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21/06/2003 - Publicado no Globo Baixada

Feema iniciará vistoria no local

A engenheira Claudia Semis, da Divisão de Controle de Atividades Não Industriais da Feema, coordena o grupo de trabalho encarregado de preparar a instrução técnica do EIA/Rima. Segundo ela, a vistoria na área terá início nos próximos dias e levará em conta todo o levantamento e as questões suscitadas pelas sete associações de moradores do entorno da Fazenda do Surdo.

— Vamos considerar todos os aspectos destacados por moradores. Dentro desses questionamentos, o empreendedor terá que montar, num prazo de seis meses, o EIA/Rima, e atender a todos os itens da instrução técnica — informa Claudia.

O presidente do Departamento de Recursos Minerais (DRM), Flavio Hertal, diz que, com base nas queixas de moradores, será providenciado um estudo hidrogeológico para avaliar corretamente se a extração da lavra afetará o lençol freático.

— A instrução técnica será feita de forma idônea e isenta para tirar as dúvidas da comunidade. Todo empreendimento altera o meio ambiente, e a empresa deverá adotar uma série de medidas compensatórias para melhorar aquela região, que já é degradada devido a uma antiga pedreira de onde se extraía saibro. A iniciativa precisa ser viável tanto do ponto de vista econômico quanto do ambiental, e as etapas da preparação da instrução têm que ser transparentes, incluindo a audiência pública — diz Hertal.

Os protestos devem-se à disposição dos moradores de preservar a área verde de Mata Atlântica em estágio de regeneração, importante para o abastecimento de água potável. O aumento da emissão de poluentes e da poluição sonora, além dos riscos de contaminação da água e de acidentes provocados com as explosões, são outros aspectos que estão tirando o sono da população.

— Tememos pela saúde da população ao respirar partículas em suspensão originadas das diversas atividades relacionadas à exploração mineral por 40 anos. Não sabemos quais serão as conseqüências disso. Outra dúvida nossa é com relação à purificação do mineral — lembra Sergio Moraes, do Parque Equitativa.

Gedivan Correia, primeiro-secretário da Associação de Moradores do Bairro Jardim Barro Branco, não acredita que a empresa ajudará no desenvolvimento local:

— Empregos diretos serão cerca de cem. Sabemos que o mineral é raro e dará muito lucro à empresa.

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