21/06/2003 - Publicado no Globo Baixada
Futura mineradora
é vizinha indesejada por moradores
Por: Joana Ribeiro e Rosana Rodrigues
Denúncias feitas por moradores de
bairros do 3 Distrito de Duque de Caxias
levaram a Feema a incluir uma série
de itens na instrução técnica
que norteará o Estudo de Impacto
Ambiental (EIA) e o Relatório de
Impacto Ambiental (Rima) da futura Duque
de Caxias Mineradora, no Jardim Barro Branco.
Cerca de cem mil pessoas vivem no entorno
da Fazenda do Surdo, área pretendida
pela empresa para a extração
do mineral nefelina sienito, usado na fabricação
de vidros, cerâmicas e tintas.
Grande parte da população
é contrária ao empreendimento,
pois ao redor do local existem áreas
de preservação permanentes
como a Reserva Biológica do Tinguá.
A vizinhança preocupa-se com o impacto
ambiental e possíveis danos ao lençol
freático.
— A população do Jardim
Barro Branco não tem rede de água,
pois é abastecida por poços
semi-artesianos provenientes de nascentes.
Temos uma imensa mancha verde que está
ameaçada por esse empreendimento
— diz o engenheiro Alcimar Penna,
morador do Parque Equitativa.
A instrução técnica
— questionamentos feitos ao empreendedor
sobre o projeto — que resultará
no EIA/Rima está sendo elaborada
por um grupo de trabalho formado pela Feema
com a participação do Departamento
de Recursos Minerais (DRM), ligado à
Secretaria estadual de Energia, e do Instituto
Estadual de Floresta (IEF).
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