Plan. Contr. Projetos

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CONTEÚDO

CONCEITOS

O QUE É UM PROJETO?

O QUE É GERENCIAMENTO DE PROJETOS?

CICLO DE VIDA DO PROJETO

ESTRUTURA ORGANIZACIONAL

GRUPOS DE PROCESSOS

MÉTODO DO CAMINHO CRÍTICO

PROCEDIMENTOS

CURVAS TEMPO X CUSTO

DETERMINAÇÃO DO CAMINHO CRÍTICO

PROGRAMAÇÃO

DIAGRAMA DE BARRAS

SOLUÇÕES ÓTIMAS – COMPRESSÃO E DESCOMPRESSÃO

 

O texto aqui apresentado corresponde a parte do arquivo ADM 2a. Planejamento e Controle de Projetos.doc disponível para download na área Arquivos.

CONCEITOS [1]

O QUE É UM PROJETO?

“Organizações executam trabalhos. Trabalhos geralmente envolvem Operações ou Projetos, embora os dois possam se sobrepor. Operações e Projetos compartilham muitas características. Por exemplo, são:

Executados por pessoas.
Restringidos por recursos limitados.
Planejados, executados e controlados.

As operações e projetos diferem entre si principalmente porque as operações têm um caráter contínuo e repetitivo, ao passo que os projetos têm um caráter temporário e único. Um projeto pode, portanto, ser definido em termos de suas características distintivas – um projeto é um esforço temporário empreendido para criar um produto ou serviço único. Temporário significa que todo projeto tem um início e um término definido. Único significa que o produto ou serviço é, de algum modo, diferente de todos os produtos e serviços similares.

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O QUE É GERENCIAMENTO DE PROJETOS?

“Gerenciamento de Projetos é a aplicação de conhecimentos, habilidades, ferramentas e técnicas às atividades do projeto a fim de atender ou superar as necessidades e expectativas que os interessados possuem no projeto. Atingir ou exceder necessidades e expectativas dos interessados invariavelmente envolve balancear demandas conflitantes entre:

Escopo, tempo, custo e qualidade.
Interessados (stakeholders) com necessidades e expectativas diferentes.
Requisitos identificados (necessidades) e requisitos não identificados (expectativas).”
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CICLO DE VIDA DO PROJETO

 

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Projetos na Área da Construção. Morris [1] descreve um ciclo de vida do projeto de construção conforme ilustrado na Figura 2-3.

 

§    Viabilidade – formulação do projeto, estudos de viabilidade e elaboração e aprovação de estratégias. Toma-se uma decisão do tipo “segue/pára” (go/no go) no término desta fase.

§    Planejamento e Projeto (design) – desenhos de referência, custos e programação, termos e condições contratuais e planejamento detalhado. Os contratos principais são autorizados ao final desta fase.

§    Execução – fabricação, entrega, obras civis, instalação e testes. A obra está praticamente concluída ao término desta fase.

§    Entrega (Turnover) e Partida (Start-up) – testes finais e manutenção. A instalação (facility) está em operação plena ao término desta fase.

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ESTRUTURA ORGANIZACIONAL

A estrutura da organização executora geralmente limita a disponibilidade de ou os termos sob os quais os recursos se tornam disponíveis ao projeto. As estruturas organizacionais podem ser caracterizadas como cobrindo um espectro variando desde funcional a por projetos, com uma variedade de estruturas matriciais entre elas. A Figura 2-6 detalha as principais características relacionadas a projetos dos principais tipos de estruturas organizacionais empresariais.  

A organização funcional clássica mostrada na Figura 2-7 é uma hierarquia onde cada funcionário está subordinado a um único superior. O pessoal está agrupado por especialidades, tais como produção, marketing, engenharia e contabilidade, no topo do organograma, com a área de engenharia sendo subdividida em mecânica e elétrica.

 

As organizações funcionais podem possuir projetos, porém o escopo conhecido do projeto está delimitado pelos contornos da função: o departamento de engenharia em uma organização funcional fará seu trabalho independentemente dos departamentos de fabricação e marketing. Por exemplo, quando se faz o desenvolvimento de um novo produto em uma organização funcional pura, a fase de engenharia é freqüentemente denominada “projeto de engenharia” e inclui somente o pessoal do departamento de engenharia.

Se surgirem perguntas sobre fabricação, elas tramitarão pela hierarquia até chegar ao chefe do departamento, que discutirá com o chefe do departamento de fabricação. O chefe do departamento de engenharia então apresentará a resposta segundo os mesmos canais hierárquicos até retornar ao gerente de engenharia do projeto.  

No extremo oposto do espectro está a organização por projetos mostrada na Figura 2-8. Em uma organização por projetos os membros da equipe são freqüentemente agrupados em um mesmo local (collocated). A maioria dos recursos da organização está envolvida com atividades do projeto e os gerentes de projeto possuem grande independência e autoridade.

 

Organizações por projetos freqüentemente possuem unidades organizacionais denominadas departamentos, mas esses grupos ou reportam diretamente ao gerente do projeto ou fornecem serviços de apoio aos vários projetos.

Organizações matriciais como as mostradas nas Figuras 2-9 a 2-11 são uma combinação de características funcionais e por projetos. Matrizes fracas conservam muitas das características de uma organização funcional e o papel do gerente de projeto é mais o de um coordenador ou agilizador do que de um gerenciador.

Da mesma forma, as matrizes fortes possuem muitas das características de uma organização por projetos – gerentes de projeto em período integral com autoridade considerável e pessoal administrativo do projeto em regime de tempo integral.

A maioria das organizações modernas engloba todas essas estruturas em vários níveis conforme mostrado na Figura 2-12. Por exemplo, mesmo uma organização fundamentalmente funcional pode criar uma equipe especial de projeto para conduzir um projeto crítico.

Tal equipe pode ter muitas das características de um projeto em uma organização por projeto: pode incluir pessoal trabalhando em tempo integral proveniente de diferentes departamentos funcionais; pode desenvolver seu próprio conjunto de procedimentos operacionais e pode operar fora da estrutura formal e padronizada.

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GRUPOS DE PROCESSOS

Os processos de gerenciamento de projetos podem ser organizados em cinco grupos, cada um deles com um ou mais processos:

Processos de iniciação – reconhecem que um projeto, ou uma fase de um projeto, deve começar e geram o comprometimento para que isso aconteça.
Processos de planejamento – elaboram e mantêm um esquema operacional (workable) para atender às necessidades para as quais a realização do projeto foi proposta.
Processos de execução – coordenam pessoas e outros recursos para realizar o plano.
Processos de controle – asseguram que os objetivos do projeto sejam atingidos pelo monitoramento e medição do progresso, tomando medidas corretivas quando necessário.
Processos de encerramento – formalizam a aceitação do projeto ou da fase do projeto, conduzindo-o a um final ordenado.

Os grupos de processos estão ligados pelos resultados que eles produzem – o resultado ou produto de um torna-se um insumo para um outro. Dentro dos grupos de processos essenciais, as ligações são iterativas – o processo de planejamento logo de início fornece ao de execução um Plano Global do Projeto documentado, que, por sua vez, fornece atualizações documentadas ao plano à medida que o projeto progride. Essas ligações estão ilustradas na Figura 3-1.  

Além disso, os grupos de processos de gerenciamento de projetos não são discretos, nem eventos singulares;  são atividades que se sobrepõem e que ocorrem em níveis variados de intensidade durante cada uma das fases do projeto. A Figura 3-2 ilustra como os grupos de processos se sobrepõem e variam em uma fase.  

Finalmente, as interações dos grupos de processos também cruzam as fases de tal forma que o encerramento de uma fase fornece os insumos para a iniciação da seguinte. Por exemplo, o encerramento da fase de projeto requer a aceitação, por parte do cliente, dos documentos de projeto. Simultaneamente, os documentos de projeto definem a descrição do produto para o desenvolvimento da fase de implementação. Essa interação é ilustrada na Figura 3-3.  

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MÉTODO DO CAMINHO CRÍTICO [2]

PROCEDIMENTOS

Agrupar os procedimentos lógicos para aplicação do CPM em:

Þ    PLANEJAMENTO:  é o processo de escolher o método e a ordem de trabalho a serem adotados para o projeto, entre todas as modalidades e seqüências pelas quais pode ser concretizado.

Þ    PROGRAMAÇÃO:   é a determinação dos tempos das operações que fazem parte do projeto e a maneira como se entrosam para dar o tempo total de execução.

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CURVAS TEMPO X CUSTO

Þ     Solução de custo mínimo (ou solução normal):                 a que permite completar o projeto ao menor custo direto possível

Þ     Solução de tempo mínimo:              a que permite a consecução do projeto no menor tempo possível, ao custo mínimo para aquele tempo de execução

Þ     Ponto normal:             o tempo necessário para fazer o trabalho ao menor custo direto possível. Todos os tempos de execução inferiores devem custar mais caro (horas extras, turnos de trabalho, mais equipamentos, etc.)

Þ     Custo de aceleração correspondente ao tempo mínimo: custo direto mínimo para a realização do trabalho no tempo mais curto possível   

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DETERMINAÇÃO DO CAMINHO CRÍTICO

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PROGRAMAÇÃO

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DIAGRAMA DE BARRAS

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SOLUÇÕES ÓTIMAS – COMPRESSÃO E DESCOMPRESSÃO

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[1] - PMI – Project Management Institute. PMBOK Guide – Project Management Body Of Knowledge. PA, USA, 1996. Versão em português não oficial, produzida pelo PMI-SP – www.pmisp.org

[2] - ANTILL, James; WOODHEAD, Ronald W. CPM aplicado às construções. Rio de Janeiro, Livros Técnicos e Científicos Editora e EDUSP, 1968.

 

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Administração Economia PCP
Prof. Fernando R. Machado    [email protected]
Última atualização: 04 março, 2004.
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