Vandread
1/5 Stage
Parte 2 - Bem-Vindo
à Selva
Com a consciência
lentamente voltando, Hibiki Tokai se deu conta de duas coisas.
Primeiro: o corpo dele doía por toda parte, como se
ele tivesse sido usado como uma boneca de trapo por um grupo
particularmente desordeiro de crianças. Ele achou que
este provavelmente era o resultado de ser lançado de
um lado ao outro da ponte durante o impacto.
Segundo: a face dele estava descansando em um montículo
macio que o fez lembrar um par de travesseiros fofos. Enquanto
Hibiki nunca tinha dado muita atenção aos travesseiros
dele como Bart dava, ele teve que admitir que a posição
atual dele estava muito confortável.
Neste momento porém, a parte da mente de Hibiki que
era responsável pelos instintos de sobrevivência
dele despertou parcialmente. Pelo que ele sabia NÃO
havia travesseiros na ponte da Nirvana, e a própria
ponte foi construída com um material ele quase não
se poderia chamar de ‘' fofo". Isto somado as experiências
passadas dele com partes macias de mulheres lhe trouxe à
mente breves flashes de Jura e Céltic - logo a única
conclusão lógica que ele poderia chegar era
que ele tinha sido almofadado mais uma vez por algum pedaço
estranho de anatomia feminina.
As suspeitas de Hibiki provaram estar certas quando ele se
ergueu ligeiramente para e viu que ele estava deitado, com
a cabeça enfiada entre as protrusões globulares
que as mulheres tinham em tamanhos variados no peito delas.
Aqui temos de nos lembrar que o cérebro de Hibiki-notavelmente
os instintos de sobrevivência dele-só estavam
parcialmente despertos. Essa devia ser a única razão
aceitável pela qual Hibiki não reconheceu o
uniforme branco da mulher que ele tinha usado como um travesseiro.
Tal sonolência na parte dele também poderia explicar
a estranha curiosidade dele, pois Hibiki começou a
cutucar as protrusões globulares acima mencionadas.
“Eu desejo saber para que servem esses…”
ele conseguiu falar - antes do punho direito de Meia acertar-lhe
o queixo.
“Geez, eu não fiz de propósito,”
ele se achou explicando um momento depois, depois que Meia
tinha recuperado a compostura dela e ambos estivessem de pé.
“Eu não sei por que você é tão
sensível nessa parte do corpo - eles de qualquer maneira…”
Meia lhe deu um olhar estranho. “Talvez em algum dia,
alguém explicará isto a você. Não
será certamente eu.”
Hibiki sacudiu a cabeça. “Eu realmente não
acho que sejam grande coisa, entretanto… eu quero dizer,
Jura já os usou para agarrar minha cabeça!”
Por alguma razão, o Meia normalmente estóicoa
ficou um pouco pálida ao ouvir isso. “Bem, eu
não sou Jura…” ela respondeu finalmente.
Os dois inspecionaram a ponte. Os outros ainda estavam inconscientes,
espalhados em vários montes pela ponte. Com a exceção
da Chefe e das operadoras-que tinham estado amarradas firmemente
aos assentos delas-os outros deveriam ter sofrido escoriações
leves, mas fora isso estavam bem.
“Bem, eles ainda estão inconscientes,”
Hibiki disse enquanto esfregava a cabeça dele. “Pelo
menos Duero já está aqui e ele podem tratar
os outros quando despertar - mas eu desejo saber como está
o resto da nave -”
“Hibiki,” Meia o cortou. “Olha isto…”
a voz dela teve um tom estranho e Hibiki virou-se para a ver
fitando a parte dianteira transparente da ponte.
Verde. Isso foi a primeira palavra que lhe veio quando ele
olhou para fora. A primeira vez que ele tinha visto um "jardim"
tinha sido na Nirvana, mas a vida vegetal do lado de fora
fazia o jardim da nave parecer pequeno. As 'árvores'-se
elas pudessem ser chamadas assim-parecia ser enormes, mais
que o triplo a altura do Bangatta de Hibiki. As árvores
cobriram quase a totalidade da terra, inclusive as montanhas
que Hibiki podia ver por perto. Até mesmo os espaços
entre as árvores enormes estavam cobertos com grama
alta, e matagal de todos os tipos, só interrompido
pela fileira azul de um rio perto que passava pela visão
deles à direita.
Os dois admiraram o cénario por alguns momentos. Então
Hibiki notou algo estranho.
“Meia?”
“Hmmm?” ela respondeu, encantada pela visão.
“É impressão minha ou essas árvores
estão ficando… maiores?”
Isso pareceu romper a paralisia dela, e ela olhou depressa
para ele antes de voltar à olhar para fora com mais
atenção. Quase imperceptivelmente, a linha de
árvores parecia estar subindo, lentamente mas seguramente.
“Não, não é isto,” a Líder
murmurou. Ela foi para o console de Belvedere e digitou alguns
comandos. Imediatamente a imagem focalizou o lado de fora,
até que os dois conseguiram ver exatamente onde a Nirvana
tinha pousado.
“Isto não é bom…” Hibiki sussurrou.
“Desperte os outros,” ordenou Meia. “Depressa.”
A Nirvana tinha pousado em um lago de alguma substância
viscosa, marrom que parecia estar entre um sólido e
um líquido.
E eles estavam afundando. Rapidamente.
== [VANDREAD] ==
Vandread: ABANDONADO
Capítulo Dois: Bem-Vindo à
Selva
== [VANDREAD] ==
“Isso foi um grande cochilo,” Magno disse enquanto
o último membro da tripulação foi despertado.
Duero estava cuidando dos mais seriamente feridos na clínica,
mas até onde a tripulação de ponte sabia,
todos estavam bem. “Mas eu acho que é hora de
voltar a trabalhar. Ezra, qual é nosso estado atual?”
A mão de Ezra voou em cima dos controles. “A
nave afundou 45% na lama antes de se estabilizar devido as
'asas' dos lados dela. Cálculos atuais estimam que
dentro de três ou quatro dias a situação
acabará piorando e vai virar um problema.”
“Bom,” a Chefe respondeu. “Eu nunca gostei
de trabalhar sob pressão.” Ela acernou com a
cabeça para a mulher grávida. “Quero informações
de todos os setores.”
Alguns momentos depois que Ezra retransmitiu o comando, e
uma tela mostrou a Engenheira Principal da Nirvana.
“Aqui é a Engenheira Chefe Parfet,” a Engenheira
pigarreou, mostrando a sua preocupação.
“Como estão as coisas Parfet?” Magno perguntou.
“Bem, o dano na Engenharia foi mínimo, a não
ser por alguns fios de alta tensão expostos ao longo
da nave. A lama poderia entupir as máquinas um pouco,
mas eupenso que haverá um problema…”
“Eu imagino qual seja…” a Chefe suspirou.
“Mas,” Parfet disse, confirmando as suspeitas
da Chefe '. “O real problema parece estar no Pexis.
Novamente.”
“O Pexis?” BC perguntou. “O que está
errado com iele?”
“Francamente eu não estou realmente certa,”
Parfet respondeu. “Está respondendo bem mas parece…
distraído.” A Engenheira parecia estar envergonhada
pelo uso de tal termo não-científico. “Eficiência
e produção de força estão abaixo
dos limites, entretanto só minimamente e há
variações no nível de força, quase
como se estivesse-eu não sei como explicar-tremendo.”
Quase depois que Parfet tivesse terminado o relatório
dela as luzes na ponte aumentaram intensamente e então,
da mesma maneira repentina, enfraqueceram para o normal --mas
não antes de uma luz de advertência viesse ao
console de Amarone.
“Nós temos uma explosão média próximo
a um dos fios de alta tensão expostos,” ela informou.
“Nada sério, mas fez um pouco de dano.”
“Foi causado pela variação de força?”
BC perguntou.
“É possível, mas não por uma grande
variação…” Parfet disse. “Eu
confirmarei isto.” dizendo. Assim, a tela dela desapareceu
quando ela cortou a conexão.
BC virou ao Chefe. “Com sua permissão eu gostaria
de fazer alguns testes.” A mulher de cabelos prateados
virou o olhar para a selva. “Algo não parece
muito certo…”
Magno acernou com a cabeça, então voltou-se
à tela, com outra janela tela aberta, esta agora mostrava
Gascogne, usando a ligação de um corredor fora
do registro.
“Aqui é Gascogne,” a veterana disse, com
a sua marca registrada - o palito entre os dentes. “Nós
ainda estamos tentando arrumar o registro, mas isso poderia
levar alguns dias.” Ela deu um passo para o lado pra
permitir uma visão dos danos.
“Quanto tempo você pensa que levará?”
Magno perguntou.
Gascogne encolheu os ombros. “Poderia ser um dia ou
dois… realmente depende. Eles não nos acertaram
em cheio, mas por causa do ‘natureza' explosiva da maioria
de nosso depósito, seria melhor tomar cuidados extras.
Alguns desses armamentos explodiriam no momento em que eles
fossem expostos, e uma explosão interna é a
última coisa nós precisamos agora.”
BC estrietou os olhos quando ela ouviu as palavras de Gascogne.
Ela virou-se para Céltic. “Cel, eu preciso que
você me dê uma análise da atmosfera que
cerca a nave imediatamente. Agora.”
A menina de cabelos verdes notou a urgência na voz da
Sub-comandante, entretanto ela acernou com a cabeça
e foi trabalhar. BC enquanto isso pensava não nos fios
de alta tensão expostos, mas na lama que cobria a parte
inferior da Nirvana.
“Bem,” Magno estava dizendo. Poderia ser mais
fácil nós consertarmos se nós sairmos
deste buraco de lama, de volta ao espaço-os zangões
trabalharão mais eficazmente se eles não tiverem
que lidar com uma atmosfera. Ezra, contate Parfet de novo.”
A tela de Parfet apareceu ao lado de Gascogne. “Desculpe
Chefe, eu não pude entender o que causou a explosão…”
Magno sacudiu a cabeça dela. “Eu não estava
esperando que você tivesse conseguido-o que eu quero
é perguntar qual o estado de nossas máquinas.
Nós podemosn os soltar mesmo atolados nesta lama?”
“Sub-comandante!” Céltic convocou. “Eu
terminei minha análise-transmitindo os dados agora
a você.”
BC olhou para o console dela e viu que a análise estava
pronta, e quando ela leu os dadoss, os olhos dela se alargaram.
Na tela, Parfet acenou com a cabeça. “Eu não
penso que a lama deveria ser um problema-nossas máquinas
são poderosas bastante para sair sem dificuldade. Não
será necessário desenterrarmos a nave da lama
para sair.”
A Chefe acernou com a cabeça. “Certo então,”
ela virou-se a Bart que tinha estado passando o tempo ociosamente
próximo ao posto dele durante a discussão inteira.
“Sua vez garoto.”
O homem suspirou, então, alisando um galo na testa
dele, ele foi para o seu poço de luz verde. “As
mulheres não tem nenhuma clemência com os feridos?…
Oh bem,” ele suspirou mais uma vez enquanto assumia
seu posto.
Magno riu. “Não há nenhum osso quebrado,
há? Embora não esteja bem nós temos de
partir logo-mas fazia tempo que eu não via um terra
tão fértil. Teria gostado de fazer algumas expedições”
a Chefe riu. Então ela se endireitou e deu uma respiração
funda. “Muito bem então Bart, velocidade máxima
-”
“Pare!” BC suspenso. “Não ligue as
máquinas!”
“BC?” Magno perguntou surpresa.
A cabeça de Bart se apareceu em tela. “Eh? o
que está errado? O que está havendo? Realmente
não é muito confortável ficar em baixo
deste barro todo…”
“Melhor do que ser explodido,” BC retrucou de
volta. “Que é o que teria acontecido se nós
tivéssemos ativado as máquinas ainda nesta lama.
Olhe,” ela apontou, quando os dados da análise
começaram passar na tela.
“Esses são compostos de peróxido!”
Parfet exclamou depois de um tempo, arregalando os olhos dela.
BC acernou com a cabeça, os outros ficaram com os rostos
um pouco confusos.
“Combinações de peróxido contêm
o laço de oxigênio-oxigênio de peroxide
característico,” a menina explicou em seguida.
“Eles são violentamente reativos ou explosivoa-se
eles são expostos a altas temperaturas ou materiais
inflamáveis eles tendem a explodir como lindos 'fogos
de artifício'.”
Novamente BC acenou com a cabeça. “A lama onde
nós afundamos está cheia com estas combinações-e
assim é a atmosfera ao redor de nós, por uma
pequena extensão. Isso provavelmente é o que
causou a explosão perto dos fios de alta tensão
expostos. Normalmente tais detonações fariam
pequenos danos-mas se eles acontecessem com as máquinas…”
Houve um silêncio completo na ponte depois das palavras
de BC.
Bart engoliu em seco.
“Nada já simples é para nós?”
Magno suspirou. “Só quero ver como isso vai acabar…”
== [VANDREAD] ==
“Assim, não há nenhum modo sairmos daqui
simplesmente ligando os motores?” Gascogne perguntou.
“Não, a menos que nós queiramos arriscar
ficar permanentemente encalhadas aqui, não,”
BC respondeu. “Eu não penso que nós temos
os materiais disponíveis para uma restauração
completa das máquinas -até mesmo se o Pexis
não modificou nossas máquinas além de
partes de regulamento.”
A Chefe estava reunida com os responsáveis da nave
na sala de planejamento.
“De que outro modo nós poderíamos a sair
da lama?” Magno perguntou. “Usando as Vanguards
dos homens talvez, para limpar o caminho?”
BC sacudiu a cabeça. “Talvez, mas isso seria
uma tarefa monumental. Provavelmente seria uma estratégia
melhor usar um dos Vandread para abrir um canal para escoar
a lama-mas isso nós não podemos fazer até
que nós tenhamos terminados os consertos nos hangares.”
“Até pior,” Gascogne somou. “O hangar
Dread onde estão a Vanguard e os Dreads modificados
estão armazenados na parte da nave submersa na lama.
Enquanto a Vanguard poderia fazer seu caminho para fora, os
Dreads seriam inúteis sem a habilidade para usar os
propugnadores deles.”
Magno deu uma respiração funda. “Bem,
parece que nós vamos ficar presos aqui mais tempo que
o previsto…” Ela virou-se para BC. “Nenhum
sinal das forças de Terra? Nós estamos sentando
como patos por aqui.”
“Nada,” BC respondeu. “Parece que no ataque
final eles se auto-destruíram, e nisso toda foi toda
a força inimiga. Porém n~ão se sabe se
eles tiveram tempo de comunicar a nossa posição
a outras frotas.”
“Bem isso nos dá pelo menos algum tempo para
respirarmos,” a Chefe disse. Logo ela virou-se a Gascogne.
“Nós podemos levantar os escudos pelo menos no
caso de um novo ataque inimigo?”
A mulher acernou com a cabeça. “Eu não
penso que haverá algum problema, embora Parfet me disse
que o Pexis ainda está agindo estranhamente.”
Gascogne coçou o queixo dela pensativamente. “Eu
acho que seria melhor se reduzíssemos a nossa força
a um mínimo Esses fios de alta tensão expostos
ainda poderiam causar outras explosões se o Pexis continuar
funcionando mal. Felizmente, nós poderíamos
consertá-lo de dia enquanto ficamos fora da nave para
evitar riscos. Nós poderíamos ficar na superfície
do planetas durante esse período e reotornar para a
nave caso nós precisemos nos proteger.”
“Você quer que nós fiquemos fora?”
Magno perguntou. Então ela sorriu. “Eu não
penso que Jura vai gostar isso…”
Gascogne também riu. “Jura não é
a única-as leituras mostram a superfície para
ser habitável, mas bem quente. De fato, considerando
a roupa que Jura usa, ela deveria ela deverá ser menos
incomodada pelo calor que nós…”
“O que não a fará parar de reclamar,”
a Chefe sorriu.
“Não realmente, essa é a nossa Jura,”
Gascogne respondeu. Então ela sorriu. “Nós
apenas lhe falaremos é uma piquenique ou algo e a atraimos
para fora com alguma cozinhada por Barnette.”
“Nesse ponto,” BC interrompeu, “o assunto
'comida' menciona outra razão pela qual nós
precisaremos explorar o planeta.” Ela apertou um botão
no assento dela e apontou para um fluxo de dados. “A
comida está acabando,” ela disse. “A análise
mostra que se nos afastarmos da lama, a atmosfera fica respirável
- saudável na realidade. Tal abundância de vida
de plantas parece insinuar que haveria uma grande quantidade
de vida selvagem, e pode ser assumido que pelo menos alguns
seriam comestíveis. Nós deveríamos enviar
uma expedição de reconhecimento provavelmente-não
só para reconhecimento, mas também para achar
alguma comida.”
“Assim, nós vamos ir caçar eh?”
Gascogne disse, com um sorriso largo. “Isso parece diversão!”
“ Você vai ter que ficar aqui e ajudar a supervisionar
os consertos,” Magno disse para Gascogne. Enquanto a
mulher mais jovem suspirava, a Chefe voltou o olhar dela para
BC. “Dê as ordens apropriadas relativas ao regulamento
da produção de energia para um mínimo,
e faça uma lista de quem ficará fora e dentro
da nave em cada turno.”
A Substituta da Chefe acernou com a cabeça. “Afirmativo.”
“Sobre a expedição de exploração…”
Magno continuou. “Você tem alguém para
comandá-la em mente?”
BC sorriu. “De fato eu tenho, eu mesma…”
== [VANDREAD] ==
Barnette estava assobiando alegremente enquanto deixava a
nave, levando uma bolsa cheia de armas de fogo antigas sobre
o ombro dela.
“Você está atrasada,” Meia disse,
quando a menina se uniu ao grupo. O resto tinha chegado bastante
cedo: BC, Hibiki e algumas das pilotos Dreads mais atléticas.
Dita tinha teimado em vir junto quando ela descobriu que Hibiki
ia, e a Chefe-Substituta tinha decidido que ela acabaria ficando
triste se ficasse na nave. Todos eles estavam tirando os trajes
protetores que tinham usado nas proximidades da lama.
“Desculpe, desculpe,” Barnette se desculpou, entretanto
ela não soou muito arrependida para Meia. “Eu
só pensei que nós poderíamos precisar
de alguma 'arma de verdade' numa área como onde descargas
de energia podem causar uma explosão.”
Meia teve dificuldade em ver a lógica naquela declaração
mas ela decidiu deixar isto passar. “Bom, mas você
tinha de trazer tantas?”
Barnette encolheu os ombros. “Bem, é melhor estar
preparada…”
Um dos outros Pilotos Dreads sacudiu a cabeça dela.
“Oh, seja honesta Barnette ,” ela sorriu. “Você
só queria um lugar para brincar.”
A única resposta de Barnette foi um largo sorriso,
predatório.
“Certo,” BC entrou na conversa. “Nos mudemos…”
“Espera!” veio um grito por detrás deles.
“Espera, espera-kero!”
“Pai?” Dita exclamou em surpresa, enquanto a jovem
enfermeira se uniu a elas, também usando um traje protetor.
Paiway os localizou dentro de alguns segundos, então
parou um pouco para tomar fôlego, e falou pelo boneco
de rã dela. “Me deixe ir com vocês! Eu
quero checar o planeta verde -kero!”
BC carranqueou. “Do que você está falando
Pai? Ao contrário do que você pode ter ouvido,
esta não é uma viagem de lazer…”
A jovem menina bajulou BC, mas ela não mudou de opinião.
“Eu, eu sei,” ela disse, enquanto falando na voz
normal dela. “É que eu já estou na nave
há tanto tempo… e já faz tanto tempo desde
que eu estive em casa-eu quero dizer, em um planeta…”
ela baixou a cabeça enquanto continuava, envergonhada.
“E o planeta parece tão interessante… Talvez
haverá animais ou algo… Talvez rãs ou-ou…”
ela arrastou então fora, enquanto recusando olhar para
qualquer deles.
Meia entendeu então. Não era algum capricho
que motivou Paiway a tentar ir com eles-era a saudade. Pai
provavelmente era a mais jovem todas elas a bordo, e a separação
longa delas de sua pátria a devia ter abalado. Não
ajudou muito que a amiga mais íntima dela a bordo da
nave-Dita-tinha se apegado tanto a Hibiki de modo que ela
tinha pouco tempo para gastar com Pai. Meia estava a ponto
de perguntar BC se a podiam levar, quando uma voz masculina
se intrometeu.
“Bem, não doeria tirar alguns fotos, eu acho…”
Hibiki disse, arranhando a parte de trás da cabeça
dele desajeitadamente. “Nós poderíamos
precisar delas para análises ou algo parecido.”
Barnette franziu a testa. “E você pensou que a
minha desculpa era má…”
BC olhou de Paiway para Hibiki, então acenou com a
cabeça dela. “Certo, mas você se encarrega
dela, Hibiki.”
“Quem, eu?” Hibiki exclamou, mas Paiway já
tinha começou a gritar de alegria, enquanto agarrava
Dita pelo braço e se juntava ao grupo.
“Hooray! Hooray-kero! Você não se arrependerá,
eu prometo!”
A expedição começou a se mover então,
enquanto deixando para trás Hibiki, ainda arranhando
a cabeça dele. “Era só o que eu precisava,
outra tonta para eu tomar conta…”
“Bem, pelo menos você deixou Pai feliz,”
Meia disse quando ela o passou.
O homem sacudiu a cabeça e suspirou. “Bem, eu
acho que devo isto a ela. Eu quero dizer, eu sou a razão
que ela não consegue passar tempo tanto com...ela,”
ele disse, no tom que ele sempre usava para se referir a Dita.
Ele nunca a chamou pelo nome-talvez em vingança para
o fato que ela nunca o chamou pelo nome, mas sempre de ‘Sr.
Alien '. “Não que eu não a queira perto
de mim,” Hibiki acrescentou rápido.
Meia olhou para Hibiki, analisando-o. “Eu penso que
você está amadurecendo Hibiki…”
O menino se ruborizou um pouco a isso, então ele sorriu.
“Heh…Desde quando você distribiu elogios
tão facilmente…”
Meia se permitiu um sorriso lânguido antes de virar.
“Venha, alcancemos os outros…”
== [VANDREAD] ==
Enquanto isso na nave, Parfet tinha há pouco terminado
o 25 ° check-up no sistema do Pexis-com os mesmos resultados.
“Tudo parece normal - só um pouco menos eficiente,
a maioria do tempo - e então de repente a força
aumentaa, então abaixa novamente,” a Engenheira
Principal suspirou, então sacudiu a cabeça dela.
“Eu juro, vivo ou não, as vezes isto é
pior que uma criança, você sabe?”
“O Pexis não está cooperando?” veio
uma voz por detrás ela.
“Oh… Doutor,” ela disse, quando Duero se
aproximou. Ela o cumprimentou com um sorriso antes de voltar-se
aos controles. “Sim, se pode dizer assim…”
Duero chegou ao lado dela e olhou para a tela. Parfet sabia
que Duero não tinha nenhum treinamento com máquinas,
mas com a quantia de tempo que ele tinha gastado a ajudando,
ele devia ter aprendido algo. Este homem era rápido,
e mais inteligente do que Parfet poderia achar, e até
mesmo mais curioso que ela quando se tratava de coisas novas.
Talvez fosse por isso que ela tanto gostava dele…
“Você está bem?” o Doutor perguntou.
“Você parece… vermelha. Você está
com febre?”
Parfet acordou do seu sonho, envergonhada por estar meditando.
“Oh …não é nada,” ela disse
depressa. O havia de errado com ela? O humor estranho do Pexis
devia ser contagioso. “Assim uhm, o que você pensa,
Doutor?”
Ele carranqueou. “Você sabe que máquinas
não são da minha área…”
“Você sabe, às vezes eu acho que o Pexis
parece esquisitamente, vivo,” ela o lembrou. “Não
está agindo certamente agora como uma máquina.
Estas ondas de poder parecem totalmente fortuitas, apesar
de ele não estar sendo forçado, tudo parece
estar executando mais lento que normal.”
“Como se sua atenção estivesse em outro
lugar?” ele perguntou.
Parfet sorriu para ele. “Você sabe, eu disse quase
exatamente há menos de duas horas atrás para
a Chefe a mesma coisa…”
“Bem, você está quase sempre certa,”
Duero disse enquanto se apoiava para olhar os dados mais de
perto, inconsciente ao fato que Parfet tinha corado mais uma
vez pelo elogio fora que ela recebera. Então, um zumbido
baixo sinalizou outra oscilação de força,
seguida por uma breve escuridão antes das coisas voltarem
ao normal.
“Novamente,” Parfet disse. “É tão
estranho…”
O doutor tinha um olhar pensativo na face dele. “Se
realmente estivesse vivo, eu seria tentado a dizer está
hiperventilando,” ele disse, com uma voz pensativa.
“Hiperventilando?” a Engenheira perguntou. “Por
que?”
“Em organismos vivos, tal fenômeno é o
resultado normalmente de algum choque no sistema, uma perturbação
emocional séria,” Duero disse. “Ansiedade,
raiva… ou medo, talvez. Minha suposição
é que o Pexis está se sentindo profundamente
perturbado por algo, o que está chamando a sua atenção
agora mesmo.”
“Mas o que será?” Parfet perguntou, olhando
apreeensiva para o globo azul no qual estavam as preocupações
deles. “O que neste mundo poderia fazer a nave ficar
com medo?”
“Eu não sei,” o homem respondeu. “Espero
que possamos partir sem ter que descobrir…”
== [VANDREAD] ==
“Sr. Alien!” Dita chamou. “Veja isto!”
“Sim, sim, muito agradável…” Hibiki
respondeu, sem nem mesmo olhar para o novo pedaço de
flora ou fauna local que Dita estava apontando naquele instante.
Ele não compartilhava o entusiasmo dela e ele tinha
tentado explicar à menina de cabelos vermelhos que
não estava muito interessado no ‘flores bonitas'
ou ‘animais atraentes '-exceto para aqueles que BC disse
que poderiam ser convertidos, possivelmente, em comida e refeições
de mulheres, por exemplo. Tal planta, como essas, era colocada
em recipientes que foram distribuídos entre o grupo,
enquanto animais apropriadamente comestíveis foram
mortos facilmente pelo anel de Meia ou as armas de Barnette.
Eles tinham tido uma boa caçada e Hibiki estava levando
uma das carcaças de animais maiores de fato-e aproveitando
o fato para comentar que os homens que eram fisicamente mais
forte que as mulheres-enquanto Dita tinha as alças
de quatro recipientes ao redor do braço dela. Claro
que, se os novos ingredientes deles seriam aproveitáveis
ou não era outra questão… Entretanto Hibiki
ficaria muito aborrecido se o esforço deles - especialmente
caçando os animais - fosse em vão…
O conceito de 'caçar animais' para comida era desconhecido
ao menino- em Taraku, os homens tinham subsistido isso por
cápsulas nutrientes sem gosto fabricadas por pessoas
como o avô de Bart. Ele ainda achava estranho pôr
partes de animais em sua boca, mas o gosto suculento da arte
culinária de mulheres era mais que suficiente para
o fazer suprimir as reservas dele no assunto.
“Neh, Sr. Alien…” Dita o ralhou, enquanto
puxava aa manga dele. “Você nem mesmo está
me escutando? Dita já lhe mostrou três das mais
bonitas flores e você nem mesmo virou sua cabeça…”
Hibiki deu um suspiro e arranhou a parte de trás da
cabeça dele. “É só que-nenhum homem
se interessaria por isso!” ele estourou de frustração.
Dita piscou. “Assim… pelo que os homens se interessam?”
“Bem lá há lutas, e também há
máquinas e há…” ele pausou então.
“Então há… há…”
Hibiki parou e seu rosto assumiu uma expressão pensativa.
“Isso é tudo ?” Dita perguntou incrédula.
“Só me dê um momento!” Hibiki gritou.
O menino forçou o cérebro para se lembrar como
ele passava o tempo livre em Taraku, procurando algo que tinha
o ocupado quando ele não estava trabalhando na linha
de montagem. Deveria ter havido algo…
Antes de ele pudesse propor qualquer coisa entretanto, Dita
parecia se cansar de esperar. “Talvez eu deveria mostrar
para eles a Líder-Dita pensa que ela está mais
interessada nas bonitas flores e animais atraentes…”
Hibiki deu um riso. “De alguma maneira, eu tenho dificuldade
em imaginar aquela menina triste interessada em qualquer coisa
‘' atraente,” ele disse. “Às vezes,
Meia mais parece um homem…”
“Bem, Dita pensa que Sr. Alien está errado,”
ela disse, antes de puxar mais uma vez Hibiki pela manga.
“Olha lá em cima Sr. Alien…”
Hibiki olhou para onde ela estava apontando. Um pouco afastada
do grupo-entretanto não muito longe-o menino podia
ver Meia ajoelhada em cima de uma planta pequena. A menina,
normalmente com uma expressão triste no rosto, tinha
um sorriso na face dela, enquanto contemplava a planta de
todos os ângulos possíveis. Ela passou os dedos
dela ligeiramente entre as folhas recentemente formadas, antes
de se levantar. A Líder parou por um momento para inspecionar
os ambientes dela, com os olhos perdidos na imensidão
da floresta antes de ir reunir-se, quase relutantemente, ao
grupo quando BC pediu.
Hibiki a encarou a cena por um momento antes de sacudir a
cabeça dele. “Que coisa… não é
que você estava certa.”
A menina ao lado dele riu, então apertou aos braços
dele. “Dita gosta quando Sr. Alien a elogia!”
O menino empalideceu um pouco ao toque dela. “Pare com
isso tonta! Não é o que você pensa!”
Ele deu uma olhada furtivamente. “Eu não quero
aquela pequena pirralha nos fotografe nessa posição…”
À menção da amiga dela, Dita relaxou
o aperto dela nele um pouco. “Agora que você disse
isto… Onde Paiway está? Eu não a vejo
faz um tempo…”
Hibiki encolheu os ombros. “Como eu deveria saber? Ela
não é minha responsabilidade…”
“Er, ela é sim,” Dita o contradisse. “Sr.
alien não prometeu à Vice-Capitã que
ele tomaria conta de Paiway?”
“Eu nunca concordei com isso!” o homem estalou.
“Dita não pensa que a Vice-Capitã verá
isto deste modo…”
Hibiki suspirou e começou a olhar a área novamente,
mantendo os olhos dele atentos para qualquer sinal da jovem
enfermeira. De um lado, Barnette estava exibindo as armas
dela novamente, e instruindo alguns das pilotos mais jovens
como as usar. Ligeiramente além que grupo, Meia e BC
estava dando instruções as pilotos Dreads, cada
uma sairia em uma direção diferente, enquanto
as outras permaneceriam para escutar. Hibiki procurou no grupo
delas com os olhos, mas ele não pôde achar qualquer
sinal da pequena menina obcecada por rãs em lugar algum.
O menino rosnou baixo de raiva e saiu marchando em uma direção.
“Sr. Alien!” Dita chamou. “Onde você
vai?”
“Onde mais?” ele respondeu, enquanto entrava mais
profundamente na floresta. “Eu vou achar aquela pequena
pirralha antes de ela me meta em dificulddes com BC…”
A menina tentou ver onde ele ia ir-mas então Meia chamou
o nome dela, e depois de um olhar rápido para Hibiki,
ela voltou para as oficiais para receber as suas instruções.
== [VANDREAD] ==
O céu já estava escurecendo antes de Hibiki
quase tropeçasse em Paiway, e naquela altura ele já
estava de mau humor. Parecia que a longa prisão dela
dentro da nave tinha pouco tinha debilitado os músculos
das suas pernas, pois ela saiu correndo mais rápido
que o Vandread Meia-entretanto ele deveria ter esperado isso
por causa da velocidade pela qual ela anda dentro da nave
quando tem de 'checar' alguém. Ela sempre o ouvia chegar
e saia correndo, então ela desaparecia por alguns minutos,
até que ele a encontrava de novo e de nvo ela conseguiu
escapar dele. No processo ele tinha desperdiçado uma
hora e tinha se contundido e arranhado por todo todo corpo
nesta floresta maldita. Quando ele a alcançasse, ele
estava pensando seriamente em arrastá-la pelos rabo-de-cavalo
duplos dela até o acampamento. O fato que ela parecia
ter todo o tempo da mundo somente aumentava a irritação
dele.
“Checar-aqui,” ela cantou, enquanto clicava com
a máquina fotográfica alguma planta estranha,
“checar-lá, em todos lugares checar kero!”
"Só um pouco mais..." Hibiki pensou, enquanto
se aproximava do lugar onde Pai estava 'checando'. Ele tinha
decidido que dentro do possível, ele se manteria bem
escondido até que ele pudesse se lançar sobre
ela-ele não queria arriscar que ela fugisse dele novamente.
Ela ainda tinha muita energia, enquanto Hibiki estava nas
últimas das pernas dele.
“Hmm?” Paiway disse. “O que foi isso?”
Imediatamente Hibiki se jogou no chão, mas Paiway não
estava olhando na direção dele. Ao invés
disso, ela estava olhando para as copas de árvore,
como procurando algo. Enquanto os topos das árvores
permaneciam escondidos de visão, os galhos delas começavam
bastante próximos ao chão, formando uma cobertura
a uns três metros do chão.
“Algo se moveu?” a menina se perguntou. Não
vendo nada, ela parecia desistir, mas então, um som
sussurrando veio da vegetação rasteira à
esquerda dela e ela virou rapidamente, já preparando
a sua máquina fotográfica.
“O que foi?” ela ganiu. Ela parecia incerta por
um momento antes de alegrar-se de repente. “Talvez seja
uma rã!” ela clamou, enquanto ia rapidamente
para onde veio o barulho.
Hibiki saiu do esconderijo dele, enquanto se sentindo um pouco
precupado. Ele não tinha nenhuma experiência
com caça e os animais que eles tinham encontrado tinham
parecido não ser perigosos-mas o lutador nele tinha
visto bastante para saber quando ser cauteloso. Bonito como
era, este mundo era estranho a eles, e ignorância poderia
fazer a morte chegar pelas coisas mais simples. Os medos dele
podiam estar errados, mas mesmo assim ele decidiu que estava
na hora de deixar de brincar. Ele deu um passo adiante, pronto
para chamar de volta Paiway, a força se necessário…
Foi quando ele viu a besta.
Ele realmente não conseguiu pensar em algo melhor para
descrever aquela coisa-na verdade ele não pôde
ver o bastante para propor uma definição melhor.
Tudo que ele poderia ver era uma silhueta se esquivando silenciosamente
pelo arbusto na direita de Paiway, fazendo seu caminho lentamente
para as costas dela enquanto ela examinava o arbusto. A sua
pele parecia misturar-se com os ambientes-Hibiki a teria perdido
se um raio errante do pôr-do-sol não atingisse
uma parte brilhante de seu corpo. Como viu o menino, a criatura
decidiu aparentemente que tinha tomado bastante precauções-estava
se preparando para saltar.
Não havia tempo para pensar. Antes que a besta pudesse
saltar, Hibiki tinha coberto a distância entre ele e
Paiway. Se lançando adiante, ele conseguiu empurrar
a enfermeira assustada para longe, no mesmo instante em que
a besta velejou pelo ar e parou onde ela tinha estado momentos
parada. Hibiki e Paiway bateram no chão duro, enquanto
rolaram alguns metros antes de parar.
“Hi-Hibiki!” Pai gritou. “O que está
você fazendo ?!?”
“Não há tempo,” ele disse, a cortando.
“Para fora daqui, AGORA!”
A jovem menina abriu a boca dela, provavelmente lhe pedir
uma razão por que ela deveria fazer tal coisa, quando
eles ouviram um rugido ameaçador.
“Nenhuma pergunta-só vá!” Hibiki
chorou enquanto se levantava, puxando Pai para ela ficar de
pé antes da empurrá-la na direção
do acampamento. Os olhos dele esquadrinharam o chão
mas ele não viu nenhum sinal da besta-mas o rugido
indicou que ainda estava perto, e provavelmente brava. "Avise
os outros e volte para cá! Corra!”
A jovem menina olhou amedrontada para ele, então virou-se
e correu tão rápido quanto pôde. Hibiki
esperou que ela pudesse achar o caminho de volta até
os outros-por ele e também por ela. Agora entretanto
ele teve que tirar aquela preocupação da mente-estava
vindo uma batalha, e Hibiki Tokai nunca recuava diante de
uma briga.
“Ora ora… se você for lutar, apareça!”
A única resposta que ele recebeu ao desafio dele foi
o silêncio. Não que ele tivesse esperado que
a besta respondesse-na verdade o desafio era mais por ele
mesmo do que qualquer outra coisa. O que quer que fosse a
criatura era esperta… Hibiki tinha visto evidências
disso no modo que tinha tentado contornar Paiway pelo lado.
Isto não era nenhum simples animal com que ele estava
lidando aqui…Ela tentaria atacar de um ângulo
que ele menos esperaria …
E foi quando Hibiki se lembrou que aquele Pai tinha ouvido
a besta primeiro de sobre os arbustos…
Ele saltou para o lado a tempo, mas as garras de bestas conseguiram
o cortar no ombro enquanto ela saltava sobre ele vinda de
cima. Hibiki lhe deu um pntapé, mas achou que a pele
da besta era tão dura quanto concreto. No segundo seguinte,
Hibiki se achou voando pelo ar, jogado por um golpe da criatura.
Ele colidiu dolorosamente com um arbusto, uns três metros
longe da criatura, pousando duramente sobre o braço
esquerdo dele. Hibiki estremeceu devido a dor que estourou
no seu braço, bastante para para saber que tinha sido
quebrado. Ele se amaldiçoou enquanto lutava para se
levantar apesar da dor-se as vantagens estavam contra ele
antes, eles agora eram até piores.
Neste momento ele deu a primeira boa olhada no oponente dele.
No princípio estava de quatro na grama, mas se levantou
em suas duas fortes pernas e contemplou Hibiki com seus olhos
pretos. Cabelos longos cobriam o resto de sua face selvagem,
como também seu corpo, um corpo que parecia esquisitamente
humanóide, exceto pelo fato que era mais maciçamente
musculoso. Embora tivesse uma grande massa física,
a criatura se moveu com uma graça desumana, não
fazendo nenhum som quando caminhava no chão da floresta.
Mas o que surpreendeu a Hibiki era o fato que o que ele tinha
pensado ser pele era na realidade algum tipo de camuflagem
primitiva. Era quase possível acreditar que o que estava
diante dele era um homem, e não um animal, se não
fosse a dureza de sua pele, e as presas que a criatura revelou
quando sorria de uam forma grotesca enquanto avançava
em direção à Hibiki.
Hibiki ficou de pé saiu correndoe a criatura o seguiu
lentamente… Quase como se desfrutasse da perseguição.
Ele começou a se amaldiçoar por não ter
tido trazer uma arma, mas ele suprimiu tais pensamentos imediatamente-eles
não o ajudariam agora. O menino sabia que ele tinha
que pensar de algo, e rapidamente, se ele quisesse sobreviver
o bastante para Pai voltar com os outros. Ele ficou atento
para qualquer som da aproximação deles, mas
ele soube que era muito cedo para Pai ter chegado até
o acampamento improvisado. A floresta estava calada…
Mas naquele silêncio Hibiki ouviu uma coisa, algo que
lhe deu esperanças: Água corrente. Havia um
rio por perto e com sabendo disso ele pensou em um plano.
Hibiki deixou de se mover, fingindo estar muito ferido para
continuar, as mãos dele pegaram alguma sujeira do chão.
Entretanto, na realidade ele estava pegando munição,
e quando a criatura chegou bastante perto, Hibiki lançou
um punhado de sujeira e pedras em sua face. Enqunto a criatura
rugiu sua raiva, Hibiki se empurrou dolorosamente anos pés
dele, e correu a velocidade máxima para onde vinha
o som do rio. Se ele pudesse pular lá dentro a corrente
o levaria para mais perto da Nirvana - desde que este fosse
o mesmo rio que ele tinha visto da nave. Não havia
nenhuma garantia disso, mas era o melhor que ele poderia fazer
no momento e o por alguns segundos ele teve a esperança
de que desse certo.
O que ele não tinha esperado era que o rugido de uma
besta ecoou do lado direito dele. E à sua esquerda.
E diretamente na sua frente. O rugido da besta não
tinha sido somente de raiva. Tinha sido uma chamado de reforços.
E seus amigos tinham respondido.
Hibiki conseguiu continuar para o rio durante uns cinco minutos
antes da primeira das bestas o atacasse. Saltou por detrás
de uma árvore particularmente grande, enquanto o agarrava
pelas pernas, fazendo-o levar um tombo doloroso. Ele sentiu-se
levantado no ar, o pescoço dele foi agarrado dolorosamente
pelas garras do monstro, suas unhas afiadas arranhando a carne
dele. Ele lutou para respirar e viu chegar pelo canto dos
olhos outras bestas. De repente ele estava voando pelo ar,
diretamente à outra besta que o agarrou dolorosamente,
lhe enviando voando em outra direção. Ele não
soube quanto tempo as bestas brincaram com ele-até
mesmo na dor lacinante que ele sentia e seu estado confuso,
ele estava certo que mais bestas tinham chegado-até
que ele finalmente bateu no chão duro, sangrando muito
por fora e por dentro, o corpo dele estava pulsando de dor.
Ele tentou levantar a cabeça mas a dor era tal que
ele quase não podia se mover. Entretanto ele podia
ver os pés de uma multidão de bestas. Hibiki
assistiu como eles chegaram mais perto e sentiu o gosto amargo
de derrota na sua boca…
Ele nunca tinha esperado que terminaria deste modo. Até
mesmo quando ele tinha sido um ninguém trabalhanso
nos porões de linha de montagem de Taraku, ele sabia
que havia algo no sangue dele pedindo mais. Então ele
tinha vindo para a Nirvana, e ele tinha estado certo que era
o seu destino-fazer uma diferença, pôr-se à
prova, para ser alguém… Não apenas ser
assassiando por bestas que somente o viam como comida, não
morrer uma morte sem sentido… Desamparado contra um
inimigo que ele não podia enfrentar. Ele tentou se
levantar mais uma vez, mas ele já estava sem forças
e ele caiu para trás tossindo sangue.
“Sr. Alien!” gritou uma voz familiar e de repente
o ar estava cheio com o zumbido de armas de energia e carne
chamuscada. As bestas pareciam uivar e saltar para longe dele,
e logo ele se achou embalado nos braços de Dita.
“Sr. Alien, você tá bem?”
“O que… você…estava… pensando…
tonta…” ele respondeu com os dentes friccionados.
Passos anunciaram outra pessoa se aproximando. “Ele
está sangrando muito,” ele ouviu Meia dizer.
“Nós temos que o voltar o mais cedo possível
para a Nirvana.”
Outra voz respondeu, era BC. “Nós teremos que
fazer uma maca de algum tipo. Chame Barnette e as outras de
volta e tente estabelecer um perímetro defensivo enquanto
nós fazemos isso. Esta floresta está cheia de
ARRRRGH!”
“Sub-Comandante!” Dita gritou enquanto ouviam
os de uma luta perto deles. Hibiki tentou se levantar para
ajudar, mas ele estava muito fraco.
“Dita!” Meia estava gritando. “Agarre as
pernas dele! Nós temos que ir pra longe daqui!”
Dita concordou e logo Hibiki se achou erguido não muito
suavemente no ar. Ele friccionou os dentes quando uma onda
de dor atravessou seu corpo. “Onde nós vamos?”
ele ouviu Dita perguntar. Meia não respondeu, mas logo
Hibiki ouviu os sons do rio ficarem mais altos. Parecia que
a Líder tivera a mesma idéia que ele.
“Não,” ele sussurrou. “Tenho que
ficar… E brigar. Ajudar os outros…”
“Há muitos,” Meia respondeu severamente.
“Eu consegui ver-eles já capturaram Barnette
e as outras em algum tipo de rede… só havia um
punhado de nós que tinham ficados quando nós
partimos e eu não ficaria surpresa se apenas nós
ainda estivermos em liberdade.”
“O que vamos nós fazer Líder?” Dita
perguntou.
Meia ficou calada um momento antes de responder. “Nós
temos que voltar com Hibiki para a Nirvana para cuidar dele.
Nós pularemos dentro do rio e deixaremos a corrente
nos levar para baixo,” ela disse. Então ela terminou
com uma voz determinada: “Então nós voltaremos
para buscar as outras.”
“Não me faça um fardo,” Hibiki disse,
a respiração ofegante pelo esforço. “Não
deixe os outros…”
“Você pensa eu quero?” Meia estalou. “Deixe
de ser estúpido-nós não vamos te deixar
desaparecer aqui.”
Logo eles saíram debaixo dos galhos e estavam sob a
luz do sol. Hibiki podia ouvir a correnteza e soube que o
rio estava perto. Ele estava a ponto de lhes pedir mais uma
vez que voltassem quando ele ouviu o rugido de uma besta,
e de repente ele sentiu os braços de apoio de Meia
arrancados para longe dele. Se Dita não o tivesse segurado
dolorosamente, a cabeça dele teria batido o chão.
“Líder!”
Alguns metros mais para trás Meia estava lutando com
outra besta, tentando por o braço dela desesperadamente
em uma posição onde ela poderia fazer para uso
do seu anel-laser. Depois de um minuto ou dois de luta, ela
finalmente conseguiu, mas quando ela saiu debaidxo da carcaça
da besta, os dois podiam ver ela estava sangrando bastante
do lado dela. Hibiki estava a ponto de dizer algo quando a
floresta atrás deles parecia estourar com dúzias
das bestas, todas indo na direção deles.
Hibiki soube naquele momento o que a menina de cabelos azuis
estava planejando. “Meia, não faça…”
Ela não lhe deu atenção. “O volte
à Nirvana Dita,” ela disse, enquanto se virava
para enfrentar a massa de criaturas que vinha avançando.
“Eu os segurarei enquanto puder.”
“Líder!” Dita gritou, mas Meia a cortou
abruptamente.
“Não me faça desperdiçar energia
discutindo com você!” ela disse. “VÁ
DITA! Ou então Hibiki está morto!”
“NÃO, eu não vou…” Hibiki
começou, mas Dita, chorando, já o estava puxando,
meio que o arrastando, cada vez mais para perto da extremidade
do pequeno precipício que dava no rio. “Me deixe
ir!” ele clamou. “Nós temos que a ajudar…”
“Nós não podemos” Dita lamentou.
Eles poderiam ouvir os sons dos tiros de energia que agora
tinham ficado para trás deles, como também os
gritos de raiva das criaturas. “Nós estamos fazendotudo
isto por você Sr. Alien, isto tudo seria inútil
se você morresse com a gente aqui! Você não
pode morrer com Dita!”
Repentinamente porém, Dita parou, e um grito pequeno
escapou a garganta dela. Hibiki virou-se e viu que o caminho
fora bloqueado por outra besta, este exemplar aqui era até
maior que o resto, com o que pareciam ser símbolos
pintados por seu corpo. Rosnou algo e então começou
lentamente a avançar para eles.
“Dita já usou todas as armas que tinha,”
a ruiva disse, quase tristemente. Então ela sorriu,
entretanto os olhos dela estavam cheios de lágrimas.
“Mas não preocupe, Dita terá certeza que
Sr. Alien escapa!”
Com um último e desesperado esforço, ela ergueu
Hibiki sobre o seu ombro e correu para o precipício.
A besta parecia ter sido tomada de surpresa, entretanto os
seguiu, alcançando-os rapidamente. Eles quase tinham
chegado à extremidade quando a besta passou seu o pé
na frente do pé de Dita a fazendo perder o equilíbrio,
no que ela acabou soltando Hibiki. O menino caiu-diretamente
da extremidade do precipício e no rio abaixo dele.
“Sr. Aliennnnn...!” foi a última coisa
que Hibiki ouviu antes das águas o engolirem.
====FIM
DO CAPÍTULO DOIS====
Autor da história:
Ender
|
Vandread
1/5 Stage
Parte 3 - Prisioneiros
Eles tinham sido
carregados durante só algumas horas, mas para Meia tinham
parecido dias.
Os capturadores delas tinham provado depressa que eles eram
mais que meros animais. Se isso ainda não fosse óbvio
pelas táticas espertas com as quais eles os subjugaram,
as piratas bem treinadas da Nirvana, ficou imediatamente provado
quando tiraram delas qualquer coisa que poderia ser usado como
arma . Enquanto Barnette tinha tido um ataque de raiva ao ver
as preciosas armas dela retiradas tão casualmente, o
que Meia tinha achado pior era a destruição do
equipamento de comunicações delas-sem esse equipamento
não poderiam não só contatar a Nirvana,
mas seria muito difícil para as outros acharem elas.
No entanto, a Líder achou um pouco de alívio na
idéia que as criaturas tinham alguma inteligência
- isso significava que havia algum propósito na captura
delas além de territorialidade ou satisfazer a fome.
Pelo menos significava que eles não seriam mortos e devorados.
Isto deu a Meia e para a tripulação um precioso
tempo - tempo que eles precisariam para planejar uma fuga, ou
esperar um salvamento, mas ambas as opções tinham
seus problemas…
Depois que tinham sido tirados as armas delas, cada uma das
mulheres teve os membros delas amarrados com cordas de videira
robusta, depois cada uma foi jogada em cima do ombro de uma
criatura separada. As bestas preferiam saltar entre os topos
de árvores, mas felizmente esses que carregavam os prisioneiros
tinham preferido andar pelo chão. Ainda assim era um
meio de transporte selvagem e dificilmente confortável
para as mulheres, especialmente para muitas delas - Meia incluisive
- que tinham se ferido durante a luta. Desnecessário
dizer, o modo deles de transporte tornou a comunicação
quase impossível. A menina de cabelos azuis não
soube dizer se era coincidência ou parte de algum plano,
mas de sua posição nas costas da besta, ela não
podia estabelecer até mesmo contato visual com quase
nenhuma dos outros membros do time de exploradores.
Um desses que ela tinha visto tinha sido Dita. Meia sentiu uma
dor afiada no peito dela quando ela viu a menina ruiva sendo
carregada. Ela tinha esperado que pudesse distrair os animais
para dar tempo suficiente a Hibiki e Dita fugirem, mas obviamente
Meia não tinha sido boa o bastante - e parecia que Hibiki
tinha pago o preço. Quando ela tinha visto Dita, ela
chorava muito, enquanto gritava, quase delirando, para ser libertada
para ir salvar o Sr. Alien e o impedir se afogar no rio. Meia
não tinha podido falar com ela antes de os capturadores
respectivos delas se separarem, mas a Líder Dread tinha
ouvido bastante para imaginar que o homem tinha sido separado
de Dita e tinha caído no rio. Aquele pedaço de
informação Meia deu uma pequena esperança
de que alguém alcançasse a Nirvana para explicar
a natureza dos inimigos delas. Com todos os membros do time
de exploração mortos ou capturados, Hibiki e Dita
tinham sido a única chance delas por um contato rápido
com a Nirvana, mas até mesmo se Hibiki sobrevivesse,
Meia não sabia se o corpo ferido dele teria a força
para continuar vivo rio abaixo… E sem informação,
os que viessem para resgatá-los seriam surpreendidos
pelas bestas como eles foram.
_Essa é a única razão pela qual você
está preocupada com ele?_ perguntou uma voz baixinho
na mente dela. _Porque diminui a sua hance de salvamento? O
quão fria você se tornou, Meia Gisborn?
A menina de cabelos azuis tentou esquecer estes pensamentos.
Haveria tempo depois para preocupação e culpa
- enquanto isso ela tinha de ser fria e objetiva, caso contrário
eles seriam todos mortos. E Meia não tinha nenhuma confiança
nas habilidades dos cativos do mesmo escalão dela. Era
completamente possível que BC ou Barnette ou qualquer
um dos outros poderiam pensar em um plano executável
para a fuga. Mas Meia nunca tinha se permitido se acostumar
à idéia de depender de outros - se ela não
pudesse propor um modo de escapar, então ela não
se iludiria em esperar que outra pessoa faria o trabalho para
ela. E enquanto ela ainda tentava encontrar uma idéia
que conduziria à liberdade delas, ela tinha percebido
que havia uma coisa ela poderia fazer para tornar as coisas
mais fáceis para a equipe de salvamento…
Enquanto pensava, Meia percebeu que o fluxo de sangue do fundo
corte do pulso dela tinha reduzido a velocidade a uma gota.
Imediatamente a Líder começou a aplicar tanta
pressão quanto ela pôde à ferida, uma tarefa
difícil com os punhos amarrados com cordas, mas eventualmente
ela conseguiu fazer mais sangue sair da ferida dela. O sangue
dela deixou manchas avermelhadas no chão de floresta
por onde eles passaram, não muito notável em alguns
lugares, mais concentrado quando o capturador dela parou para
descansar. Era uma tática que ela já tinha usado
antes, talvez desta vez também funcionasse se Gascogne
se lembrasse dela, os rastros tornariam muito mais fácil
a equipe de resgate os encontrá-los.
Meia gemeu quando uma onda de vertigem a atacou quando a criatura
deu um pulo especialmente alto. Parecia que a besta estava começando
a se apressar. O esforços do corpo dela-para não
mencionar a sua perda de sangue-faziam ela se sentir fraca e
esgotada, mas era o único modo que ela conseguia imaginar
para ajudar. Dita, Barnette, BC e as outras… Eles não
eram só tripulação da nave dela. Meia tinha
vindo a perceber dolorosamente durante a viagem delas que a
tripulação da Nirvana eram as amigas dela…
Elas eram a família dela. Ela as manteria à salvo.
Até mesmo se isso a matasse.
== [VANDREAD] ==
Vandread: ABANDONADO
Capítulo Três: Prisioneiros
Linha do Tempo: Esta história se passa entre o Primeiro
e o Segundo Estágio, daí é que vem seu
nome
== [VANDREAD] ==
O doutor elevou a cabeça dele esperançosamente
assim que o monitor ligou-se, revelando uma Parfet de olhar
preocupado.
“Você o achou?” Duero perguntou para a Engenheira
Principal.
Ela acernou com a cabeça. “Eu chamei assim que
consegui - dê uma olhada.”
Com isso, ela deu um passo para o lado e permitiu a visão
adiante até que foi focalizado em uma pequena figura
cheia de bandagens sentanda na frente de um Bangatta, enquanto
teclava furiosamente em um Pyoro impaciente.
“Faz pouco tempo que ele chegou,” A menina prosseeeguiu,
“não me escuta ou qualquer outra pessoa quando
nós tentamos convencê-lo a voltar para a clínica-e
como eu não quis arriscar a usar força que eu
decidi te chamar.” A câmera zuniu e Parfet entrou
mais uma vez no campo de visão. “O que está
errado com ele doutor?” ela perguntou em uma voz ansiosa.
“O que está errado com Hibiki?”
Duero poderia pensar em várias dúzia de coisas.
Se Gasco e o time dela não tivessem seguido pelo rio
até o último local registrado da expedição,
então Duero duvidou que eles tivessem achado Hibiki vivo.
O menino tinha sofrido tantas contusões e dilacerações
que era um milagre que ele estava vivo. As costelas dele foram
quebradas em pelo menos três lugares, o braço esquerdo
fraturado, e ele teve vários cortes profundos nas costas.
Enquanto Duero tinha contado isto como um sinal positivo que
quando o menino tinha recuperado consciência logo após
ter sido trazido à enfermaria, Hibiki ficou extremamente
agitado no momento ele abriu os olhos dele. O menino tinha descrito
o que aconteceu antes, só dizendo que eles tinham sido
emboscados por um grupo de animais, imensamente fortes e que
tinham conseguido dizimar a maioria do time. Quando perguntou
o que tinha acontecido aos outros, o menino sacudiu sua cabeça,
com um olhar de dor e culpa na face dele. Em seguida, Hibiki
ficou cada vez mais inquieto e Duero tinha ido pegar um sedativo-e
verificou que o paciente tinha fugido assim que ele saiu do
quarto. Provavelmente era aquela ação irrefletida-e
não a condição física de Hibiki-que
tinha motivado Parfet a fazer a pergunta dela.
“Ele tem medo,” Duero disse, em resposta a pergunta
de Parfet.
“Hmmm?É sério?” a Engenheira pausou.
“Ele parece mais bravo que assustado para mim…”
“Medo não é exatamente uma característica
que um homem revelaria de boa vontade,” Duero respondeu.
“Essas coisas que atacaram o time de reconhecimento eram
obviamente mais fortes que humanos-e conseguiram o bater tão
completamente que ele sente que ele não pode enfrentar
eles sem a ajuda do Bangatta.”
“Mas nós não podemos usar o Bangatta!”
Parfet protestou. “Nós teríamos que cavar
por centenas de metros de lama!”
Duero se permitiu um pequeno sorriso. “Nunca vi a palavra
‘' impossível" o parar antes…
A Engenheira cruzou os braços dela. “Isto é
diferente. Eu não estou dizendo que não há
nenhum jeito de sair desta bagunça, mas de qualquer modo,
não envolverá as Vanguards ou os Dreads.”
“Eu estou certo ele sabe disso tão bem como você
ou eu - e isso é o que está causando o medo. O
medo de que não há nada ele pode fazer para salvar
os outros.”
Parfet pausou, então retrocedeu à forma pequena
de Hibiki. “Você pode contar tudo isso só
de olhar para ele?”
Novamente, Duero se permitiu um sorriso pequeno. “Eu conheço
Hibiki, e eu sei a cultura que o produziu. Não há
nada que um homem tema mais que estar desamparado frente à
um inimigo…”
Houve o som de uma porta se abrindo no hangar e logo Jura entrou
na visão do monitor.
“Oh bom, você o achou,” a loira declarou.
“Jura está cansada de olhar. Se ele está
bem o bastante sair correndo pelos corredores a Chefe quer vê-lo
- vai começar um encontro estratégico.”
Parfet sacudiu a cabeça dela. “Ele não se
moverá - eu tentei, acredite.”
Jura olhou para o menino, então disse. “Hmph. Obviamente
a Parfet faltam os charmes de Jura. Eu cuido daquele macho.”
Com isso a menina caminhou, cheia de pose, para o Bangatta,
com seus sapatos de salto alto estalando no chão de metal.
A Engenheira Principal piscou, então voltou-se a Duero.
“Hmmm, eu acho que isso não é uma boa idéia…”
Duero acenou com a cabeça. “De acordo - eu duvido
que o "charme" dela fará efeito.” Então
ele pausou. “Mas eu conheço alguém que ele
escutará,” então digitou outro número
no comunicador…
== [VANDREAD] ==
“Eu estou lhe falando ser impossível * pyoro *!”
Hibiki já não estava escutando aquele protesto
particular do Navi-bot tinha sido proferido tão freqüentemente
no espaço dos últimos minutos que tinha sido banido
a barulho de fundo. Hibiki disse algumas maldições
e digitou novos dados.
“Então se nós...” ele começou,
mas Pyoro o cortou no meio da frase.
“Eu estou lhe falando, é impossível * pyoro
*!” o robô repetiu. “Não há
nenhum jeito de nós levarmos o Bangatta à superfície
sem incendiar as combinações de peroxy na lama
* pyoro *!”
“Não me fale ser impossível!” Hibiki
clamou, enquanto agarrando o robô com a mão boa
dele e o sacudindo ferozmente. “Você me falou isso
antes e você estava errado! Agora faça isto wor-yow!”
ele gritou, quando Pyoro deu um choque elétrico no menino.
Se libertando, o navi-robot fugiu de Hibiki.
“Nós não podemos desperdiçar tempo
nisto * pyoro *,” o robô declarou. “Nós
temos que achar um modo para salvar os outros sem o Bangatta
* pyoro *!”
“Não há nenhuma outra alternativa!”
o menino gritou, antes de ele notasse que Pyoro estava se afastando
dele. “Volte aqui !” Hibiki clamou para ir atrás
de Pyoro-antes de entrar de cara num par de peitos femininos
familiares. Ele elevou os olhos dele até que eles encontraram
os olhos verdes de Jura.
“O que você quer ?” ele assobiou, devido à
dor que as costelas quebradas dele estavam causando quando ele
ficava de pé. “Saia do meu caminho!”
Por um momento, ele pensou ter visto um olhar de preocupação
nas características bonitas da loira, mas isso logo foi
substituído pelo seu sorriso arrogante habitual. Ela
deu uma inalação desdenhosa e inclinou a cabeça
dela para ele. “Jura não gosta de perder-nem ela
gosta de se sentir preocupada.”
Hibiki enrugou as sobrancelhas dele. Aonde que ela estava tentando
chegar? “Por que você está contando isto
a mim?”
“Eu pensei que você poderia estar se sentindo do
mesmo modo que eu,” ela explicou. Ela gesticulou para
o Bangatta. “Se fixar em esquemas impossíveis não
vai resolver qualquer problema. O encontro estratégico
já vai começar-nós podemos pensar o que
fazer lá. Venha!” ela terminou, enquanto se virava
sem esperar para ver se ele a seguia.
“Você não entende-Nós precisamos de
meu parceiro!” Hibiki gritou, sem sair do lugar. Ele fechou
os olhos quando as imagens da batalha surgiram em sua mente…
A facilidade com que as criaturas se moveram, o poder assassino
das suas garras. Tinham o feito lembrar dolorosamente da luta
dele com Rabat, exceto que desta vez o tinham o humilhado mais.
Ele tinha pensado que ele estaria pronto para uma confrontação
física-ele vinha treinando desde então com Meia
e pensou que ele estava melhorando. E ele não tinha conseguidao
fazer nada - ele não pode nem feri-los, não pôde
nem mesmo os tocar, essas… criaturas…“Vocês
não sabem o que nós estamos enfrentando…”
“Eh?” Jura parou, virou-se para ele com um olhar
confuso. “Claro que nós não sabemos o que
nós estamos enfrentando-é por isso que nós
precisamos de você na reunião, para nos contar
os detalhes.”
Hibiki rosnou a frustração dele. “Você
está escutando o que eu estou dizendo! Nós precisamos
do Bangatta! Nós não podemos ganhar sem ele!”
“Oh vamos,” Jura assobiou. “Você não
pode ser tão estúpido. Você sabe que nós
não podemos tirar as Vanguards ou Dreads do hangar!”
“Se nós não podemos fazer isso então
que nós não podemos ganhar! E sem isso os outros
morrerão-se eles já não estão mortos!”
Um silêncio tenso desceu sobre os dois ao som das palavras
de Hibiki, os dois desviaram os olhos um do outro. Por isso
nenhum deles viu o medo de enfrentar os outros -o medo e a culpa.
Era como se nenhum deles tivesse considerado a possibilidade
dos outros que já estarem mortos, e as palavras ditas
sem pensar de Hibiki tinham trazido aquela chance mais perto
da realidade. Junto com isto, veio o pensamento que, se os medos
deles fossem verdades, cada um era de algum modo responsável.
A menina foi a primeira a romper o pesado silêncio. “Você…”
ela começou, com uma voz baixa. “Você não
é o Hibiki que Jura conhece. O Hibiki que eu conheço
nunca diria algo assim. Você o parece uma das pessoas
de Anpatos…”
Hibiki não fez nenhuma tentativa de responder, os olhos
dele viraram-se para longe da menina, até que ele ouviu
outra voz falar com ela.
“Isso é o bastante Jura,” Gascogne disse,
enquanto ela chegou na piloto por trás, e colocou um
braço suavemente no ombro dela. “Eu levarei ele
daqui… Você deveria ir a sala de instrução.
A reunião está a ponto de começar.”
Jura encarou Gascogne por um momento, então olhou para
Hibiki, com um intenso olhar nos olhos dela. “Jura não
luta batalhas perdidas… Nós ganharemos isto com
ou sem você,” ela declarou, antes dese virar nos
saltos de sapatos dela e deixar o sala de máquinas, deixando
Hibiki só com Gascogne.
Depois de um momento desajeitado de silêncio, Hibiki falou.
“Você também vai tentar uma conversa para
me animar?” ele perguntou.
Gascogne não deu nenhuma resposta-pelo menos não
verbalmente. Entretanto, com relação à
pergunta dele, ela tirou do cinto uma ferramenta parecida com
um martelo que as mecânicas normalmente usavam. Sem olhar
nem uma vez para Hibiki ela dirigiu-se para o Bangatta. A sobrancelha
do menino dobrou-se, imaginando o que ela pretendia fazer-imaginando
até que ela parou bem em frente do 'parceiro' dele e
levantou a ferramenta bem alto.
“Wha-Não!” ele gritou, mas já era
muito tarde. Com um grito alto, a mulher golpeou com força
o cotovelo do mech dele, lascando fora um fragmento afiado de
metal e este foi parar estalando no chão aos pés
de Hibiki. Atordoado, o menino correu até ela e agarrou
o martelo de Gascogne. A Oficial de Registro não ofereceu
nenhuma resistência, e somente o observou com um pequeno
sorriso na face dela enquanto Hibiki a olhava furiosamente.
“Que diabos você pensa que você está
fazendo?”
Gasco olhou para ele com olhos largos, a inocência fingida
dela deixou Hibiki ainda mais furioso. “Bem, eu achei
que você se tornou inútil para nós porque
não admite seu desejo irracional de usar sua Vanguard,
então eu poderia o convencer se eu quebrasse isto na
frente de seus olhos.”
“Você é louca!” Ele gritou, depois
de alguns segundos de reflexão.
“Não mais que você é,” ela replicou
uniformemente. “Usar a Vanguard para uma operação
de salvamento é impossível e você sabe disto.”
“Mas você...” ele começou, mas ela
o cortou erguendo a mão.
“É impossível,” ela repetiu, com um
ar de finalidade. “Qualquer um com um pouco de cérebro
poderiam ter entendido isso, e eu estou certa que você
tem mais que isso, assim não sei porque você insiste.”
Enfrentado essa autoridade tranqüila, Hibiki não
soube o que dizer. Ela tinha razão-ele sabia que era
impossível, desde o princípio. Mas sem aquela
esperança impossível, ele teria de enfrentar a
alternativa. E aquela alternativa era algo muito duro para ele
aceitar… A força parecia fluir para fora do seu
corpo e ele se sentou fortemente no chão.
“Então nós não podemos ganhar,”
ele declarou finalmente. “Não há nada que
eu-que nós possamos fazer sobre isto.”
Gasco suspirou. “Você gosta de tirar conclusões
precipitadas? Não há nenhuma relação
entre a nossa capacidade de usar nossas máquinas e salvar
os outros. O que atacou os outros e Hibiki eram só animais…”
Hibiki sacudiu a cabeça dele. “Eles eram mais que
isso-isso eu posso afirmar. Eles não eram meramente fortes-eles
eram inteligentes, espertos…”
“Você pensa que aquilo que nos separa de animais
é a nossa inteligência?” a mulher alta o
interrompeu. “Em Mejeru, fomos ensinadas que o que separa
as mulheres de outras formas de vida é que só
nós poderíamos planejar à frente, poderiamos
nos adaptar a diversas situações-que nós
temos o poder de fazer nosso próprio futuro.” Ela
deu ao menino abatido um olhar penetrante. “Eu estou certa
que isso também vale para os homens. Mas se você
se render agora mesmo, então não importa se você
for mais inteligente do que eles-você não seria
nada além de um animal .”
“Isso é tão fácil para você
dizer!” Hibiki explodiu, enquanto ficava de pé.
“Você não estava lá, você não
sabe como eu me senti-eu fiquei desamparado frente a eles. Eu
não pude-não consegui os deter, nem os ferir…
eu não pude fazer nada! Foi como eu não estivesse
lá! Você pode querer mudar o futuro, mas você
precisa ter o poder para fazer isso, senão seu discurso
não vale qualquer coisa!”
Gascogne permaneceu calada quando Hibiki terminou, com uma expressão
de simpatia na face dela. Quando ela falou, porém, as
palavras dela eram severas e cortantes. “E onde você
espera achar esse poder? Em qualquer outra coisa? Em uma máquina?
Eu pensei que você era mais esperto,” ela disse.
Ela acenou com a mão desdenhosamente para o Bangatta.
“Você é muito dependente desta coisa. Você
até chama isso de 'parceiro', isso não passa de
um pedaço grosso de metal. Nós temos enfrentado
as forças da Terra por um bom tempo, e eu vou te dizer
uma coisa: Se o poder com que nós os superamos fosse
somente os destas máquinas, todos nós já
estaríamos há muito tempo mortos.”
Hibiki não deu nenhuma resposta, enquanto evitava olhar
nos olhos da mulher. Finalmente a Oficial de Registro sacudiu
a cabeça dela em desgosto e foi embora. Mas antes que
ela saísse, ela voltou-se e disse. “Esta viagem
não durará para sempre, você sabe…
eu tenho pena do que acontecerá a você quando nós
voltamos para casa, e você enfrentar problemas que não
podem ser resolvidos por tiros ou uma espada afiada. Você
diz que você querer salvar os outros, mas você apenas
se senta esperando outra coisa fazer seu trabalho por você.
Isso foi a última coisa eu esperei de alguém que
uma vez nos disse que nós tínhamos de 'provar
que existimos'…”
Com essas palavras, ela virou-se e foi embora. Pouco tempo depois,
Hibiki ouviu as portas abrindo, então se fechando novamente,
e ele percebeu que estava novamente a sós -a sós
com os seus pensamentos, com os medos dele e a sua culpa. Ele
odiou ser assim-Gascogne tinha razão, ele era uma visão
lamentável. Ele pensou que esses dias tinham se acabado
quando ele conseguiu o Bangatta, quando ele tinha descoberto
que ele _poderia_ fazer a diferença, pela primeira vez
na vida dele, mostrar que ele existia. O sentimento de poder
o tinha deixado intoxicando no começo, e pensando bem
ele percebeu que ele tinha estado tão bêbado com
este sentimento que ele tinha sido bastante descuidado. Pensando
nisto, Gasco tinha retificado então muito bem, mostrando
para ele que não era ele sozinho que ganhava, mas todos
eles que trabalharam juntos.
Era irônico que numa hora dessas, ela o tinha convencido
que ele podia fazer a diferença, justamente quando ele
pensou que não poderia fazer nada. Então ele percebeu
que ele fazia parte de um grupo-'trabalho de equipe' queria
dizer que ele também tinha de fazer a parte dele-especialmente
quando os outros não podiam fazer a parte deles. Ele
pensou em Dita e Meia, BC, Barnette e os outros que tinham lutado
muito para ter certeza de que ele sobreviveria até aquele
momento. Ele tinha que fazer a parte dele-ter certeza que todos
seus esforços não tinham sido em vão.
A pergunta era... como?
Naquele momento ele notou algo brilhante no chão perto
do pé dele. Era o pedaço da armadura que Gasco
tinha lascado quando ela tinha martelado o Bangatta. Pensando
em levar isto como uma lembrança da pequena conversa
deles, ele se abaixou para pegá-lo -e gritou levantando
a sua mão toda ensaguentada. O fragmento tinha o arranhado
antes mesmo que ele tivesse começado a aplicar pressão-a
extremidade era afiada. Se ele tivesse tido algo assim quando…
Hibiki piscou, então um sorriso começou a formar
na face dele. Talvez, só talvez, as máquinas serviriam
no final das contas para alguam coisa…
== [VANDREAD] ==
A reunião já tinha começado quando Gascogne
chegou na sala de conferência, mas toda a discussão
parou quando ela entrou, o fato que ela tinha vindo só
não desanimou ninguém.
“Sem sorte?” Magno perguntou, enquanto a mulher
se sentava à mesa.
“Oh eu não sei,” a Oficial de Registro disse,
mordendo o palito dela. “Ele não é o tipo
que pensa muito rápido… Ele virá logo, só
lhe dê tempo.”
“Nós não temos tempo!” Jura gritou
de repente. “Barnette e os outros estão em perigo!
Nós temos que partir o mais cedo possível-não
sabemos o que está sendo feito a eles! Todos os segundos
nós desperdiçamos aqui ...”
“...É um segundo que nós usamos para se
preparar de forma que nós não acabemos lhes dando
somente mais prisioneiros,” a Chefe terminou para ela.
Ela deu a loira um olhar de simpatia. “Eu sei que você
está preocupada com eles e que você se sente culpada
por não ter ido junto, mas você não teria
feito muita diferença.” Jura se virou em resposta,
com os olhos úmidos. “Em todo caso, nada pode acontecer
sem um plano e é por isso que eu juntei tudos nós
aqui.” Ela deu uma olhada nos outros-Jura, Gascogne e
Duero. Parfet tinha dito que ela estava a caminho, pois tinha
terminando há pouco um controle final na condição
do Pexis.
“Como nós podemos fazer um plano se nós
não sabemos nada do inimigo?” Jura perguntou, “Hibiki
o único é que os encontrou e seu relato não
foi muito útil…”
“De fato, ele ele nos descreveu como ele pode,”
Magno respondeu. “Ele descreveu os atacantes basicamente
como bestas cabeludas parecidas com homens, com pele que era
quase como uma armadura e dentes parecidos com presas. O que
ele não nos falou pode ser deduzido das feridas dele,
é por isso que o doutro está aqui hoje,”
ela disse, enquanto acenou com a cabeça para onde Duero
estava sentado. Se sentia um pouco estranha ter um homem presente
de durante uma sessão de planejamento, mas cada vez mais
as mulheres estavam começando a sentir um laço
crescente com as contrapartes masculinas delas-não da
mesma maneira que os colegas de bordo mas como amigos.
Duero calmamente acenou com a cabeça e começou
a exposição dele. “Hibiki sofreu vários
danos, mas estes podem ser divididos basicamente em duas categorias-os
que foram o resultado de impacto com algo duro, um punho ou
o chão, e dilacerações que são um
resultado de ser cortado por um objeto afiado. Nós podemos
deduzir disso que as bestas possuíram garras de uns dois
centimetros comprimento e pelo aspecto das feridas pode-se dizer
que essas criaturas tem muita força física. Eu
diria que essas coisas são bastante poderosas-excedendo
os limites teóricos de homens ou mulheres, pelo menos
até onde eu sei.”
Gascogne suspirou. “E isso provavelmente não é
o pior disto. Hibiki me contou que estas coisas são bem
inteligentes.”
“Não importa se são fortes ou inteligentes
-eles não vão ter a Barnette de Jura para o jantar!”
A piloto Dread loira sacudiu a cabeça dela. “Jura
não vê qual é o problema… Nós
temos um arsenal inteiro de armas de energia-nós apenas
nos armamos, vamos lá e acabamos com tudo que entrar
em nosso caminho. É simples!”
Magno sacudiu a cabeça dela. Talvez Jura se parecesse
mais com Barnette do que ela tinha pensado-o que ela tinha acabado
de dizer se parecia muito com o que Barnette Dread teria dito.
Porém antes de ela pudesse guiar no sangue de Jura pensamentos
sedentos, alguém entrou na sala.
“Isso não funcionará,” Hibiki disse
enquando ele e Parfet entravam na sala, levando vários
pacotes embrulhados nas mãos dele. “Em primeiro
lugar esses laser são difíceis de usar de perto-e
à velocidade com que esses monstros se movem, a maioria
da luta vai ser corpo-a-corpo. Segundo, armas de energia descarregam
muito depressa-e se vencessemos o primeiro ataque, nos faltaria
munições antes de nós tivéssemos
matado a metade das bestas.”
“Estou contente que você resolveu aparecer,”
Gasco disse, usando seu tom irônico de voz, mas Magno
poderia ver a expressão de orgulho nos olhos da mulher
mais jovem.
“Você está atrasado,” foi tudo o que
Magno se permitiu dizer, entretanto ela também estava
orgulhosa do menino. Ele tinha superado outra barreira e estava
ficando cada vez masi adulto, ela pensou pra si mesma. “E
você tem uma sugestão melhor?”
Hibiki sorriu. “De fato…” ele gesticulou a
Parfet e os dois puseram os pacotes deles na mesa, enquanto
os desembrulhavam, para revelar o que parecia ser uma tigela
de plástico e um jogo de espadas primitivas e lanças,
feitas na maior parte de várias sucatas de metal presas
a uma manivela de algum tipo.
“Isto é sua grande idéia?” Jura perguntou,
com um olhar de desgosto.
“Nós precisamos ter armas de combate corpo-a-corpo,”
Hibiki explicou. “Em primeiro lugar, elas não precisam
ser recarregadas e elas serão mais efetivas que laser
quando começar a luta. Além, do pouco que eu me
lembro, a menos que as bestas fossem atingidas na cabeça,
eles pouco pareciam sentir o tiros.”
“Hmm…” Duero meditou. “Eu vi coisa semelhante
acontecer em alguns dos jogos de arena mais selvagens em Taraku.
Se a área de efeito é proporcionalmente muito
pequena a massa do alvo, é até possível
ignorar seus efeitos, especialmente quando em um estado de raiva.
O intenso calor cauteriza a ferida imediatamente assim a hemorragia
não existe e as terminações nervosas são
queimadas, diminuindo a dor.”
“Jura ainda não vê como estas coisas farão
a diferença,” Jura disse. “Eu quero dizer,
não parece que estas armas irão durar muito, parecem
muito frágeis.”
Neste momento Parfet respondeu. “Bem, nós não
tivemos tempo para soldar os materiais mais firmemente, mas
eu posso assegurar que elas funcionam. Veja isto,” ela
disse, enquanto acenava com a cabeça para Hibiki.
Ao seu sinal, o menino levou a tigela de plástico da
mesa com o um braço bom dele. Era um das tigelas que
eles geralmente usavam para comer-feita de plástico reforçado,
um material bastante duro, o que fazia ela melhor para armazenar
alimentos, a temperaturas variadas. Sem outra palavra, Parfet
apanhou uma arma da pilha-parecido com um machado-e trouxe seu
‘encabeçam ' quase suavemente abaixo na tigela.
Atravessou isto como uma faca quente por manteiga, sem aparentemente
nenhuma resistência, e até mesmo sem esforço
por parte de Parfet.
“E eu nem estou pondo força,” Parfet disse
felizmente enquanto os outros abriram brecha.
“Ok… eu penso que uma explicação seria
bem-vinda,” Gascogne disse.
“Realmente é bastante simples…” a Engenheiro
Principal explicou, enquanto a ajustava seus óculos de
nerd. “Nós limpamos estas partes do junkpile-você
sabe, o onde nós armazenamos partes danificou durante
batalhas, ou as sucatas que nós removemos durante consertos.
A maior parte, os pedaços que usaram materiais construídos
para resistir ambos a aspereza de espaço e ataques de
armas de energia dadas poder a altas como esses achados nos
Medos foram feitos lá. Como tal seria difícil
de achar um material mais duro-e era surpreendentemente fácil
de achar pedaços que eram a forma certa ou levaram a
extremidade certa a ser usada como armas. Tudo aquilo foi partido
para ser feito era os prender a algo aquele poderia segurar
sem cortar a e voila,” Parfet sorriu. “Instrumento
imediato de morte.”
“Interessante,” Duero disse, experimentando uma
das armas improvisadas na mão dele. “Estes seriam
certamente úteis para ter durante mão para dar
combate…” O doutor virou o olhar tranqüilo
dele para Hibiki. “Mas será bastante? Se seu encontro
inicial qualquer indicação era, as bestas provavelmente
nos excederão em número grandemente-estas armas
serão bastante para mudar a sorte?”
A face de Hibiki assumiu um olhar pensativo. “Eu tenho
pensado nisso… Nós precisaríamos de algum
tipo de distração, algo que os afastaria…
Ou talvez os espantasse. Então lembrei como a Sub-Comandante
atraiu para fora alguns dos animais maiores durante a caça
fazendo tanto barulho que caíram dentro da nossa nossa
armadilha. Nós temos que achar um modo de reduzir o número
de animais na área antes de nós tentarmos o salvamento-uma
vez que nós fizermos isto, estas armas deveriam nos ajudar
a cuidar do cuidado do resto.”
“Você está certo disso?” Jura perguntou.
“É preciso um pouco mais de habilidade para usar
uma espada do que atirar com uma arma-Jura sabe bem disso. Eu
precisei de anos de prática se tornar a excelente espadachim
que eu sou agora-e nós não temos o luxo do tempo.
Sem treinar, as armas não fazem grande diferença…”
“Oh eu sei,” Gascogne disse. “Você precisou
de seu treinamento, Jura, porque você estava lutando contra
um oponente que tinha uma espada, essa é uma vantagem
que as bestas não terão. Se estas armas que Hibiki
e Parfet fizeram são tão afiadas quanto elas parecem
ser, então tudo aquilo realmente seria requerido do time
de salvamento seria a habilidade para golpear-tipo, gostar de
cortar madeira.”
“Assim sendo, como nós amedrontamos as criaturas
para longe em primeiro lugar?” Magno perguntou, entrando
na discussão.
“Bem, barulho pareceu funcionar bem, pelo menos para as
bestas menores,” Hibiki disse. Ele virou a Parfet. “Nós
temos na nave pode ser lançado sem explodir a Nirvana
em pedaços?”
A engenheira compartilhou um olhar com Gascogne. “Bem,”
a menina de óculos respondeu. “os zangões
de conserto são mantidos em um hangar separados dos Dreads
e Vanguards - nenhum deles sofreu qualquer dano sério
no ataque e eu penso alguns deles pelo menos poderiam sair da
lama. Deveria ser possível nós usarmos esses…”
“Não se esqueça que essas coisas não
podem viajar para muito longe da nave,” Gascogne somou.
“Eles são feitos para consertos extra-atmosféricos,
não para longas viagens, por isso eles não levam
muito combustível, nem são velozes. Igualmente,
eles não foram feitos para levar mais de uma pessoa de
cada vez, assim seria não prático os usar como
transportes, se isso é o que você está pensando…”
Hibiki sacudiu a cabeça dele. “Eu estava pensando
mais em usá-los como uma distração,”
o menino sorriu. “Heh, eu duvido que eles teriam muita
utilidade para consertar qualquer coisa nesse lamaçal…”
“Eu provavelmente poderia por um tanque de combustível
extra,” Parfet meditou. “Assim o alcance eles poderia
aumentar, mas ainda…”
A discussão continuou neste rumo durante vários
minutos, com os homens e mulheres da Nirvana aperfeiçoando
o plano vago, mas inovador de Hibiki em algo executável,
cada um citando possíveis dificuldades ou propondo possíveis
soluções. Apesar da urgência da situação
deles, Magno se achou sorrindo vendo a tripulação
dela, a família dela, trabalhando juntos. A Chefe teve
confiança completa na habilidade da tripulação
dela em superar o fracasso e a derrota-mas sempre orgulhosa
em ver isto acontecendo de fato diante dela, ver concretizada
a sua fé e expectativas cumpridas. Esta era a tripulação
que tinha repulsado as forças de Terra durante tanto
tempo, contra vantagens quase insuperáveis-cheia de intensidade,
trabalho de equipe e um espírito indomável. Onde
quer que BC e os outros estivessem, Magno esperou que essas
mesmas características ardessem dentro deles… Agora
se pudessem encontrá-los…
A resposta para aquela pergunta veio mais cedo do que ela esperava,
quando o monitor dela piscou e acendeu-se para revelar a face
da líder da primeira equipe de salvamento que elas tinham
enviado, uma ruiva delicada nomeada Sera. A imagem estava borrada
e ocasionalmente era interrompida pela estática, mas
era bastante boa naquele momento para que Magno conseguisse
entender suas palavras.
“Chef - * ssss * Nós *ssss * - chegamos -* ssss
* local…”
“Você alcançou o lugar Sera,” Magno
respondeu, enquanto os outros se aglomeraram atrás dela
para ver a tela. “Você tem certeza?”
“* ssss * é ele - * ssss * hefe…” a
menina respondeu, entre a estática.
Parfet pigarreou, e a Chefe acenou com a cabeça para
que ela prosseguisse. “Sera, aqui é Parfet.”
A Engenheiro começou, “você pode nos ouvir?
A recepção está ruim aqui… Há
qualquer coisa errado com o equipamento?”
A menina ruiva sacudiu a cabeça dela. “Eu posso
- * ssss * te garantir - * ssss * * ssss *-equipamento está
bem * ssss * é algo no ambiente - * ssss * - que interfere.”
“Ela disse que havia interferência em algum lugar?”
Hibiki perguntou para Parfet, mas foi Gascogne que respondeu.
“Alguns planetas têm certos minerais naturais no
solo ou partículas no ar, e isso interfere em certos
tipos de freqüências-isso é muito útil
como em nosso esconderijo pirata,” ela disse com um sorriso.
“Este lugar poderia ser um deles.”
“Mas quando nós estávamos lá, nós
não tivemos nenhum problema em contatar a Nirvana,”
Hibiki protestou. “Eu não acho que esses minerais
se movem…”
“Verdade,” Gasco respondeu. “Isso é
estranho…” mas antes de eles poderem seguir seus
pensamentos nessa direção, a atenção
deles voltou-se para o monitor onde Sera estava lhes mostrando
o local da emboscada. Era evidente pela folhagem destruída
ao redor que uma luta feroz tinha acontecido-mas embora houvesse
muitos equipamentos quebrados pelos arredores, não havia
sinal de qualquer corpo, vivo ou morto.
“Há algum sinal?” a Chefe perguntou, as mãos
dela agarraram as braçadeiras da poltrona firmemente.
“De qualquer um?”
“Negat-*ssss *” a exploradora respondeu. “Nada.
* ssss * Não respondem ao comun * ssss * não localizamos
* ssss *.”
Magno disse pensativa. “Há algo errado com este
quadro…” ela sussurrou, franzindo as sobrancelhas,
“eu só não consigo entender o que é…”
“As máquinas,” Duero simplesmente disse.
“O que Doutor?”
“As máquinas,” ele repetiu, com a mão
no queixo enquanto olhava atentamente para a tela. “Por
que eles destruíram as máquinas?”
Os outros olharam um para o outro. “Bem,” Hibiki
respondeu. “Eles viram algumas delas sendo usado como
armas-talvez por isso eles as destruíram. Além
disso, como eu lhes disse-estas coisas são inteligentes…”
“Talvez até mais que inteligentes,” Duero
disse, olhando para o monitor. “Eu espero que você
possa me entender, mas eu preciso que você me diga se
há algum de equipamento ainda inteiro no local…”
O homem teve que repetir a pergunta dele algumas vezes antes
de Sera conseguir entendê-la completamente, mas ela sacudiu
a cabeça. “* ssss * - Não,” ela disse.
“tudo - * ssss * destruído…”
“Isso é interessante,” Duero disse. “Estas
criaturas sabem, obviamente, pelo menos com o que uma máquina
se parece-a destruição foi proposital e planejada.”
“Isso poderia explicar por que a ligação
pelo comunicador não funciona,” Parfet disse. “As
bestas devem ter tirado delas os seus comunicadores…”
“Mas como eles sabiam?” Jura perguntou exaltada
“Eles são só animais? O escâner não
descobriu nenhuma estrutura tecnológica no planeta, nada!”
“Isso não significa que não há nenhuma,”
Duero disse baixo, antes de levantar a voz dele. “Em todo
caso, está claro que nós não estamos lidando
somente com ‘animais inteligentes ' aqui… Nós
deveríamos ser mais cautelosos.”
Naquele momento Sera chamou a atenção deles na
tela. Eles podiam ver a menina delicada ouvindo um relatório
de um dos membros do time dela que lhe mostraram uma leitura
de um instrumento que ela levava ao cinto. Sera suspirou, então
acenou com a cabeça, antes de virar aos outros com uma
expressão séria na face dela.
“Nós * ssss * - achamos um modo * ssss * de os
seguir…” a ruiva disse.
“Você disse que você pode os seguir?”
Jura perguntou. “Então o que está esperando?
Se apresse, assim Jura pode ir salvá-los!”
“Se ela descobriu como os achar, por que ela não
está contente?” Hibiki sussurrou a Magno, mas a
mulher velha teve um sentimento vago que ela sabia o porque…
“* ssss * - o sangue de Meia - * ssss * encontrado * ssss
* - ao * ssss * norte, pelo menos um quilômetro e * ssss
* continua…”
“O que? O que ela disse?” Hibiki perguntou. “Eu
não entendi tudo… ela disse que havia algum tipo
de rastro?” ele olhou em volta, e para sua surpresa viu
que todas as mulheres estavam com a expressão séria.
Até mesmo Jura. “Ei! o que está errado com
vocês? As notícias são boas, são?”
“O sangue de Meia.” A Chefe disse.
“Com licença?” Hibiki disse, um olhar confuso
na face dele.
“Meia está nos deixando um rastro do sangue dela
como um meio de a seguirmos,” Magno disse furiosamente,
as mãos dela apertando em punhos. “Aquela menina
estúpida…”
“O que quer dizer você um rastro de ‘de sangue'?
” Hibiki perguntou, com os olhos arregalados. “Isso
é insano! Ela está se matando!”
Magno sacudiu a cabeça dela. “Ela provavelmente
pensa que seria uma boa idéia… Ela já usou
isso uma vez antes…”
“Eu não posso acreditar que ela desperdiçaria
a força dela em algo tão ineficaz,” Duero
interveio. “Exceto para um animal de olfato sensível,
seria impossível a localizar o rastro de sangue dela-especialmente
neste caso, pois ela está sangrando na terra que deveria
absorver todos os rastros dentro de alguns horas.”
“Se vai funcionar ou não, não é o
que importa Duero!” Hibiki rosnou, mas Gasco explicou.
“Me deixe explicar isto,” Gasco disse a Chefe, antes
de se virar aos homens. “Quando Meia estava crescendo,
ela estava freqüentemente em dificuldade com as autoridades.
Ela foi presa numerosas vezes-e Mejeru tem modos de assegurar
que os prisioneiros delas não possam escapar. Um método
é injetar uma combinação química
particular no sangue do prisioineiro, uma combinação
que emite uma quantia específica de baixa radiação
que pode ser apanhada em um escâner especial.” Ela
voltou-se à tela. “Entretanto passou-se anos desde
que ela foi injetada, os rastros daquela combinação
ainda estão presentes no sangue de Meia, e é este
resíduo que vai nos conduzirá à eles, se
nós pudermos ver os rastros de sangue de fato. Meia sabe
que eles não têm nenhum meio de nos contatar-este
é o modo dela de iluminar um caminho.”
“Eu entendo,” Duero disse, antes de virar-se para
Hibiki. “Neste caso, seria melhor nós pormos seu
plano em ação imediatamente-devido as feridas
de Meia, se ela perder muito sangue, as chances dela de recuperação
serão menores.”
O menino acenou. “Eu acho que aqula menina estúpida
vai constinuar sangrando até eles pararem de se mover-sem
se importar com ela mesma,” ele amaldiçoou ofegante,
então se levantou. “Vamos!”
== [VANDREAD] ==
“Como ela está?” BC perguntou, quando rastejou
para o canto onde Dita tinha Meia embalado nos braços
dela, enquanto Paiway tentava curar as feridas dela.
A jovem enfermeira sacudiu a cabeça dela. “A bandagem
parou o fluxo de sangue temporariamente, mas… Mas ela
já perdeu muito sangue. Eu não faço idéia
de como ela conseguiu conseguir ficar acordada tanto tempo…”
Dita mordeu o lábio dela. “Líder…”
ela sussurrou para Meia, que estava inconsciente. “Você
deveria nos ter falado que você estava ferida! Nós
teríamos… Nós poderíamos ter…”
Da posição dela como vigia, Barnette deu um bufo.
“Teria o que? A ajudado? Escapado? Morrer tentando? Seja
realista Dita…”
“Mas nós poderíamos ter feito algo!”
a outra menina insistiu.
“Você não pode deixar de ser tão ingênua,
até mesmo numa situação como esta?”
Barnette gritou. “Não havia nada que nós
poderíamos ter feito! Deixe de ser tão estúpida!”
“Parem com isto, as duas,” BC ordenou. “Não
é hora para isso. Meia agravou a ferida dela deliberadamente-e
se parasse durante um minuto e pensasse, então você
saberia que ela fez isto por uma razão. Agora-se vocês
duas querem ajudar, então eu sugiro que ambas fiquem
quietas.”
As duas pilotos se calaram após essas palavras. Dita
odiava quando Barnete ficava tão brava-ela odiava quando
as pessoas começavam a gritar como Barnette. Mas, mais
que isso, ela odiava porque Barnette sempre era tão negativa
e isso não estava certo. Não importa o quão
desesperadora fosse a situação, tinha de haver
um modo de escapar dela… Dita não conseguia acreditar
que a amiga dela não tivesse essa fé. Eles tinham
estado em situações piores antes-e elas sempre
tinham ganho, não é? Entretanto… Sr. Alien
sempre tinha estado lá para ajudar. A menina sentia lágrimas
vindo aos olhos dela ao pensar em Hibiki… Ela estava tão
preocupada com ele, mas ele tinha de estar bem! Por ele, ela
não podia se render!
“Não… chore… Dita,” ela ouviu
de debaixo dela e abriu os olhos dela para ver Meia olhando
para ela. “Barnette não quis dizer essas coisas…
É só o modo dela de se livrar do estresse…”
“Líder!” Dita gritou, e os outros chegaram
mais perto. “Você acordou!”
Barnette chegou mais perto, perdendo o jeito severo dela. “Bom
ver você acordada Meia…”
Meia lhe deu um aceno e tentou se levantar, mas Paiway a empurrou
suavemente para atrás.
“Você ainda não pode ficar de pé Meia,
você está fraca devido a perda de sangue…”
a menina jovem disse. “Tente não se mover ok? Caso
contrário você poderia reabrir a ferida…”
“Eu ficarei bem…” a menina de cabelos azuis
disse. “E eu poderia ter que reabrir depois de qualquer
maneira se...”
“Não!” Paiway disse em um tom firme. “Absolutamente
não! Você morrerá se você perder mais
algum sangue Meia!”
Meia estava a ponto de protestar mas BC inteveio. “Não
há necessidade mais disto-eu penso que nós paramos,
só por esta noite.” A Sub-comandante gesticulou
à gaiola provisória de bambu e videira que tinha
servido como a prisão delas desde que eles tinham sido
agrupados lá pelos seus raptores, a aproximadamente uma
hora atrás. Dita tinha sido uma das primeiras a chegar,
e ela tinha visto os aliens-monstros que fizeram a gaiola usando
coisas do ambiente. Eles tinham trabalhado rapidamente e com
habilidade-Dita pensou que os aliens-monstros eram muito mais
inteligente do que elas imaginavam. Eventualmente, todos os
membros da expedição foram trazidos para a gaiola
e felizmente todas elas ainda estavam vivas embora muitas estivessem
feridas, mas nenhuma delas estava tão mal quanto Meia.
“Onde nós estamos?” Meia perguntou, dando
uma olhada ao redor.
BC encolheu os ombros. “Eu não sei. Parece, entretanto,
que eles nos aprisionaram para algum propósito que exige
que estejamos vivos-mais que isso, porém, eu não
sei.”
“Eles não vão nos comer?” perguntou
uma voz assustada de entre as outras meninas.
“Talvez,” BC respondeu. “Embora porque nos
manter vivos tanto tempo se a intenção deles fosse
esta?”
“Talvez eles queiram nos temperar primeiro,” disse
outra voz, o que fez algumas mulheres gemerem medrosamente.
“Chega dessa conversa!” Barnette gritou. “Quem
se preocupa por que eles nos pegaram? O que importa é
que não estamos mortos, e se vocês pensam que nós
vamos ficar passivas estão muito enganadas!”
Então elas ouviram uns grunhidos se aproximando, um som
que elas tinham percebido ser alguma espécie de comunicação
das bestas. “Atenção-eles estão vindo!”
ela disse e as mulheres-com a exceção de Dita
e Paiway que ficaram com Meia - se espalharam, para não
dar a impressão que elas tinham comversado entre si.
Sem discussão, eles tinham decidido tratar as bestas
como um inimigo inteligente…
Momentos depois eles apareceram na entrada, e quatro dos aliens-monstros
entraram. Embora Dita pudesse ver que cada um era sutilmente
diferente do outro, tinham algumas características comuns.
Em primeiro lugar, tinham uns 2 metros de altura e eram muitos
musculosos, com garras afiadas nos dedos dos pés e das
mãos. Aparte disto porém, e o fato que eles estavam
cobertos de pelos que olhando mais de perto parecia com um pelo
felpudo, as proporções das criaturas eram bem
parecidas com as mulheres-ou mais especificamente, com os homens.
Dita espantou esse pensamento-ela sabia agora que os homens
e mulheres eram o mesmo, assim era errado da parte dela pensar
que estes aliens-monstro ruins tivessem qualquer coisa a ver
com o Sr. Alien e os outros.
As quatro bestas inspecionaram a gaiola por um momento, os olhares
deles passando em cada um dos cativos para se assegurar que
todos estavam presentes. Aparentemente satisfeitas, as bestas
se aproximaram das mulheres-uma das Pilotos Dreads-e a empurrou
não muito suavemente para a saída. Dita estava
a ponto de ir ajudar, mas ela foi parada por um aperto firme
no ombro dela. A menina ruiva virou-se e viu BC lhe sacudindo
a cabeça-a Sub-comandante também já segurava
Barnette pelo ombro.
“Nós não podemos ganhar agora se nós
reagirmos,” a BC sussurrou, “Observem… E aprendam.”
Com essas palavras, ela libertou as duas meninas mais jovens,
e depois de ajudar Meia a ficar de pé, aconteceu então
que elas foram todas agrupadas na porta. Elas ficaram em linha,
as mãos delas tinham sido amarradas e as bestas começaram
a caminhar adiante. A noite tinha caído no planeta, e
o ar estava cheio dos gritos de animais estranhos, ainda mais
assustadores na sombra lançada pelas copas das árvores
na floresta.
As bestas avançaram rapidamente, não precisando
aparentemente de quase nenhuma luz além daquela provida
pelos próprios olhos vermelhos delas. Gradualmente, a
floresta ao redor deles começou a diminuir, e as mulheres
se acharam logo subindo uma inclinação rochosa,
as folhas sobre elas ficaram mais escassas, à medida
que as árvores diminuíram e ficaram mais esparsas,
as deixando exposto ao céu noturno claro. A frente delas,
o chão agudamente se inclinou para baixo, no que parecia
ser um vale fértil onde a vegetação era
até mesmo mais densa. Muito além do vale, talvez
um cem quilômetros mais ou menos, estava uma enorme montanha
em forma de cone -provavelmente um vulcão, se o que Dita
se lembrava das lições dela estivesse correto.
Quando elas passaram por ele, Dita notou que os aliens-monstro
pareciam estar fazendo algum tipo de gesto para a montanha,
ou ao menos, evitavam olhar para a montanha. Dita olhou para
atrás onde BC estava tentando apoiar Meia , e ambos as
mulheres lhe trocaram um olhar de reconhecimento-elas tinham
notado as ações estranhas como bem.
Logo, o grupo alcançou um paredão de rocha íngreme,
defrontado por numerosas árvores mortas e escombros espalhados,
e os capturadores delas pararam. Uma dúzia de bestas
moveram-se adiante e depressa e começaram a tirar os
obstáculos, até que Dita pode ver a boca desigual
de uma caverna, que conduzia mais profundamente na pedra. Uma
das bestas-este aqui até maior que seus companheiros-pisou
adiante e rosnou alguns vezes na boca de caverna. Alguns segundos
depois, um grunhido respondendo foi ouvido caverna adentro,
e um grupo de três bestas saiu da caverna, e aparentemente
começou a conversar com a maior das bestas. Isso fez
Dita se lembrar dos esconderijos que ela e as outras piratas
tinham em Mejeru, especialmente o menor que elas mantinham no
planeta. Realmente parecia um esconderijo-esconder a entrada,
postar guardas que trocavam contra-senhas-todas características
de um esconderijo de piratas-exceto pelo fato de serem bestas
e não mulheres.
“Sim, parece que sim” BC disse, depois que Dita
tinha transmitido a opinião dela. Os guardas delas pareciam
ter relaxado um pouco agora que eles estavam próximos
da casa ‘deles' e isto permitiu a Dita conversar com as
companheiras mais próximas dela sem causar um alarme.
“Eles têm alguma estrutura organizacional obviamente
aqui-com alguma sorte eles estão nos levando ao líder
deles e nós poderíamos ter uma chance para tentar
alguma forma de comunicação.”
“Mas como?” Dita perguntou. “Dita não
acha que eles falam o mesmo idioma…”
“Nós apenas temos que esperar e ver,” Meia
disse. A Líder Dread de cabeludos azuis estava muito
pálida. “O que eu queria saber, entretanto, é
se isto é algum tipo de esconderijo, então do
que eles estão se escondendo?”
Isso foi tudo que eles tiveram tempo de falar antes dos aliens-monstro
começarem a se mover mais uma vez, desta vez para a caverna.
A caverna era espaçosa para as mulheres e bestas e parecia
ser composta de só um único caminho sem desvios.
No princípio, as mulheres dependeram dos empurrões
dolorosos dos capturadores delas para lhes impedir de bater
nas pedras, mas depois que eles tinham viajado alguns minutos,
uma luz azul-verde sutil começou a encher a caverna,
luz que vinha das paredes. Dita tentou dar uma olhada mais de
perto-parecia ser um tipo de planta, mas ela realmente não
pode dizer ao certo…
Depois de mais ou menos uma hora de viagem, o corredor se abriu
abruptamente em uma caverna de tamanho considerável,
mais ou menos do tamanho do hangar Dread. Havia luz nesta caverna,
mas em vez de vir das paredes, a luz vinha de pedaços
de madeira nas paredes ao redor da caverna, tochas de que tinham
uma concentração de musgo ao redor. O motivo disto
ficou mais claro quando elas passaram perto das paredes. Dita
ouviu alguns suspiros desses que estavam à frente dela
na linha, mas ela não soube o que elas estavam vendo
até que ela mesma viu.
“Pinturas!” ela ofegou, “As paredes estão
cheias de pinturas!”
Realmente, em vez de estar coberto de musgo, as paredes de caverna
estavam enfeitadas com quadros do chão ao teto: nas pinturas,
as bestas em movimento, lutando com criaturas estranhas, lutando
até mesmo entre eles. A qualidade das pinturas era comparável
a de uma criança, contudo ainda eram reconhecíveis.
Dita não pôde dar uma boa olhada nelas pois as
mulheres foram agrupadas depressa em uma caverna depois da caverna
das artes primitivas, mas mesmo nessa també havia pinturas.
Havia uma cena particular que ela viu inúmeras vezes,
sempre pintada à esquerda da saída que conduz
para a próxima caverna: nela, um grupo das bestas estava
sendo massacrado pelo que parecia ser uma grande aranha cinza,
com linhas de fogo que saíam de seus olhos. a figura
da aranha sempre tinha aparecido… diferente das outras
criaturas que Dita tinha visto nas paredes, mas ela não
pôde classificá-la. Qualquer coisa que a aranha
fosse, era obviamente um inimigo mortal dos aliens-monstro…
Mas de alguma maneira, Dita tinha certeza que a aranha não
seria amiga da tripulação da Nirvana.
A viagem delas pelas cavernas de arte parecia se estender por
horas, mas em um certo ponto eles entraram na próxima
caverna e pararam, então foram forçados a se sentar
no meio duma sala em anexo. Ao contrário as outras cavernas
pelas que eles tinham passado, as paredes desta aqui estavam
em branco.
“Por que paramos aqui Sub-comandante?” Dita ouviu
Barnette perguntar assim que todas elas tinha sido forçadas
ao chão. “Por que nos trouxeram aqui? Para que?”
BC suspirou. “Eu gostaria de dizer, mas eu estou ainda
mais confusa que antes. A única coisa que eu pude entender
dessas pinturas foi o fato que estas coisas têm uma cultura
de guerreiros-mas como isto se relaciona com uma caverna de
pinturas e nossa captura, eu não tenho nenhuma idéia.
Nossa melhor aposta ainda é esperar e ver.”
Barnette assobiou o desgosto dela. “Se nós esperamos
demais nós poderemos terminar mortos!”
“E se nós tentamos agora então, nós
vamos morrer com toda certeza,” A mulher mais velha calmamente
respondeu. “Você sempre está com pressa Barnette-as
pessoas que se apressam raramente conseguem muita coisa.”
“Mas… Mas o que nós vamos fazer?” Dita
ouviu Paiway perguntar. “Como nós vamos escapar?
Há tantos deles!” O medo era evidente na sua voz…Esta
últimas horas não foram fáceis para a enfermeira-Dita
tinha sido amiga de Paiway desde que elas se encontraram e ela
sabia que a menina era valente, mas tinha uma tendência
de se render quando coisas ficavam ruins-a situação
atual provavelmente deveria ser sem esperanças para ela.
Dita lutou contra a ligação dela e conseguiu se
colocar em uma posição onde ela poderia ver as
amigos dela de frente. Ela sabia que a Sub-comandante não
poderia ainda dar uma resposta boa-entretanto ela estava segura
que era só uma questão de tempo. Agora mesmo entretanto,
ela tinha que achar um modo de impedir que a amiga dela desistisse…
“Paiway,” Dita disse, “O que acha você
destas pinturas?”
“Huh?” a menina perguntou confusa, “O que
tem isso a ver com qualquer coisa, Dita?”
“Uhm, bem…” a ruiva começou, “eu
estou certa que os desenhos nas paredes podem nos contar algo
sobre os aliens-monstro, neh? Mas, como Dita é estúpida,
eu não consigo adivinhar o que eles são,”
ela parou um momento, então sorriu. “Você
sabe Paiway? Se lembra, você se aborrecia quando eu não
conseguia entender os desenhos no caderno que você me
mostrou? Eu pensei seu desenho de Varoa era uma maçã!”
Dita ouviu Barnette bufar de raiva, mas alguns momentos depois
ela ouviu o que ela estava esperando-o som de risada, embora
fraco, de Paiway. “Eu me lembro,” a menina mais
jovem respondeu. “E eu estava tão orgulhosa daquele
desenho!”
A conversa entre as mulheres terminou quando um grupo de bestas
cercou os cativos. Um por um eles foram feitos se levantar enquanto
alguns dos aliens-monstro-que parecia mais velho de alguma maneira
a Dita, e que brincava com um tipo de colar que usava em torno
do seu pescoço-caminhou ao redor delas, enquanto examinava
os corpos delas, as roupas delas, as faces delas. Assim como
BC ordenou, nenhum deles resistiu, embora algumas, como Barnette,
não tivessem dado muita atenção a essa
ordem. Durante a volta dela, porém, Dita não conseguiu
sentir nenhuma maldade dos aliens. A aura deles parecia meramente
curiosa… e talvez até mesmo um pouco triste. Depois
que eles tinham terminado de examinar todas as mulheres, eles
as fizeram se sentar novamente em um grupo enquanto o líder
dos aliens-monstro foi para perto da parede. Um silencio parecido
descer na caverna enquanto um grupo de bestas se reuniu em frente
à parede em branco, enquanto o resto das criaturas clareou
um espaço ao redor deles, todos em volta do ajuntamento
menor.
E então, os aliens começaram a pintar.
Eles usaram ferramentas que eram semelhante às' tochas'
nas paredes, exceto pelo fato deserem menores e com uma cor
diferente . Quando eles passavam a tocha pela parede, uma fileira
de cor aparecia, enquanto brilhava durante algum tempo antes
de perder sua luz, deixando para trás a cor. Os golpes
dos aliens eram rápidos, medidos, como se eles estivessem
seguindo contornos invisíveis gravados na própria
parede. Os aliens trabalharam em conjunto, colorindo cada parte
antes de ir a próxima, enquanto dançando lentamente
entre eles, e com isso os golpes delas fundiram uma única
imagem. Levou tempo, mas eventualmente o quadro ficou claro-e
as mulheres perceberam o que eles desenhavam.
“Barnette!” Dita exclamou. “Eles estão
pintando Barnette!”
Não estava muito parecida, e a face consistiu principalmente
em dois pontos e um golpe, mas a forma do corpo marcou isto
como uma mulher, e as cores deixaram óbvio que era a
Piloto Dread de cabelos verdes.
“O que é isso…?” Barnette desejou saber
em voz alta, mas as criaturas continuaram trabalhando no quadro
dela e mas ninguém respondeu. As mulheres assistiram
os pintores que trabalhavam, como num transe, pouco dispostos
tirar os olhos da visão irreal. Porém o trabalho
estava lento e metódico e até que as criaturas
tivessem terminado a metade dos retratos, a maioria das mulheres
tinha adormecido, cansadas da longa viagem delas. Dita tentou
ficar acordada, mas a tensão da marcha forçada,
como também a preocupação dela por Hibiki,
simplesmente a venceu. No fim, ela tentou se acomodar tão
confortavelmente quanto permitiriam as restrições
dela, fechado os olhos e deixou a escuridão conceder
um descanso a ela…
Ela foi despertada, ao que parecia depois de poucos segundos,
por um sussurro urgente. “Dita…” ela ouviu
a voz de Paiway tremer de medo mais uma vez, “Dita, acorde!
Acorde!”
“Wha-wha…” a ruiva resmungou, enquanto tentava
esticar os braços dela antes de se lembrar das suas restrições.
Com aquela lembrança da péssima situação
delas, ela acordou de vez. “O que houve Paiway? O que
está errado?”
“Para a direita-a pintura! Olha!”
Dita virou-se para a parede e viu que a pintura estava completa.
Todos os cativos tinham sido representados fielmente na 'tela'
de pedra, posicionados um depois do outro igual a manikins.
Dita pausou para olhar a própria pintura dela por um
momento antes de começar a esquadrinhar a pintura para
ver o que tinha assustado tanto a amiga dela.
“Paiway, Dita não vê...”
E então ela percebeu ela tinha visto só parte
do que tinha sido terminado na noite anteriror. Até que
ela tivesse visto o quadro inteiro, ela estava tão agitada
quanto a jovem enfermeira.
À esquerda dos retratos de ‘delas ' estava uma
representação do vulcão que eles tinham
passado quando vinham para a caverna. Na cena o sol estava subindo
no horizonte, e as bestas estavam reunidas em volta do que apareceu
a Dita ser algum tipo de mesa…
Em cima desta, pintada, em todos seus detalhes ensangüentados,
uma imagem de Barnette cortada ao meio por uma gigantesca aranha
cinza…
Dita encarou a imagem por muito tempo antes do som da voz da
Sub-comandante romper o silêncio. “Desperte quem
ainda estiver dormindo…” ela comandou, “eu
penso que nós sabemos tudo o que nós precisamos
saber…”
== [VANDREAD] ==
“E você diz que você viu as bestas entrarem
na caverna?”
“Sim. Definitivamente. Eu me mantive tão longe
quanto possível mas pude reconhecer perfeitamente.”
Hibiki acenou com a cabeça assim que Sera terminou o
relatório dela, a mão boa dele segurava ansiosamente
a sua arma improvisada-uma lança. Enquanto ele e o segundo
time de salvamento estavam a caminho vindos da Nirvana, ele
tinha pedido para Sera e sua equipe para ir em frente, localizando
o rastro de sangue de Meia e lhes enviando relatórios
detalhados que os permitiram seguir o segundo time. Há
quatro horas atrás, Sera e o time dela tinham informado
que o rastro de sangue tinha parado. Hibiki e os outros tinham
temido o pior, mas Duero-que tinha os acompanhado-reassegurou
ao time que era altamente improvável que Meia pudesse
ter morrido de perda de sangue por aquele ponto, entretanto
ela estaria muito debilitada devido a falta de tratamento. Enquanto
Hibiki e os outros estavam movendo para a posição
de Sera, Hibiki tinha decidido os mandar ir na frente, em um
esforço para acompanhar o rastro. Tinha sido um movimento
arriscado, mas se eles perdessem as bestas nesta floresta, eles
teriam pouca chance de poder os alcançar a tempo. Eles
tinham procurado por horas em vão, mas enquanto Hibiki
e os outros tinham se aproximado o ponto de encontro, Sera tinha
informado que ela tinha podido espiar um das bestas que entrou
em uma caverna perto. Perto da entrada havia o que parecia ser
uma construção artificial feita de videiras e
madeira que eles levaram ser um sinal que tinham sido segurados
cativos de algum tipo-um sinal encorajador, caso contrário
eles não teriam nenhum modo de saber se foi essee grupo
de bestas que sequestrou Dita, Meia e as outras.
Hibiki virou-se para ficar frente a frente com os outros membros
do 'comitê de planejamento' que tinha vindo com ele para
a tentativa de salvamento. Jura, Duero e Parfet estavam lá,
junto com Gascogne que tinha tomado conta do zangão de
conserto que eles tinham guardado a uma boa distância
do acampamento deles para minimizar as chances de descoberta.
“Bem,” ele lhes perguntou, “o que nós
fazemos?”
“Você tem que perguntar?” Jura disse, enquanto
a sacudiu o longo cabelo loiro, uma mão agarrou a espada
dela. “Nós sabemos onde Barnette e os outros estão-o
que estamos esperando? Jura não gosta de ficar no frio
com todos estes bichos…”
“Eu não acho que seria aconselhável nós
invadirmos a caverna,” Duero disse. Era estranho ver o
Doutor com uma arma, mas de alguma maneira, parecia… 'estranho'.
Ele não olhou para a arma desajeitada que ele tinha escolhido,
o qual Hibiki teria descrito asperamente como uma foice denteada.
“Nós não sabemos quantos deles são
lá dentro, nem o quão extensas essas cavernas
são. A gaiola que Sera achou insinua que eles estão
sendo mantidos vivos para algum propósito, mas eu não
duvido que eles seriam feridos se nós atacássemos.
Poderia ser suicídio para nós e para eles.”
“Nem todo mundo trabalha de acordo com sua lógica
Médico,” Jura disse. “Talvez eles só
estivessem sendo mantidos vivos para serem trazidos para a caverna,
assim eles pudessem ser cozinhados antes de ser comidos? Ou
isso ou os monstros usam gaiolas como decorações?
Todo soldado bom sabe o bastante para tirar vantagem de qualquer
abertura Doutor … Talvez você deveria deixar as
táticas para nós, a tripulação de
ponta da nave?”
“Chega Jura,” Parfet disse, fazendo a loira piscar
em surpresa à veemência no tom dela. A Engenheira
tinha querido um clube originalmente para uma arma, mas eles
todos concordaram que uma arma afiada seria mais efetiva. Por
isso, a engenheira tinha levado um pedaço particularmente
afiado de metal e tinha se transformado isto em um punhal com
a lâmina bem larga. “Nós somos agora todos
soldados de linha de frente, e não há nenhuma
razão para nós não sermos cautelosos. Nós
não ajudaremos em nada se estivermos mortas.”
“Bem nós deveríamos enviar alguém
para dentro, pelo menos, para vasculhar a área então!”
Jura disse.
“Isso poderia ser difícil,” Duero disse.
“Estas criaturas, nós podemos assumir, têm
sentidos mais aguçados que os nossos, ou ao menos estão
muito mais familiarizados com o território. Seria arriscado
enviar alguém só.”
“Se você não quisesse correr riscos você
deveria ter ficado para trás na nave!”
“Jura!” Parfet gritou. “Isso é bastante!”
“Calma, calma,” Gascogne os interrompeu, “Nós
tínhamos um plano decente formulado na Nirvana-o que
você acha de nós continuarmos com ele?” Ela
virou-se para Hibiki. “Eu posso usar o zangão para
fazer algum barulho ao redor da entrada de caverna e se estas
coisas são tão inteligentes quanto nós
pensamos, as sentinelas lá fora me ouvirão alto
e claro. Se isso fizer não os fizer fugir, nós
enviaremos alguém dentro dar uma olhada. Todo mundo está
de acordo com isso?”
“Eu penso assim,” Hibiki disse, enquanto os outros
acenaram silenciosamente com a cabeça as cabeças,
entretanto não sem uma troca de olhares entre Jura e
Parfet.
“Certo então, vamos começar o espetáculo,”
Gasco disse. A mulher alta elevou os olhos dela para o horizonte
e observou o que parecia ser um nevoeiro se formando rapidamente.
“Eu não quero saber que outras surpresas ainda
tem este lugar para nós…”
== [VANDREAD] ==
Barnette atirou à queima roupa na cara de uma besta com
sua Beretta, antes de se virar e atirar em círculos com
sua AK -47-ou pelo foi assim que ela imaginou. As fantasias
ensangüentadas dela eram a única coisa que a impediam
de gritar de frustração e saltar em cima dos inimigos
delas. Uma hora mais ou menos depois do rude despertar delas,
as mulheres cativas estavam se aproximando da saída e
os planos delas para fuga ainda pareciam estar distantes. Eles
tinham percebido na discussão rápida delas logo
antes partida que as opções para uma fuga planejada
estavam horrivelmente limitadas. Elas tinham decidido esperar
até que eles chegassem ao vulcão mais uma vez,
e, quando as bestas estavessem distraídas pelo local
'sagrado' delas, BC e Barnette tentaria atacar os capturadores
delas. Isto serviria como um sinal para eles se espalharem em
direções diferentes, confundindo os inimigos,
delas esperançosamente. No entanto, as bestas haviam
amarrado elas pelos pulsos novamente e provavelmente as transportariam
nos ombros delas. Se fosse assim, elas soubiam que não
teriam nenhuma chance de fuga.
Eles se aproximaram da entrada-Barnette poderia contar por causa
da diminuição fixa do ‘musgo-luz' ao longo
das paredes da caverna-a piloto começou a sentir as primeiras
brisas de névoa. A névoa ficou mais forte quando
elas se aproximaram da entrada, e a menina de cabelos verdes
se permitiu dar um pequeno sorriso. Talvez as coisas dessem
certo para elas, afinal de contas…
A última das mulheres estava a ponto de cruzar o limiar
quando Barnette ouviu um zumbido lânguido no ar. O som
intensificou-se até que virou um rugido sombrio nas orelhas
dela, e logo ela sentia uma onda de ar enviar a névoa
contra ela como se um objeto grande se aproximasse da posição
delas, fazendo muitas das bestas se encolherem de medo. A menina
protegeu os olhos dela o melhor que pôde, entretanto ela
os abriu de espanto quando reconheceu o som da voz de Gascogne,
ampliado pelos alto-falantes do zangão de conserto.
“A cavalaria chegou senhoras! O grupo de resgate está
vindo da frente de vocês, corram nessa direção!
Vão!”
Com isso, o zangão de conserto fez mais um vôo
rasante em cima deles, fazendo um enorme barulho, enquanto isso
Gascogne ainda estava gritando para aumentar o barulho ainda
mais. Sem hesitar, a primeira reação das bestas
foi a de fugir, deixando as mulheres desprotegidas, em campo
aberto.
“VÃO!” BC gritou, mas nenhuma delas precisou
a cutucar, todas saíram correndo tão rápido
quanto elas puderam, com os braços ainda amarrados. Barnette
deixou sair um grito feroz de alegria-eles iam conseguir!
Foi naquele momento que ela ouviu outro som, um zumbido baixo.
E não estava vindo do zangão de conserto.
Barnette virou-se ao ouvir um estrondo e viu que uma grande
forma indefinida atirar na nave de Gascogne fazendo-a soltar
fumaça, mas ela conseguiu fugir ainda a tempo indo na
direção da floresta. A nova forma parou por um
momento, antes de duas colunas de energia disparadas de sua
cabeça incendiar a floresta onde o zangão tinha
caído. Aparentemente insatisfeito girou sua cabeça
ao redor, fazendo a névoa rodar em sua esteira. Por aquele
segundo quando a névoa rodou ao redor disto, Barnette
conseguiu ver o intruso-
E se achou contemplando nos olhos de uma grande aranha mecânica,
fortemente armada.
O Deus da Montanha tinha vindo.
====FIM
DO CAPÍTULO TRÊS====
Autor da história: Ender
|