece muitas maneiras de prolongar a remissão da doença, que são aplicadas pelos “Cancer-Iogues”, pessoas que aprenderam a colocar seus tumores para "hibernar", e a viver pacificamente com eles. O Câncer Latente O câncer progride em duas fases. A fase aguda, que se manifesta pelo surgimento de um tumor localizado, e por uma fase crônica, na qual o tumor se espalha aos órgãos distantes (metástase). Durante a fase aguda o câncer é curável, quando crônico, ou metástico não. Embora obtenha sucesso em tratar cânceres agudos, a medicina tem pouco a oferecer aos pacientes cuja doença tenha se espalhado para outros órgãos. Seu principal tratamento, a quimioterapia, geralmente não cura cânceres crônicos, que resistem a ele. O câncer tem também algumas características surpreendentes como, por exemplo, poderem parar de progredir durante anos sem nenhuma razão óbvia, e voltarem depois a crescer. Esta pausa é conhecida como o “Latência” ou "Hibernação" do câncer. Os pacientes sentem-se curados, mas após algum tempo, quando o câncer "acorda", sua condição se torna ainda pior. A latência do câncer foi estudada no começo do século precedente, e esquecido desde então. Este fenômeno importante indica que muitos pacientes passam a vida convivendo pacificamente com o câncer e se sentem bem. Os cânceres crônicos ocasionalmente regressam sem nenhuma razão óbvia. De algum modo os pacientes conseguiram controlar e resistir à doença por períodos de tempo prolongados, fato que é documentado pela medicina tradicional como “Estatística da sobrevivência”. Em todos os cânceres crônicos, no terceiro ano após o diagnóstico, o perigo do câncer declina continuamente. Isso indica que o paciente resiste à sua doença cada vez melhor. Quanto mais tempo um paciente vive, melhor sua possibilidade de sobreviver. Esta constatação surpreendente é ignorada totalmente, uma vez que a medicina rejeita a noção da resistência ao câncer. Se alguns pacientes conseguem resistir naturalmente ao câncer, esta resistência também poderia ser impulsionada medicamente. A medicina teria obrigação de tentar prolongar a remissão do câncer ajudando o paciente deixá-lo profundamente "adormecido" e assim prolongar sua vida. Infelizmente ela ignora este objetivo do tratamento. A cura do Câncer A maioria das doenças crônicas é essencialmente incurável e, o melhor tratamento para o câncer será aquele que mantém o paciente na remissão da doença por períodos elevados. A cura é conseqüentemente irrelevante. Além disso, ninguém poderá saber se um paciente está curado do câncer ou no estado de remissão da doença, uma vez que a confirmação da cura depende do resultado final da sua vida. Assim, um paciente com remissão de micrometasteses, na verdade pode vir a morrer de um ataque cardíaco. Sua morte seria atribuída ao enfarto, e a menos que examinado por um patologista, poderia ser considerado como curado do câncer. A cura do câncer não pode ser garantida, e isso geralmente causa muita ansiedade nos pacientes que sentem como se estivessem condenados à morte. No entanto, essa situação é idêntica a de alguém que teve um infarto. Quando um cardiologista se propõe a "curar o coração" nunca implicaria que este curaria a arteriosclerose do órgão enfartado. Porque acreditar que o oncologista removendo o tumor, curaria realmente o câncer? Em todas as doenças crônicas, o tratamento dos médicos, mantém a doença sob controle. Porque esperar dos oncologistas, a cura do câncer? Geralmente eles acreditam que a doença é incurável, projetando sua impotência e expectativa nos pacientes. A crença na cura pela oncologia começou com o DR.W.S. Halsted (1852/1922), que via o câncer como uma patologia localizada, que pudesse ser curada cirurgicamente. A maioria das mulheres que recebeu o tratamento de Halsted, a mastectomia radical, morreu do câncer. Contudo o conceito da cura pela cirurgia local, persistiu. A falha foi atribuída às micrometasteses que se espalhavam antes da sua detecção. A conclusão é que se deveria primeiro, selecionar e matar as micrometasteses com quimioterapia. Tudo isto poderia ser evitado admitindo-se que o câncer é sistêmico, no mesmo sentido da arteriosclerose ou do coração enfartado e, tudo o que a oncologia pode conseguir, é a remissão da doença. Um oncologista então olharia para o paciente e diria: “Você desenvolveu um câncer, mas não se preocupe. Nós vamos torná-lo um Câncer-Iogue”. FALHA CONCEITUAL NO CÂNCER Nosso corpo é extremamente complexo. Numerosos processos nos mantêm vivos, e quando alguns se enfraquecem, nós nos sentimos doentes e pedimos ao nosso médico que nos ajude. Ele então tenta compreender o que está errado conosco. Primeiramente localiza os processos defeituosos que requerem tratamento. Muitos processos estão envolvidos, e ele precisa escolher o mais relevante e o chama de doença. Uma simplificação tão drástica não pode lidar com a complexidade do organismo. A doença seria um somatório simplificado de processos defeituosos no corpo. A simplificação envolve a exclusão de processos vitais. Por isso o organismo não pode ser adequadamente simplificado nem comparado a nenhum modelo. Os modelos médicos tradicionais das doenças são mecânicos e lineares, quando os processos no organismo são não-lineares. Sobretudo os processos interagem. Por estas razões, todo o modelo da doença põe em perigo o paciente. É iatrogênico. A medicina requer um tipo novo do raciocínio que não utilize doença-modelos. Doença-Modelo A doença-modelo é uma simplificação, e serve apenas como diretriz orientadora do tratamento médico. Uma vez que tal modelo é estabelecido, indica como tratar o paciente. Geralmente tais modelos são adequados para o tratamento de doenças agudas, e falham em doenças crônicas, como o câncer. Em alguns pacientes faltam por exemplo, elementos de defesa, como a Gamaglobulina. Uma “amidalite” nesse tipo de paciente, torna-se complicada e perigosa, pois os micróbios podem se espalhar para o pulmão. Sua taxa de gamaglobulina precisaria ser aumentada, para depois seu médico incluir outros processos defeituosos que precisassem ser tratados. O modelo serve a sua finalidade e o tratamento é adequado. Em doenças crônicas, entretanto, o número de processos defeituosos é vasto, e este tipo do raciocínio falha. As Doenças-modelos são demasiado restritas, e insuficientes como diretrizes orientadoras do tratamento. NECESSIDADE DE UMA NOVA VISÃO A metafísica é um esforço intelectual agradável, e inofensivo. Mesmo se mal conduzida, ninguém é ferido. Suponhamos que ao contrário da opinião geral, o Big-Bang nunca tivesse acontecido e o mundo fosse eterno. Nenhum dano seria causado. Alguns filósofos, como Kant, apreciariam a vida da mesma forma, apesar da ilusão de sua compreensão sobre a origem do Universo. Mas a situação muda, quando o que está em jogo é a vida de um paciente. Se aplicarmos um raciocínio equivocado para o seu tratamento, o resultado pode ocasionalmente ser prejudicial. Isto é particularmente pertinente ao câncer. Parasita e Hospedeiro Como o estetoscópio, o questionamento sobre a etiologia das doenças, caracteriza o médico moderno, que acredita nas explanações causais, como forma de promover descobertas importantes. O conhecimento de que as bactérias causam infecções foi essencial para a descoberta dos antibióticos. Um relacionamento similar do causa-efeito foi usado para tentar resolver o enigma do câncer. Contudo tratar o câncer como se fosse uma infecção, é um raciocínio de causa e efeito incompleto, já que muitos indivíduos são imunes a esse tipo de patogêneses. Não obstante, o modelo do parasita-hospedeiro foi aplicado também na explicação da origem do câncer. Um agente externo cancerígeno transforma uma célula normal em um tumor que cresce ilimitadamente até matar o seu hospedeiro. O tumor é considerado como um parasita, o qual precisa ser eliminado. Como as bactérias se rendem aos antibióticos, o tumor-parasita, supostamente deveria render-se à quimioterapia. Infelizmente a maioria de tumores torna-se resistentes à quimioterapia, e os pacientes morrem. O modelo-parasita é inadequado para conservar vivo o paciente. Falha não somente no câncer, mas em todas as doenças crônicas, cujas causas são geralmente desconhecidas, como por exemplo, no diabetes, ou na hipertensão. A medicina tornou-se prisioneira de uma estrutura conceptual arcaica, originada em épocas antigas, sobre a saúde e a doença. Nosso antepassado médico, o “Homem da Medicina” ,aderiu a um modelo simples. As doenças seriam causadas por demônios e sua tarefa era exorcizá-los. Este modelo tem as seguintes propriedades: A doença é causada por um agente externo que se incorpora ao hospedeiro. O hospedeiro e o agente diferem qualitativamente. A cura é conseguida removendo o agente e restaurando a saúde. A saúde e a doença são reversíveis. Os gregos achavam que além dos demônios, outros agentes podiam também causar a doença. Cada agente tinha sua doença específica. Platão colocou as doenças no "mundo das idéias", que segundo ele, existe fora do espaço e do tempo. Os médicos tratavam "as doenças imperfeitas", nas quais faltavam muitos ingredientes da doença ideal. O diagnóstico era dado a partir dos sinais observados no paciente e a doença ideal. Esta definição enganadoramente simples é aceita até hoje pela medicina moderna, e produziu uma multiplicidade de especialistas em doenças. Explica também o apelo ao modelo parasita-hospedeiro, que não passa de uma versão moderna do modelo do demônio. De acordo com a medicina, a cura é o objetivo principal do tratamento do câncer. Qualquer coisa menor que a cura, é considerada como paliativo. Antígeno associado ao tumor No câncer, nenhum destes conceitos parece ser verdadeiro. Apesar das décadas de busca intensiva para encontrarem diferenças qualitativas entre o tumor e o hospedeiro, nenhuma foi encontrada. Um século de busca do antígeno original do tumor, que estivesse ausente no anfitrião, falhou. O tumor e o hospedeiro diferem somente quantitativamente. Todas as propriedades do tecido normal são expressas de uma maneira exagerada no tumor. Ao contrário de um demônio ou de um parasita genuíno, um tumor não é um agente externo, mas parte integrante do anfitrião. Não somente no câncer, mas na maioria das doenças crônicas, faltam as propriedades acima. Em nenhuma é possível demarcar diferenças entre o anfitrião e a doença. A doença é uma mistura do normal com os componentes anormais, que não podem ser desembaraçados de si mesmo. Isso levou Ludwik a concluir que as doenças não existem na natureza, somente os pacientes importam: "é mais fácil curar um paciente do que realmente saber o que sua doença é". De acordo com o ele, as doenças são criadas pelos médicos por razões didáticas. ***** Concluindo, em nenhuma outra doença a falha conceitual é mais pronunciada do que no câncer. O modelo do câncer consiste unicamente em um processo defeituoso, o tumor. O câncer é uma doença unidimensional. É como deduzir as propriedades de um edifício pela sua fachada. Nenhum processo de cura do self foi postulado. O organismo (o “primeiro entre os médicos”) é tolo e a menos que seja salvo pelo oncologista, o seu destino será a destruição. Felizmente, sustentando a vida de muitos pacientes por anos, está presente a capacidade de nosso corpo para ajudar-se, que foi reconhecido desde Hipocrates, como força de cura da natureza. Nós preferimos o termo “força curativa do corpo”, ou melhor, Sabedoria do Corpo (SC), que ao ser compreendida e aceita pela ciência ortodoxa, certamente dará início a uma nova medicina! |
| 2. SABEDORIA DO CORPO E O CÂNCER |
| Gershom Zajicek - Professor de Medicina Experimental, na Univ. Hebraica de Jerusalém, que estuda há 30 anos, novos tratamentos para o Câncer. Extraído e traduzido do site www.whatiscancer.com de autoria desse cientista. |
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